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quarta-feira, outubro 01, 2014

1 de Outubro de 1914

fonte
Em "carta lepidóptera" Alfredo Guisado entra no jogo dos heterónimos com Pessoa. Estivera com Caeiro no parque de Mondariz, na Galiza (Guisado era galego...)

«[...] Estivemos falando um pouco. É um indivíduo deveras esquisito. 
Desejaria até que você ou o Sá-Carneiro o conhecesse. Falámos de poetas novos.
Citei-lhe o seu nome e o do Sá-Carneiro, dizendo-me que ele que já os conhecia e que embirrava imenso com a nova escola. Recitei-lhe versos seus e do Sá-Carneiro e o homem parece que não gostou muito, por isso não lhe falei nos meus (versos).»

Fernando Pessoa, Correspondência Inédita
(edição de Manuel Parreira da Silva;
actualização ortográfica minha)

quinta-feira, julho 06, 2006

Antologia Improvável #144 - Alfredo Guisado

O BALOIÇO

Na minha quinta, em pequeno,
Tive um inquieto baloiço
Que ainda o vejo sereno
E nele os meus gritos oiço.

Longas horas baloiçava
Meu frágil corpo menino.
E ora subia ou baixava
Num constante desatino.

Nesse baloiço, à distância,
Chama por mim minha infância
E eu chamo p'lo que passou.

E sem haver quem me oiça
O baloiço me baloiça
Entre o que fui e o que sou.

A Lenda do Rei Boneco / Líricas Portuguesas - 2.ª Série
(edição de Cabral do Nascimento)

Alfredo Guisado