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domingo, 7 de abril de 2013

A lata


por MANUEL MARIA CARRILHO

O contrato com Sócrates para ser comentador semanal no canal público de televisão teve de partir, ou de passar, por Relvas. Isso é óbvio. E só a imagem do que terá sido essa negociação a dois dá uma ideia arrepiante, mas bem clara, do estado de degradação extrema a que chegou o regime.

É uma contratação que infelizmente não surpreende porque, na verdade, José Sócrates e Miguel Relvas são políticos siameses. Se olharmos bem para o perfil e para o percurso de um e de outro, a conclusão impõe-se como evidente. E muitas coisas estranhas se tornam, de repente, claras e compreensíveis.

A história da licenciatura de Relvas foi o primeiro sinal de uma semelhança que se revela bem mais funda: o mesmo fascínio pelo mundo dos negócios, o mesmo desprezo pela cultura e pelo mérito, o mesmo tipo de relação com a comunicação social, o mesmo apego sem princípios ao poder e, acima de tudo, a mesma lata, uma gigantesca lata! Só falta mesmo ver também Sócrates a trautear a "Grândola, Vila Morena", mas por este andar lá chegaremos...

O contrato com a RTP vem, de resto, acentuar mais uma convergência entre Sócrates e Relvas, e num ponto político extremamente sensível, que é o da conceção de serviço público de televisão. Porque, com este contrato, Sócrates aparece a cobrir inteiramente a devastação feita por Relvas no sector, e a bloquear tudo o que o PS pretenda dizer ou propor sobre o assunto. E quem cauciona o que Relvas fez aqui, cauciona tudo.

O que Sócrates deve fazer é assumir as suas responsabilidades na crise, e pedir desculpa aos portugueses - e para isso basta uma entrevista pontual, sóbria, esclarecedora e responsável. É isso que os Portugueses merecem, é disso que a nossa democracia precisa, e é a isso que o Partido Socialista tem direito. Ficar a pastar nos comentários, pelo contrário, é puro circo político, e do pior: é usar o horário nobre do serviço público de televisão para jogadas de baixa política e de pura revanche política pessoal.

Como já há tempos afirmei, Sócrates e Relvas são sem dúvida os dois políticos que mais contribuíram para a crise moral, e de confiança, que o País atravessa. Uma crise que veio agudizar todas as suspeitas com que os cidadãos olham para as suas elites dirigentes e para o continuado fracasso da sua ação.

São casos que a radical mediatização dos nossos dias facilita. Nomeadamente, porque ela abriu as portas à irrupção de um novo tipo de político, que trocou o retrato de cidadão esforçado, reservado e responsável de outros tempos, por um perfil em que o traço dominante é, simplesmente, o da lata.

E essa lata, é o quê? É sobretudo a expressão de uma afirmação pessoal sem limites de qualquer ordem, que tudo arrasa no seu caminho, num júbilo mais ou menos histérico que dispensa qualificações ou convicções que não sejam de ordem psicológica ou comunicacional. Daí, naturalmente, a excitação voluntarista e a encenação estridente que sempre a acompanham.

A lata não é certamente um exclusivo dos políticos, mas tem neles um terreno de exceção. Ela aparece hoje como um traço específico do que alguns autores têm diagnosticado como a "nova economia psíquica" do nosso tempo. É isso que leva muita gente a ver neles verdadeiros mutantes, e a lamentar nostalgicamente que, na política, tenham desaparecido os verdadeiros líderes...

Mas seja ou não de mutantes que se trata, é preciso reconhecer que os "políticos de lata" estão em sintonia com muitas transformações do mundo contemporâneo, e que é por isso que eles suscitam inegáveis apoios e vivas controvérsias. Figuras maiores, bem ilustrativas deste fenómeno, são Sílvio Berlusconi ou Nicolas Sarkozy.

São sempre criaturas mitómanas, destituídas de superego e, portanto, de sentido de culpa ou de responsabilidade. Revelam uma contumaz incapacidade de lidar com a frustração, que é, como Freud bem ensinou, onde começam todas as patologias verdadeiramente graves.

Com eles, tudo se dissolve num narcisismo amoral, quase delinquente, que vive entre a alucinação de todos os possíveis e a rejeição de quaisquer limites. Eles estão pois muito em linha com o paradigma do ilimitado que tem anestesiado e minado o mundo nas últimas décadas.

