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sábado, 7 de julho de 2012

RESUMO DO REGIME, DOS PARTIDOS E DO SEU LIXO

«O que a CGTP, PCP, BE e PS fingem não saber é o simples facto de não haver dinheiro para pagar tudo como se pagava até aqui. O PS deu um golpe absolutamente mortal à sustentabilidade do país endividando-o para lá de toda a sensatez. E isso aconteceu sabendo das taxas de crescimento anémicas que tínhamos durante uma década. Não é sequer preciso um economista para perceber que esse caminho tinha um desfecho terrível. O PS e Sócrates não quiseram saber. Usavam paliativos ridículos com os sucessivos PEC cuja receita desbaratavam logo de seguida. Com este tipo de actuação à vista de todos nunca as críticas da esquerda tiveram o tom que têm hoje. Sabiam o caminho que se estava a trilhar e entretinham-se a discutir idiotices. Foi o PCP que se manifestou a favor do TGV numa altura em que era óbvio para todos que era um projecto que não podíamos fazer. Não só pelo seu elevado custo inicial como pelo projectado prejuízo operacional.» Groink
por joshua no PALAVROSSAVRVS REX

segunda-feira, 30 de abril de 2012

do PEC ao DOE

O Conselho de Ministros aprovou, hoje, o Documento de Estratégia Orçamental, uma  espécie de PEC, mas em versão simplificada.
Por não se tratar, formalmente, de um Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), o Governo não está obrigado a apresentá-lo a Bruxelas nem a dar a conhecê-lo ao Parlamento com dez dias de antecedência, situação que motivou a polémica entre o Executivo e o líder do PS, António José Seguro.
No fundo, é o primeiro momento de preparação do Orçamento de Estado para o próximo ano.
O documento que vai ser entregue, em simultâneo, no Parlamento e à tróica contém as linhas gerais das contas do Estado para os próximos três anos - 2013-2016 -, com incidência especial no próximo ano. 

Durante a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou o decretro-lei de execução orçamental, Vítor Gaspar disse que os subsídios de férias e de Natal, cortados aos funcionários públicos e pensionistas, vão começar a ser repostos a partir de 2015, a um ritmo gradual de 25% por ano, mas dependente da folga orçamental, isto é, a este ritmo, apenas em 2018 estará reposta a totalidade dos subsídios. rr

sexta-feira, 6 de maio de 2011

a TSF em mais um forum do PS

Silva Pereira revela-nos que os portugueses censuram «uma crise politica inoportuna» provocada pela oposição ao chumbar o PEC4.
Foi mais um forum da telefonia "ocupado" por gentinha que endeusou o ainda ministro (um até sugeriu "fechar a comunicação social da oposição").
E foram poucos, muito poucos, os "outros" que conseguiram aceder aos microfones.
Uma boa intenção da estação, ainda oficiosa, estragada por imbecis e idiotas úteis.
Repetindo o que havia acontecido com o ainda primeiro José Pinto de Sousa a TSF prestou, mais que um mau exemplo, um mau serviço.

quarta-feira, 30 de março de 2011

FORNICAR PORTUGAL COMPENSA


O que é a propaganda senão esta insistência em reproduzir uma mentira até que se transforme em verdade, em alijar responsabilidades e em repetir palavras vazias, conforme o fazem Sócrates e a sua máquina de fazer encornados para manter negócios e clientelas?! A Opinião Pública Portuguesa, seis anos intoxicada de muitas maneiras pelo doloso socratismo maligno, é agora fornicada pela mesma máquina de parir mentiras até produzir os seus frutos eleitorais de alienação e engano: a ajuda externa que se pretende evitar já se tornou interna, internalizou-se, transformou-se em PEC IV. Ponto. O que falta agora é formalizar a ajuda externa, negada, renegada, dispensada mas certamente convocada quando ou se o Poder não fugir das garras destrutivas da Situação. O Primadonna, na sua derrama de treta, não cessa a voracidade pelo poder, não se corrige, nada assume das suas malfeitorias até ser silenciado e esquecido mediante o voto. Única arma para extinguir berlusconis e outros pinóquios. por joshua no PALAVROSSAVRVS REX

terça-feira, 22 de março de 2011

e às três lá vinha uma ajudinha a Pinto de Sousa...

