Uma sociedade apenas é tão livre quanto o for o seu mais problemático dissidente político
As razões da perseguição, do exílio e da prisão de Julian Assange dizem muito sobre a real natureza da sociedade, e sobre o aparelho mediático dominante. Assange é perseguido porque revelou a verdade sobre crimes. Por isso também é atacado por poderosos meios de comunicação cuja especialidade é fazer o contrário.
Mais de 600 mil visitantes nos primeiros 6 dias da Feira Internacional de Damasco
Apesar das ameaças de sanções por parte dos EUA participam na actual edição da Feira Internacional de Damasco delegações de 38 países e mais de 1700 empresas sírias e estrangeiras. Trata-se de um grande êxito de um país há mais de 8 anos sujeito a brutal agressão militar, e de uma evidente derrota dos agressores, em primeiro lugar dos EUA.
“Os EUA não vencerão o confronto com a China”
Esta entrevista contém interessantes elementos de reflexão e análise. Contém também apreciações discutíveis, a mais séria das quais é a concepção “revista” de imperialismo.
Torturem os números até que eles confessem!
É sabido que os dados estatísticos podem suscitar diferentes interpretações e conclusões. O que acontece em alguns casos é as conclusões serem anteriores à consulta dos dados, e estes serem martelados até se ajustarem à conclusão pretendida. É isso que fazem alguns comentadores de direita, para fazer o balanço que lhes convém da actual legislatura.
O internacionalismo é terrorismo?
Prossegue em Espanha o processo contra Angeles Maestro e duas outras camaradas. Respondendo ao incitamento de organizações sionistas, a Audiência Nacional considera existirem “indícios de criminalidade” na solidariedade prestada ao martirizado povo palestino. O que está efectivamente a ser processado não é apenas a solidariedade com o povo palestino, mas a solidariedade internacionalista em geral. Toda a solidariedade a Angeles Maestro e companheiras! Um dia virá em que Israel e toda a agressão imperialista se sentarão no banco dos réus e responderão pelos seus crimes.
Siga o dinheiro por detrás dos protestos em Hong Kong
Os EUA e a antiga potência colonial, a Grã-Bretanha, organizam, financiam e incentivam os protestos em Hong Kong. Mobilizam sobretudo uma juventude cujas condições de vida são difíceis. O tratado de devolução de Hong Kong à República Popular da China consagrou o princípio “Um país, Dois sistemas”. E o sistema que degrada as condições de vida de Hong Kong é precisamente o que vigora nos EUA e na Grã-Bretanha.
Há oitenta anos, o pacto germano-soviético: um símbolo da história desfigurado pelos reaccionários!
A falsificação da história é um instrumento privilegiado da ofensiva anticomunista. A mesma grande burguesia ocidental que via em Hitler um útil instrumento contra a URSS prossegue empenhadamente o desfiguramento dos antecedentes imediatos da 2ª Guerra Mundial: trata-se não apenas de ocultar o papel decisivo da União Soviética na derrota do nazi-fascismo, mas também de ocultar a simpatia e cumplicidade com que as potências ocidentais assistiram à ascensão do fascismo.
Hong Kong, a história que não irá ler
Uma parte da opinião pública já aprendeu a ser céptica em relação aos fluxos de “notícias” transmitidas pelos media dominantes. Mas trata-se infelizmente de uma pequena parte. Tudo o que possa ser feito para contrapor factos concretos às campanhas mediáticas é necessário, sejam elas sobre ”armas de destruição massiva” no Iraque sejam sobre os “combatentes da liberdade” em Hong Kong.
A Ditadura Fascista e os caminhos da Arte em Portugal
Quando a extrema-direita e os saudosistas do salazarismo (incluindo, assuma-o ou não, o presidente PS da CM de Santa Comba Dão) ressurgem com crescente agressividade, recordar o que foi o regime fascista em Portugal é de novo obrigatório. Entre as mais corajosas e combativas frentes da resistência conta-se a dos intelectuais antifascistas, que nunca permitiu espaço de manobra e de credibilidade às tentativas de captação do regime. Esse combate dos intelectuais permanece inteiramente actual.
Barreira sino-russa contra a intromissão dos EUA
Os EUA acumularam suficiente experiência e sucessos na promoção de “revoluções coloridas” para se abalançarem a duas operações simultâneas de grande ambição: Hong Kong e Moscovo. O problema é irem confrontar-se com forças e meios muito superiores àqueles com que se depararam em outros lugares. E desta nova ofensiva resultarem novas plataformas de cooperação sino-russa, outro pesadelo para os EUA e seus aliados.
Grécia: o suicídio ou o assassínio de um país
Muitos “analistas” continuam a lamentar em vários tons as condições gregas, mas nenhum deles ousa defender a única solução que poderia ter retirado (e ainda pode) a Grécia desta situação dramática: sair do euro e recomeçar a reconstruir a nação com uma economia nacional, moeda própria, bancos públicos ao serviço do país e um banco central soberano decidindo sobre a política monetária mais adequada à Grécia e, sobretudo, ao programa de recuperação.
Mercadorias: linhas para uma longa luta que continua
A greve dos motoristas de matérias perigosas foi acompanhada de uma densa nuvem de mistificação, soprada tanto do lado do patronato como de alguns dirigentes sindicais, figuras do governo e comentadores nos grandes media. Essa mistificação prolonga-se agora nos respectivos balanços sobre quem “ganhou” e quem “perdeu”, intensamente assumida pelos propagandistas de um governo que recorreu a ilegalidades diversas e se alinhou com o patronato.

Chegou-nos a dolorosa notícia do falecimento de Jean Salem. Deixa-nos assim um ser humano excepcional, um dos grandes filósofos marxistas do nosso tempo, um combativo revolucionário cuja penetrante inteligência abarcava todas as expressões do que é humano. Alguém que, reflectindo profundamente acerca da felicidade sabia que ela é, em última análise, inseparável da ideia de revolução. De alguém cuja coerência e inteligência de pensamento e intervenção tinham granjeado admiração e respeito em todo o mundo. Um grande amigo de odiario.info.
Um dos aspectos da decadência dos EUA é o da sua classe dominante fazer sobreviver e consolidar o seu poder sobre uma crescente desigualdade interna e uma profunda degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo do seu próprio país. Derrubado o mito da “american way of life”, a violência militar e a exploração que exporta têm uma frágil rectaguarda.



