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terça-feira, 8 de maio de 2012

O estado da EDP

O poder da EDP em Portugal atingiu uma dimensão perigosa. Enquanto consumidores de electricidade, estamos hoje indefesos perante um domínio absoluto e arbitrário.
Na factura de electricidade, a par dos seus consumos, as famílias são coagidas a financiar as empresas de energias renováveis, os gastos perdulários em painéis solares ou os investimentos em antenas de energia eólica. Ao onerar as contas de energia com taxas e mais taxas, em benefício próprio ou em proveito do lóbi da energia, a EDP está a exercer um poder tributário, privilégio dos estados.
A sua fúria despesista, a expensas do povo, não pára. A nova e malfadada barragem do rio Tua irá gerar lucros milionários para a EDP porque tem uma rentabilidade garantida pelo Estado, pela via do défice tarifário que todos pagamos.
Acresce que a EDP arroga-se estar à margem da lei. Bem recentemente lançou uma campanha publicitária utilizando ilegalmente crianças, visando a venda de serviços que não têm relação directa com a sua faixa etária. O que é interdito, nos termos da lei da publicidade. A EDP emprega trabalho infantil, lesa a dignidade das crianças, mas fica impune. O que só é possível porque dispõe de uma enorme influência sobre o poder político. Eduardo Catroga, em nome do PSD, advogava a redução das rendas pagas à empresa, para logo a seguir defender, enquanto presidente da eléctrica, a manutenção do seu pagamento. A ministra Assunção Cristas e o deputado Mesquita Nunes estão ligados ao escritório de advogados que assessora a sociedade nos seus maiores processos, enquanto tutelam e fiscalizam negócios em que o estado tem favorecido descaradamente a empresa. O deputado Pedro Pinto é consultor de empresas intimamente dependentes da EDP. E muitos mais.
Há muitos políticos de duas caras. Duas caras… e muitas coroas. Por outro lado, todos quantos se opõem ao poder da eléctrica, como o ex-secretário de estado Henrique Gomes, que pretendia reduzir-lhe as rendas em 165 milhões, são convidados a "demitirem-se".
Como a EDP beneficia de favores políticos sem limite por parte de políticos sem vergonha, estamos condenados à servidão a uma organização que já não é só uma empresa eléctrica. É um estado dentro do estado. por Paulo Morais no  CM

quinta-feira, 22 de março de 2012

diferenças...

Na assembleia-geral do BES os acionistas aprovaram, entre outros pontos, a redução das remunerações dos administradores.
A remuneração a pagar em 2012 (3,868 milhões de euros) aos membros executivos do Conselho de Administração, irá registar uma redução de 47% face a 2011 (7,23 milhões de euros). dn
 
este ano a Comissão Executiva da EDP terá rendimentos totais de 3,980 milhões de euros...

terça-feira, 13 de março de 2012

Henrique Gomes. Quem mexe na energia?

...
O fim das rendas excessivas pagas a alguns sectores que se alojaram na produção de energia em Portugal é uma necessidade imperiosa da nossa economia. O memorando com a troika é também absolutamente claro a esse respeito: entre as reformas estruturais a concretizar, uma das mais relevantes é a do sector da energia e do seu financiamento clientelar. 

A batalha nos bastidores tem andado aí, de forma mais ou menos surda. Mas a última avaliação trimestral pela troika insistiu novamente na questão. Por todos, basta recordar, hoje, o Jornal de Negócios de há duas semanas apenas: Terceira Avaliação - Troika "passa" Portugal mas critica rendas na energia. O recado é claro: «é preciso ir mais longe no combate às margens de lucro do sector energético.» 

Por isso, a demissão de Henrique Gomes pode vir a ter efeitos positivos. O tema saltou, de vez, dos bastidores para a primeira linha do palco. Entrou de vez no radar geral e, desta vez, não sairá do écran sem uma resposta política absolutamente clara. Antes da quarta avaliação da troika, o balanço terá de ser feito. Quem manda em Portugal? Quem é que mexe na energia? 

Entretanto, os números são claros: pagam as famílias, pagam as empresas, sofre a economia. O Dinheiro Vivo acaba de publicar mais um balanço. A substituição de Henrique Gomes aumentou a atenção geral sobre o problema. por José Ribeiro e Castro no Avenida da Liberdade

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Governo “transparente” no negócio com chineses

