14.9.19

Hoje, Alvaro Abreu falando sobre suas colheres de bambu

 Essas duas preciosidades são minhas. Mas vc poderá ver outras 300 hoje em São Paulo
Feitio de Colheres de Bambu com Álvaro Abreu 
14/09 
das 10 às 14h 
Local Ateliê - Casa Panamericana


Depois de passar pela Alemanha e Suíça, as Colheres de Bambu de Alvaro Abreu estão de volta a SP em workshop e exposição nos dias 14 e 15 de setembro.
Na ocasião será possível ainda adquirir o livro Alvaro Abreu Bamboo, de Hans Hansen. A programação acontece dentro do Caminho Natural, evento dedicado a reunir produtos, marcas, iniciativas e profissionais voltados a uma vida mais natural e conectada à essência.
EXPOSIÇÃO COLHERES DE BAMBU
no Caminho Natural
14 e 15/09 das 10h às 20h
Casa Panamericana
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 197 - Alto de Pinheiros, SP
Visitação gratuita
WORKSHOP
Sábado 14/09
10h às 14h - Feitio de Colher de Bambu com Alvaro Abreu
R$ 150,00 - inscrições em bit.ly/CaminhoNatural

Crônica diária

Colheres e palitos

No mesmo dia que o meu amigo Alvaro Abreu faz uma palestra e mostra suas colheres de bambu, recebo do meu filho uma imagem de palitos torneados e vendidos como "elegantes". Mas vamos por partes, como faria o vampiro Drácula. O engenheiro, e escritor Alvaro Abreu mora em Vitória no Espírito Santo em companhia de Carol, sua esposa, e da Amora, uma arara azul. É mais famoso como coelheiro na Alemanha, onde já expôs  no "The International Design Museum", de Munich. Lá fizeram um livro dessa exposição, em alemão, inglês e português,  que estará a venda hoje em São Paulo. Parte de sua coleção, mais de trezentas colheres, poderão ser vistas no local da palestra. Por ter sofrido, precocemente, problemas cardíacos, por determinação médica, começou a fazer colheres de bambu. Não vende e não dá, a não ser em excepcionalíssimos casos. Eu tenho colheres do Alvaro.
Na contra mão do politicamente correto, para não dizer "da boa educação", não se usa palitar os dentes em publico. Mas existe esse palito todo torneado, vendido como "elegante". Cheguei a ver esses palitos em restaurantes orientais em São Paulo. Os cubanos, em Miami, onde mora meu filho, devem continuar usando.Ele usa para espetar massa de bolo no forno.

13.9.19

Crônica diária

Quem se candidata?

Falem o que quiserem, mas a turma que acabamos juntando nesta internet é divertida. Cada um com suas idiossincrasias mas autênticos. Em 19 de novembro 2006 criei um blog chamado Varal de Ideias. Como não entendia absolutamente nada nessa área digital, o link, que eu não fazia ideia da sua serventia, nada tem com o nome do blog. Esse foi meu primeiro de uma série de erros. E foi assim que o Varal, depois de uns seis ou sete anos, atingiu mais de 700 seguidores. O núcleo duro dos participantes tinham umas vinte pessoas. E resolvemos fazer um jantar no meu apartamento em São Paulo. Usamos como pretexto a visita ao Brasil do companheiro Jorge Pinheiro, lisboeta, escritor, músico, escultor, fotógrafo e dono do Expresso da Linha. Não lembro exatamente quantas pessoas participaram, e se conheceram pessoalmente essa noite. Fizemos outros jantares, com outros blogueiros de peso, como o Fernando Diederichsen Stickel, Dudi Maia Rosa, Mauro Magliozzi, Francisco Coelho, Fernando Zanforlin, Conceição Duarte, Selena Sartorelo. Este ano o idoso Varal vai completar 13º aniversário com postagens diárias e ininterruptas. Acredito que não exista na blogosfera, um blog individual, com essas marcas. Mas este texto nasceu da vontade de voltar a reunir, agora, os amigos das minhas duas páginas do Facebook. O número é muito maior do que o extraordinário 700 seguidores do Varal. Passam de 6800 nas duas páginas. Mas ainda que só pensando em reunir os mais assíduos, a dificuldade é que muito poucos moram em São Paulo, ou Santa Catarina, onde o encontro poderia acontecer. Maria Tomaselli, em Porto Alegre. Claudinha e Renata Fioravanti, longe de São Paulo. O Jorge Pinheiro em Lisboa, o Roberto Klotz em Brasília, onde mora também a Célia Conrado. O Valter Ferraz no interior de São Paulo, o Walter De Queiroz Guerreiro em Blumenau, Fátima Dargan, na Áustria. Os irmãos Vidigal, Betty, Alcides, Geraldo, Edgard, espalhados por Rio, São Paulo e Campinas. João Menéres não frequenta o FB mas todos os dias comenta no Varal até hoje, lá da cidade do Porto, em Portugal. Fernando Cals, Rosa Moreira, Maria Vitória Lago no Rio de Janeiro. Geraldo Briglia em Salvador, Américo Picanso em Fortaleza. Não vou citar aqui os possíveis candidatos ao encontro que residem na capital, por duas razões: a lista não  seria pequena, e para não cometer a indelicadeza de, por esquecimento, omitir alguém. Mas fica lançada a ideia, e os que tiverem interesse nesse encontro, que se manifestem. Dependendo do resultado e número de interessados vamos pensar no assunto. 