A lata tornou-se, deste modo, num traço político muito frequente, que anima os mais variados, e lamentáveis, tipos de voluntarismo. Não admira pois que os políticos de lata se singularizem, não pela sua dedicação a causas ou a convicções, mas pelos intermináveis casos em que se envolvem e são envolvidos.

É também por isso que eles têm sempre que tentar voltar - foi assim com Berlusconi, é o que se tem visto com Sarkozy, chegou a vez de José Sócrates. Não resistem... e todos encenam, para disfarçar a sua doentia obsessão com o poder, umas travessias do deserto mais ou menos culturais... Berlusconi com a música, Sarkozy com a literatura e o teatro, Sócrates com a filosofia.

Mas o seu compulsivo "comeback" acaba sempre por se impor, porque ele é o tributo que eles têm que pagar à sua tão vazia como ilimitada mitomania. Com consequências, atenção, que já conduziram várias sociedades e diversos países às piores tragédias. Esperemos que não seja esse, desta vez, o caso - mas o aviso aqui fica!...

 

O primeiro tempo de antena de Sócrates na RTP


Sócrates acaba de dizer na RTP1, no tempo de antena que o senhor da Ponte lhe arranjou, que o primeiro-ministro na declaração que hoje prestou, encarou o tribunal Constitucional como um inimigo político e que tal constitui um erro porque o tribunal até "foi muito tolerante" para com o governo.
 
Só isto basta para dizer que este inenarrável nada mudou. Dizer que o tribunal "foi muito tolerante com o governo" é uma patacoada de tal ordem que desqualifica este indivíduo para comentar seja o que for.
 
Sócrates volta ao assunto da licenciatura...para se demarcar do caso Relvas. Para dizer que fez a sua licenciatura sem carecer de qualquer equivalência...e conclui que a sua licenciatura foi investigada pelo Ministério Público e que não lhe detectou qualquer irregularidade. Este aldrabão ( neste caso é mesmo disso que se trata) nem percebeu que o MP não investigou estritamente a tal regularidade da licenciatura ( tal poderia ser feito pelo tribunal administrativo se o seu ministro Gago tivesse feito o que o ministro Crato fez em relação a Relvas, mas não fez porque o processo ficou logo encerrado e fechado a sete chaves com o encerramento da universidade, numa jogada adequada a tal efeito). O que o MP investigou foi a ocorrência de eventual crime. Ora nem tal se apurou porque nem foi devidamente investigada a falsificação de documento e uso de documento falso ocorrido na AR com a ficha biográfica do então deputado José Sócrates. Sobre isso que tem Sócrates a dizer? Que não se lembra?
 
"Qualquer comparação ofende-me", acaba por dizer este Inenarrável.
 
Comentário: o professor Rui Verde deveria ser entrevistado a seguir para aquela coisa que os jornalistas conhecem: fact checking. Do you understand miss Esteves?
 
No. You don´t.  no Porta da Loja

sábado, 30 de março de 2013

Dez perguntas... e Um diagnóstico

O contrato com Sócrates para ser comentador semanal no canal público de televisão teve de partir, ou de passar, por Relvas. Isso é óbvio. E só a imagem do que terá sido essa negociação a dois dá uma ideia arrepiante, mas bem clara, do estado de degradação extrema a que chegou o regime.
É uma contratação que infelizmente não surpreende porque, na verdade, José Sócrates e Miguel Relvas são políticos siameses. Se olharmos bem para o perfil e para o percurso de um e de outro, a conclusão impõe-se como evidente.
E muitas coisas estranhas se tornam, de repente, claras e compreensíveis.
A história da licenciatura de Relvas foi o primeiro sinal de uma semelhança que se revela bem mais funda: o mesmo fascínio pelo mundo dos negócios, o mesmo desprezo pela cultura e pelo mérito, o mesmo tipo de relação com a comunicação social, o mesmo apego sem princípios ao poder e, acima de tudo, a mesma lata, uma gigantesca lata! Só falta mesmo ver também Sócrates a trautear a "Grândola, Vila Morena", mas por este andar lá chegaremos...
O contrato com a RTP vem, de resto, acentuar mais uma convergência entre Sócrates e Relvas, e num ponto político extremamente sensível, que é o da concessão de serviço público de televisão. Porque, com este contrato, Sócrates aparece a cobrir inteiramente a devastação feita por Relvas no sector, e a bloquear tudo o que o PS pretenda dizer ou propor sobre o assunto. E quem cauciona o que Relvas fez aqui, cauciona tudo.
O que Sócrates deve fazer é assumir as suas responsabilidades na crise, e pedir desculpa aos portugueses - e para isso basta uma entrevista pontual, sóbria, esclarecedora e responsável. É isso que os Portugueses merecem, é disso que a nossa democracia precisa, e é a isso que o Partido Socialista tem direito. Ficar a pastar nos comentários, pelo contrário, é puro circo político, e do pior: é usar o horário nobre do serviço público de televisão para jogadas de baixa política e de pura revanche política pessoal. … MMCarrilho no DN via Porta da Loja