1 economico.14.Fev.2011
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, voltou hoje a elogiar as medidas “eficazes” adoptadas por Portugal para baixar o défice.
2 Diário de Noticias 20. Mar.2011
O presidente do Eurogrupo disse hoje não ver "nenhuma razão" para alterações ao pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental apresentadas a 11 de Março pelo Governo português, recordando que o mesmo já foi aprovado pelos líderes da Zona Euro.
3 Rádio Renascença 22.Mar.2011
Menos de 24 horas depois de Juncker ter dito que não vê qualquer razão para que a mais recente versão do PEC IV seja revista, um porta-voz da Comissão veio dizer que o pacote de austeridade português é apenas um plano e não algo irreversível.
...lá ajudinha era, mas já não veio a tempo!

domingo, 20 de março de 2011

Governo aprova o PEC4 que foi "aprovado" pela UE...

O PEC4 que Pinto de Sousa e Teixeira dos Santos já apresentaram em Bruxelas, foi aprovado esta tarde no Conselho de Ministros extraordinário... mas continua disponível para negociar com a oposição.
A desmentir estas “tretas” veio o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, que disse não ver "nenhuma razão" para alterações ao pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental apresentadas a 11 de março pelo Governo português, recordando que o mesmo já foi aprovado pelos líderes da Zona Euro.
surrealista!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Novo PEC é sinal que medidas eram insuficientes


"O anúncio das medidas pelo Governo Português é sinal de que ainda não tinha sido feito o suficiente para conseguir atingir as metas de consolidação orçamental para este ano, 2012 e 2013", afirmou à agência Lusa Anthony Thomas, vice-presidente da agência de notação financeira Moody's e analista-chefe para Portugal.
Para este analista, este ano, a economia portuguesa vai passar por um "processo de ajustamento" ao diminuir a sua dependência da procura interna e a apostar no sector exportador.
Thomas acrescenta que aquelas medidas que "vão ajudar o Governo a alcançar a consolidação orçamental", implicam também "o enfraquecimento da economia". Ainda assim, o responsável evita a palavra crise: "Daí a falar de uma crise económica vai outro passo"...

domingo, 13 de março de 2011

PEC IV a votos no Parlamento


"Omitir informação ao Parlamento, sonegar informação ao chefe de Estado, driblar a concertação social, tratar o órgão de soberania onde estão os representantes eleitos do povo português como um puro teatro não é forma séria de conseguir que o país sair da situação dificílima em que está".

Para Paulo Portas "este novo PEC viola o princípio de que há limites para os sacrifícios que se podem pedir aos mais vulneráveis" por isso defende que " deve ser sujeito à votação da Assembleia da República".
Se o Governo não levar o documento a votos, "o CDS apresentará sobre ele um projecto de resolução", afirma Portas.

... e se o PSD, mais uma vez, votar com o PS?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os cinco erros do primeiro-ministro na entrevista à TVI


