Um desafio ao poder iníquo. Com mais de 2400 anos.
ANTÍGONA para CREONTE: «Não nasci para odiar, mas para amar.»
quarta-feira, setembro 25, 2019
segunda-feira, setembro 23, 2019
DELÍRIOS ECFRÁSTICOS
JULIO, Epitalâmio (1931), óleo sobre cartão, colecção CMVC.
O noivo regurgita um esgar
de dentes rombos e já a garra adunca
dentro da luva de cerimónia
cerimonialmente avança
sobre o braço da eleita.
À noite, no suor do tálamo,
chupar-lhe-á os lábios,
os bicos dos seios
e sempre o sangue.
Uma terceira figura,
talvez do pai que lha passou,
assobia de mansinho
ao ar festivo.
Em fundo, a coluna
de volutas jónicas
ameaça desabar
sobre a convenção insana.
--- Cadernos
domingo, setembro 22, 2019
EM DEFESA DO CLIMA
GRETA THUNBERG. «Grande é a poesia, a bondade e as danças... / Mas o melhor do mundo são as crianças, (...)»
sábado, setembro 21, 2019
sexta-feira, setembro 20, 2019
NATÉRCIA FREIRE (1919-2004)
Uma das exposições em curso na Biblioteca Nacional sobre escritores nascidos há cem anos. Natércia Freire foi poeta, contista, romancista e jornalista cultural. Diz Teresa Sousa de Almeida, autora da folha da exposição: «O caso de Natércia Freire é muito particular, porque dirigiu o suplemento "Artes e Letras" do Diário de Notícias, entre 1954 e 1974, tendo sido a primeira mulher a fazê-lo, numa altura em que a instituição literária era sobretudo masculina, o que lhe deu uma grande visibilidade. Só muito mais tarde, em 1968, Maria Teresa Horta será convidada para dirigir o suplemento cultural de A Capital.» Sobre o livro de contos A Alma da Velha Casa (1945), há uma curiosa reacção de José Régio, autor do ciclo romanesco A Velha Casa (5 volumes publicados entre 1945 e 1966), em carta para o seu grande amigo Alberto de Serpa datada de Portalegre, 18 de Junho de 1945: «(...) Provas do primeiro volume de A Velha Casa, o qual se chama Uma Gota de Sangue (...) Não confies o título do romance. A Natércia Freire talvez se não tivesse lembrado de chamar a um seu livro A Alma da Velha Casa se o meu título geral se não tivesse espalhado tanto. E eu então, que nisto dos títulos sou duns zelos maníacos e ferozes! Já não lhe perdoo tal abuso.»
segunda-feira, setembro 16, 2019
EXPOSIÇÕES
"SARAH AFFONSO E A ARTE POPULAR DO MINHO", até 7 de Outubro na Gulbenkian, comemora os 120 anos do nascimento da artista. Na imagem, A Estrela, óleo sobre tela de 1937.
=Foto de 15-9-2019=
domingo, setembro 15, 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)






