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Problemas, só problemas
«A carteira»
Gonçalo recebera uma resposta positiva. Era um trabalho da sua área de formação, sentia um grande alívio, acabara o desespero da procura, das inúmeras entrevistas sem sucesso.
Sentou-se na esplanada do café, tirou do bolso do casaco a carteira de pele castanha, e o maço de cigarros.
Os pensamentos fluíram para o tempo da faculdade. Os primeiros anos correram bem, não atrasara uma cadeira... até conhecer a Margarida.
Tivera uns flirtes com duas ou três raparigas de curso, nada que o deixasse morrer de amores por alguma. Mas a Margarida depressa tomou conta do seu coração.
Foram meses de loucura dos jovens apaixonados, viveram o espírito efusivo dos estudantes como se o mundo acabasse amanhã, faziam o que lhes dava na gana, correram muitos riscos até ao dia que...
Como foi possível fazermos isso?! Que atrevimento! Que risco corremos!, comentou.
- O senhor toma alguma coisa?
- Sim, por favor. Um café.
Contara a Joana a sua paixão pela Margarida, ocultara as trapaças que fizera, o dinheiro extra que pedira aos pais, eles que tinham muitos problemas económicos, prescindiam do muito que poderiam ter e poupar para proporcionarem aos dois filhos um curso. E aquele acto deixara-o envergonhado de si próprio. Ultrapassara o limite.
Estava na hora de organizar a sua vida, seguir e respeitar o que os pais sempre lhe ensinaram: a honestidade e a gratidão.
Pararam em frente à montra da loja de roupa masculina:
- Linda carteira! Vais comprá-la?
- É linda, sim. E o preço? É cara, não posso gastar dinheiro e...
- Rouba-a!
- Roubá-la?! És doida! Nunca roubei nada...
- Então! Se não tens dinheiro, rouba-a.
- Roubar é crime, Margarida!
- Vá, arrisca. Quero ver do que és capaz.
Empurrando-o para dentro da loja, descontraidamente deram uma vista de olhos à colecção, pegaram um casaco, passaram no balcão dos acessórios, levaram uma igual à da montra, dirigiram-se para o provador e, com cuidado, tiraram o alarme antirroubo. Margarida guardou-a na sua mala.
Saíram da loja, ela, firme, dava-lhe a mão, sentia as suas trémulas.
Os alarmes não dispararam.
Aceleraram o passo, saíram rapidamente do centro comercial. Quando sentiram que não havia perigo, ela abraçou-o pela coragem de ter conseguido realizar a façanha.
Olhava a carteira que durante meses lhe causara grandes problemas de consciência, e que o tempo o ajudara a esquecer.
- Que será feito da Margarida?
Esboçou um sorriso.
Acendeu um cigarro.
que todos os pássaros vãopoder publicar os seu textos.
Entretanto, vim à praia, sigo logo às 16h para o Porto.
Logo, ler-vos-ei.

já começou, os mentores ainda publicam os pré-desafio dos bloggers participantes, nesta altura que o leio, já vai em 52 bloggers.
Não sei onde vou arranjar tempo para let tantos textos.
Uma coisa é certa. Eles vão dar que falar, oh se vão!

estava sem imagem, foi reparado, .
Fui buscá-lo ... mas veio pior do que estava.
Calendarizar um post levou-me 15 minutos.
Bloqueia, há ícones que se sobrepõe, aparece uma imagem negra de fundo, leva tempo a abrir uma página.
Paguei 110 euros.
Vai voltar à loja, não o quero como está.