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pesada Herança...

O Tribunal de Contas (TdC) traça um cenário de verdadeiro desastre nas contas da saúde, depois da governação do Pinto de Sousa. O défice e as dívidas do sector rondam 3,5 mil milhões de euros.
Num relatório conhecido esta sexta-feira, o TdC revela que, entre 2008 e 2010, era Ana Jorge a ministra da tutela, a saúde apresentava um défice de 480 milhões de euros e dívidas de quase três mil milhões de euros.
O Tribunal de Contas fala de falta de acompanhamento e de informação credível, uma crítica apontada, por exemplo, às contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), aos contratos programa dos hospitais e às Parcerias Público-Privadas (PPP), onde o TdC também não encontra informação sobre a execução financeira dos hospitais geridos neste regime.
A execução financeira, diz, é pouco rigorosa e transparente e acordos com entidades privadas com vista à prestação de cuidados de saúde não são sustentados em análises de custo-benefício. Uma culpa que dividem o Ministério da Saúde e o das Finanças. agência financeira

domingo, 15 de abril de 2012

neste dia, outro ano...


Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
9,5 mil milhões de euros para pagar durante os quatro anos de mandato do próximo Governo, entre 2011 e 2015, são os encargos para o Estado com as Parcerias Público-Privadas que Passos Coelho apelidou «esqueletos no armário». Só as sete vias SCUT - 6,5 mil milhões de euros - construídas durante o último Governo de António Guterres e as nove concessões rodoviárias lançadas desde que Pinto de Sousa ao poder, em 2005, são responsáveis por estes dois terços daqueles encargos financeiras. O próximo Executivo apenas poderá contar com cerca de 900 milhões de euros das receitas das portagens nas SCUT, de acordo com as estimativas do Ministério das Obras Públicas, isto é, com menos de um décimo do que há para pagar.

segunda-feira, 12 de março de 2012

queixa – crime contra vários ministérios

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) vai apresentar ao Ministério Público uma queixa – crime contra vários ministérios do Governo de José Sócrates. Tudo por causa de dúvidas relativas à utilização de dinheiros públicos com cartões de crédito e telefones móveis e fixos. No anterior executivo, a maioria dos gabinetes dos governantes usava cartão de crédito. O primeiro-ministro José Sócrates, por exemplo, tinha cartão de crédito e o seu gabinete contava com um fundo de maneio de 30 mil euros por mês. asjp

sexta-feira, 9 de março de 2012

politicamente blogando...

