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segunda-feira, abril 11, 2016

Costa e Tsipras

Se o encontro de hoje terá alguma consequência, ninguém sabe, porque a situação política europeia (e internacional) está de tal modo volátil que só um tonto se arriscará a fazer vaticínios para além de umas escassas semanas.
O que sei é da satisfação que me deu ver um governante português comportar-se como chefe de um governo de um dos estados mais antigos da Europa,  e não como um poodle do ministro das finanças alemão ou do presidente do Eurogrupo.

domingo, setembro 20, 2015

Tsipras

A capitulação de Tsipras ainda terá muito que se lhe diga. Esperançado com outras vitórias a Sul (seria bom Portugal poder acrescentar alguma coisa), que possam secundar a que obteve hoje, não me parece que outras frentes possam ser abertas. Pelo menos não quer ir para além da troika, não quer governar contra o seu povo, como fizeram os partidos gregos, e já agora, estes gajos do PàF. A reserva mental em relação ao III Memorando poderá garantir isso mesmo. De qualquer modo, confirma-se como raposa política. Que mantenha a ideologia aliada ao pragmatismo, sem ser o Xerife de Notthingam de príncipes que falam alemão, é o que eu espero. 

quinta-feira, julho 16, 2015

União Europeia: back to the drawingboard

A interessantíssima entrevista de Varoufakis ao New Statesman, publicada hoje pelo  Diário de Notícias,  é demonstrativa da toxicidade do Eurogrupo dentro da União Europeia. Não sei se esta ainda recuperará dos danos que lhe foram causados.
A moeda única, pelo menos, está ferida de morte, segundo alguns observadores; quanto ao resto, que é o mais importante, a união política propriamente dita, tudo está mais frágil. Passou-se paulatinamente da cooperação para a desconfiança e o ressentimento. O espírito europeu está moribundo.
Como me parece difícil que as instituições se auto-regenerem, a não ser através de abalos fortes, talvez seja preciso acabar com o Euro (ou repensá-lo profundamente) para que a União Europeia se salve. A evolução da Grécia será determinante, assim como o referendo em Inglaterra sobre a continuidade da sua permanência na UE.
Politicamente, o euro seria uma das coberturas desse edifício que vemos como União Europeia; mas, como muitos têm apontado, e desde há bastante tempo, uma união monetária sem uma união política do tipo federal não funciona. Nas últimas semanas, o tal espírito europeu foi cilindrado; se ele poderá ser ainda reactivado, essa é que é a questão. Porque, ao contrário do que a prática dos eurocratas demonstra, é a política que prevalece sobre tudo, e o tratamento humilhante que foi dado aos governantes gregos e, através deles ao seu povo, talvez em vez de amedrontar franceses, espanhóis, italianos, lhes acicate a repulsa por este domínio frio da Alemanha.  Mas enquanto forem partidos como o Syriza ou o Podemos a ganhar, a situação ainda será gerível e civilizada; chegando a vez da Frente Nacional, au revoir União Europeia. 

segunda-feira, julho 13, 2015

incompetentes, irresponsáveis, doidos varridos...

...vou deitar-me com a noção de que o projecto europeu está a chegar ao fim, com este espectáculo sórdido de humilhação da Grécia, que -- creio e desejo -- ela recusará. 
A União Europeia foi uma miragem que já está a ser destruída às mãos de políticos vesgos e eurocratas sem substância. 
Pode ser que de manhã seja outro dia, e que o pior se tenha dissipado num assomo de lucidez. Pode ser, mas não será. 
Quanto a nós, o melhor é pormos as barbas de molho, e voltar à vocação atlântica, em especial aos nossos vizinhos do Atlântico Norte, os Estados Unidos, que podem ser um seguro de vida, se não nos deixarmos transformar em protectorado. 
Porque uma União Europeia assim é tóxica e não interessa, não nos interessa. E tutela por tutela, antes os americanos do que os alemães.

quarta-feira, julho 08, 2015

o homem do momento

Teve graça ver Guy Verhofstad a increpar Tsipras pela ausência de reformas na Grécia, as isenções da Igreja Ortodoxa, dos armadores, das forças armadas, tudo sectores caros ao primeiro-ministro grego. Em contrapartida, Tsipras lembrou ao Parlamento Europeu, respondendo a um deputado alemão do PPE, que a Alemanha, arrasada depois de duas guerras mundiais que provocou, com milhões de mortos, foi objecto da proclamada solidariedade europeia com o perdão de 60% da dívida alemã e adopção de políticas de estímulo ao crescimento alemão. Um directo seco, o alemão nem tugiu...

segunda-feira, julho 06, 2015

Viva a Grécia, pá!

