Mostrar mensagens com a etiqueta M. Teixeira-Gomes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta M. Teixeira-Gomes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 04, 2017

livros que me apetecem

Manuel Teixeira Gomes - Biografia, José alberto Quaresma (IN-CM)


terça-feira, maio 17, 2016

uma carta de M. Teixeira-Gomes


Dirigida a João Chagas, presidente do Ministério. A República no início, os aderentes, os adesivos, os do contra. 

(ler)

quinta-feira, agosto 29, 2013

M. Teixeira-Gomes, ou da estética à coisa

«O autor escreve para se entreter», afiança M. Teixeira-Gomes na nota final à peça  Sabina Freire (1905). Teixeira-Gomes, que é um dos Grandes. Descontando alguma pose do esteta que foi PR (1923-25), a quem chamavam Lorde Polainas, quem, com igual desprendimento e implícito auto-reconhecimento do seu real valor, se atreveria a dizê-lo desta forma? Nenhum grande escritor o faria hoje, a não ser como salutar provocação. Aliás, nem grande nem pequeno;  e refiro-me, naturalmente, a verdadeiros escritores, maiores ou menores,  não a coisos que publicam.  

MTG, embaixador em Londres (fonte:http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/2013/05/)

quarta-feira, agosto 28, 2013

cantante

Sabina Freire, a arguta e capitosa protagonista da peça homónima de Teixeira-Gomes, "é uma cantante!"

sexta-feira, julho 14, 2006

Figuras de estilo - M. Teixeira-Gomes

Do passado, só me interessa, em arte e literatura, a obra que conservou beleza actual. Assim, esse nome estupendo: «Cartago», no sítio próprio, pouco me diz, além da paisagem onde o lugar persiste. Na solidão do meu gabinete de trabalho, ou nas salas de uma biblioteca, ele parece ganhar em ressonância, e sacudir a poeira dos inúmeros cartapácios que lhe registram a crónica; das suas ruínas pulverizadas, nenhuma «substância» espiritual me assiste.
Miscelânea

Manuel Teixeira-Gomes

sábado, maio 06, 2006

Manuel Teixeira-Gomes
















Fonte

Correspondências #44 - M. Teixeira-Gomes a Manuel Mendes

Para Manuel Mendes

Túnis (posta restante) 4-7-1929


Meu caro camarada: Muitas e muitas vezes obrigado pelo postal que acompanhava o número da «Civilização», onde tive o gosto de ler o seu excelente artigo sobre o Columbano, com a lisongeira passagem que me dedica. Mas sou eu que lhe estou em dívida de uma longa carta, que não sei quando terei o vagar de escrever. Agravou-se-me a preguiça com este ardente verão cartaginês, que atirou comigo para uma pequena praia solitária, de impoluta areia verdadeira, fina e doirada, na qual durmo, sonho e passeio, sem outra preocupação além de casar à frescura da aragem salobra o perfume dos cravos malferidos... -- Até breve -- camarada e admirador,
M. Teixeira Gomes
In Urbano Tavares Rodrigues, M. Teixeira-Gomes -- O Discurso do Desejo

sábado, outubro 08, 2005

M. Teixeira-Gomes




















Retrato por Marques de Oliveira
(http://pinturaportuguesa.blogs.sapo.pt)

Correspondências #16 - M. Teixeira-Gomes a João Chagas

Londres, 11 de Agosto de 1911
Querido Amigo:
Cruzaram-se as nossas cartas de ontem. -- Antes de sair de Lisboa, falando ao Camacho na possibilidade de se lembrarem de mim, em qualquer aperto para a pasta dos Estrangeiros, declarei-lhe categoricamente que nunca a aceitaria, e a haver quem, por tal motivo, me acoimasse de mau patriota, eu recolheria definitivamente ao meu buraco, de onde não sairia mais. Ficou assim o B. Camacho com procuração bastante para decidir o assunto e dou-lhe também a você no mesmo sentido, acrescentando que essa pouca energia e o resto de saúde que eu ainda conservava em Lisboa, se esgotaram quase completamente, tendo hoje como certo que, posto na alternativa de aceitar a pasta dos Estrangeiros, ou dar um tiro na cabeça, preferiria, sem a mínima hesitação, o tiro. Isto é positivo e daqui não haverá influências humanas ou divinas que me demovam. Aceitando o posto que ocupo dei ao País muito mais do que podia e devia dar.
O homem que está indicado para os Estrangeiros é o A. de Vasconcelos. Fala-se nele; é que ele aceita e quer. Com as suas amarras ao Bernardino, ao Camacho e ao Costa, considere-o você já ancorado no Terreiro do Paço. É inteligente, activo e culto; fará portanto bom papel político e de quando em quando operação cirúrgica rendosa, o que também tem importância.
A situação aqui vai de mal a pior. Naturalmente a impressão que eu dou aos portugueses que passam pela Legação é optimista, mas a verdade é que a situação é péssima.
O F. de Andrade, que esteve aqui mais 15 dias e conversou com toda a gente que tem negócios connosco, é da mesma opinião.
Que quer, não se faz coisa alguma para nos aplanar o caminho. Se eu ainda não consegui que se nomeasse vice-cônsul um homem de grande influência e respeitabilidade, que tem aguentado a Câmara Anglo-Portuguesa (atacado por todos os lados pelos nossos inimigos) e nos tem prestado relevantíssimos serviços, entre eles a organização de representações ao Governo inglês para fazer o modus-vivendi no sentido em que o desejamos. Esse homem suspira por essa honra vertiginosa há 10 anos, mas o grande Batalha de todos os Reis, que lhe não convinha por motivos de pecúnia, a existência dum vice-cônsul -- sempre lhe deu para trás e continuará dando. A propósito desse nome faustoso: falei-lhe tempos atrás na esperança que ele acalentava (em família) de ir a ministro dos Estrangeiros. Riu-se você sem dúvida desdenhosamente. Pois riu-se fora de propósito. Ele aduz em favor dos seus direitos, além da brilhante carreira diplomática universalmente conhecida, a circunstância de, aí pelas alturas de 1520 (sic), quando se preparava uma das infinitas revoluções platónicas de que José Elias Garcia e outros tiraram privilégio de invenção, ter sido solicitado para entrar no primeiro Ministério, sobraçando aquela pasta, para o que, expressamente o viera a Londres convidar o nosso tão venerável quanto profético Junqueiro. Dessa vez recusou com a mesma nobreza com que agora a requer.
Queixa-se você do calor e que ainda tem banhas. Já derreti as minhas, de modo que não há perigo de ver a pena escorregar-me pelos dedos, que são verdadeiras tenazes de coiro batido.
Seu do coração
Correspondência I -- Cartas para Políticos e Diplomatas
(edição de Castelo Branco Chaves)

sábado, maio 21, 2005

Figuras de estilo #2 - M. Teixeira-Gomes

Era uma forte rapariga de seus quinze anos, com o desenvolvimento de mulher feita, embora vestindo saia curta; a tez levemente morena ou desse tom mate, que no Norte se contrapõe ao róseo nacarado das loiras e à luz meridional se capitularia, talvez, de alvura láctea; olhos imensos e pretos, da cor do cabelo que lhe caía, solto, sobre as costas, fartíssimo e ondeado como um velo de azeviche.
Deus ex machina - Novelas Eróticas
M. Teixeira-Gomes Posted by Hello