PS- Este texto foi escrito no dia seguinte que postei a notícia da morte do meu querido amigo Baby Guinle.

Alvaro Abreu e suas famosas colheres


Bambu
plantar não planto
colher eu colho 
corto a vara 
com foice amolada
com faca de aço
colher eu faço
colheres exponho
elogios eu ganho
na casa da praça
achando graça

Alvaro Abreu

12.9.19

Colheres de bambu do Alvaro Abreu


Crônica diária

 Roupa de astronauta sem zipper não dá

A notícia vem Rússia. A indústria que desenvolve roupas para os astronautas apresentou o novo modelo. O material adere ao corpo, é mais eficiente, mais cômodo, no entanto apresentou um problema, não foi concebido com um zipper  nos modelos masculinos. Acontece que desde o primeiro voo espacial tripulado, Iuri Gagari em 12 de abril de 1961, ao sair do ônibus que o levava até o Vostok 1, sentiu vontade de fazer xixi. Como não havia mictório por perto, urinou na roda do ônibus. Estava criada inaugurada uma tradição que todos os outros astronautas passaram a cultivar em homenagem ao Gagari, e para dar sorte. No caso das mulheres astronautas algumas chegaram a participar dessa homenagem levando urina numa garrafa e despejando na roda. O fabricante das novas roupas já informou que é possível colocar um zipper. A tradição continuará.

11.9.19

Album de família

Com minha irmã Elisa, com foto do seu marido Carlos Eduardo Novaes, Cadu. Punta Del Leste, na década de 70.

Crônica diária

País dos bacharéis

A prova da fartura de advogados que há no Brasil é a dificuldade que o Presidente tem para indicar um para o cargo de Procurador Geral da República. Se sobra candidato, falta consenso. Em nenhuma outra carreira a disputa para ministro da Saúde (médicos), da Fazenda (economistas), da Educação, do Meio Ambiente, da Cultura, tem tantos interessados. Mas para uma vaga no STF ou  no ministério da Justiça tem sempre muitos advogados candidatos. 

Alvaro Abreu em São Paulo


10.9.19

Ateliê - Casa Panamericana


Feitio de Colheres de Bambu com Álvaro Abreu 
14 de setembro
das 10 às 14h 
Local Ateliê - Casa Panamericana
Tenho feito exposições das colheres de bambu que faço desde 1995. Em paralelo, tenho sido usual ministrar um workshop sobre como fazer colheres e espátulas, quando converso sobre essa experiência de produzir objetos que me agradem com ajuda de ferramentas muito simples e sem qualquer sentido comercial. Reforço a satisfação que se tem quando finalizamos algo a que nos dedicamos. Reconheço o valor terapêutico dos elogios. Nessas ocasiões comento as dimensões básicas das peças e suas variações ilimitadas, comento as características estruturais do bambu, mostro as ferramentas que utilizo e o que se pode extrair de cada uma delas. e conto um pouco das histórias vividas. Procuro valorizar o trabalho manual e mostrar os principais processos e procedimentos que adoto quando estou fazendo uma colher.

Crônica diária

Bom dia Verônica

Quem não lê o Estadão provavelmente não ficou sabendo que o autor, ou autora, denominada Andrea Killmore que em 2016 lançou o livro com mais de 10 mil exemplares vendidos era o pseudônimo do consagrado jovem escritor de romances policiais Raphael Montes e Ilana Casoy. A dupla escreveu junta e resolveram publicar com um nome ambíguo, pois Andrea em Italiano tanto é usado no masculino como no feminino. O sobrenome é de tradução óbvia. E o livro foi um sucesso. Até o dia que uma leitora escreveu para o Raphael, alegando ter encontrado muita semelhança no estilo dos dois escritores. Estava desvendado o segredo. Foi quando resolveram publicar "Bom dia, Verônica" assumindo suas identidades como autores. E prometem mais dois livros assinando juntos: "Boa tarde, Verônica" e "Boa noite, Verônica". O mistério de quem seria Andrea Killmore durou apenas três anos, mas certamente abriu um novo e promissor caminho para os dois autores. Já corri para comprar um capa dura, das primeiras edições, assinado pelo (ou pela?) Andrea Killmore. Essas edições ficarão na história do policial brasileiro. E será um livro raro.A Amazon me entregou em três dias, mas com um grave amassado no canto do livro, provocado por queda. E foi antes de ser embalado, pois a caixa estava intacta. Foi ma fé do funcionário que embalou. Para devolver era tão complicado, que resolvi ficar com ele e com defeito. Amazon nunca mais.

9.9.19

Qual das duas é a caricatura?

 Foto de 2019 e caricatura de 2011. Qual delas é melhor, ou menos pior? Edison Lobão.

