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terça-feira, maio 15, 2018

Israel compromete o seu direito à existência

Fui um admirador do estado de Israel, pelo menos até à reiterada confiança que o seu eleitorado tem dado a um tipo pouco recomendável, chefe de governos que albergam organizações ultranacionalistas e religiosas.
Até agora, fui um defensor da existência de Israel; mas quando vejo um estado abater como gado gente que se manifesta contra a ocupação da terra que lhe foi roubada e da qual foi expulsa (não precisam de ser mulheres, crianças e velhos) --, não só não me apetece continuar a defendê-lo, como estou a um passo de considerar a sua existência nociva.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

O Trump a entrar nos eixos

Enfim, ainda estou para ver, dada a natureza da personagem. No entanto, um avisozinho a Israel, contra a extensão dos colonatos, não para solucionar o problema, mas para dar a ideia de alguma imparcialidade, aliás impossível no actual contexto internacional. Só que aquele problema não é regional, por isso os EUA vão procurando ganhar tempo. Tem sido essa a sua política para a região.
Por outro lado, acabamos de assistir à condenação da política russa na Ucrânia, por parte da embaixadora americana na ONU. Das duas uma: ou Trump já está devidamente enquadrado pelo complexo militar-industrial, que é o que determina em boa parte a geopolítica dos EUA, ou tratou-se de declarações para europeu ouvir e aquietar.

quarta-feira, março 18, 2015

Israel na encruzilhada

Ao contrário do pode parecer, Netanyahu é um líder fraco que que faz fraca a forte gente de Israel. A sua falta de escrúpulos na manutenção do poder, lançando mão de todos os artifícios, instilando o medo na sociedade, minando a relação sólida com o aliado americano, imiscuindo-se na política interna deste e sendo tratado com o merecido desprezo pela presidência dos Estados Unidos, fazem temer o pior. Netanyahu é um vírus ou um cancro que lentamente vai minando os fundamentos daquela sociedade democráticva outrora forte.
Só os fortes podem negociar e ceder, em nome de um bem maior. No caso de Israel, esse bem não é apenas a paz, mas a própria sobrevivência do Estado. O drama recente do país, com o assassínio de Rabin e a doença incapacitante de Sharon, afastou do poder aqueles que tinham a coragem e a autoridade, tanto moral como política, para fazer essa paz. É uma autoridade política e moral que têm Livni e Herzog. Ao acobardar-se e deixar-se manipular, os israelitas deram mais um passo no seu enfraquecimento insustentável. É que, ao contrário destes, os palestinos já perderam tudo e, portanto, só têm a ganhar. 

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Ariel Sharon e as traições da História

Foi por ter sido um falcão (e que falcão), que Ariel Sharon teve a autoridade e a força para, pragmaticamente, iniciar o desmantelamento dos colonatos. E fê-lo contra o próprio partido, fundando outro. Até onde iria e que consequências traria, não o saberemos. Mas como é uma ilusão pensar que Israel será viável oblterando o problema palestiniano, o avc que o afastou do poder é uma daquelas traições que a História comete, quando parece haver uma saída por estreita que seja. Foi assim também com o assassínio de Rabin, outro general-político: a situação bloqueia e deteriora-se, parecendo que Israel fica mais fraco política e moralmente.