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CDS - rábulas sobre impostos…

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A Direita tenta, à outrance, centrar a campanha eleitoral para as legislativas na questão dos impostos e da carga fiscal.
Já tinha sido assim há dias no debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins e, ontem, voltamos à vaca fria no debate entre os líderes do CDS e PSD, onde esta questão originou um autêntico jogo do - ‘mata / esfola-se’.
Na prática – e estas questões fiscais são sempre apresentadas embrulhadas em intrincados conceitos tecnocráticos - o que está em causa é o tempo e o modo de como e quando usar a chamada ‘folga orçamental’. Na verdade, o que se observou foi um moderado crescimento da receita contrabalançado por muito discreto aumento da despesa. E daí nasce um saldo positivo. Sabemos que o Estado não se rege pelas mesmas regras da economia privada mas, de qualquer maneira, deveria debater-se a questão acerca da necessidade de criar um ‘pé-de-meia’, que nos livre do endividamento (público) progressivo.
Tudo, pode ser transformado numa questão de investimento. E aqu…

Adriano Moreira – cúmplice fascista reabilitado – 97.º aniversário

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Comemora hoje 97 anos e desejo-lhe longa vida, mas quero pronunciar-me sobre este académico ilustre, de passado pouco recomendável, antes de ser adulado no futuro, e elevado aos altares quando o seu deus for servido de o chamar à divina presença, ao contrário dos ateus que se limitam a morrer quando a vida se extingue.

É preciso fazê-lo, não porque o homem, lúcido e inteligente, não continue a escrever bem e a pensar mal durante mais tempo. Não desejo a antecipação das cerimónias fúnebres, do cortejo das carpideiras e dos elogios generalizados, como tem sucedido, com outros vultos pouco recomendáveis.

Convém fazê-lo agora, por dois motivos, porque posso antecipar-me ao ministro fascista na defunção e porque, como senti no passamento de J. H. Saraiva, não se pode dizer mal de um morto que ainda mal fede. Mesmo depois, esquecidos os crimes, acabam por ser pessoas de bem, com missas sazonais a sufragar a alma, essa benzina que desencarde o passado do pior defunto.

Adriano Moreira foi tam…

A bênção do Sr. Edir Macedo ao penitente Jair Bolsonaro

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A fé move montanhas, isto é, transporta para o mundo da irracionalidade o que ao da ciência é devido, e apoia bruxos, quiromantes, lançadores de búzios, praticantes de medicinas alternativas e outros ofícios correlativos, parasitas de várias e desvairadas crenças e movimentos anti-vacinas.

O pior acontece quando a fé se organiza em máfias para governarem o mundo, quando um bispo habituado a extorquir os crentes acaba a determinar a política de um país e a fazer governante um imbecil perverso.

Negócios da fé

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Viva a República!

Se alguém vir o Prof. Marcelo no Vaticano no dia 5 de Outubro, não é o PR de Portugal, é o crente que se ajoelha em humilhação pia, desejoso de salvar a alma à custa da honra.

É o Presidente da Junta da Fundação da Casa de Bragança que prefere salvar a alma do que respeitar a República.

O Acordo Ortográfico de 1990 (AO-90) e a incurável azia

Quem conhece a única grande alteração e uniformização da língua portuguesa, efetuada pela Reforma Ortográfica de 1911, não devia solidarizar.se com manifestações de raiva que a perda de algumas consoantes mudas e outras alterações tímidas provocaram numa sociedade avessa à mudança, independentemente da validade dos argumentos.

O misoneísmo, palavra cunhada pelo psicologista italiano César Lombroso, esse horror à novidade, está bem entranhado nos portugueses.

A Reforma Ortográfica de 1911, a primeira iniciativa de normalização e simplificação da escrita da língua portuguesa, foi profunda em Portugal, numa altura em que o Brasil facilmente a aceitou e as colónias não participavam.

Tenho enorme consideração por muitos dos que não toleram as pequenas alterações que o AO-90 introduziu, sobretudo quando se trata de cultores da língua, de prosa imaculada na sintaxe e na ortografia que mantêm, mas vejo neles a mesma exaltação de Fernando Pessoa e Teixeira de Pascoais cuja ortografia que estes…

Brexit

O infeliz resultado do referendo acabou por levar ao poder um mitómano culto, inteligente e narcisista capaz de tudo. 
Boris Johnson é vencedor da mais trágica derrota do velho império e obreiro da desintegração do país que resta, arrastando a UE.
Presos no labirinto de uma demagógica decisão referendária de um primeiro-ministro que preferiu a vitória nas eleições ao futuro do país, os deputados têm agora a responsabilidade histórica de uma decisão da qual ninguém sai bem.
O Reino Unido está a devorar-se e a devorar Boris Jonhson, enquanto a União Europeia pode seguir o mesmo destino.

Edir Macedo abençoa Bolsonaro

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