Crônica diária

Φωτιά

Fotiá em grego, ou Fogo em português, é o nome de um restaurante em São Paulo, dos mesmos donos do Myk (Grego famoso) e do novo Vulcano (comida italiana) ao lado do Frevo na Oscar Freire, e mais três Kouzina, comida grega, na cidade.  O Fotiá fica na rua Padre João Manoel, 964, quase esquina da Oscar Freire. O nome inspirado nos pratos do seu cardápio, que na maioria são preparados na brasa. Comi uma salada verde que vai ficar na memória. Dois mini pés de alface roxa crespa,  uma boa porção de abobrinha desfiada, fatias de azeitonas verdes, um bom azeite e sal (e por minha conta, um pouco de limão Siciliano) fizeram dela, apesar da simplicidade, inesquecível. Acompanhei a salada, ou vice versa, sete grandes camarões na casca. Cobertos por uma porção de ervas. Arrematei com uma sobremesa de pera cozida e passada na grelha, com iogurte e nozes carameladas. Café, e um restaurante para voltar pelo menos uma vez por mês. O cardápio é convidativo. O preço justo. Bebi um Aperol, com espumante, laranja e gelo. Tive a nítida impressão de estar no sul da Itália, ou mesmo numa ilha grega. Ao escrever esta crônica não posso deixar de lembrar do jornalista Josimar Mello que como eu, neste almoço, incógnito, sentava sozinho à mesa, comia, pagava, e escrevia sobre gastronomia no jornal Folha de São Paulo. De sua matéria poderia depender o sucesso ou fracasso de um novo restaurante. 

8.9.19

Exposição de "Retratos iriçados" do Maciej Babinski

 Maciej Babinski e o autor do blog, na exposição "Retratos iriçados" ontem (7 de setembro 2019) na Pharmácia Cultural Fundação Stickel
Maciej Babinski, Fernando Stickel e o autor do blog. Fotos Paula Canto

Crônica diária

 Não foi ainda

Toca o telefone (que não posso chamar de celular, porque é dos antigos, que abrem e fecham, e não tem nenhum aplicativo, além de receber e fazer chamadas). A campainha é u´a  musiquinha infernal. Também não tem, entre as outras opções, nenhuma melhor. Atendo, e vejo que é 21 do Rio de Janeiro. Digo:
--Alô.
Uma voz simpática de carioca:
--Queria falaaar com Eduarrrdo.
--Sou eu.
--Aqui é do O Globo, tudo bem?
--Tudo, respondi. E minha cabeça voou. Finalmente reconheceram meu talento. Vão me convidar para escrever uma coluna semanal.
--Você é nosso leitorrr,  Eduarrrdo?
--Não. E meu "não" foi tão seco e categórico que ela, apesar de estar acostumada com paulista, deve ter estranhado.
--Nem nossa plataforma digital?
--Não. E ia começar a explicar que na verdade uma semana atrás li no O Globo a coluna da Fernanda Young, mas foi um acaso... e a ligação foi cortada.
Era evidente que a moça, de voz simpática,  queria vender uma assinatura do jornal, nem que fosse digital.
Não foi ainda que me descobriram. O que me conforta é saber que eles já tem o número do meu telefone. O pessoal do comercial é sempre mais esperto do que os editores do jornal. 

7.9.19

Recorte do Estadão

Com foto de Renata Jubran/AE, Página Persona do Cesar Giobbi, 10 de Agosto de 1988

Crônica diária

O queijo Mandala e a asma

Minha ignorância em matéria de vinhos, queijos e doenças é crônica. E dessa crônica e santa ignorância faço meu texto de hoje. Minha mãe, por falar em santa, diria: "Enchendo linguiça, Eduardo?" Mas não é verdade, descobri um queijo paulista chamado Mandala, produzido pela Pardinho Artesanal, que depois de 40 anos fazendo queijos, acaba de ganhar o premio de melhor queijo brasileiro da sua categoria. E fui provar. Uma delícia. Já podemos nos orgulhar dos queijos nacionais, além do queijo fresco de Minas. Agora temos vinhos paulistas produzidos pelo Paulo Brito, vinícola Gaspari, no município do Espírito Santo do Pinhal, e queijo, daqui mesmo, para acompanhar. É verdade, também, que tudo que é muito bom é caro. Até pouco tempo eu escolhia vinho pelo fundo da garrafa. Quando o polegar entrava até o talo, em geral o vinho era bom. Depois a "piada" ficou velha, e passei a escolhê-los pelo preço. Não tem vinho muito bom barato. E a asma entra nesta história no rol de coisas que não entendo. A lista delas é longa, mas hoje vou me ater a asma, ao queijo e ao vinho. Não sabia que asma matava. Nem tinha ideia de que tanta gente sofre de asma. Em casa diziam que asma era doença de gato. Não é, e mata.

Crônica do Avaro Abreu

 
Do bairro e das pedras

No final de agosto vivi emoções próprias dos idosos. Boas, diga-se de passagem. Primeiro foi a vez de encontrar, lá na Curva da Jurema, gente que frequentava a Praia do Canto em meados dos anos 70. Uma baita festa de reencontro que cresce a cada ano, atraindo os que aproveitaram o que havia de bom no bairro. Foi tempo de saber de parentes e amigos distantes, relembrar passagens curiosas, matar saudades que nem se sabia existirem. A farta distribuição de simpatia facilitava a aproximação até de quem mal se via naquela época. A leitura do livro de memórias, lançado no dia, foi feita de arranco e terminou na madrugada de domingo, deixando a alma ainda mais leve.

