Deve dispor de serviços de segurança e saúde no trabalho. Esses serviços podem ser organizados de acordo com as seguintes modalidades:
- Serviço externo
O serviço externo é desenvolvido por entidade autorizada pela ACT (no âmbito da segurança no trabalho) e pela DGS (no âmbito da saúde no trabalho) que, mediante contrato com o empregador, por escrito, realiza as atividades principais destinadas a prevenir os riscos profissionais e promover a segurança e saúde dos trabalhadores.
Poderá consultar as listas de entidades autorizadas: - Para a prestação de serviços externos de segurança no trabalho no sítio internet da Autoridade para a Condições do Trabalho; - Para a prestação de serviços externos de saúde no trabalho, no sítio Internet da Direção-Geral de Saúde.
- Serviço interno
A atividade de segurança e saúde no trabalho é exercida pelo empregador e abrange exclusivamente os trabalhadores por cuja segurança e saúde aquele é responsável.
A adoção de serviços internos é obrigatória se a empresas tiver pelo menos 400 trabalhadores, num estabelecimento, ou num conjunto de estabelecimentos distanciados até 50Km daquele que ocupa maior número de trabalhadores.
Contudo, pode ser solicitada à ACT a dispensa de serviços internos para as condições do trabalho, em determinadas circunstâncias.
- Serviços comuns
Serviços criados por várias empresas ou estabelecimentos pertencentes a sociedades que não se encontrem em relação de grupo, nem se encontrem obrigadas a organizar serviços internos, contemplando exclusivamente os trabalhadores de cuja segurança e saúde aqueles são responsáveis, através da celebração de um acordo escrito.
- Serviços exercidos pelo próprio empregador ou por trabalhador designado
No estabelecimento que empregue no máximo 9 trabalhadores, as atividades de segurança no trabalho podem ser exercidas diretamente pelo próprio empregador, ou por um ou mais trabalhadores designados, se possuírem formação adequada, dispuserem de tempo e de meios e permanecerem habitualmente no estabelecimento. Note, no entanto, que o exercício desta atividade depende de autorização expressa da ACT a requerer em modelo próprio disponível no sítio eletrónico desta entidade.
Qualquer que seja a modalidade adotada, a empresa ou o estabelecimento deve ter uma estrutura interna que assegure as atividades de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação de instalações, as medidas que devem ser adotadas e a identificação dos trabalhadores responsáveis pela sua aplicação, bem como assegurar os contactos necessários com as entidades externas competentes para realizar aquelas operações e as de emergência médica.
Há empresas a preparar os seus gestores para atender a um novo perfil de cliente, melhor informado e preparado para fazer perguntas e comparar preços e serviços. O omnicanal afigura-se como parte da resposta a este desafio, ao ajustar a mensagem em função do canal que está a ser utilizado.
Luís Monteiro, Chief Digital Officer (CDO) do Pestana Hotel Group, afirma que o actual perfil de cliente é mais informado e está em vários canais, muitas vezes com propósitos diferentes. Por isso, as marcas e empresas devem adequar a sua comunicação, preço e produto a cada canal. «Para além da formação, cabe às empresas preparar as equipas, fomentando uma mudança de mindset. É fundamental que conheçam o mercado, os concorrentes, analisem as boas práticas, testem a sua marca, medindo os resultados. O alinhamento entre as equipas do negócio e do IT é muito importante para que esta mudança de processo aconteça, do multicanal para o omnicanal.»
O Pestana Hotel Group interpreta o conceito omnicanal como um processo, tendo em conta que é uma das formas de ir conhecendo o cliente de forma gradual, através da recolha de informação feita em todos os canais de contacto. «O grande desafio é trabalhar a informação recolhida de forma integrada, identificando o cliente único e ganhando capacidade para lhe direccionar o produto e a mensagem que espera, no momento certo. Este é ainda um desafio, mas estamos já no bom caminho», afirma Luís Monteiro. O Chief Digital Officer explica que este novo target resulta num desafio enorme, uma vez que criar audiências cada vez mais granulares é um trabalho que se pode tornar infindável. «É preciso testar produtos e campanhas, medir os resultados e ajustar a oferta, o canal e o conteúdo em função dos resultados obtidos. Devemos repetir este processo várias vezes», vinca Luís Monteiro.
