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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
GOVERNO PERDOA 73 MILHÕES à EDP. Luís Amado, do PS, é Presidente do Conselho Geral da EDP; onde estão também Augusto Mateus do PS, Celeste Cardona do CDS, Eduardo Catroga e Braga de Macedo do PSD. Por este andar, um dia há-de lá estar o actual Secretário de Estado da Energia, João Galamba (o da foto).

Em 2017, Governo comunicou à EDP intenção de tirar 73 milhões às receitas da elétrica. Ganhos em excesso nos serviços de sistema valeram multa de 48 milhões, mas devolução a consumidores deverá cair.
... o processo administrativo iniciado com o ex-secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, não deverá avançar com o atual titular da pasta. João Galamba já manifestou publicamente dúvidas sobre o enquadramento legal que sustentava a reclamação de tal montante, durante a comissão parlamentar de inquérito às rendas.

© Maximilian Streich
Not for people with OCD...

© Florian Zenk
Portugal na linha da frente no combate às alterações climáticas? Deixa-me rir. É a prospecção de petróleo, é o aeroporto no Montijo em cima de uma reserva natural, é a mono-cultura do eucalipto, é a produção intensiva de azeite, são os ministros e todo o governo a andar em carros muito poluentes, é a desertificação do interior e o desinteresse pelo estado dos rios e as descargas poluentes... enfim... Guterres em campanha pelo Costa...

"The Fisherman". Paul Serusier. 1890.
Já reparei que as pessoas inteligentes (no sentido que dou ao termo que não é um sentido técnico mas de compreensão global dos problemas) têm sempre uma certa elevação de espírito no modo como os pensam e compreendem, quer dizer não os pensam de um modo mesquinho, local e superficial mas abrangente e sistémico. Este Snowden é um tipo inteligente. Isso perpassa em quase todas as linhas do livro.
'Homo contractus' :)) nunca tinha ouvido esta expressão.

Ia escrever que o Carlos Paredes tira um som muito português da guitarra portuguesa, mas depois pus-me e pensar, 'o que é isso de um som português?' Aliás, o que é isso de ser se ser português? Ter nascido aqui? Ter vivido aqui e já sentir nostalgia das coisas portuguesas? Nos anos em que vivi em Bruxelas dei por mim, muitas vezes, a ligar a RTP internacional (na altura era o que lá se apanhava) e a ficar em frente da TV a ver os ranchos dançarem as músicas populares naqueles programas popularuchos só para matar saudades da portugalidade... seja lá isso o que for.... mas o Carlos Paredes e a guitarra dele tinham-na.
“However mean your life is, meet and live it; do not shun it and call it hard names. It is not so bad as you are. It looks poorest when you are richest. The fault-finder will find faults even in paradise. Love your life, poor as it is. You may perhaps have some pleasant, thrilling, glorious hours, even in a poorhouse. The setting sun is reflected from the windows of the almshouse as brightly as from the rich man’s abode; the snow melts before its doors as early in the spring. Cultivate property like a garden herb, like sage. Do not trouble yourself much to get new things, whether clothes or friends. Turn the old; return to them. Things do not change; we change. Sell your clothes and keep your thoughts… Superfluous wealth can buy superfluities only. Money is not required to buy one necessary of the soul.”
Walden
... mas este livro, muito bom, comprado recentemente, custou menos dinheiro que o iogurte que acabei de comer.

Não, as pessoas não são todas iguais e há pessoas que fogem completamente à norma e isso vê-se logo desde cedo, se temos olhos que vêem.

daqui:

Greta Thunberg, Agosto de 2018, sentada à frente do Parlamento sueco, sozinha, na primeira greve que fez pelo clima.

