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5 de agosto de 2018

Will - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Willy Maltaite
Desenhador, Argumentista(Bélgica) Anthée, 30 de Outubro de 1927 - Le Hulpe, 18 de Fevereiro de 2000

Willy Maltaite, conhecido simplesmente como Will, é um dos principais responsáveis do sucesso da revista Spirou após a Segunda Guerra Mundial. Will não é apenas o artista mais importante da série Tif et Tondu, mas também da poética Isabelle, como de histórias maravilhosamente pintadas para a colecção da DupuisAire Libre.
Will é incentivado por seus pais, quando criança, para prosseguir estudos de arte na Escola Saint-Joseph. Não muito mais tarde, vai morar com Jijé, que lhe ensina os pontos mais delicados da profissão de desenhador de BD.
Juntamente com Jijé, Morris Franquin, forma o famoso Gang of 4, uma equipa de artistas que trabalham em casa de Jijé em Waterloo, onde se define a linha editorial pós-guerra da revista Spirou.
Incentivado pelos seus colegas de estúdio, cria a sua primeira história de BD, La Mystère du Bambochal, entretanto recusada pelo editor de Spirou. Mais tarde, em 1950, Will publica-a. Apesar desta decepção, é convidado, em 1949, a assumir graficamente a série Tif &Tondu, substitituindo o seu criador Fernand Dineur. Será o desenhador da série até 1990. Os dois primeiros episódios ainda são escritos por Dineur, sendo os seguintes assinados por Luc Bermar Despréchins Albert. Contudo, a série alcança sucesso, quando Maurice Rosy assume, em 1955, as funções de argumentista.
Embora seja o protagonista de uma das séries mais populares da SpirouWill também tenta a sorte noutras publicações. Assim cria, em 1957, Mannequin Lili, com René Goscinny para a Paris Flirt. Torna-se, em 1958, director de arte da revista Tintin. Permanece no cargo até 1959, regressando à Dupuis em 1960.
Will assiste Peyo nos primeiros episódios de Benoît Brisefer e, em 1955, Franquin no episódio de Spirou & Fantasio, «Os Piratas do Silêncio», e, nos anos posteriores, François Walthéry na série Natacha.
Colabora nos dois primeiros episódios da série de PeyoJacky et Célestin, publicada no jornal Le Soir Illustré em 1961-62. Está presente na revista Record com Record et Véronique (argumento de René Goscinny), Marco et Aldebert (1961-1965, argumentos de Rosy) e Quatrépingle et Ficelet (1962, argumentos de Chappuis). Cria a série Eric et Artimon (1962-1963) com o escritor Vicq para a revista Spirou, antes de retomar Tif et Tondu, com Rosy, em 1964.
Além do seu trabalho para Tif et TonduWill associa-se a Yvan Delporte e Raymond Macherot para criar a série de contos de fadas IsabelleFranquin junta-se à equipa em 1975, e Macherot deixa-a dois episódios mais tarde.
Quando a Dupuis lançou a coleção Aire Libre, em 1988, Will Desberg colaboram com duas histórias mais adultas. Em ambas, Le Jardin des Désirs (1988) e La 27e Lettre (1990), Will mostra a sua alegria em desenhar mulheres sensuais. Will Desberg criam, posteriormente, L'Appel de l'Enfer para a P & T Productions em 1993.
No final de 1990, Will começa a trabalhar em L'Arbre des deux printemps, com argumento de Rudy Miel, com o qual já havia feito, em 1996, uma brochura para a União Europeia.