muitos pássaros a voar,
um é meu, outro é teu,
neste blogue muitos mais a desafiar.
Escrito está no post "pré-desafio # 27" , " E a Magda, a mulher que mais desafia esta blogosfera, "amandava" comentários tais como: "claro que vais estar à altura", " Cá esperamos a inscrição", sempre a picar para que ninguém desistisse", e sendo a primeira vez que arrisco um desafio de escrita com tão talentosas pessoas que têm os seus blogues nesta plataforma do Sapo, "o desafio dos pássaros" levou-me para o final de 2007, à proposta de alguém que por cá já andou, para um desafio idêntico, de temer o que viria desse alguém que muito bem escrevia, aceitei porque seria um escape a uma frágil fase da minha vida e que me levou a abrir o meu blogue, em 2008, pensei: " se consegui dessa vez ( e outras que se seguiram), por que não participar neste?".
Com algum receio do que virá por aí, e acreditando que muitos bons textos vou ler, arrisquei participar, então, neste "desafio dos pássaros".
A minha admiração vai para o trabalho dos Pássaros, "sobre mim", ali na barra lateral, que num chilreio harmonioso e único juntaram a Passarada que vai, garantidamente, avassalar a blogosfera do Sapo.


reflexo da torre da Sé de Braga num Jaguar muito especial ( finais anos 60).
de Braga, do alto da Torre de Nossa Senhora da Torre, em tarde de Noite Branca.











Esta festa coincide com as Feiras Novas de Ponte de Lima, não foi, esta primeira noite, de enchente, como esperava, será hoje a noite que receberá muito mais pessoas nesta de que é a grande noite da Noite Branca.
Impossível estar em todos os cantos ao mesmo tempo, andamos pelo Largo do Paço e Câmara de Braga, ao som da música do Brasil ( deixamos Capitão Fausto e The Legendary Tiger Man para os mais jovens), a fome apertava parámos na DGema a comer hamburgueres ( comi uma dose da batata frita, não tinha fome de hambuguer) e uns finos, mais um passeio pelas ruas da cidade, regressamos a casa, deixamos a continuação da folia para a noite de hoje.
E as fotografias que consegui, umas do meu telemóvel, outras dos das amigas, estão aqui. Há mais no Instagram, aqui, na barra do lado.




E este meu vídeo ( não consigo perceber o porquê destes riscos no vídeo)
Logo, há mais.
Um aviso que recebi, ontem, da minha sobrinha que vive no Rio, de uma encomenda feita online, com o destinatário em meu nome, morada e telemóvel, como é habitual, que dizia que a encomenda seria entregue entre as 15h30 e as 17h30.
Saí de casa para ir buscar o bebé ao colégio, por volta das 16h45, até esta hora ninguém veio cá a casa.
Passou a tarde, à noite lembrei-me de ver o estado da encomenda dizia isto: "anomalia operacional"

Enviei e-mail à minha sobrinha, pedi-lhe que tentasse contactar a empresa e saber se seria posssível entregar a encomenda numa loja pick up.
Hoje de manhã, decidida a dar um salto à praia, lembrei-me da encomenda, fui ao site ver o seu estado e não estava lá nada.
Convicta de que seria entregue durante a manhã, desisti da praia, deixei-me estar por casa.
Até às 13h00, nada!
Voltei ao site, e eis que me deparo com isto:

ou seja, o que se lê é que a entrega seria entre as 9h15 e as 10h15, mas como referi, até às 13h00 ninguém me contactou.
Fui à caixa do correio, não fosse ter um aviso, e nada!
Volto à carga com a minha sobrinha, que ficou desiludida pelo transtorno que me tem causado ( e nem é isso que me transtorna, mas a incompetência destas empresa, pois já não é a primeira, segunda, terceira vez que acontece).
Pelo que me disse, a encomenda é pesada, imagino que esta gente não está para se ralar, presumo que faz de conta que ninguém atendeu leva a encomenda de volta para o armazém.
Fui aos contactos da empresa, a CHRONOPOST, liguei três vezes para o 707...(apoio ao cliente), não dá sinal de chamada, dos segundos, e cai, e paguei 0,30 por cada uma.
Depois, liguei para todos os números fixos, de Lisboa e Porto, " bem-vinda à Chronopost, blá blá, blá,) a chamada cai.
Li os inúmeros comentários que reclamavam precisamente as chamadas que não são atendidas, o desrespeito para com o cliente, o desespero de quem confia nestas empresas que estão a funcionar PESSIMAMENTE no país.
E eu já desesperei, não sei mais o que fazer.
Uma tristeza!