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quinta-feira, novembro 23, 2017

no LEFFest #12

Pictures Of The East, de Sandro Kanchelo e Gidon Kremer. «Sessões especiais -- Música». Para mim, o momento mais alto do LEFFest, até agora. Um curta-metragem de animação, de 28 minutos (precedida da execução, por Kremer, dos Preludes To A Lost Time, de Mieczyslaw Weinberg) a partir do magnífico trabalho do artista sírio Nizar Ali Badr, cujos esforços de Paul Branco para tê-lo no festival foram gorados pela recusa das autoridades da UE concederem o visto para esse efeito. Nem vou comentar, mas quando me aparecer o vinhático Juncker no ecrã, não vou reprimir dois ou três palavrões.

segunda-feira, outubro 02, 2017

o franquista Rajoy lembrou-me o salazarista Franco Nogueira

* Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros e futuro biógrafo de Salazar, era um tipo culto e sagaz, mas, por vezes, dava-lhe para ser chico-esperto. Sei do que falo, pois fui seu aluno, e um dia entalei-o numa aula, quando pretendia aldrabar os alunos a propósito  de um artigo da Constituição de 1933, a propósito da eleição do Presidente da República. Dizia o antigo embaixador que o documento fundamental do Estado Novo consagrava a eleição colegial do PR pela Assembleia Nacional, tendo eu de lembrar-lhe, para seu desconforto, que até 1958 (recorde-se ano da fraude que impediu a vitória de Humberto Delgado), a eleição era feita por sufrágio universal. Após o terrorismo de estado exercido pelo poder, que garantiu o roubo eleitoral, o cagaço foi tão grande, que o regime se apressou a fazer uma revisão constitucional para evitar futuras e semelhantes surpresas.
Uma das finuras chicoespertas de Franco Nogueira quando tinha de enfrentar a comunidade internacional na ONU, por causa da vil Guerra Colonial, era uma linha de argumentação que defendia Portugal ser também um país africano (sic), pois até a Constituição consagrava aqueles territórios como "províncias ultramarinas"...
Ao ouvir ontem o franquista Rajoy a encher a boca de "democracia", "lei" e "constituição", que naquela boca e naquelas circunstâncias soam sempre a vitupério, lembrei-me do velho embaixador das causas perdidas.


* Ada Colau, presidente do município de Barcelona, qualificou ontem o primeiro-ministro espanhol como um cobarde. Poucas vezes um tal doesto assentou tão bem a uma criatura política que não hesitou em esconder-se por detrás do álibi constitucional para reprimir ilegitimamente um povo que quer autodeterminar-se. Cobarde e estúpido, como se vê, pela grande incentivo que deu à causa independentista. 
Já a comportamento da União Europeia, através do lamentável Junker vinhateiro, foi abaixo de miserável. Salvaram-se o  primeiro-ministro belga, Charles Michel, e o esloveno Miro Cerar, ao deplorarem a violência de estado. E vindo de onde veio, Bélgica e Eslovénia, este reparo tem um assinalável significado político, pese a pequena dimensão e peso dos dois países no contexto europeu.
Felizmente, com todos os seus defeitos, a UE serve de escudo para proteger os catalães de acções mais repressivas -- assim o creio e espero, veremos.


* Detestei a nota do governo português. Poderia ter manifestado o desejo de que o estado espanhol resolvesse os seus problemas internos, sem tirar o tapete aos catalães, com a conversa do respeito pela constituição negociada de 1978, objectivamente pondo-se ao lado do governo de Madrid. Vindo de Portugal, é particularmente triste e vergonhoso. Eu tive vergonha.


* Uma notícula para alguns comentadores: todos são livres para opinar e defender o que do seu ponto vista parecer mais justo e avisado. Têm até o direito de exibirem publicamente os seus preconceitos ou falta de preparação, não tendo noção do que estão a dizer. Argumentar com aldrabices, como certa indivídua cujo nome omito por pena, mas sem respeito nenhum, que a reivindicação catalã de autodeterminação seria equivalente a uma acção semelhante que, por absurdo, partisse do Porto, é de tal modo um insulto à inteligência, que me pergunto se a criatura, além de tonta, não será mesmo desprovida de um mínimo de cabedal para exercer o comentário. 

quarta-feira, outubro 05, 2016

Guterres!, Guterres! (Gondòmar.... Gondòmar...)

