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sábado, 13 de novembro de 2010

A vergonha do INPI


Os responsáveis do INPI emitiram esta noite um comunicado sobre a contratação vergonhosa para criação e gestão de uma conta do Twitter. Alguém acredita que para fazer este serviço é necessário pagar a uma entidade exterior uma avença mensal de 1700 euros? Estive a ver o twitter do INPI e verifiquei que tem apenas 250 seguidores, a maior parte deles contas de spam e de organizações, e é essencialmente um twitter de links de notícias, nacionais ou internacionais, relacionadas com propriedade industrial. O departamento de comunicação do INPI não dava conta do recado? E se realmente não tinham ninguém disponível, não seria melhor utilizar este dinheiro para contratar um profissional de comunicação, que poderia fazer, entre outros, este serviço? Mal estariam as empresas ou instituições públicas se seguissem o exemplo do INPI e pagassem 1700 euros por mês a alguém para tratar apenas do twitter. Mas como os fundos são públicos, não há problema para quem gere o Instituto. Publicada por Nuno Gouveia em O Cachimbo de Magritte

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Orçamento por duodécimos...


O governo parece preocupado com um eventual chumbo da sua proposta de OE para 2011. Desde logo deve dizer-se que um governo minoritário, que esteja preocupado com aprovação da sua proposta, deve negociar apoios para conseguir essa aprovação. Se não negociar, estará a ter uma atitude “irresponsável”.
Mas imaginemos que toda a oposição é “irresponsável”, incapaz de aceitar as condições extraordinariamente razoáveis que o governo propõe e chumba a proposta do governo. Nesse caso teremos um orçamento por duodécimos, com as mesmas taxas de imposto de 2010, a mesma autorização de despesa nominal e a mesma autorização de aumento nominal da dívida pública.

(...)
Se, pela acção conjunta de todos os partidos, tivermos um orçamento de 2011 em duodécimos isso seria uma excelente notícia, porque ficávamos com a certeza de que a redução do défice se ia fazer mesmo pelo lado da despesa, como é necessário. E os contribuintes não poderiam ficar mais satisfeitos. Publicada por Pedro Braz Teixeira em O Cachimbo de Magritte

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Há mais de cem anos que o melhor CV é o cartão de militante


“Portugal é para todos, mas o Estado é para os republicanos”. Este dito, que durante a I República tantas vezes foi repetido entre militantes do PRP, relembra-nos como a nossa forma de compreender a política evoluiu tão pouco. O significado que os militantes do PRP lhe davam era diferente (exclusão dos adversários políticos dos cargos públicos), mas a ideia de apropriação dos cargos públicos por quem governa mantém-se: cem anos depois, basta substituir no dito ‘os republicanos’ pelo nome do partido no poder (seja PS ou PSD) para obter um fiel retrato do Portugal dos últimos 35 anos. Um sinal grave e preocupante que, por perdurar, corre o sério risco de se tornar num traço de personalidade; e, portanto, irresolúvel. Alexandre Homem Cristo em O Cachimbo de Magritte