Actualmente, o grupo caminha para uma comunicação e venda de forma mais direccionada, sobretudo no digital. Os preços são mais competitivos para os clientes mais fiéis e para os membros do programa de fidelização, é disponibilizado um conjunto de serviços online de gestão de conta (gestão de dados pessoais, permissão de contacto no âmbito da política de RGPD, extracto de conta com pontos e, claro, as reservas em cash, pontos ou cash&points). A app do grupo, cujo desenvolvimento está num estádio já avançado, conta com um novo conjunto de serviços e conteúdos, que em breve serão apresentados aos clientes do Pestana Hotel Group. «É o nosso desejo que o cliente tenha cada vez mais serviços "na palma da mão"», vinca Luís Monteiro.
O responsável afirma que conta ainda com um conjunto de journeys de cliente, comunicadas através de email marketing, nas quais o grupo direcciona o produto e/ou conteúdo numa lógica one2one. São cerca de 25 journeys distintas que trabalham upselling, rewarding, recognition e serviço junto dos clientes, sendo que, neste caso, são todos impactados e não apenas os que são clientes do programa de fidelização. «Sem dúvida que o futuro será cada vez mais orientado para o maior conhecimento do cliente e personalização numa lógica omnicanal», vinca o Chief Digital Officer.
A multiplicidade de plataformas de vendas, sobretudo os canais digitais, é uma realidade com que as marcas se deparam todos os dias. No caso da hotelaria, cada plataforma tem o seu próprio cliente final, mais leisure ou mais corporate, a viajar a dois, em família ou com amigos, para long ou short stays, entre outros. «O desafio para a hotelaria é ser capaz de direccionar, a cada plataforma, o que melhor se ajusta a este cliente, que muitas vezes não conhecemos directamente, não temos o contacto, mas ao qual temos de corresponder da mesma forma. "Direccionar a cada plataforma", neste caso, significa dar o produto, o preço e alguns adicionais que possamos colocar na oferta, que garantam que temos a exposição que pretendemos e que atingimos o cliente final. Ou seja, que somos relevantes em termos de venda para este cliente», afirma Luís Monteiro.
Para proporcionar uma experiência de compra completa e de qualidade ao cliente, independentemente de o estar a fazer na internet, ao telefone ou na recepção do hotel, existe um factor-chave. «No atendimento ao cliente, a consistência é sempre o maior desafio. Mas a chave, seja em que canal for, é a personalização», faz questão de defender Luís Monteiro. E explica. «Se numa newsletter ou no site devemos saber quem é o nosso cliente, quando estamos a interagir com ele, o mesmo deve acontecer ao telefone, na recepção do hotel ou até no quarto. No limite, quando o cliente entra no quarto, os conteúdos transmitidos na televisão devem ser ajustados ao seu perfil, ao seu histórico e à audiência (preferencialmente microaudiência) da qual faz parte.» Depois da compra/reserva efectiva do quarto, há outras vendas que podem ser feitas aos clientes seja de serviços disponibilizados nos hotéis ou produtos (alimentos, bebidas ou souvenirs).
O responsável do Grupo Pestana refere que essas vendas auxiliares são ainda hoje trabalhadas, de uma forma mais massiva, no front desk. «Também estamos a trabalhar esta personalização de oferta em canais como email ou a app, precisamente através da criação de journeys de cliente, que identifiquem o que faz sentido para cada um e alocando a oferta respectiva, sempre com link directo às operações. Ou seja, o desafio não é só direccionar a oferta ao cliente, é também assegurar que a oferta é reconhecida e operacionalizada de forma ágil pelas operações hoteleiras», salienta ainda Luís Monteiro.