Há uma semana, pensava que o "Sim" iria ganhar; para o fim da semana, já admitia que os gregos, que não são mansos, pudessem reagir às pressões vergonhosas que iam sendo feitas, sendo a mais vergonhosa de todas a de Martin Schulz. Nunca pensei que o "Não" ganhasse com esta força. Vivam os gregos, pá!

quinta-feira, julho 02, 2015

E se ganhar o 'Não', a UE faz o quê?...

Falemos de escolhas racionais, e não de dignidade, patriotismo, orgulho nacional, cultura -- coisas que não entram nas equações dos contabilistas e merceeiros ignorantes e pífios que têm dirigido a União Europeia. (Embora eu não seja nacionalista, credo!, sempre tem mais dignidade um sentimento nacional de revolta e indignação do que a apatia do rebanho a caminho do matadouro, como gostariam os eurocratas.)
O cidadão grego que se pronunciará no referendo de Domingo e queira tomar uma decisão racional, procurando retirar o país do impasse sem capitular diante das pressões (ou chantagem) dos credores / UE, terá como alternativa:
1) votar 'sim' e ter a esperança que a UE, com o susto que apanhou resolva tratar da questão politicamente. Mas na UE, e em especial no Eurogrupo, já se sabe que quem manda é a Alemanha, cuja linha tem condicionado todo o processo. O único país capaz de enfrentar a Alemanha é a Inglaterra, que nem pertence ao Euro; as duas outras potências políticas e económicas ou estão subalternizadas (a ridícula França) ou estão a ver se passam por entre os pingos da chuva, em face dos seus próprios constrangimentos internos (Itália).
2) Votar 'não' e esperar que a UE acorde e, em face do golpe profundo no adulterado projecto europeu que ela representa, os dirigentes se consciencializem que tudo tem de ser repensado. O que, com eleitorados envenenados contra a Europa do Sul, como o alemão o holandês ou o finlandês, será mais difícil a cada dia que passa. Não há, porém, outra alternativa à sobrevivência da UE como projecto. Até porque, ao contrário do que dizerm para aí uns tontinhos, a ideia da Grécia como vacina só servirá para criar mais desconfiança no conjunto dos cidadãos europeus.
Não será bonito, de Bruxelas, olhar para o sudeste da União ('união', repare-se), e vê-lo a arder. 

sexta-feira, junho 26, 2015

o referendo na Grécia

Desde a eleição do Syriza que estava à espera deste desfecho: em face da chantagem e da inépcia, Tsipras vai colher a legitimidade à fonte da soberania. O referendo decidirá se o povo grego aceita ou não as condições que lhe são impostas. Se aceitar, deve preparar-se para sofrer; se não aceitar, também. O problema é que se o "não" vencer será uma derrota política, não sei se fatal, para a União Europeia -- um projecto de paz e prosperidade tornado tóxico pela subserviência e exposição aos mercados, reflexo também da sua fraqueza política como união, cada vez mais entregue nas mãos e no interesse de um único país, a Alemanha. A política desgraçada no processo da Ucrânia aí está para o demonstrar. 

quarta-feira, junho 17, 2015

a ministra pesca zero

As declarações de Cavaco na Bulgária a propósito da Grécia foram lamentáveis. As perplexidades de Passos Coelho são sonsas. As observações da ministra Albuquerque (nem estive para ver se nessa qualidade) são apatetadas. Sabe lá ela se um país pode ou não pode entalar os outros todos; percebe lá ela se os outros todos entalarem a Grécia dos potenciais efeitos devastadores para a UE!...  A senhora sabe de mercearias, o resto, como tecnocrata, é-lhe vagamente coiso. Se Cavaco e Passos estão a fazer (baixa) política, a pobre ministra -- a quem nunca deveriam ter sido retiradas as mangas de alpaca de contabilista -- julga que sabe o que diz, mas, como se tem visto, em política caseira mete frequentemente os pés pelas mãos (falta-lhe manha); de geopolítica, então, a ministra pesca zero.

terça-feira, junho 16, 2015

está bem servida a UE

A estrema-direita xenófoba já tem um grupo no Parlamento Europeu. Marine Le Pen agradece, sarcástica, ao presidente Schulz o ter dificultado a vida aos ditos nacionalistas. Enquanto isso, Tsipras precisa de paciência de santo para lidar com marionetas avinhadas, nulidades presidenciais, sócio-democratas vendidos & outros obtusos. Com tristes destes, a União Europeia está bem servida e com futuro radioso à frente. Só espero que Tsipras não vergue. 

domingo, junho 07, 2015

o que mostra o governo do Syriza

O que nos mostra o governo do Syriza é o contrário dos executivos que o antecederam, da Nova Democracia e do Pasok: está indisponível para tratar os concidadãos como rebanho, pascente e manso, conduzindo-os ao matadouro dos mercados. Como europeu, tenho orgulho em Tsipras

quarta-feira, maio 06, 2015

afinal...

