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quarta-feira, julho 06, 2016

Iraque: os inocentes têm de ser vingados

Aquilo que sempre soubemos sobre a invasão do Iraque sob falsos pretextos e os largos milhares de vidas humanas inocentes que se perderam, só é cada vez mais confirmado  pelo lento, porém inexorável, acumular das evidências e provas materiais  do crime inominável que foi cometido por bandidos que têm nome e prosseguem tranquilamente com as suas vidas: Bush (o pateta de serviço), Cheney e Rumsfield (as criaturas letais), Blair (o político sem escrúpulos), Aznar (palhaço ibérico) e Barroso (o anfitrião da Cimeira das Lajes, que a todos nos envergonha).
Este punhado de indivíduos, com responsabilidades diferentes, é certo, deveriam ser julgados em Tribunal Penal Internacional e todos condenados, com penas variáveis, evidentemente.
É claro que isso não vai acontecer: os americanos gozarão sempre de toda a impunidade que lhe será dada pelas instituições e os ibéricos gozarão também daquela impunidade que decorre da tendência, compreensível mas injusta, de não levantar ondas, de não mexer no lodo. Mas ele, o lodo, aí está, e continua. O chamado Daesh não é mais do que uma consequência.
Resta o Bliar, esse infame com as mãos sujas de sangue, tanto quanto as dos comparsas do lado de lá do Atlântico, mas que dificilmente seria o único a expiar a culpa num improvável julgamento internacional.
Resta, em nome da justiça e da memória de todos quantos morreram nessa monstruosidade engendrada sem vergonha diante dos olhos de todo o mundo, resta a esperança que este indivíduo seja levado a tribunal pelos próprios britânicos, vítimas e familiares cujas vidas foram usadas sem pudor nem piedade. Os inocentes, incluindo as vítimas iraquianas.

terça-feira, setembro 22, 2015

Bonifácio desenterra Kipling e tem palmas

No Prós e Contras de ontem, Pais Antunes interpelava Soromenho Marques por causa das responsabilidades que este atribuíra, e bem, ao Ocidente pela catástrofe em curso no Médio Oriente, com a lenga-lenga de que o segundo entrava no choradinho masoquista ocidental que se atribuía  as culpas dos males do mundo.
Viriato Soromenho Marques é um senhor. Não vai ali vender banha da cobra como um político de aviário, e teve uma caridade evangélica diante da inefável Fátima Bonifácio (que logrou aplausos ao invocar o "fardo do homem branco" diante duma audiência que de Kipling só conhecerá o Mogli e o Balu, julgando-os criaturas em primeira mão do Walt Disney).
Voltando à insurgência de Pais Antunes: se há grande responsável pelo desastre iraquiano e sírio ( por muito que Assad não possa ser afastado da equação), esse tem o nome de um país: Estados Unidos da América, com a guerra criminosa levada a cabo contra o Iraque. Os nomes: o inimputável Bush filho; os facínoras Cheney e Rumsfeld, entre outros; o repugnante Blair. Esses criaram o caos do qual emergiu o Estado Islâmico. O resto são histórias da carochinha, cortinas de fumo, aldrabices, pura desinformação que deixa o cidadão comum desorientado, a ver em cada criancinha de colo um degolador.

No meio desta miséria, que reconfortante é ouvir a voz esclarecida, ponderada e humanista de Rui Marques.