A realidade omnicanal implica que os gestores devem estar ainda mais cientes e atentos a tudo o que está a acontecer comos seus clientes. Para assumir o conceito de omnicanalidade, o Grupo Pestana iniciou, em 2017, um processo de alterações estruturais no CRM, tendo dado "o pontapé de saída", através da parceria com a Sales Force. Foi também quando se iniciou uma maior proximidade entre as equipas do IT e das áreas do negócio (marketing, vendas, operações, financeiro), para garantir os objectivos de omnicanalidade e de forma a acautelar os processos de migração e integração. «Também foi intensificada, nessa altura, a evangelização das equipas, centrais e operacionais para a mudança de mindset, já que são elas que dão a cara no dia-a-dia ao cliente», recorda o Chief Digital Officer.
Nesta área, o grupo trabalha com a Salesforce (Marketing Cloud), desde Janeiro de 2018, sendo um parceiro importante para o tema da personalização. «Esta parceria tem sido fundamental para agilizarmos, não só o nosso email marketing performance, mas sobretudo a geração de audiências, cada vez mais granulares e por isso mais eficazes», refere Luís Monteiro.
Há três anos, Cristiano Ronaldo fazia mais uma jogada de mestre, desta vez na sua terra natal, associando-se ao grupo hoteleiro Pestana, outro nome sonante da ilha da Madeira. Juntos abriram o Pestana CR7 Hotel no centro do Funchal, em frente ao porto de cruzeiros, com uma infinity pool no terraço de fazer inveja a qualquer um.
A parceria atravessou o Atlântico e chegou ao continente. Quem passa na Rua do Comércio, na Baixa lisboeta, não adivinha o que vai dentro do discreto edifício amarelo. Uma mesa de matraquilhos logo à entrada, elevadores com ecrã tátil para ver os principais momentos da carreira do campeão europeu, escadas onde se ouve o incentivo dos adeptos num estádio... Os 82 quartos foram decorados com apontamentos ligados ao futebol, como o tapete com marcas de chuteiras de Cristiano Ronaldo. Pormenores que representaram um investimento de cerca de €15 milhões. No futuro está prevista a abertura de mais hotéis em Madrid, Nova Iorque, Marraquexe e Paris.
“Ao abrir um hotel que é validado e criado pelo CR7, uma das marcas mais valiosas do mundo pela exclusividade e por toda a componente mediática que consegue obter, o Grupo Pestana está a transportar os clientes e fãs para o mundo do jogador e essa possibilidade é sempre relevante para os hóspedes. É mais um argumento de escolha, mais um ingrediente para comunicar, mais uma história e uma recordação para contar. Esse é o real valor das marcas: dar tema de conversa, construir memórias e recordações”, explica Rui Ventura, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing. Com o turismo mundial a atingir máximos históricos de ano para ano, as companhias aéreas e de transportes, os hotéis e outros serviços são intervenientes cada vez mais relevantes. “Ver marcas de automóvel a quererem exclusividade num rent-a-car ou uma marca fazer um take over de uma companhia de aviação, parecem-me extensões naturais da experiência de uma marca”, acrescenta Rui Ventura.
São cada vez mais os hotéis a abrir sob a insígnia de um logótipo de moda (Versace, Ferragamo, Fendi), de joias (Bulgari, Baccarat), de mobiliário (Equinox, Ikea) e até de restauração. A Taco Bell, cadeia norte-americana de fast-food, inspirada pela culinária mexicana, vai abrir o “tacoasis” The Bell, em Palm Springs, Califórnia. “O design, o serviço, a alimentação, as atividades e as comodidades refletem a paixão da marca e foram cuidadosamente selecionados para a melhor experiência dos fãs”, explica Marisa Thalberg, diretora da marca, ao Washington Post. Já os alojamentos do Hard Rock Café, são extensões do espírito da música que começou com uma guitarra doada por Eric Clapton ao Hard Rock Café de Londres.