Na semana passada estive na abertura da trigésima edição da Feira do Mármore e Granito, em Cachoeiro. Fui receber, ao lado de outras pessoas, homenagem por ter participado da sua criação e de ter ajudado a torná-la um fator estratégico para o desenvolvimento do setor de rochas ornamentais aqui no estado e por aí a fora. Para os dinossauros como eu, foi uma emocionante noite de saudade, de pura confraternização. Para os que chegaram depois, a solenidade foi de reconhecimento do mérito de um pequeno grupo de sonhadores, formado por empresários e gente do governo. Os discursos dos dirigentes das entidades, do prefeito e do governador soaram como verdadeiras convocatórias para acelerar o fortalecimento do setor como um todo, que hoje conta com cerca de mil e quinhentas empresas e impacta a vida de uns oitenta mil capixabas.

Teve quem dissesse que ali se comemorava a ousadia de uns poucos que realizaram, sob a descrença de muitos e a surpresa de alguns, evento tão relevante em lugar tão improvável. É que na primeira edição da feira, os estandes dos expositores foram instalados nos galpões das baias de bois do Parque de Exposições e o transformador, não suportando a demanda de energia, explodiu minutos antes de começar a solenidade de abertura. Sinceramente, eu não me lembro de gente reclamando do improviso, da escuridão nem do calorão cachoeirense de novembro.

Vitória, 04 de setembro de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

6.9.19

Velhos poemas


Crônica diária


Stanislaw Ponte Preta - Sérgio Porto

Foi um breve encontro, vinte minutos de boa conversa, um café e muito prazer em rever meu leitor caçula. Germano Fehr. O filho do Germano Fehr Filho, que tem minha idade. O Germaninho a idade do meu filho. Numa única, mas inesquecível viagem para uma estação de esqui nos Estados Unidos, alugamos uma casa, em Aspen, e com nossas famílias, Adelita, Germano, Germaninho, Elisa, Cadu, Dudu, Ana Elisa, Guilherme, meu filho, passamos umas férias de inverno. Hoje o garotinho tem 45 anos. E muita história do samba e da música brasileira para contar. História que esta ajudando a construir. Encontrar, pessoalmente, 35 anos depois, uma criança, com a inteligência, e sensibilidade do Germano é muito gratificante. É meu mais constante e caçula dos leitores. E isso muito me envaidece. Aplaude quando minhas crônicas homenageiam compositores ou escritores que ele curte. Cobra quando falo pouco de outros. E nesta tarde, não foi diferente. Me cobrou umas linhas sobre o Stanislaw. E ele tem razão. Sérgio Porto (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — 30 de setembro de 1968) foi um cronista, escritor, radialista, comentarista, teatrólogo, jornalista, humorista, ex-funcionário do Banco do Brasil e compositor brasileiro  de primeira grandeza. Sua crônica cheia de humor esta reunida em livros, onde um deles se sobressai, por ter sido escrito durante os duros anos de 1964 a 1968. O mais conhecido, e com várias edições é o  "Febeapá - Festival de Besteiras Que Assola o País". Morre um ano antes da fundação do Pasquim (1969) do qual qual teria participado e que certamente foi um inspirador. Um intelectual que levou o humor a sério. O Germaninho, que só  nasceu em 1975, já leu, conhece e exaltar: Rubem Braga, Newton Braga, Antonio Maria, Vinícius de Moraes, e Millôr, entre muitos outros. E usando sua expressão: "Continue mandando bem, Germaninho!".


Ilustrações: Rubem, Antonio Maria, Vinícius, e Millôr, da esquerda para a direita.

5.9.19

Walter De Queiroz Guerreiro e o Pretextos

Obrigado Walter por enviar a foto com o livro PRETEXTOS. Forte abraço.

Crônica diária

Fala sério !

A escritora e provocadora cultural Betty Vidigal escreveu em sua página do FB: "Medo  que deem o Nobel para o Paulo Coelho".
Quarenta e muitos comentários.
Alguns cínicos, outros nacionalistas e patriotas, muitos debochados, irônicos com certeza, e até defensores do Paulo e de sua literatura, se é que se pode chamar aquilo de literatura.
A Betty pacientemente respondeu a todos, defendendo seu temor. E embasando seus sólidos argumentos.
Chegou até a concordar que o Paulo Coelho "é um cara legal".
Foi quando não me contive com a insistência dos "amigos" da Betty, e dos comentários deles:
"É, pode até ser, um cara legal, mas se derem o Nobel para ele, paro de escrever e vou virar astronauta. Deve haver muito astronauta legal, também".
Perco amigos, mas não consigo perder a piada. Preciso me emendar. 

4.9.19

Almoço com Lena e Ricardo em Garopaba

Imagem de arquivo: Lena Bornemann, Ricardo Blauth e o autor do blog

Crônica diária

Comentário de um leitor

Lauro Augusto Bittencourt Borges comentou sobre os ataques agressivos que tenho recebido por criticar o falastrão Bolsonaro. Transcrevo integralmente:
"Eduardo Penteado Lunardelli, na Academia de Letras de São João da Boa Vista tive o prazer de conversar rapidamente com você uma única vez, quando recebemos sua visita para reconhecê-lo com um prêmio literário desta instituição da qual sou membro. Passei a admirá-lo pelo texto premiado e pelos seus escritos diários aqui no Facebook. Sim, fiquei surpreso que sua inteligência e cultura tenha optado pelo sujeito tosco e despreparado que hoje (des)governa o país. Também tenho amigos e conhecidos que fizeram essa opção por exclusão, e eu entendo. Só não entendo e abomino o fanatismo. E eu falo desde a campanha que o bolsonarismo é o neopetismo, um gado cego e agressivo. Vários comentários neste e em outros posts seus (e meus) corroboram isso. Então, comento aqui para ser solidário a você em relação às agressões dos bolsominions e para celebrar sua lucidez, seu espírito crítico, sua coragem para descer a pena naquele que na minha visão é o pior administrador e ser humano que já habitou o Planalto. Perca seguidores e "amigos", mas mantenha sua dignidade e coerência. Parabéns e avante!"
Só tenho a agradecer suas palavras Lauro Augusto. 