... incorrecto
Falar claro
Há precisamente um ano Cavaco Silva tomava posse como Presidente da República para um segundo mandato. Reeleito à primeira volta, o Presidente proferiu na altura um notável discurso sobre o "estado da nação". No prefácio ao sexto volume dos Roteiros, Cavaco retoma o registo eminentemente político da sua magistratura. Faz bem. É para isso que elegemos o Chefe de Estado, desde 1976, por sufrágio directo, universal e secreto. Apesar de algumas infelicidades circunstanciais neste primeiro ano do novo mandato, Cavaco Silva estará sempre acima da tagarelice e do frenesim dos fazedores de opinião fácil. Intuiu o fundamental, como se viu nas eleições de 5 de Junho de 2011, e a vida pública nacional precisa, mais do que nunca, de um PR "político" que fale claro. Parabéns. por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos
... correcto
É uma tentação
E poucos são aqueles que têm sabido resistir-lhe: ajustar contas com o passado (ou com os adversários) escrevendo autobiografias que só servem para alimentar o ego e relatar episódios que, em princípio, são desconhecidos do grande público.
Há também esta moda dos presidentes compilarem discursos e, moda mais recente, de tentarem fazer um balanço autobiográfico das suas viagens, passeios ou "roteiros". Aquilo que deveria ser o tronco essencial das "memórias" reparte-se assim por vários volumes, de consulta e efeito rápidos.
O caso de Cavaco Silva torna-se mais grave, pois decidiu-se a "fazer história" num prefácio de duvidosa oportunidade. Para quem acompanhou o "casamento" entre o actual Presidente e o anterior Primeiro-Ministro, o azedume vindo agora a lume não faz sentido e só pode indiciar que Cavaco Silva se prepara para fazer política dura, ele que se se diz pouco talhado para a política. Aguardemos pelos próximos capítulos dos roteiros de Cavaco Silva onde ficaremos a conhecer melhor os contornos desta coabitação com Passos Coelho. E Espera-se que o Volume 7 de Roteiros não tenha prefácio. Para bém de todos nós. por João Espinho no Forte Apache

... neutro
José Sócrates num parágrafo
"O anúncio do “PEC IV” apanhou-me de surpresa. O Primeiro-Ministro não me deu conhecimento prévio do programa, nem me tinha dado conta das medidas de austeridade orçamental que o Governo estava a preparar e da sua imprescindibilidade para atingir as metas do défice público previstas para 2011, 2012 e 2013. Pelo contrário, a informação que me era fornecida referia uma situação muito positiva relativamente à execução orçamental nos primeiros meses do ano. O Primeiro-Ministro não informou previamente o Presidente da República da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento às instituições comunitárias. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia. O Presidente da República, nos termos constitucionais, deve ser informado acerca de assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País."
Cavaco Silva, que assim deixa às próximas gerações a nota de rodapé com que Sócrates será lembrado nos livros de História de Portugal. por Paulo Pinto Mascarenhas no abc do PPM

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

INSACIÁVEL E MALCHEIRENTA MALFEITORIA

O bando de energúmenos que compunha o núcleo duro do socratismo não está na prisão. Mas devia estar ou, melhor, porque era composto por quanto lixo a vida política pariu, deveria ser castigado exemplarmente e que o menor dos castigos fosse a prisa. O escândalo de termos sido apascentados por semelhante corja revolta as entranhas. Há uma nova escandaleira que deverá ser esclarecida e bem esclarecida pelo DIAP, se tiver colhões para isso. Pelo Correio da Manhã de hoje inteiramo-nos de adicionais comportamentos abjectos do mariolas Sócrates. Ficámos a saber que Ministros e outros governantes de José Sócrates tinham um cartão de crédito adivinhem pago por quem. Por nós. Funcionava como "suplemento remuneratório", tal como o tribunal de Contas o classificou. Tal suplemento inflava a remuneração efectiva de cada ministro contemplado para lá dos 10 mil euros por mês. Como muito bem se explica aqui e aqui, a situação é de crime continuado e a moldura da prevaricação está tipificada nos artº 375º e 386º n.º 4 do Código Penal. É só fazer as contas. por joshua  no PALAVROSSAVRVS REX

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A TEIMOSIA DE JOSÉ SÓCRATES PAGA-SE CARA!

Fonte próxima do ex-primeiro-ministro comentou a “revelação” de Mario Soares: .
Da parte do Socrates, não há memória de uma discussão brutal, no sentido de ter havido gritos, mas sim de uma acesa troca de argumentos sobre o que estava em causa. Sócrates - afirma a mesma fonte - defendeu nessa discussão aquilo que sempre tinha dito e continua a dizer: que pedir ajuda externa era um "erro evidente" que colocaria Portugal "numa situação de dependência e ostracismo".
Sobre as conversas e os conselhos que recebeu de Mário Soares ao longo do tempo, a mesma fonte recorda em particular um episódio ocorrido pouco depois do discurso de Cavaco Silva na tomada de posse do seu segundo mandato, a 9 de Março de 2011. Nessa altura, o ex-Presidente enviou a José Sócrates um recado urgente, através de Almeida Santos, dizendo que devia demitir-se. Mas o ex-primeiro-ministro fez então o que sempre fazia: ouvia e depois não seguia o conselho, porque não estava de acordo. publico 

Pois!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A TEIMOSIA DE JOSÉ SÓCRATES PAGA-SE CARA!