Séries publicadas em Portugal:
Benoît BriseferMarsupilamiTif & Tondu

One-shots publicados em Portugal:

  • Noite de Natal (Les étranges amis de Noel), Franquin e Will, Álbum Verbo, Colecção Cavalinho #4 [1972]
  • Ovos de Páscoa (Joyeuses Pâques pour mon petit Noel), Franquin e Will, Álbum Verbo, Colecção Cavalinho #6 [1972]

[actualizado em 14-8-2018]

7 de dezembro de 2017

Benoît Brisefer - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Ficha técnica:
Aventura
(Bélgica) Spirou #1183, 15 de Dezembro de 1960
Peyo (argumento e desenho)
Outros artistasWillYvan DelporteFrançois WalthéryGos
Estreia em PortugalPisca-Pisca #16, Dezembro de 1969
Outras publicaçõesNau CatrinetaJacaré, Álbum União Gráfica

Benoît Brisefer é uma criança com uma força sobre-humana que vive na aldeia campestre de Vivejoie-la-Grand. O jovem coloca o seu dom ao serviço de boas causas. Mas há um problema: quando se constipa, a força extraordinária desaparece. Benoît vive as suas aventuras com os seus amigos, o senhor Vlavladoka do circo Bodoni, o corajoso Tonton Placid e a pequena escuteira Mona
Criada por Peyo, a série é um verdadeiro hino à poesia e ao bom humor. Após a morte do criador em 1992, a série é assegurada pelos Estúdios Peyo, nomeadamente por Pierre Culliford nos textos e Pascal Garray na arte. Em Portugal, toma o nome de Kim Kebranoz ou João Valentão.

Quadriculografia portuguesa:
  • Os táxis vermelhos (Les taxis rouges), 1961, Peyo e Will, Álbum União Gráfica [197?]
  • Dona Elvira e os bandidos (Madame Adolphine), 1963, Peyo e Will, Jacaré #1 a #17; Álbum União Gráfica [197?]
  • Os doze trabalhos de João Valentão (Les douze travaux de Benoît Brisefer), 1966, Peyo e Delporte, Nau Catrineta #256 a #314
  • Fuga do Jardim Zoológico, ? e Gos, Pisca-Pisca #16
  • [-], Walthéry e Gos, Pisca-Pisca #18
[actualizado em 20-11-2014]

26 de novembro de 2017

Tif e Tondu - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Ficha técnica:
Thriller
(Bélgica) Spirou #1, 21 de Abril de 1938 - Spirou #3071, 19 de Fevereiro de 1997
Fernand Dineur (argumento e desenhos)
Outros autoresWill, Maurice Rosy
Estreia em PortugalCavaleiro Andante nº 540, 5 de Maio de 1962
Outras publicaçõesJacaré, Spirou (1ª série), Spirou (2ª série), Jornal da BD

Nascida com a revista Spirou em 21 de Abril de 1938, a série Tif & Tondu é uma resistente no panorama bedéfilo francófono. O calvo Tif e o barbudo Tondu foram imaginados por Fernand Dineur. A dupla percorre o mundo em busca de novas aventuras, desde que na quinta prancha Tif recolhe o náufrago, capitão do MariusTondu. Após a II Guerra Mundial, a redacção da Spirou acha que a dupla tem de ser rejuvenescida no desenho e entrega a arte a Will (Willy Maltaite), um jovem desenhador descoberto por Jijé. Durante algum tempo, os argumentos continuaram da responsabilidade de Dineur (que nunca abandona a série, continuando com uma série paralela, concebendo 11 episódios em 1949), passando para Luc Bermar (1952-1954) e Maurice Rosy (1955-1968), que concebe o maquiavélico Monsieur Choc. De 1968 a 1976, será Maurice Tillieux o autor dos textos, dando à série um tom mais fantástico, e em 1978, Stephen Desberg assegura o argumento da série. Em 1991, é o duo Denis Lapière e Alain Sikorski que ressuscitam a série para as edições Dupuis.

Quadriculografia portuguesa:
  • A bomba (Bombe à la gare), 1955, Will e Rosy, Cavaleiro Andante, #540
  • A matéria verde (La matiére verte), 1967, Will e Rosy, Spirou (1ª série) #1 a #23; Jornal da BD #127
  • Tif e Tondu contra o «Cobra» (Le cobra), 1970, Will e Tillieux, Spirou (2ª série) #1 a #22; Jornal da BD #119
  • O rochedo maldito (Le roc maudit), 1970, Will e Tillieux, Jacaré #1 a #17; Spirou (2ª série) #25 a #32; Jornal da BD #99
[actualizado em 23-02-2018]