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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

natal


NATAL DE QUEM?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
 
-Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
-Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
 
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
 
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
 
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
 
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
 
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
 
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
 
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
 
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
 
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
(O meu mais belo poema de Natal, João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Democratização da Economia no sapatinho...

Passos Coelho, aproveitou o espaço televisivo da mensagem de Natal para garantir que “2012 será um ano de grandes mudanças e transformações”, as quais “incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas”, com o objectivo de conseguir o que entende pela “democratização” economia. público 

Lá que ele falou muito bem, falou! Eu é que não percebi nada!
Que raio é isso de “democratização da economia”?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

uma mensagem de natal

Antonio J. Seguro diz ter plena consciência dos sacrifícios que os portugueses estão a passar e diz que os “desempregados, os mais desfavorecidos e os mais desprotegidos”, estão na primeira linha das suas preocupações e da sua acção política e diz haver outro caminho para sair da crise, diferente daquele que está a ser levado a cabo pelo Governo e avança as velhas ideias sampaístas de que “são necessárias políticas que olhem para além do défice. Criando riqueza em vez de ficarmos mais pobres. Apostando no crescimento económico, no emprego e mobilizando os portugueses. Apoiando as nossas empresas e estimulando a nossa capacidade empreendedora. Só o emprego e o crescimento da economia garantem o futuro, a sustentabilidade das políticas sociais e a coesão nacional.”  na “mensagem de Natal” divulgada no site do PS

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

de cabo de esquadra

Tem sentido que se peça a reformados e pensionistas que ganham por exemplo mil euros que abdiquem do subsídio de férias e de Natal, e que não se peça absolutamente nenhum sacrifício a um trabalhador de uma empresa privada que ganhe 1.500 ou 2.000 ou 2.500 euros?”, questionou o secretário-geral do PS, em Odivelas. Seguro indica desta forma que está disposto a um aumento dos impostos sobre os privados de forma a evitar o corte dos dois subsídios.”, no Jornal de Negócios.
Por momentos – santa ingenuidade! – ainda pensei que o líder do PS, apoiado em alguma proposta definida por aqueles jovens turcos que em matérias de Orçamento de Estado têm feito marcação cerrada ao Ministro das Finanças, pudesse propor outras formas de reduzir a despesa em alternativa a um dos dois subsídios. Uma forma de o conseguir seria cortar nos 15 mil milhões de euros que esse infindável universo de serviços e fundos autónomos gastam e consomem por ano ao Orçamento de Estado. Isso, sim, seria uma negociação pró-activa, de convergência político-partidária e em prol do superior interesse da Nação que, recorde-se, estando insolvente tem é de reduzir na sua despesa. Mas não, Seguro e os seus jovens turcos, num País em que a receita corrente do Estado para 2012 está projectada em 41% do PIB, ou 70 mil milhões de euros (em média, 7.000 euros por português), sugerem mais um aumento de impostos. Que cabecinhas pensadoras!
Ps: Parece que Rui Rio, economista de formação, se terá lembrado do mesmo. Enfim, sem comentários. por Ricardo Arroja n’ O Insurgente

sábado, 2 de julho de 2011

mais pobres fora da contribuição extraordinária ?

Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade Social, afirmou que “os pensionistas mais pobres não terão de fazer esse sacrifício”: “Pela simples razão que não é possível sacrificar quem só tem 246 euros, 227 euros ou 189 euros para viver por mês. Isto significa que cerca de 1,4 milhões de pensionistas, 80 por cento do seu total, cujo rendimento é inferior a 485 euros, são poupados a este esforço.”

O discurso do ministro do CDS foi criticado, tanto pelo PS como pelo PCP, por ter uma “visão assistencialista”, signifique isso o que significar…

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Crise? Qual crise?


Entre 29 de Novembro e 5 de Dezembro, houve nove milhões de levantamentos, num valor total de 598 milhões de euros, mais cinco milhões do que no mesmo período do ano passado.
O valor médio levantado também subiu, passando de 69 para 70 euros.
No mesmo período, foram efectuadas 16 milhões de compras nos terminais de pagamento automático, alcançando um valor global de 673 milhões de euros, o que significa um acréscimo de 30 milhões de euros face a igual período de 2009.
Porém, o valor médio das compras desceu um euro, de 43 para 42 euros.

Os dados são da SIBS que rege as ATM's e nem merecem comentários...
em Janeiro se verá!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NABO


Murteira Nabo só é nabo de nome. Esperteza não lhe faltou enquanto esteve em comissão de serviço em Macau a ocupar cargos bem remunerados de várias formas. A árvore das patacas concedeu-lhe uma fortuna, estatuto e chegou a "financiador-senador" do PS, ou seja, em Portugal é um milionário. É fácil para um indivíduo sem problemas financeiros, com uma reforma choruda, vir agora propôr que se retire o 13º mês a quem trabalha ou trabalhou durante décadas para a administração do seu país. Murteira Nabo teve o desplante de aconselhar que se corte o 13º mês e já. E por que não especificou que esse corte deveria ser apenas a quem receba mais de 2.500 euros e a todos aqueles que recebem várias reformas chorudas, possivelmente como o próprio economista Nabo?
Será que Murteira Nabo não tem a consciência do que propõe? Será que não sabe que a maioria das pessoas com rendimentos mínimos já está endividada até aos cabelos e aguarda pelo 13º mês para pagar as dívidas contraídas ao longo do ano? Será que é justo retirar o 13º mês a quantos tenham um rendimento mensal até 1.300 euros?

Murteira Nabo perdeu uma boa oportunidade de estar calado e, já agora, de oferecer os seus décimos terceiros meses de salários a uma instituição de caridade... por joãoeduardoseverino em PAU PARA TODA A OBRA