O antigo Presidente da República Mário Soares disse que José Sócrates acabou por ceder "à evidência" de ter de pedir ajuda externa, depois de com ele ter tido uma "gravíssima" discussão.
A revelação foi feita ontem, na Figueira da Foz, numa sessão de apresentação do seu livro "Um Político Assume-se".
"Tive uma discussão com ele gravíssima, porque queria que ele pedisse o apoio e ele não queria. Falei muito com ele durante muito tempo, duas horas ou três, discutimos brutalmente mas amigavelmente, eu a convencê-lo e ele a não estar convencido", afirmou Mário Soares, na sessão promovida pelo Casino da Figueira da Foz.
Acrescentou que também o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos contribuiu para a decisão do Governo liderado por José Sócrates de pedir a intervenção do FMI em Portugal.
"Depois o ministro das Finanças também interveio mais tarde e ele [José Sócrates] acabou por ter de ceder, perante a evidência das coisas", lembrou Mário Soares.

A revelação de Mário Soares veio confirmar a teimosia [conhecida] de José Sócrates e, urge perguntar:
- Se o pedido tivesse sido feito mais cedo os portugueses estariam hoje, como estão, a passar com estas medidas de austeridade ou as medidas podiam ser mais suaves?

Gostava de saber a opinião de António José Seguro, novo líder do PS, pois durante os Governos de José Sócrates nunca ouvi qualquer discordância do deputado José Seguro.
Há silêncios comprometedores e, por isso, nos dias de hoje, não há força moral e política para falar em "alternativas" ou em "outros caminhos".

A teimosia socrática está a ficar muito cara aos portugueses. por Eduardo Saraiva n’ O Andarilho

domingo, 29 de janeiro de 2012

a “inegável” ética da esquerda…

No último mês de Dezembro, Miguel Sousa Tavares publicou um artigo laudatório do antigo Primeiro-Ministro José Sócrates, com o título O Fantasma de Paris, que tem sido replicado em vários blogues socratistas. Raras vezes vi um artigo com tantos erros factuais. Só na primeira metade do artigo, temos isto:

(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com défice de 6,2% (…).
Começou a governar em Março de 2005 e recebeu um défice de 3,4%.

(…) após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. (…)
Portugal esteve em recessão em 2003, e o crescimento do PIB vinha em queda desde 1998.

(…) Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das coisas: despesas para o ano seguinte e receitas antecipadas (…)
A antecipação de receitas foi prática corrente dos governos de Guterres – a começar pelo Pagamento Especial por Conta. A principal alínea de desorçamentação – as SCUTS – despesas atiradas para o futuro, foi também uma invenção dos governos de Guterres.

(…) Em 2008, quando terminou o seu primeiro mandato e se reapresentou a eleições, o governo de José Sócrates tinha baixado o défice para 2,8%, sendo o primeiro em muitos anos a cumprir as regras da moeda única. (…)
Em 2008 o défice foi de 3,7%. No mesmo ano, a dívida pública (mesmo sem contar com a dívida desorçamentada) estava em 71,6%, acima dos 60% das “regras da moeda única”. Desde que Cavaco Silva deixou de ser Primeiro-Ministro, Sócrates, conseguir os 3 piores défices. Sócrates teve 5 anos em 6 com défice acima de 3,5%. (aconteceu em 3 anos de Guterres).
(…) E quando se chegou às eleições, o défice nem foi tema de campanha, substituído pelo da “ameaça às liberdades” (…)
Absurdo. Basta recordar este debate:

“…não me lembro de alguém ter questionado, nesse ano de 2009, a política despesista que Sócrates adoptou a conselho de Bruxelas.”
Entre muitos, muitos outros, lembro o manifesto assinado por 28 economistas.

“Pelo contrário, quando Teixeira dos Santos (…) começou a avançar com o PEC, todo o país – partidário, autárquico, empresarial, corporativo e civil – se levantou, indignado, a protestar contra os “sacrifícios” e a suave subida de impostos.”
Muita gente protestou não contra os sacrifícios mas contra a incipiência das medidas. Por exemplo, este blog.
“Passos Coelho quase chorou, a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o PEC 3 que subia as taxas máximas de IRS de 45 para 46,5% (que saudades!)”