Afinal, o Varoufakis continua. Afinal, os ministros do governo da Grécia não prestam contas a funcionários subalternos. Afinal, o Syriza pretende mesmo cumprir as promessas que fez para ser eleito. Afinal, o governo grego não governa contra o povo grego. Afinal, os governantes gregos têm dignidade. Afinal... 

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

o Syriza entre os lacaios da Alemanha e a esquerda cro-magnon

A precipitação, a ânsia de ser o primeiro a opinar e mostrar que a razão estava do seu lado, tem trazido a terreiro alguns críticos do Syriza, à direita e à esquerda. Uns porque defensores e/ou coniventes com o governo português; outros porque queriam para a Grécia  a Revolução, a puta da Revolução.
Na verdade, não se trata de opinião séria, mas uma tentativa de justificar ou um percurso pessoal (os serventuários do Governo português) ou puxar pelos galões os corifeus da pureza ideológica.
(Neste aspecto, como já li algures, honra seja ao PCP, que não foi pelo caminho mais fácil.) 
É tal o afã, que aquilo que efectivamente a Grécia já ganhou, fazendo política e tendo vergonha na cara, é convenientemente silenciado por estes altifalantes de carne e osso. Esperar para ver quais são as medidas que o Syriza vai apresentar no Eurogrupo, é coisa que não interessa nada. O que importa é, para os comprometidos com o governo português, tentar sacudir a aguinha do capote e ufanar-se por alegadamente não haver alternativa às políticas assassinas que foram aplicadas nos últimos anos; do lado da esquerda cro-magnon e palerma, importa invectivar os novos governantes gregos pela postura firme de compromisso.
E que tal terem calma, foda-se?...
Cansaço, extremo cansaço.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Tsipras: os que se erguem e os que se vergam

Ontem, Tsipras dizia a Shaüble, no parlamento grego, que não devia ter pena dos que se erguem (os gregos), mas dos que se vergam (ele não disse quem, mas a carapuça era para nós). Schaüble respondeu hoje, exibindo uma ministra das finanças de Portugal que faz tudo como a Alemanha gosta, e manda. Que vergonha, que vergonha...
Entretanto, Cavaco volta a puxar do porta-moedas e mostra como nós temos ajudado tanto os gregos. Miséria, miséria...

sábado, janeiro 31, 2015

os nefelibatas da Economia

Um académico disse hoje, no «Expresso da Meia-Noite» que ficou perplexo com o resultado das eleições gregas, e não consegue perceber como um país desenvolvido chega a uma situação política como a da Grécia, isto é, governado, com largo apoio popular por uma força da esquerda radical (aliada a uma direita patriótica ou nacionalista, se se quiser).
Durante anos a Europa esteve entregue a estes indivíduos, cuja ignorância e incompetência política estão mais do que à vista -- e que conduzirão, com enorme probabilidade à vitória da Frente Nacional em França, situação ao pé da qual a questão grega será uma brincadeira de crianças.
Como foi a condução política europeia posta nas mãos deste anjinhos é que brada aos céus.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

a pinta de Varoufakis

É demasiado bom, e além do mais, divertido.
Não me refiro nem à raiva incontida dos troikistas, muitos dos quais ironizavam com a, para eles, expectável hollandização de Tsipras e agora soltam gritos lancinantes e temerosos da revolução em marcha (a contrainformação, a vigarice avençada e a estupidez vão andar de mãos dadas nos próximos tempos).
Refiro-me sim, ao sorriso ironicamente bem disposto com que o ministro Yanis Varoufakis anunciou à Grécia e ao mundo que iria despedir asessores (boa parte dos quais são, como se sabe, valetes do poder e inúteis parasitas), recontratando, com o dinheiro poupado com chupistas, as empregadas de limpeza que haviam sido despedidas pelo governo alemão de Atenas.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

do efeito Syriza

Leio na página online dum jornal, a propósito da morte de Demis Roussos,  a referência aos Aphrodite's Child, banda de rock progressista.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

dizer o óbvio

Quando os governos governam contra o povo, por convicção ou por fraqueza e falta de coragem; quando os partidos traem o seu eleitorado, como se verificou com o Pasok, este, sabiamente, saudavelmente, atiram-nos borda fora. Que sirva de lição ao PS, agora com a vida muito mais facilitada depois de os gregos mostrarem darem o exemplo.