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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Férias Toscânia - Florença: o berço do Renascimento

Florença: imagem daqui

Florença foi uma das cidades que mais cedo desejei visitar, contudo, talvez tenha levado mais de uma década entre a decisão e a programação da visita, mas depois de ter passado rapidamente por Veneza, reconheci que não poderia passar mais tempo para comparar aquelas que artisticamente e arquitetonicamente devem ser as duas cidades mais marcantes da Itália.
Espero neste berço do renascimento e património mundial, não só conhecer a arquitetura como arte, como os grandes Giotto, Boticelli, da Vinci, Michelangelo Buonarroti e Caravaggio e outros artistas que viram projetada a sua luz genial através da família Medici na terra do grande Dante cuja obra-prima, "A divina comédia" já li e também de Maquiavel.
Sendo esta a capital da Toscânia, à qual cheguei de comboio para conhecer a paisagem entre a Lombardia e esta cidade, e estando numa das províncias mais cosmopolitas deste país, penso ainda visitar, pelo menos duas das cidades com património conhecido mundialmente e ainda na minha rota operática ter mais um grande momento musical, agora com um obra suis generis e como vai sendo curiosamente hábito, na Itália não ouço óperas italianas.
Espero assim ao longo desta semana colher impressões suficientes sobre a vida atual, a gastronomia e o estado da arte da cidade de Florença e da província da Toscânia.


domingo, 26 de maio de 2013

Milão - no coração da ópera

Imagem Wikipedia

Retomei o meu périplo pelas grandes óperas do ocidente que cobria nas minhas viagens de férias, desta vez coube aquela que será talvez o coração europeu desta forma de arte, o Teatro alla Scala de Milão.

Imagem Wikipedia

Hoje, na semana em que se comemorou os 200 anos de nascimento do compositor devo devo celebrar a efeméride com a grande récita Die Götterdämmerung (O crepúsculo dos deuses) de Wagner, que fecha o ciclo do Anel dos Nibelungos, uma extensa e magnífica ópera onde todos os temas musicais desta epopeia de deuses, humanos, monstros se reexpõem de uma forma magnífica.

Um vídeo com o final desta excelente ópera cantada por Iréne Theorin a Brünnhilde da representação de hoje e bem diferente do libreto de Wagner, mas ópera é algo dinâmico sempre em evolução... por coincidência Siegfried é um compatriota meu, o canadiano Lance Ryan. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Don Carlo - Dueto

Numa época em que o teatro de São Carlos leva ao palco Don Carlo (não sei se na versão italiana ou francesa) eis o meu dueto tenor/ barítono predilecto.


Um dueto que mostra a força da amizade para ultrapassar a dor de uma paixão e incentivar à luta por uma causa política... o que comporta grandes riscos e se a isso se mistura uma igreja intolerante dificilmente o fim escapará à tragédia.


Villazon, um tenor da atualidade que ainda não consegui ouvir ao vivo...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ÓPERA - Árias famosas em contraste 3 - A Calúnia

Muitos compositores aproveitaram a ópera para mensagens educativas, crítica social e mesmo política. Algumas árias juntam à beleza musical uma lição de moral ou uma denúncia que só pelo teor do texto valem a penas ser ouvidas e replicadas. "La Calunnia" é uma desses casos, como foi composta para um baixo não é normalmente cantada pelos nomes mais conhecidos do grande público, mas pela mensagem deveria ser ouvida e pensada por todos. Nunca ouvi melhor definição e descrição para a calúnia do que nesta ária.


A selecção da interpretação acima foi colocada tendo em conta também a sua legendagem em português para melhor compreensão do texto. O vídeo abaixo é uma comparação contrastante numa encenação mais moderna e num outro registo de voz de alguém que já cantou aqui numa mostra de virtuosismo.


Eu tenho a minha preferência de interpretação, o gosto é vosso, mas a mensagem é a mesma.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ÓPERA - Árias famosas em contraste 1: Flórez vs Pavarotti

Conhecem a minha paixão por música, incluindo lírica, já assisti as várias grandes óperas pelo mundo, não sou perito, mas apreciador, apresentarei nesta série vídeos que podem agradar todos, no passado este tipo de arte era destinado a todo o povo, hoje fica a homenagem a um blog que existiu para a divulgar Opera per Tutti.



"Pour mon âme" talvez não seja das árias mais divulgadas, mas a suas exigências vocais, possibilidades de virtuosismo e a alegria do esperançoso jovem que se torna soldado só para casar com a sua paixão tornam-na cativante.

Cantada acima pelo tenor leggero Juan Diego Flórez, um dos meus predilectos da actualidade pela sua agilidade vocal e que já o vi ao vivo actuar várias vezes, mas não a presente ária. Abaixo a mesma ária cantada pelo famoso tenor lirico Luciano Pavarotti, num registo de quando era bem mais novo e isso reflecte-se no som, mas não na voz.



Diferentes interpretações e igualmente interessantes, não sei qual gostam mais, as vozes não são classificadas do mesmo género por acaso, têm características bem distintas e isso reflecte-se na ária, mas não deixam ambos de ser bons cantores.