1 - “Isso é partir do princípio de que teria sido melhor para o país tomar as medidas em Maio. Eu não estou convencido disso.”
Não. Atraso nas medidas agravou subida do juros.
A especulação sobre a dívida portuguesa foi alimentada pela situação da Irlanda e pelos sinais errados que as contas públicas de Portugal foram emitindo. Bancos (Credit Lyonnais, por exemplo) e agências internacionais notaram o atraso português na consolidação orçamental. Espanha tomou medidas e teve recessão e mais desemprego, argumenta o primeiro-ministro. Portugal toma-as agora com maior esforço no PIB do que em Espanha e com recessão e subida do desemprego à vista. Entretanto, a imagem externa do país e a factura dos juros (paga pelos contribuintes) agravaram-se.
2 - “Quando as condições de mercado melhorarem nós poderemos renegociar essas colocações de dívida.”
Não. Portugal não pode renegociar emissões já feitas.
José Sócrates defende que a factura dos juros da dívida emitida este ano poderá ser renegociada. Não é assim. “Demonstra uma profunda ignorância sobre o financiamento público”, aponta Cantiga Esteves, professor de Finanças no ISEG. As emissões foram feitas e dispersadas em mercado secundário a um juro fixo que não pode ser alterado. O governo poderia recomprar essas obrigações se os juros caíssem, mas pagaria mais por elas (porque quando os juros caem, o preço das obrigações sobe). Não há dúvida: a factura a pagar será mesmo mais alta.
3 - “Os contribuintes não vão pagar nada porque estes fundos [de pensões da PT] foram provisionados”
Não. É impossível dar hoje essa garantia aos portugueses.
Em primeiro lugar, os “cálculos actuariais” de que Sócrates falou são muito falíveis, como “têm demonstrado várias teses de mestrado em Finanças”, diz João Duque, professor de Finanças no ISEG. As taxas de mortalidade usadas estão sempre a mudar (com o aumento da longevidade) – esta é uma realidade dinâmica e o provisionamento feito pela PT pode não chegar. Segundo: o Estado vai gastar já o dinheiro que recebe da PT e terá mais tarde de taxar os portugueses para pagar as pensões. É um empréstimo que a PT (que propôs o negócio ao Estado) faz: a que taxa de juro? Não se sabe.
4 - “O facto de a nossa economia estar agora mais robusta dá mais garantias de que apesar destas medidas continuará a crescer”
Sócrates invoca o crescimento de 1,4% até Junho para defender a capacidade da economia de aguentar a austeridade orçamental. Está sozinho nessa análise. Economistas portugueses (da esquerda à direita) e estrangeiros (FMI, “Economist”, Barclays, etc.) apontam para uma recessão em 2011, indicando bloqueios estruturais ao crescimento. E depois de 2011? Jorge Coelho, do PS, explica ao i: “Isto não é problema que se resolva em dois ou três anos. Só se o défice baixar e a economia internacional animar é que podemos pensar em levantar voo. Mesmo assim, será um voo muito baixinho.”
5 - “Quando um governo diz que congela as pensões quer dizer que todos os pensionistas receberão em 2010 o que recebiam em 2009”
O chefe de governo fala da decisão de congelar as pensões, mas deixa de fora uma medida do seu governo: “Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H [pensões de reforma] com regime de tributação da categoria A [trabalho]”. Por outras palavras: num ano de congelamento da prestação, o governo vai agravar a tributação de IRS sobre as pensões de reforma, aproximando-a do nível taxado aos rendimentos do trabalho. Na prática, haverá por isso uma redução real no valor das reformas, acrescido do desgaste provocado pela inflação.

terça-feira, 15 de junho de 2010

porque são diferentes?…


Paulo Portas, interrogado sobre a proposta do PSD para flexibilizar os contratos, referiu só poder pronunciar-se sobre ela depois de a conhecer.
«Mas há uma coisa que eu sei: se não houver crescimento económico, também não há emprego. O crescimento económico é incompatível com o aumento de impostos sucessivo e reiterado.
Quanto mais impostos a classe média pagar, quanto mais impostos as pequenas e médias empresas pagarem, menos poder de compra, menos margem de poupança, menos investimento e menos criação de emprego haverá
».
«O que nos distingue é que a consolidação orçamental não pode ser feita do lado da receita, mas, essencialmente, do lado da despesa. Isso distingue-nos do Governo e de quem o tem apoiado».


Portas falava á CS no final de uma audiência com o primeiro-ministro sobre a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia e manifestou-se de acordo com o caminho de consolidação orçamental preconizado pela generalidade dos Estados membros da União Europeia, «um caminho que contrasta com o de Portugal. Em Portugal, se houver consolidação orçamental quem se sacrifica é o contribuinte e quem contribui é a receita. Em Portugal vai verificar-se um aumento extremamente significativo dos impostos desde logo sobre o trabalho, o que afectará as nossas condições de crescimento económico» afirmou. sol