 

3.9.19

Placa na praia

Uma das minhas fotos que já postei, e continuo gostando. Praia de Ibiraquera.

Crônica diária

Hoje vou direto ao gol

Ontem me perdi, hoje vou direto ao ponto. Aqui quem manda é o leitor. E por ter levado umas bordoadas em comentários passados, quando escrevi que o "Bolsonaro morreria pela boca", recebi ásperas críticas de bolsonaristas fanáticos. Uma hora depois de postada achei que tinha errado a mão. As dez horas fui ler dois jornais, como faço quando estou em São Paulo. Parte do mês passo em minha casa em Santa Catarina, e lá não tenho jornal impresso, e nem leio por assinatura digital, a não ser "O Antagonista", mesmo assim de vezemquando. Mas os dois jornais traziam mais de meia dúzia de colunistas tratando exatamente do falastrão Bolsonaro. Acertei em cheio. Minha crônica foi tão contundente que perdi (ou ganhei?) cinco amigos só nesse dia. Graças os céus cinco blosonaristas abriram vaga entre meus 5000 amigos desta página. Tenho na outra 1820, crescendo todos os dias. E eu que achava que só o PT tinha aqueles imbecis que nunca fizeram mea-culpa, e nunca reconheceram seus erros. O Bolsonaro em muito menos tempo arregimentou uma matilha de bull-dogs enraivecidos. Não admitem que eu que fiz campanha e votei no Capitão, faça críticas à sua maneira de governar. E vão dizer que os seis colunistas a que me referi, dos dois jornais, são comunistas. Mas e eu? Se critico o Bolsonaro viro comunista? 

2.9.19

Imperdível


Mandacaru está com Alvaro Abreu.
Depois de passar pela Alemanha e Suíça, as Colheres de Bambu de Alvaro Abreu estão de volta a SP em workshop e exposição nos dias 14 e 15 de setembro.
Na ocasião será possível ainda adquirir o livro Alvaro Abreu Bamboo, de Hans Hansen. A programação acontece dentro do Caminho Natural, evento dedicado a reunir produtos, marcas, iniciativas e profissionais voltados a uma vida mais natural e conectada à essência.
EXPOSIÇÃO COLHERES DE BAMBU
no Caminho Natural
14 e 15/09 das 10h às 20h
Casa Panamericana
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 197 - Alto de Pinheiros, SP
Visitação gratuita
WORKSHOP
Sábado 14/09
10h às 14h - Feitio de Colher de Bambu com Alvaro Abreu
R$ 150,00 - inscrições em bit.ly/CaminhoNatural

Meu blog CHAPA

Para lembrar um blog que fez sucesso: Chapa

Crônica diária

Fui falar do gol e me perdi

 Não posso ficar me gabando porque é feio, mas também não posso deixar de registrar quando se faz um gol. O Chacrinha já dizia que "quem não se comunica, se estrumbica". Não ganho um centavo para fazer o que faço aqui a 2440 dias consecutivos, sem direito a férias. Escrevo geralmente duas ou três crônicas alternando temas, assunto, resenhas ou notícias, com certa antecedência. Dois ou três dias, pelo menos. Levo em conta que são postadas em dois blogs, nas minhas duas páginas do Facebook (uma com 5000 outra com 1820 amigos) e depois de um tempo, de 300 em 300 crônicas, viram livro. Estou na quadragésima crônica do Nono livro. Podem fazer a conta. Essa diversidade de veículos de comunicação é levada em conta na pauta diária. Claro que tenho muita satisfação com um número crescente de apoiadores, leitores fiéis, e amigos virtuais. Dizem que estes últimos não servem para nada. Não importa. Uma leitora do FB escreveu que era, constantemente, importunada com agressões, mas que não se importava. Eu me importo. Fico pensando por que me expor, gratuitamente? Não sou candidato a nada. Minha opinião não vai mudar o rumo das coisas. Muito melhor seria dedicar esse tempo lendo o que os outros escrevem. Tenho sempre dois ou três livros à espera. Mas continuo como aquele bovino de lanchonete de beira de estrada, que gira a roda da moenda de cana para fazer garapa. Passivo, constante, mas, pelo menos, ganha a ração no fim da jornada. Aqui só se ganha o prazer de escrever o que se pensa, sem patrão, chefe, ou editor. Obriguei-me a fazer a postagem até as sete da manhã. Ai do dia que atraso dez minutos. Mas encaro a cobrança do leitor indignado como um cuidado comigo. Espero poder avisa-los antes de morrer. Mas como nunca se sabe, se atrasar muito, fiquem  espertos. Posso ter ido desta para melhor. Mas hoje ia contar do gol que posso me gabar, e acabei contando um monte de coisa que não interessa. Amanhã prometo contar o gol, hoje ficou longa e tenho leitores que reclamam do tamanho do texto. E vejam como trato bem meus leitores.
 