“Os hotéis são os novos showrooms do retalho. É um showroom dinâmico, interativo e lucrativo”, costuma explicar Chekitan Dev, professor de Marketing e Branding na Universidade de Cornell. Em Milão, há vários anos que os turistas pagam pelos quartos de hotéis associados a estilistas de renome – como Armani ou Moschino – o valor proporcional às suas peças de roupa. No Armani Hotel Milano, na zona conhecida como Quadrilatero della Moda, os hóspedes são mimados com detalhes de excelência, desde os produtos de higiene pessoal, roupa de cama, decoração dos quartos e zonas comuns até a um restaurante “estrelado”. Já a Maison Moschino foi projetada pela mesma equipa de criativos da casa de moda, em que cada quarto apresenta a moda Moschino reinterpretada em mobiliário.
Por cá, será o francês Christian Louboutin a abrir as hostilidades aos designers. Com casa própria, há vários anos, em Melides, no Alentejo, o criador dos sapatos com solas vermelhas irá inaugurar o seu boutique hotel com 21 quartos, no verão de 2020. “Simples por fora, impactante por dentro”, como descreveu à Women’s Wear Daily, o hotel terá uma “cantina” com cozinha orgânica, centrada no peixe e no queijo locais. “Estou a comprar mobiliário, a colecionar cerâmica e a comprar arte aborígene que gostaria de lá pôr”, declarou.
Em Portugal, o segmento do enoturismo foi dos primeiros a conseguirem criar uma relação entre uma marca, neste caso de vinhos, e os hotéis. Veja-se, por exemplo, o The Yeatman da casa Taylor’s, inaugurado em 2010 no coração de Vila Nova de Gaia, com vista sobre o rio Douro. “Investir em hotelaria, e não significa que esta tenha de ser temática, é uma opção de prestígio”, assegura Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca. “No caso português, é uma forma de o turista estrangeiro associar um produto a um hotel”, salienta ainda.
A Vista Alegre, do Grupo Visabeira, com uma forte componente da marca de louça, abriu o hotel Montebelo Vista Alegre, em Ílhavo. “Todo o espaço está construído em cima daquilo que é a linha gráfica da Vista Alegre. Mesmo quem não conhece fica impressionado, daí a visitar o museu ou a comprar alguma peça na loja é um passo. É um conceito que funciona como forma de atrair consumidores, pois sente-se a marca”, constata Pedro Pimentel. “A hotelaria vive muito de conceitos, até como uma forma de se distinguir.”
Tem a mesma lógica das marcas que criam lojas de rua para funcionarem como um cartão de visita do País. Em Lisboa, bons exemplos disso são as lojas de conservas ou as de azeite, que além de divulgarem as próprias marcas, promovem o produto nacional.
Desde ontém, 17 de setembro, que os restaurantes dos hotéis da cadeia Marriott apresentam uma nova ementa mais responsável para com os oceanos, fruto de um trabalho pioneiro realizado em parceria com a organização de conservação da natureza, Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF (ANP|WWF). Esta é a primeira vez que uma cadeia de hotéis em Portugal analisa o seu portfólio de pescado em parceria com a WWF, com vista a tornar a sua oferta mais sustentável.
Ao longo dos últimos dois anos, a ONG analisou as espécies de peixe e marisco mais consumidas nos restaurantes dos hotéis Marriott, aplicando a sua metodologia de avaliação que analisa as espécies, a forma de captura ou produção e a zona geográfica, com vista a definir o pescado com menos impacto ambiental e social e criar ementas mais responsáveis.
Diversificar as espécies de peixe na ementa, oferecer mais e melhor informação aos consumidores sobre a origem do peixe e marisco que consomem, escolher pescado com certificação e ter atenção aos tamanhos mínimos para cada espécie são as recomendações que os hotéis Marriott estão a implementar na nova ementa criada em parceria com a ANP|WWF, em vigor em todos os restaurantes dos hotéis da Marriott , a partir de 17 de setembro.
«Os hotéis Marriott foram a primeira empresa a analisar as espécies de pescado que estavam a comprar, e a aceitar implementar um plano de melhoria com vista a criar uma carta mais sustentável e responsável para com os nossos oceanos», reforça Ângela Morgado, diretora executiva da ANP|WWF, continuando «desde cedo que os hotéis Marriott compreenderam a nossa mensagem: nem tudo o que vem à rede é peixe para comer. Há muitos fatores a ter em conta antes do peixe chegar ao nosso prato, e esta cadeia é um exemplo de como é possível ter uma carta sustentável sem perder qualidade, variedade e sabor».