quarta-feira, 24 de março de 2010

PS e Assis votaram contra resolução PSD/CDS para PEC em 2004


O actual líder parlamentar do PS, Francisco Assis, foi um dos deputados socialistas que em 2004 votaram contra um projecto de resolução da então maioria PSD/CDS de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
A acta da reunião plenária de 05 de Fevereiro de 2004, fornecida à agência Lusa pelo CDS, mostra que em votação final global o projecto de resolução de revisão do PEC apenas teve os votos favoráveis da maioria governamental, PSD e CDS-PP, tendo sido rejeitado por PS, PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes".
...
Em relação à acusação de Francisco Assis de que o CDS assumiu um comportamento "irresponsável" por decidir votar contra a resolução de suporte ao PEC, o líder parlamentar democrata cristão, Pedro Mota Soares, devolveu a acusação.
"Infelizmente, sou forçado a corrigir o dr. Francisco Assis. Ao contrário do que tem dito, em 2004, o PS votou contra o projecto de resolução do PSD e CDS que suportava a revisão do PEC junto da União Europeia", declarou Pedro Mota Soares.
DN

terça-feira, 23 de março de 2010

Factura duplica de 2013 para 2014

Os encargos líquidos do Estado com as Parcerias Público Privadas vão duplicar após o final deste Programa de Estabilidade e Crescimento, passando de 0,4 por cento em 2013 para 0,8 por cento em 2014
Isto é, aquelas parcerias nas vertentes rodoviárias, ferroviárias e com saúde deverão rondar os 0,4 por cento do PIB até 2013, dobrando o seu peso no PIB de 2013 para 2014, por força de um aumento dos encargos líquidos do Estado com as Parcerias Público Privadas rodoviárias, que passarão a representar 0,5 por cento do PIB em 2014, quando em 2013 deverão representar apenas 0,2 por cento.


sábado, 20 de março de 2010

um «escândalo para saúde da República»

O candidato a Presidente da República considerou, esta sexta-feira, «um escândalo para a saúde da República» os prémios dos gestores públicos, enquanto o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) impõe o congelamento dos salários na função pública.
«Não me parece que haja neste PEC um suficiente esforço de partilha», disse Manuel Alegre, em Bragança, num jantar com apoiantes em que comentou o PEC apresentado pelo Governo. Para o histórico socialista, «o esforço de contenção que é pedido pelo PEC é desigualmente distribuído».
Manuel Alegre criticou também a prevista privatização de serviços públicos, «ainda por cima rentáveis», com a qual entende «não se está a pretender uma melhoria da sua gestão e uma resposta ao interesse público, mas apenas querer obter rapidamente uma receita extraordinária». «Também me parece que um país como o nosso não pode prescindir de uma transportadora aérea nacional que garanta a ligação com o Brasil, Estados Unidos da América e os países lusófonos de África», disse.
O candidato a Presidente da República defende que o que Portugal precisa «não é do código de conduta das medidas orçamentais impostas pelo Banco Central Europeu, mas de uma austeridade republicana exemplar, a partir de cima», desde «os titulares dos órgãos de soberania aos administradores de empresas públicas».
Alegre considerou ainda ser necessário «repensar os critérios monetaristas que estão a contaminar a Europa» e criticou a falta de controlo do dinheiro que a União Europeia incentivou os Estados-membros a introduzirem nos bancos. «Nenhum constrangimento vindo de fora pode pôr em causa serviços públicos essenciais ao povo português como a Segurança Social, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde», afirmou.
Manuel Alegre frisou ainda que não renegará os seus valores para condicionar apoios à sua candidatura.
O candidato disse ainda o que pensa ser a função presidencial. «O papel de um Presidente da República não é de gerir silêncios nem de dizer apenas o que lhe convém quando lhe convém. A magistratura de influência do Presidente da República implica a utilização da pedagogia da palavra como um instrumento ao serviço do país», declarou. «Falar mas nada dizendo, pronunciar-se mas nada propondo ou intervir mas nada acrescentando é um exercício vazio ou nulo de propósito», acrescentou.

sexta-feira, 19 de março de 2010

até "eles" não concordam...