António Guterres, Alto-Comissário da ONU para os Reefugiados
caricatura de Acácio Simões
Extraordinária vitória pessoal de António Guterres (o mérito é essencialmente seu), da diplomacia portuguesa, liderada por Santos Silva e também de Marcelo.
Desejo que não tenha sido escolhido também pelas más razões, a de alguém pantanosamente dialogante, que não levanta grandes ondas. O Mundo não está para isso. No entanto, confio na sua inteligência e culura. Por outro lado, ele foi uma das caras em defesa dos refugiados. A sua eleição é, também por isso, interessante.
Quanto a Kristalina Georgieva, esperam-na trinta dias de férias. Que as goze bem, e mande bilhetes-postais a Junker e a Merkel.

quinta-feira, janeiro 28, 2016

JornaL

daqui
 Orçamento. Governo arrisca chumbo de Bruxelas na próxima semana--  A UE como colete de forças; só que os alienados estão mais lá do que aqui.

 Matteo Renzi: "Temos de deixar de considerar a Europa como a professora com a caneta vermelha e azul" -- ...ou "Países do Mediterrâneo, uni-vos!" / ...ou Países do Sul (do Sol, e do sal) vs. países sem norte (oh, Dinamarca!...), sem sol nem sal.

 Orçamento. Governo sem margem para recuar nos compromissos à esquerda -- Eu diria mesmo mais: Governo sem margem para recuar nos compromissos com o país.

PSD  e CDS apoiam apelo europeu à correcção do OE -- Sempre com a Troica. Sempre além dela. Sempre abaixo e por baixo dela. 

Taça da Liga. Braga vai à Luz enfrentar um dos melhores ataques da Europa -- O Sr. Vitória é um Senhor.

 títulos do I

segunda-feira, março 09, 2015

o que chamaremos às calinadas do Junker? "junkerismos"?, "junkeradas"?...

Lê-se por aí que o bonacheirão Juncker idealiza um exército europeu, por forma a mostrar à Rússia que a "Europa" não brinca quando se trata de defender os seus princípios. Ora, a "Europa" pelo menos desde Jacques Delors que deixou de ter princípios; tem, ao invés, burocratas e financeiros a granel. 
O inefável Juncker, que diz uma coisa e o seu contrário em menos tempo do que a Terra demora a girar à volta do Sol, crê no absurdo de que qualquer país, com política externa e políticos dignos desse nome, iriam pôr-se, angelicos, debaixo da asa da Alemanha -- a mesma Alemanha que está a arranjar um trinta-e-um à "Europa", da qual se serve para disputar vantagens geopolíticas com a Rússia -- a mesma Alemanha que, dominando a União Europeia a terá já destruído.
Não sei se deva dar razão ao circunspecto comentador da "Quadratura do Círculo", quando aludiu aos entusiasmos pós-prandiais do divertido luxemburguês.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

JornaL

Linces. Gosto dos novos sinais de trânsito :)

Lata. A propósito do Syriza, leio no Diário de Notícias que Juncker "Não gostaria de ver forças extremistas chegar ao poder. Preferia ver caras conhecidas." Anda este estúpido com a extrema-direita antieuropeia e xenófoba a bater-lhe à porta, e autoriza-se dar opiniões sobre uma força política que até tem defendido a presença da Grécia na moeda única! Ainda por cima, vindo de um sujeito que perdeu a credibilidade para governar sequer a junta de freguesia lá do bairro dele...

Jacob e o Anjo. Gostava de estar em Vila do Conde no sábado,  para assistir à leitura encenada da peça do José Régio.

Pop Galo. Grande ideia, esplêndida ideia de Joana Vasconcelos para as comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro: um Galo de Barcelos de 7 metros, iluminado à noite.O kitsch nem sempre é de deitar fora.

O Messi de Vizela. Rafinha, o Messi de Vizela.

segunda-feira, março 11, 2013

Os demónios de Juncker

Jean-Claude Juncker à Der Spiegel: «os demónios não desapareceram, estão apenas adormecidos».  Refere-se o PM luxemburguês a uma futura guerra europeia. Nós sabemos; ele também e os líderes alemães e outros, também. 
Não me apetece nada fazer previsões negras. Se esta farsa europeia continuar, não tenho dúvidas de que as coisas vão ficar feias. A Alemanha será sempre quem terá mais a perder, partindo-se em pequeninos, outra vez, quiçá regressando aos principados...