1.9.19

Roma


Álbum de viagem 2012

Crônica diária

Acidentes com moto

Finalmente! Uma coisa que sempre me intrigou foi a falta de notícias e imagens de acidentes com moto na mídia. Tive motos quando era mais jovem. Minha primeira e a segunda mulher foram motoqueiras. Meu filho usava moto profissionalmente, portanto. moto sempre esteve no meu radar. Mas me intrigava o silêncio da mídia impressa, rádio e televisão, com relação a acidentes e mortes no transito, causada pelo uso de moto. Alguém, em algum tempo, me disse que era por conta da publicidade, que as duas ou três marcas, na época, faziam. Dei o assunto por encerrado. Semana passada a Folha de São Paulo dedicou uma página inteira, com direito a chamada na primeira página. 2.5 milhões de pessoas ficaram com invalidez permanente nos últimos 10 anos por conta de acidentes com moto. E a matéria ilustrada, trás estatísticas e depoimentos incontestes. Ontem a Globo News trás notícia de 3 bilhões de reais gastos com segurados em acidente com moto em 10 anos. Será que os anunciantes pararam de fazer publicidade?

31.8.19

Nossa casa na Toscana

Álbum de viagem, Itália 2012

Crônica diária

Inteligência artificial

Tenho lido muito sobre a inteligência artificial. Ruy Castro fez uma divertida crônica sobre o programa chamado Charisma que pretende acabar com o bloqueio criativo dos  ficcionistas. O programa recebe as informações do que já foi criado no texto, e propõe mais de uma alternativa para sua conclusão. Vai ser o paraíso dos romancistas. Programas similares já foram postos em prática mas com resultados desastrosos. Foi concebido para o idioma inglês. Aplicado por um jornal carioca deu merda. O computador não lia acentos, e quando a palavra tinha algum, ele pulava a letra e ócio virou cio. A notícia era de que "as mulheres da sociedade carioca estavam no cio em Teresópolis". O Charisma é muito mais confiável e sofisticado, embora tenha sido criado em inglês. Não por acaso o assunto da inteligência artificial também é o tema do livro que acabo de comprar. Ian McEwan cria um romance onde um robot passa a dividir a vida com um casal. O tema promete. E o assunto da inteligência artificial esta só começando.

30.8.19

Album de viagem

2012

Crônica diária

Cafona é sempre o outro

 Eu não fui leitor da Fernanda Young. Exatamente no dia do seu enterro, morte que lamentei pela precocidade (49 anos), o jornal O Globo publicou seu ultimo texto. "Bando de cafonas". Nunca fui seu leitor porque sua imagem na TV não me agradava. Em seu obituário os dois adjetivos que mais foram usados: "ácida e provocativa" talvez definam as razões que me levaram a não leva-la a sério. Ora loira, ora morena, corpo inteiramente tatuado, desbocada, e mulher de pouco humor, ao contrário de uma Rita Lee, por exemplo. Mas do seu ultimo texto destaco algumas pérolas:

"Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. ... do mau gosto existencial. ...Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção....O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele.... Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas. ...É rude na língua...A cafonice detesta a arte...Porque só o bom gosto pode salvar este país."

Outros adjetivos e definições de cafonas, no texto da Fernanda, estão contaminados com ideias de esquerda, que acham que cafonas são os outros. Então digo eu: cafona sé sempre o outro. 

29.8.19

Salada de rúcula

Foto Renata Almeida

Crônica diária

Silvana Tinelli e a gastronomia italiana
Falar da minha amiga Silvana sem parecer nota do Glamurama, ou da Sonia Racy, ou ainda do Amaury Jr levou-me a pensar duas vezes. Sou amigo dela há muito tempo. Desde os banhos de piscina na casa da Linda, no Guarujá, até meus contatos como cliente do seu marido e dono do frigorífico em Andradina, SP. Foi lá que mataram 1000 bois magros, desapropriados com helicóptero da polícia e exercito, nos pastos da minha fazenda Bela Vista, SP, no governo militar do Médici. Levei mais de dez anos para receber a desapropriação criminosa. Impossível dissociar as duas coisas. Mas a Silvana, em maio deste ano, lançou um livro com 12 fascículos representando cidades ou regiões  italianas com suas receitas culinárias locais. Silvana nasceu no Egito, mas toda sua vida é ligada ao Brasil e Itália onde morou com seu marido Attilio Tinelli. Mulher a frente de seu tempo, sempre trabalhou sem necessidade de faze-lo. Socialite, Fotógrafa, Publicitária, ceramista, e dona de uma Galeria de Arte, agora autora de um livro ricamente ilustrado com fotos suas, de sua família e de amigos na Itália, ou de pratos que costuma preparar para almoços e jantares em sua casa. Genova, Capri, Napoli, Toscana, Cortina, Roma, Sicília, Veneza, Puglia, Milão, Parma e Bolonha são catalogados pelos principais ingredientes, massas, legumes, e carnes de cada região. Há receitas detalhadas de como prepara-los. O livro tem nas capas do "box", que protege os 12 fascículos, a foto da autora aqui reproduzida. Em seu interior, a Silvana por inteiro. Ela, suas amigas, filho e netos. Espero tenha feito uma breve resenha do livro, e não mais uma nota social.