Elmar Derkitsch, diretor geral do Lisbon Marriott Hotel, acrescenta: «Sustentabilidade será a próxima vanguarda da nossa cozinha. A maioria das pessoas, simplesmente, encaram os peixes e marisco como alimento, infinitamente abundante, além de ignorar a sua importância para a biodiversidade, A realidade é que algumas espécies já se encontram ameaçadas e em vias de extinção. É com imenso orgulho que associamos a este projeto com o intuito de incentivar os hóspedes e clientes a fazer a escolha certa. Abraçando esta causa, os nossos restaurantes apresentam uma nova carta com uma maior diversidade de peixes e marisco que tenham o selo de pesca sustentável».
A cadeia de hotéis compromete-se com vários objetivos. Nomeadamente, a não usar nos seus menus peixes que estejam na lista negra, bem como a que 50% do seu top 3 de consumo (salmão do Atlântico, dourada e robalo) sejam de origem certificada, até maio de 2020. Também se compromete a que 20% de todo o pescado adquirido pelos restaurantes da cadeia deverão ser de origem responsável, respeitando as recomendações ANP|WWF. Outra novidade é a introdução permanente de um prato com peixe sustentável nas ementas dos seus restaurantes em Portugal. Recomendações estas a por em prática num máximo até dois anos.
O relatório indica ainda que o atum rabilho, na lista negra, deverá ser eliminado de todos os menus dos restaurantes da cadeia Marriott. Poderá ser substituído, preferencialmente, pelo atum bonito com certificação MSC. Os chefs deverão também ter em atenção os tamanhos mínimos de captura (TMC) estipulados para cada uma das espécies adquiridas. O bacalhau, desde que de origem certificada (MSC), poderá ser incluído nos menus dos restaurantes da cadeia Marriott. O carapau poderá ser incluído nos menus dos restaurantes, procurando sempre que este produto provenha de pesca de cerco.
O trabalho de análise e a proposta de plano de melhoria resulta de uma parceria realizada pela cadeia de hotéis Marriott e a ANP|WWF, organização de conservação da natureza, ao abrigo do projeto Fish Forward – Por um consumo responsável de peixe e marisco. Este projeto europeu tem vindo a sensibilizar e mudar comportamentos de consumidores, empresas e autoridades, de forma a permitir a recuperação das unidades populacionais de peixe, atualmente sob pressão.
O estado das populações de peixes ameaça a segurança alimentar humana devido ao sério declínio em que estas se encontram por todo o mundo, sendo que algumas apresentam um risco sério de colapso, como refere a WWF no relatório ‘Living Blue Planet Report’ (setembro de 2015). Neste relatório conclui-se ainda que, em média, a nível global e nas últimas quatro décadas, as populações de mamíferos marinhos, aves, répteis e peixes foram reduzidas para metade.
Perante este cenário, o projeto Fish Forward tem vindo nos últimos quatro anos a sensibilizar os europeus para o facto de que o tamanho do peixe e marisco que consumimos conta, que há mais peixe no mar e que as etiquetas são nossas amigas (tamanho, diversidade e rotulagem).
Portugal é o primeiro país a receber o prémio "Destino Turístico Acessível 2019" da Organização Mundial do Turismo (OMT), que reconhece o esforço na promoção de acessibilidades, anunciou esta terça-feira o Governo.
"Portugal é o único país a receber esta distinção, que é atribuída pela primeira vez este ano pela OMT em parceria com a Fundação ONCE, e que reconhece o esforço de Portugal na promoção da acessibilidade no Turismo", avançou, em comunicado, o Ministério da Economia. A distinção foi hoje entregue durante a 23.ª assembleia-geral da OMT, em São Petersburgo, na Rússia.