Greta Thunberg, Setembro 2019, EUA

Muita gente lhe disse que era um erro e que ele não estava a perceber mas só agora ele percebeu que não percebia o que quase todos já percebíamos. Isto diz muito acerca dos governantes e gente em cargos de poder, em geral: quando estão nos cargos assumem a infalibilidade papal como um pressuposto de governação.
From the timing of the vote to the expectations I allowed to build about the renegotiation, there are many things I would do differently.
I did not fully anticipate the strength of feeling that would be unleashed both during the referendum and afterwards, and I am truly sorry to have seen the country I love so much suffer uncertainty and division in the years since then.
David Cameron em entrevista ao Times
Como lá chegaremos... humm... deixa ver... com a prospecção de petróleo em Aljezur? O incentivo à agricultura de produção intensiva e de monocultura?
Palavras, palavras e as eleições à porta.
Porque talvez interessasse saber porque é que muitos casos de bullying, não só entre alunos mas também entre professores, não é reportado e, quando reportado, é muitas vezes ignorado, tanto o dos alunos como o dos professores.
Se calhar deviam primeiro mudar o tipo de gestão da escola... a minha escola agora enviou um questionário acerca da nossa opinião sobre a gestão e a coordenação da escola. Um questionário não anónimo, a incentivar que as pessoas se responsabilizam - este pormenor da responsabilização fez-me rir, por mais que uma razão lol .
Mesmo quando os inquéritos são anónimos (como devem ser os inquéritos deste género para terem um mínimo de credibilidade) muitos colegas, se respondem, o que não é comum, respondem falsamente e dizem-nos mesmo, 'achas que não vêem pelo endereço de email quem é que respondeu? Ou por certo tipo de perguntas acerca do departamento e do escalão? Pensas que sou doida/doido?' Imagine-se um inquérito não anónimo lol tenho a certeza que vão ficar contentes com o resultado, que até terá o qb de críticas para passar como como coisa séria e que vai reforçar as suas narrativas.
Eu parto-me a rir com isto porque se levamos as coisas a sério é mais para chorar... de modo que volto a dizer, porque é que não começam por arranjar os fundamentos em vez de começar pelo telhado?
O reitor da Universidade de Coimbra (UC) anunciou na terça-feira que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de Janeiro de 2020, por razões ambientais. Segundo o reitor da universidade, Amílcar Falcão, a eliminação do consumo de carne nas cantinas universitárias a partir de Janeiro de 2020 será o primeiro passo para, até 2030, tornar a UC “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”.
O que me incomoda nesta medida, da parte de uma Universidade, é a falta de fundamentação académica para uma medida tão radical. Quero dizer, as Universidades, supostamente, lideram-nos em termos de conhecimentos e inovação de práticas, de modo que a Universidade de Coimbra, ao tomar esta medida, fá-lo também com o intuito de ser um exemplo a seguir.
No entanto, e esse é o problema, leio a notícia e não leio nada que me leve a mudar a minha prática individual: reduzi o consumo de carne a uma vez por semana (geralmente frango) ou uma vez de quinze em quinze dias. Como mais ovos do que comia. No entanto, não vou deixar de comer carne. A minha hemoglobina está sempre no valor mais baixo do intervalo, desde que faço tratamentos e, além disso, preciso de energia porque o meu trabalho requer muita robustez física.
Ando pouco de carro e há muito tempo que não ando de avião, que são as práticas mais nocivas ao ambiente e não vejo razão para eliminar completamente a carne de vaca da dieta. Aliás, até tenho receio de o fazer porque não conheço nenhum estudo que mostre que a abstenção total de carne não tem nenhum efeito negativo na saúde e agora não me posso dar ao luxo de fazer experiências radicais com a saúde.
O que quero dizer é: se a Universidade tem estudos que mostrem que a melhor maneira de reduzir as emissões de carbono é a abstenção total de carne de vaca, porque não os citou? Se não tem, baseou esta medida em quê, propriamente? É que impôr a proibição total de consumo de carne com o argumento de reduzir a pegada de carbono é o mesmo que proibir os alunos de tomar banho para reduzir o consumo de água dado as previsões de escassez. Parece-me que deixar totalmente de tomar banho causa prejuízos maiores à saúde do que tomar banho mas encontrar maneiras de fazê-lo gastando menos água.
O que queria dizer é que espero sempre que as Universidades liderem nas práticas sustentadas em melhores conhecimentos das realidades e gostava que esta medida tivesse tido sustentação académica para além da frase, 'vamos reduzir a pegada de carbono', porque há muitas maneiras de o fazer que passam, penso, pela moderação e sustentabilidade e não pela proibição radical, pois por essa ordem de ideias, teríamos que proibir quase tudo o que fazemos, neste mundo dominado pela produção intensiva e e pela tecnologia poluente.
Nesta notícia não há nada que me convença que a abstenção radical do consumo de carne de vaca é o melhor caminho a seguir, porque se houvesse seguia-o.
Achava mais interessante que em vez de proibir a carne de vaca na cantina a Universidade tivesse reduzido o consumo a uma vez por mês e ao mesmo tempo, por exemplo, fizesse saber que substituia o azeite de cultura intensiva pelo azeite de produção sustentável ou que passava a ter fruta dos produtores locais ou outras medidas mais promotoras da produção sustentável e de rotinas de vida equilibradas, amigas do ambiente.
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