Os jornais revelam hoje que, nas reuniões do Conselho de Ministros, houve contestação quanto aos cortes nas prestações sociais e no investimento público.
A imprensa desta sexta-feira avança que nem todos os ministros terão concordado com algumas das medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2010, analisado em Conselho de Ministros.
Segundo alguns jornais, os cortes nas prestações sociais e no investimento público, bem como o plano de privatizações provocaram contestação no Governo, contra as ideias defendidas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
O ministro da Economia, Vieira da Silva, terá sido uma das vozes que se levantou contra algumas das medidas do PEC. O ministro da Economia foi um dos ideólogos do rendimento mínimo num Governo de António Guterres e não terá gostado, segundo os jornais i, Diário de Noticias (DN) e Público, dos anunciados cortes no subsídio de desemprego e nos tectos de despesa com o Rendimento Social de Inserção.
O argumento de Vieira da Silva terá sido o de que estas propostas «põem em causa o património ideológico e programático do Governo».
Segundo o DN, outros ministros como Helena André (ministra do Trabalho), Alberto Martins (ministro da Justiça) e Ana Jorge (ministra da Saúde) apoiaram as posições de Vieira da Silva.
O jornal i antecipa que também a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, e o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, levantaram objecções. No caso do ministro das Obras Públicas, devido aos cortes no investimento público.
O DN afirma que Sócrates manteve sempre o apoio ao plano de Teixeira dos Santos, e que terá mesmo dito que «fará o que tiver de ser feito para que o PEC seja aprovado por Bruxelas».
O Público adianta que foi devido às «vozes divergentes» que o chefe do Governo marcou uma outra reunião do Conselho de Ministros para analisar o PEC.
TSF

terça-feira, 16 de março de 2010

No que o PEC vai mexer nos nossos bolsos

Apesar de se sucederem notícias sobre redução de benefícios fiscais no IRS, das deduções com despesas de saúde e educação, ou da criação de um novo escalão , as consequências das medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) na carteira dos portugueses ainda não são claras para muitas famílias.
O DN foi falar com vários contribuintes, para perceber como vão ser afectados pelo PEC: do administrador Jorge Armindo, que faz parte dos 1% de portugueses com rendimentos superiores a 150 mil euros e que vão pagar a nova taxa de 45% de IRS; a Paulo Inácio, que ganha 500 euros por mês; passando por Carlos Soares, um médico com oito filhos; ou José Duarte, que aguarda a revelação de quanto vão passar a custar as SCUT.
E mesmo sem contas feitas, há preocupações que se repetem: as famílias que falaram com o DN temem perder poder de compra e ver as suas dificuldades económicas agravadas. Ou as do País, onde não é difícil reconhecer os efeitos da crise. Uma crise que vai ser paga sobretudo pela classe média, dizem os fiscalistas. Joaquim Escoval, técnico da Autoeuropa, já tinha essa certeza: "Lá está a classe média a pagar a crise."
DN

Jorge Armindo, presidente executivo da Amorim Turismo, afirma que vai ser penalizado com a nova taxa de IRS prevista no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC). "Vou ter um aumento de taxa. É algo que já tem acontecido nos últimos anos, vou ter um agravamento de 5% no IRS", diz o gestor.
No entanto, Jorge Armindo concorda com esta medida que aumenta a taxa de imposto para quem ganha mais de 150 mil euros ao ano: "Significa que tenho um nível de vida acima da maioria dos portugueses", salienta o responsável, que aceita ter de pagar mais imposto ao Estado.

"Não ser abrangido pelo PEC é sinal que ganho muito pouco", dispara Paulo Inácio, de 30 anos, quando indagado sobre a medida. Casado e com dois filhos, o sapador florestal da Câmara de Vila Nova de Paiva leva "para casa, no final do mês, 500 euros" a que junta os 450 que a mulher, a trabalhar na hotelaria, ganha.
Sobre as medidas de austeridade, impostas pelo Programa, condescende que "talvez sejam necessárias, mas caem sempre sobre os mesmos. No meu caso, que nem chego a atingir rendimentos para majorar as deduções, pouca diferença faz, mas não é uma boa notícia é antes o reconhecimento que ganho mal".

