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segunda-feira, março 27, 2017

livros que me apetecem

Coração Mais que Perfeito, Sérgio Godinho (Quetzal)
Desobediência Civil, Hannah Arendt (Relógio d'Água)
Escravos em Portugal, Arlindo Manuel Caldeira (A Esfera dos Livros)
Três História Desenhadas, José de Almada Negreiros (Assírio & Alvim)




quinta-feira, outubro 13, 2016

How does it feel?...

Depois do Prémio Nobel para Dylan, Chico Buarque e Sérgio Godinho já podem receber o Camões.


sábado, janeiro 16, 2016

só uma música

Um disco histórico, uma daquelas obras que nos define como comunidade cultural. O resto é conversa fiada. Gravado no exílio em Paris, saído em 1971, na agonia do salazarismo sem Salazar, proibido no país (ah ah ah!, a pré-história...), aparece às escusas com olho camoniano. A emigração, a Guerra Colonial, a pobreza endémica, o marialvismo polltrão, a charlatanice social e política, o sebastianismo imobilista,  a censura castradora e ofensiva, a repressão policial a um povo ignaro, o desafio final num verso do Trinca Fortes, por isso rajada de metralha naquela apagada e vil bisonhice -- oh, plano de ajustamento & metas do défice mais a puta que os pariu.
Difícil a escolha de uma música neste Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades? Para mim, em por isso. Tomar balanço em toada quase medieval para o Angola (e o resto) não é nossa, com  a «Cantiga do Fogo e da Guerra». A letra, o poema -- pois les beaux esprits -- é de Sérgio Godinho.