De acordo com o Governo português, só na Europa existem 90 milhões de turistas com necessidades específicas de mobilidade, "pelo que esta distinção é muito importante para posicionar Portugal como líder na acessibilidade".
Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, citada no mesmo documento, este prémio constitui "um grande impulso para que Portugal se torne o destino mais inclusivo do mundo".
Apesar de considerar que esta é "uma questão de cidadania", a governante admitiu que "ainda há muito a fazer", sublinhando que "quem perde esta carruagem perde o comboio".
Por sua vez, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, defendeu que este é o reconhecimento "de um trabalho sólido e estruturado" que Portugal tem realizado em matéria de acessibilidades.
Esta governante destacou ainda o programa Mais Acesso, que irá apoiar projetos de promoção de acessibilidades em cerca de 50 municípios num valor global de 15 milhões de euros, bem como a realização de levantamentos globais das condições de acessibilidade do edificado público.
"Este Governo tem dado passos seguros no sentido de transformar Portugal num verdadeiro país inclusivo. É um caminho sem retorno, pois a isso nos obrigam todos aqueles para quem trabalhamos", afirmou Ana Sofia Antunes.
Paralelamente, em 2016 foi lançado o programa 'All for All' (tudo para todos), com o objetivo de capacitar a oferta turística portuguesa e de criar roteiros acessíveis em todo o país. Segundo os dados do Ministério da Economia, até ao momento foram apoiados 116 projetos, que representam um investimento de 20 milhões de euros e que receberam um apoio de 14 milhões de euros.
Entre estes encontram-se a criação de acessibilidades no Castelo de São Jorge, em Lisboa, no Convento de Cristo, em Tomar e nas Caves Calém, em Vila Nova de Gaia.
Neste âmbito foi também lançado o portal 'Tur4All' (turismo para todos), que permite conhecer a oferta hoteleira, de restauração e cultura para pessoas com "necessidades específicas de mobilidade em Portugal e Espanha".
Nas escolas de Turismo, por seu turno, passou a ser incluído um módulo dedicado ao turismo acessível e, além do programa Praia Acessível, foi este ano lançado o Festivais + Acessíveis, que visa distinguir eventos que apresentem "condições de acessibilidade para pessoas com necessidades específicas".
O Brunch é uma refeição que faz um mix dos conteúdos do pequeno-almoço e do almoço. Na sua génese era uma refeição apenas tomada no dia 1 de Janeiro. Como a noite de 31 de Dezembro é longa, o pequeno-almoço acabava por ser tardio, daí surgiu o conceito de brunch. Na actualidade, o mesmo está muito polularizado sobretudo aos Sábados e Domingos, entre restaurantes de Hotel e estabelecimentos de restauração em geral.
O SiteMinder explica neste artigo os dez principais erros que os hoteleiros devem evitar para que seu estabelecimento funcione adequadamente.
Para Marco Rosso, diretor regional do SiteMinder Espanha, “é essencial que os hoteleiros ajam com experiência e conhecimento. É tão importante agir bem quanto não cometer pequenos erros que podem ser fatais para o crescimento e sucesso. A chave é conhecer os seus clientes e a sua área de influência, fazer uso adequado das redes sociais e usar o site como uma vitrine para atrair novos hóspedes”.
Estes são os dez erros mais comuns e algumas dicas do SiteMinder para evitá-los:
1. Não fornecer informações básicas de contacto Um site com um design elegante e otimizado não significa nada para o hóspede, caso não consiga encontrar o endereço ou o número de telefone na página inicial. Cada hotel deve ter as informações básicas no seu site e colocá-lo bem visível ao usuário. Muitos viajantes preferem ligar para fazer perguntas e receber respostas instantaneamente.
Além disso, essa chamada pode terminar numa reserva, se a pessoa que responde for um bom vendedor. Mas se não houver um número de telefone ou um e-mail de contacto na Web, a hipotética venda poderá ser perdida.
2. Reproduzir automaticamente músicas e vídeos na web
Muitas pessoas reservam suas férias entre 9h e 17h, ou seja, durante o expediente. A última coisa que eles precisam é que o computador ou dispositivo comece a transmitir músicas ou anúncios. Fecharão o site e dificilmente retornarão.