José Duarte ainda não sabe qual será o valor das portagens na A42 e A41, que ligam respectivamente Felgueiras e Paços de Ferreira ao litoral nortenho. Porém, este comerciante de peixe, residente em Marecos (Penafiel), acredita que se os valores forem semelhantes aos que são praticados na A4, então vai ter de despender uma verba mensal na ordem dos 73 euros para pagar os cerca de 70 quilómetros diários que faz nestas vias.
Aos 45 anos, e com um agregado familiar de quatro pessoas, não tem dúvidas em afirmar que "isto está muito complicado". Os 750 euros mensais que aufere da actividade já representam um salário curto para o orçamento familiar. "Da maneira que isto está, tenho de pensar o que vou fazer", conta este comerciante. Que admite mesmo deixar a actividade. "Se meterem portagens talvez deixe de vender peixe. Não só eu como vários familiares meus que se dedicam ao mesmo", acrescenta.
um trabalho intereesante no DN

terça-feira, 9 de março de 2010

medidas «adequadas ao objectivo» ?

O governador do Banco de Portugal considera as medidas do PEC «adequadas ao objectivo».
Vítor Constâncio afirmou ainda que «espera que a Comissão de Bruxelas venha a aprovar o nosso programa e que Portugal esteja disposto a fazer tudo o que for necessário para cumprir o objectivo em 2013 de ter o défice abaixo dos três por cento».
Esta meta é essencial, considera ainda o governador, para o futuro de Portugal.
TSF

segunda-feira, 8 de março de 2010

Programa de Estabilidade e Crescimento: aumentam os impostos em IRS

O PEC prevê limitações às deduções – Saúde, Educação, etc – nos escalões intermédios, o que só por si, significa aumento de imposto. “Não vamos propriamente mexer em cada um dos benefícios. Vamos, isso, sim, defenir um tecto”, declarou Teixeira dos Santos ao apresentar o PEC 2010 – 2013.
Os rendimentos colectáveis acima dos 150 mil euros ficam sujeitos a um novo escalão de 45% e as mais valias realizadas em Bolsa passam a pagar impostos de 20%.
A linha de alta velocidade Lisboa-Porto, com abertura prevista para 2015, fica assim adiada para 2017, enquanto a linha Porto-Vigo só estará concluída em 2015.
Os aumentos salariais dos funcionários públicos até 2012 serão abaixo da inflação. "Congelámos os salários este ano, e não podemos assumir o compromisso de alinhar o andamento dos salários com o andamento da inflação, vamos ter, de facto, que prosseguir o caminho da forte contenção salarial", adiantou aquele ministro.
DN

O governo não diz se o PEC será sujeito a votação. É um dos segredos mais bem guardados do PEC.
Ao longo da última semana, ninguém no Governo se atreveu a dizer se o documento vai, ou não, ser sujeito a votos na Assembleia da República. É certo que nada o obriga - por tradição, ele é apenas sujeito a discussão -, mas a procura de um apoio alargado ao PEC, para ter valor reforçado em Bruxelas, é um objectivo declarado do primeiro-ministro.
Porém, com a esquerda definitivamente afastada de um potencial acordo, nem PSD nem CDS garantem qualquer apoio ao documento.
DN

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

poupar 540 Milhões de Euros e reduzir défice


São 15 medidas que o CDS quer ver incluídas no OE 2010 e que vão ajudar o Estado a conseguir «poupar ao contribuinte cerca de 540 milhões de euros».
«Um esforço de contenção e de rigor no Estado, especialmente nas suas empresas e nas suas consultorias, permitiram um valor mais moderado do défice», defendeu o líder do CDS-PP.
Por isso, Paulo Portas propõe um melhor rigor do Estado na aquisição de bens e serviços e novas regras para os gestores das empresas públicas, como não existir «bónus e prémios de gestão em 2010 nas empresas publicas».
Além disso, defendeu que os conselhos de administração e os conselhos de gerência das empresas públicas sejam mais reduzidos e que haja «um princípio de transparência de publicidade nas remunerações dos gestores públicos».
O CDS-PP propõe também que Portugal avance com a dispensa de medicamentos unidose e que as pessoas que ocupem cargos no Estado politico e económico prescindam de um mês de salário, dando um exemplo de «contenção e humildade».
Para Paulo Portas, estas medidas são a única forma de Portugal recuperar credibilidade junto dos mercados internacionais.
TSF