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quarta-feira, março 18, 2015

Israel na encruzilhada

Ao contrário do pode parecer, Netanyahu é um líder fraco que que faz fraca a forte gente de Israel. A sua falta de escrúpulos na manutenção do poder, lançando mão de todos os artifícios, instilando o medo na sociedade, minando a relação sólida com o aliado americano, imiscuindo-se na política interna deste e sendo tratado com o merecido desprezo pela presidência dos Estados Unidos, fazem temer o pior. Netanyahu é um vírus ou um cancro que lentamente vai minando os fundamentos daquela sociedade democráticva outrora forte.
Só os fortes podem negociar e ceder, em nome de um bem maior. No caso de Israel, esse bem não é apenas a paz, mas a própria sobrevivência do Estado. O drama recente do país, com o assassínio de Rabin e a doença incapacitante de Sharon, afastou do poder aqueles que tinham a coragem e a autoridade, tanto moral como política, para fazer essa paz. É uma autoridade política e moral que têm Livni e Herzog. Ao acobardar-se e deixar-se manipular, os israelitas deram mais um passo no seu enfraquecimento insustentável. É que, ao contrário destes, os palestinos já perderam tudo e, portanto, só têm a ganhar. 

quarta-feira, julho 16, 2014

miopia israelita

O conflito entre Israel e a Palestina é demasiado antigo e complexo para tomadas de posição ligeiras e piedosas. A verdade é que este antagonismo radica na história secular, com um revivescer no último século, com a então toda-poderosa Europa arrogando-se a prerrogativa de inventar países e desenhar fronteiras.Não há inocentes políticos de parte a parte; e se só lamentamos as vítimas palestinas é porque Israel tem a capacidade militar do seu lado. Só por isso.
É evidente que isto não desculpa o estado israelita de sistematicamente boicotar a viabilidade do outro estado e de seguir com uma criminosa política de colonatos, jogando a política do facto consumado no longo prazo. O que políticos míopes como Netanyahu -- e todos quantos insistem do lado de Israel nessa política cega -- não vêem, é que o tempo joga contra o estado judaico. A força que este detém, como o viram Rabin e o próprio Sharon -- e como creio que será a posição de Livni --, deveria ser usada de forma mais inteligente e dialogante. Ao apostar no tudo ou nada, Israel só pode perder.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Ariel Sharon e as traições da História

Foi por ter sido um falcão (e que falcão), que Ariel Sharon teve a autoridade e a força para, pragmaticamente, iniciar o desmantelamento dos colonatos. E fê-lo contra o próprio partido, fundando outro. Até onde iria e que consequências traria, não o saberemos. Mas como é uma ilusão pensar que Israel será viável oblterando o problema palestiniano, o avc que o afastou do poder é uma daquelas traições que a História comete, quando parece haver uma saída por estreita que seja. Foi assim também com o assassínio de Rabin, outro general-político: a situação bloqueia e deteriora-se, parecendo que Israel fica mais fraco política e moralmente.  

terça-feira, novembro 22, 2005

JornaL

1) E de repente, o Ariel Sharon torna-se(-me) personagem mais simpática. Será para durar?
2) Tomé Pinto em entrevista a Adelino Gomes, a propósito dos 30 anos do 25 de Novembro: «Quando se dá a ocupação das bases [aéreas], estamos num período insurreccional. Alguém sugere que se chame o Ramalho Eanes [.] Este diz a Costa Gomes que tem um grupo de oficiais que podiam tomar conta da situação. "Quem são"? Ele respondeu: "Estão comigo, eu sei quem é que são." Mas não revelou os nomes e ainda bem. O Presidente disse: "Então avance." Além dos Comandos, nós tínhamos outra unidade, muito esquecida, que é [o Regimento de Cavalaria de ] Estremoz. [...] Mas a primeira unidade que avançou não foi nenhuma destas, mas sim o CIAAC [de Cascais] do capitão Pinto Ramalho, hoje general. Foram de lá os primeiros pelotões a avançar.»