28.8.19

Album de viagem

Junho de 2012, na Itália

Crônica diária

Como peixe, Bolsonaro morrerá pela boca

Vocês lembram de algum presidente que falasse tanto como o Bolsonaro? É provável que em seus 20 anos de baixo clero, quase mudo, não fossem as baixarias verbais contra seus pares, nunca teríamos ouvido a voz, ou uma notícia do deputado. Eleito presidente passou a falar pelos cotovelos. Ele e seus filhos. Os generais do palácio aconselharam o capitão a afastar principalmente o Carlos. Depois passaram a tutelar as entrevistas do presidente. Não foi suficiente. Continuava a falar e colocar em saia justa generais calados e sisudos. Foi quando inventaram um porta-voz. Todos os dias o general, incumbido, falava em nome do presidente. Aí a coisa ficou duplicada. Além do briefing do porta-voz, o presidente continuou falando, e algumas vezes desmentindo a fala do seu porta-voz.  Resolveram sair de cena os sisudos generais, e o comportado porta-voz. Mas o presidente intensificou suas falas. Todas as manhãs, ao sair de casa, da uma coletiva. Esbraveja quando algum jornalista dá um "quebra queixo". E produz logo pela manhã uma nova crise. Frita seu ministro da Justiça, defende seu filho para o posto de Embaixador em  Washington, interfere nos segundo e terceiros escalões dos seus ministérios, na PF, e tudo por conta de sua família, que esta acima de tudo e de todos. Confunde seu lema de campanha, o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Demonstra não conhecer o significado de nepotismo, e instala um escritório para gerenciar crises no Palácio. Crises produzidas em sua grande maioria por ele mesmo. Nega com absoluta convicção novos impostos, como a CPMF, por exemplo, mas em seguida admite estuda-la com o Paulo Guedes. Nenhum presidente da república, que eu me recorde, falou tanto, o tempo todo, com a imprensa, quanto ele, que a abomina. 

27.8.19

Uma foto minha de Roma

Fotos do meu álbum da viagem à Italia

Crônica diária

Fernanda Young e os precatórios

Uma escritora de 49 anos não tem idade para morrer de asma. A não ser que estivéssemos nos séculos XVII ou XVIII. Mas aí a moça não teria o corpo todo tatuado, da palma das mãos aos pés. Nem seria qualificada de "ácida e provocativa". Naqueles tempos a mulher não gozava da liberdade dos tempos que Fernanda Young viveu. Apesar disso foi "ácida e provocativa". Não foi a toa que processou um idiota que a chamou de "vadia". Ganhou a ação na justiça, mas teve a indenização reduzida porque o juiz entendeu que sua "reputação era elástica". Mas é sempre triste e lamentável a morte prematura. Foi enterrada na segunda feira, mesmo dia em que publicou em sua coluna, no O Globo, seu ultimo texto:
"Bando de cafonas".
Mas as manchetes do dia não foram sobre a morte da escritora. Foram sobre o adiamento dos precatórios dos estados e municípios por mais alguns anos. Exigência dos governadores para aderirem a Reforma da Previdência. Resumindo, os governantes sempre acham um jeito de colocar a conta na mesa do contribuinte ou do seu credor. É sabido que quem tem valores a receber do estado, principalmente os tais precatórios, acaba morrendo sem tocar no dinheiro. E com mais do dobro da idade da Fernanda.

26.8.19

Beira de estrada

 A fé do povo brasileiro
As chamas consumindo as velas 2012

Crônica diária

Onde há fumaça, há fogo

Os jornais de sábado para cá estão amarelo-avermelhado com largas imagens coloridas de queimadas e fumaça amazônica. Muita imagem de 2008, outras de dois anos atrás, postadas nas redes sociais por governantes franceses, alemães, e personalidades do mundo artístico e cultural de todo o planeta. O Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente, e o Bolsonaro são o foco de todas as manifestações globais. Manifestos em frente embaixadas brasileiras pelo mundo a fora reclamam providências do governo brasileiro. Os eleitores primordiais do presidente da República já estão insatisfeitos com o resultado nefasto para o comercio de seus produtos, em razão do boicote europeu para com países poluidores, ou que agridem a Amazônia, que acreditam deva ser, perenemente preservada, como pulmão do mundo. O Bolsonaro é um criador de crises diárias. Ele não necessita de oposição ao seu governo. Atento em defender sua família, acima de todos e de tudo, dispara contra seu Ministro da Justiça, que recebe sua fritura, que já anunciei há dias, calado como um bom menino. Dispara contra a PF, contra o candidato Argentino, na frente das pesquisas, contra a primeira ministra alemã, contra o Presidente da França, tudo ao mesmo tempo. Nem Jânio, nem Collor conseguiram ser tão polêmicos em tão curto período de mandato. E quem conhece um pouco de nossa história recente, sabe como terminaram. Uma coisa é certa, onde há fumaça há fogo. Combustão por falta de chuva e secas prolongadas. Fogo posto em áreas derrubadas, clandestinas ou legais. O Brasil é um dos países que tem leis ambientais mais severas e restritivas do planeta. O agronegócio é o responsável pela maior receita do país. Seus produtos muito competitivos no mundo todo. Elegeram um presidente para fortalecer seus negócios, muito prejudicados por ambientalistas xiitas. Mas acontece que o tiro parece estar saindo pela culatra. O maior prejudicado numa campanha difamatória contra o Brasil, no âmbito ambiental será o agronegócio e a balança comercial brasileira, tão duramente conquistada. 