Não há motivo para saudades. A taxa máxima de IRS continua em 46,5%.

O resto do artigo é mais opinativo e menos “factual”. Mas compreende-se que partindo de tantos pressupostos errados, as opiniões não possam valer grande coisa. por jcd no Blasfemias

domingo, 15 de janeiro de 2012

petição para o Ministério Público


O blogue "Força Emergente" apela à assinatura da petição para o Mº Pº investigar o Governo de José Sócrates e onde foram gastos os dinheiros públicos.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

a vida académica do Pinto de Sousa no tribunal de Monsanto

A vida académica do ex-primeiro-ministro na Universidade Independente foi ontem objecto de várias perguntas do colectivo de juízes, presidido por Ana Peres, no julgamento que decorre no Tribunal de Monsanto.
Ana Peres perguntou a Bruno Silva, antigo funcionário da administração escolar e secretaria da UnI, se alguma vez recebeu o pedido de equivalência de cadeiras do curso de engenharia civil de Pinto de Sousa. O antigo funcionário disse nunca ter recebido o pedido - no entanto, o mesmo poderá ter sido feito a outro funcionário. Ana Peres perguntou, então, se foram colocadas nas pautas notas de disciplinas frequentadas por José Sócrates: Bruno Silva disse não se lembrar de ter visto o nome do ex-primeiro-ministro. A juíza quis ainda saber da autenticidade de várias pautas manuscritas e o ex-funcionário explicou que havia essa prática (pautas escritas à mão) na UnI. adpt. do CM 
Ver o Dossier Sócrates por António Balbino Caldeira ou

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

a Nissan cancela investimento em Aveiro

O investimento de 156 milhões de euros que a Nissan previa ter pronto em Dezembro de 2012 com a abertura de uma fábrica de baterias em Cacia, Aveiro, já não vai ser concluído. publico 


Uma pequena pergunta para o Dr Basilio Horta: Quanto é que o Estado Português ali "investiu" em isenções ?

sábado, 10 de dezembro de 2011

para nao esquecer

Faz em janeiro um ano que, num colóquio com Nicolas Sarkozy, em Paris, Pinto de Sousa, então primeiro-ministro, disse:
Faz um mês que coloquiou: "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei". 
Faz uma semana que corrigiu (?):




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O processo 95385: promiscuidade ou corrupção?

o Pinto de Sousa da Independente
A totalidade dos originais do processo individual relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente (UnI), que o PÚBLICO viu e fotografou na segunda-feira, encontra-se na posse de Rui Verde, um antigo vice-reitor daquele estabelecimento. Rui Verde, que está a ser julgado, juntamente com 23 outros arguidos, pela alegada prática de numerosos crimes na gestão da UnI, diz que tem o dossier de Sócrates desde “muito antes” da abertura do inquérito judicial que, em Agosto de 2007, concluiu não ter havido “qualquer crime de falsificação de documento autêntico” na obtenção da licenciatura do então primeiro-ministro. mais no Público
e
a Independente dos “políticos
Almoços de negócios em escritórios de empresas onde quase sempre há um “mordomo fardado de branco” e se come “invariavelmente peixe”, seja com “ministros, presidentes de bancos ou empresários”. Cumplicidades. Trocas de favores. Rui Verde, ex-dirigente da extinta Universidade Independente, um homem que desde sempre teve “uma certa inclinação pelo PSD”, escreve sobre as relações desta instituição de ensino privada com os políticos. E sobre a sua própria tentativa de aproximação à política – começou por tentar singrar contratando três agências de comunicação. a ler no Público

e ainda fica para contar a Lusófona do PS e a Lusíada do PPD/PSD…

terça-feira, 22 de novembro de 2011

encontro em Paris

Parece que Rodriguez Zapatero (Arte Contemporânea) vai para Paris ao encontro de Pinto de Sousa (Filosofia) e eventualmente à procura da “luz” que dizem existir naquela cidade.
A “má-língua” acrescenta que irão à espera de Pampadreou e Berlusconi.
um “alerta” d’O Andarilho que ainda nos presenteia com este post