Os vídeos sobre os quartos são bons porque ajudam a entender melhor as instalações e os quartos, mas não devem estar na página inicial. É necessário usar imagens e descrições simples para atrair o cliente assim que entrar na web.
3. Usar as redes sociais incorretamente
É muito positivo usar as redes sociais como um canal de marketing, mas é importante fazê-lo corretamente. A ideia é direcionar o tráfego para a web e para as páginas de reserva. Um erro comum entre os hoteleiros é enviar os hóspedes das suas páginas para as suas redes sociais assim que eles entram.
Quantas pessoas voltarão depois disso? É muito mais eficiente fazer o inverso: promover acomodação nas redes sociais e fazer com que os usuários acedam diretamente ao site do hotel depois de visualizar imagens ou vídeos.
4. Publicar fotos de baixa qualidade
Não faz sentido investir num web design maravilhoso, se as fotos não tiverem qualidade. Os viajantes querem saber o que receberão em troca do seu dinheiro. Se encontrarem imagens pixeladas, desfocadas ou mal enquadradas, não estarão dispostas a fazer a reserva.
É por isso que não é conveniente poupar despesas em fotografias de alta qualidade. Atualizar as imagens a cada dois anos ou toda vez que o site é remodelado é importante. E é claro, é essencial que as fotografias utilizadas sejam reais, a fim de evitar deceções e críticas.
5. Inclua informações simples em arquivos para download
Quem gosta de baixar arquivos PDF no seu telefone ou computador? Então, porquê forçar os convidados em potencial a fazer isso?
Por exemplo, se um viajante quiser ver o menu do restaurante do seu hotel, poderá visualizá-lo diretamente na web. Ao forçar o download de documentos, as conversões são penalizadas.
6. Conectar-se a canais de distribuição errados Antes de entrar em contrato com as agências de viagens on-line manualmente ou por meio de um gestor de canais, é importante fazer algumas pesquisas. Precisa olhar além dos quatro ou cinco canais mais conhecidos e encontrar os parceiros que melhor atendem ao mercado e ao público que deseja atrair.
7. Ignorar o potencial da área local Quando os hóspedes ficam num hotel, simplesmente não “compram” somente um quarto, mas geralmente também procuram uma experiência nesse destino.
Para os hotéis, seria uma oportunidade perdida de não o aproveitar. É importante criar alianças com empresas locais e projetar promoções e pacotes relacionados a eventos e atrações que possam interessar os clientes.
8. Não querer ouvir (ou responder) aos comentários É essencial ter em conta as opiniões dos hóspedes, interagir com eles e manter uma boa reputação para a marca continuar a receber reservas.
A pior coisa que pode fazer é não responder quando os hóspedes deixam comentários e opiniões em sites como o TripAdvisor ou nas suas páginas de média social. Precisamos responder a comentários positivos e negativos.
9. Não preste atenção à sazonalidade A taxa que as pessoas estão dispostas a pagar por um quarto de hotel dependerá das tendências de oferta e da procura ao longo do tempo.
A sazonalidade é importante e as taxas terão que ser alteradas várias vezes ao ano para refletir o comportamento do mercado. Isso, juntamente com a data de lançamento dos pacotes e promoções, é parte integrante do plano de vendas e marketing.
10. Não limpar os quartos adequadamente Uma queixa comum entre os hóspedes é a limpeza dos quartos ou do hotel em geral. Não economize nos recursos quando se trata de higiene e limpeza. Isso não é apenas para favorecer a saúde e a segurança de todos, mas para evitar receber uma avalanche de opiniões negativas.
Existem outros inconvenientes que podem prejudicar o hotel, por isso deve otimizar os processos para reduzir os riscos e os possíveis custos derivados. Mas também é verdade que, seguindo essas dicas e prestando atenção aos detalhes, pode fornecer um serviço de qualidade, e os clientes retornarão e até recomendam esse hotel.