25.8.19

Cuidando do Paraiso

 Para manter os jardins do paraíso que é a minha casa PIACABA
Sem queimar o lixo orgânico
Trituramos os resíduos para usa-los como adubo. Tudo ecologicamente correto.

Crônica diária

Jo Nesbo - Macbeth

É mais do que o nome do escritor norueguês, que vive em Oslo. Músico e economista é um dos maiores autores aclamados e bem-sucedidos  de toda Europa. Seu nome virou marca de um produto que nas vitrines das livrarias é venda e sucesso garantido. Neste livro lançado este ano pela Record, onde já publicou mais 14 outros, Macbeth entrega o que prometeu. Prende o leitor da primeira a ultima página das suas 515. A fórmula usada por Nesbo esse, e nos outros romances policiais é o ritmo de metralhadoras giratórias. Seus personagens transitam pela história tentando matar e não morrer. E não há economia de mortes e de tentativas de sobrevivência que  não prenda o leitor pela forma como a narrativa se desenvolve.

24.8.19

Reflexos

Praia de Ibiraquera, barra e reflexo.

Crônica diária

As queimadas da Amazonia

Meu amigo holandês Vincent Michels escreve de Amsterdã perguntando se tudo que lê e ouve sobre a Amazônia, na gestão Bolsonaro, é verdade. Minha resposta "in box" à sua pergunta não o satisfez. Me enviou cópia de correspondência de um amigo seu, cujo filho mora em Belém do Pará, e que narra que o ar da cidade esta de tal forma contaminado pela fumaça das queimadas que esta difícil respirar. Contra fatos não há argumentos. Realmente as fotos dos satélites, são imagens indiscutíveis. Por outro lado toda moeda tem duas faces. É indiscutível também, mesmo porque o próprio Vincente usou em sua argumentação,  que  as florestas precisam ser preservadas e a melhor forma de faze-lo é criando reservas indígenas e parques florestais. Uma visão da esquerda e europeia. Não é segredo para ninguém que o Bolsonaro tinha em sua base de campanha exatamente teses contrárias. Acabar com a esquerda brasileira e dar todo apoio ao produtor rural. Uma das primeiras medidas após eleito foi cortar as verbas destinadas às ONGS e fazer uma auditoria nelas. É sabido que a esquerda (mas não só ela) usa as ONGS para fins escusos. O dinheiro da Noruega e Alemanha entrou nesse pacote. Os madeireiros clandestinos e posseiros se sentiram animados com a nova postura do governo e intensificaram suas ações deletéria e predadora. Somado à falta de recursos para os órgãos ambientais intensificarem a fiscalização a fumaça apareceu de modo extraordinário. Portanto é verdade que houve um aumento de desmatamento e focos de queimada, como é verdade que a esquerda esta colaborando com o incêndio e fumaça verbal. Toda mudança de rumo de políticas públicas causam transtornos. As queimadas na Amazônia é uma delas. Há na verdade muita terra para pouco índio. O interesse protecionista europeu esta muito a baixo das raízes da  floresta. 

Crônica do Alvaro Abreu

Saudosismo na veia


Newton Braga inventou a Festa de Cachoeiro há uns 80 anos para celebrar reencontros. Naquele tempo, quem tinha condições ia estudar no Rio e vinha passar as férias em casa. Como o dia de São Pedro, padroeiro da cidade, é 29 de junho, bem na boca das férias escolares, ele resolveu aproveitar a data e marcar a festa. Deu certo. Dá gosto de ver meus conterrâneos se abraçando, rindo e falando alto quando se encontram lá na terrinha.

Pois então. Amanhã acontecerá a sexta edição do Encontro dos Amigos da Praia do Canto, lá na curva da Jurema. É um movimento idealizado por Marisa Guimarães, minha colega de piscina, para reunir em lugar aberto, perto do mar, pessoas das mais diferentes turmas e patotas de antigamente. Não sei como a ideia vingou, mas deve ter sido por conta do saudosismo fundamentado que acomete muita gente madura como eu, que passou a sua juventude na Praia do Canto e, também, na Praia de Santa Helena e na Praia Comprida, que saiu do mapa.

Sem exageros, esse pedaço da ilha de Vitória era lugar próprio para criar amizades e encontrar amores, andar de bonde e de bicicleta sem freio, subir morro para ver o mundo do alto, pegar lagosta miúda, pescar carapau valente, remar mar adentro, velejar por curtição e em regatas oficiais, jogar pelada e vôlei na rua e frescobol nas areias da praia do Barracão, nadar contra o relógio no Praia Tênis Club, pegar onda em Camburí, não perde festa de debutante, esperar a vez na fila do galeto no Iate Club, ouvir músicas inspiradoras, namorar muito, dançar apertadinho e voltar pra casa a pé, sem medo.

É bom saber que será lançado um livro com histórias e relatos escritos por pessoas que tiveram o privilégio de morar naqueles bairros tão especiais, então livres de prédios enormes e trânsito pesado. Quero crer que a vida mansa, alegre e cordial que vivemos ali tenha sido idealizada pelo sanitarista Saturnino de Brito ao projetar, lá pelos idos de 1890, o chamado Novo Arrabalde, com ruas largas e traçado que valorizava as enormes formações rochosas existentes. Quem viveu, viveu.


Vitória, 21 de agosto de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

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