Como disse, os magmas traquíticos, por serem muito viscosos, são expelidos dos vulcões, frequentemente, de forma explosiva, gerando-se então colunas de material ejectado, por vezes, com várias dezenas de quilómetros de altura: coluna eruptiva.
Estas explosões resultam do facto da viscosidade do magma traquítico impedir a libertação dos gases dissolvidos suavemente. Quando a pressão destes se torna muito elevada consegue romper as rochas que estão por cima e dá-se a intensa libertação do líquido misturado com gases, tal como numa garrafa de champanhe ou de gasosa quando se tira a rolha após a agitação do líquido.
Estas explosões resultam do facto da viscosidade do magma traquítico impedir a libertação dos gases dissolvidos suavemente. Quando a pressão destes se torna muito elevada consegue romper as rochas que estão por cima e dá-se a intensa libertação do líquido misturado com gases, tal como numa garrafa de champanhe ou de gasosa quando se tira a rolha após a agitação do líquido.
Os fragmentos de magma projectados na coluna eruptiva, piroclastos (grãos de fogo) depois, por gravidade, voltam a cair em torno do vulcão, atingindo distâncias maiores ou menores em função da dimensão dos grãos, da altura alcançada e da força dos ventos no momento. Formam-se espessos depósitos em camada destes piroclastos muito porosos, pouco densos (boiam na água), normalmente de cor clara e designados por Pedra-pomes.
Assim, um magma traquítico que sai de um vulcão tranquilamente forma escoada de lavas traquíticas, como as utilizadas na construção da Matriz da Horta, o mesmo material expelido explosivamente tem o aspecto (textura e estrutura) de uma rocha tão diferente que passa a ser conhecido pelo nome de pedra-pomes.
A pedra-pomes, por norma é muito friável e esmagável, devido à sua porosidade, por isso, não era utilizada directamente na construção civil. Todavia devido à sua elevada quantidade de sílica pode tomar o nome comercial de pozolana, ser moída e misturada com calcário no fabrico de cimento. Situação que acontece na produção do cimento açoriano, que importa a componente calcária já tratada do Continente (clinquer) e é misturada com pozolanas das ilhas.
Também devido à baixa densidade da pedra-pomes existem experiências de utilizar esta rocha no fabrico de alguns tipos de tijolos muito leves, que reduzem o risco de danos pessoais em caso de desmoronamento provocado por sismo.