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, salientou hoje a transparência com que decorreu o processo que levou à compra de parte da  EDP pela China Three Gorges Corporation.
Esta decisão prova que o Governo foi absolutamente transparente. Portugal tem um problema de défi ce e de dívida. A proposta chinesa significava a melhor receita e ajuda no endividamento e, por isso, numa altura em que se pede sacrifícios às pessoas, não faria sentido que aqueles que oferecem melhor preço fossem prejudicados”, afirmou Portas depois da assinatura do contrato de compra de 21,35% do capital da EDP.
Portas quis ainda sublinhar a importância de a primeira das privatizações correr bem ao referir que “era muito importante que a primeira decorresse de acordo com as melhores práticas internacionais. E era bom que os que ganharam e não ganharam saibam reconhecer que o processo foi transparente e todos o fizeram”, referindo-se aos principais concorrentes da Three Gorges: os brasileiros da Cemig e os alemães da E.On.
Também o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, se mostrou satisfeito com o negócio, que, disse-o sucintamente, mostra que Portugal tem a “capacidade de atracção de investimento estrangeiro”.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Electricidade von Portugal

De acordo com o semanário “Der Spiegel” a alemã E.ON fez uma oferta vinculativa de 8,5 mil milhões de euros para compra da participação do Estado português na EDP, com promessas de investimentos nas energias renováveis.
O Governo alemão está a apoiar a E.ON na privatização da Energias de Portugal, sendo que Angela Merkel manteve recentemente uma conversa com o primeiro-ministro de Portugal, onde terá destacado os benefícios da oferta da empresa alemã. As outras concorrentes são a chinesa Three Gorges e as brasileiras Eletrobras e Cemig.
Simultaneamente com a oferta pela electrica nacional, a E.ON, vai dispensar 11 mil dos seus 80 mil funcionários a nível mundial, confirmou hoje um porta-voz da empresa.
Só na Alemanha, prescindirá de seis mil trabalhadores, cerca de três mil através da pré-reforma, noticia o jornal “Rheinische Post”.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bloco central contra Lesa Pátrias

“O deputado socialista Basílio Horta questionou esta tarde o ministro da Economia sobre a renegociação dos custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) com a EDP (…) “O senhor ministro concorda com isto? Por que não revisitar os contratos da cogeração? Não se diga que é impossível renegociar estes contratos porque são direitos adquiridos.”, Basílio Horta, hoje na Assembleia da República.
Ora, tem toda a razão, deputado Basílio Horta. A renegociação das PPP’s lesa Pátrias é urgente e qual blindado qual carapuça! E se os contratos estão blindados, como afirmou o secretário de Estado da Energia em resposta ao nosso caríssimo Horta, então, e já que o PS está tão determinado em revisitá-los, chamem-se os ministros, quadros e técnicos do PS que os assinaram para os desblindarem! Para a frente, camaradas: junte-se a fome à vontade de comer (e estou mesmo a falar a sério). por Ricardo Arroja n’o insurgente

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eficiência energética


EDP Renováveis - Pode a casa-mãe tirar a Renováveis da bolsa?

Jorge González Sodornil, analista do Sabadell, diz: "não podemos descartar um potencial 'buyout' da EDP Renováveis [por parte da EDP]". A empresa portuguesa "está a negociar bem abaixo do valor dos seus activos, o que supõe que a EDP pode comprá-la abaixo do custo de investimento", refere ao Negócios.

Com a explosão da bolha das dívidas soberanas, a reconversão energética alimentada por impostos está condenada. O caminho já não é produzir mais, ainda que diferente, mas produzir menos, desperdiçar menos, e consumir racionalmente. É inevitável uma concentração europeia das empresas estratégicas, sob forte supervisão de Bruxelas. A EDP, tal como muitas outras empresas que viveram à sombra do endividamento bolsista especulativo e de subsídios governamentais oportunistas, está condenada. A propaganda e os road shows de António Mexia parecem-se cada vez mais com as deambulações frenéticas do peripatético Sócrates. Dois em um para despachar quanto antes!
E já agora sobre o carro eléctrico: já imaginaram uma bicha de carros junto dum desses carregadores de baterias com que o governo mitómano de Sócrates salpicou o país, para telejornal obediente ver?
Autocarro a baterias?! Esta gente desmiolada não sabe o que é um
Trolleybus? Não se lembram deles no Porto e em Coimbra? E que tal por ou repor as linhas de Eléctrico e de Trolley nas principais urbes do país: Grande Lisboa, Grande Porto, Coimbra, Setúbal e Braga? E que tal criar corredores para bicicletas em todas estas cidades? E que tal criar uma linha de crédito para compra de bicicletas urbanas? As nossas universidades deixaram de pensar livremente, e pensam, pelos vistos, o que lhe pagam para "estudar" e "pensar"! n’ o Antonio Maria

um aviso sério que este notável blog nos proporciona. Mas quem é que lê estas coisas? Entre novelas e futebóis não há tempo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

o anexos da factura EDP


A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) fez as contas e concluiu que apenas 58 por cento da tarifa cobrada ao consumidor doméstico representa, de facto, aquilo que foi consumido. Os outros 42 por cento são considerados custos de interesse geral e pesam cada vez mais na factura final.
Segundo a DECO «apoios às energias renováveis - que são 800 milhões de euros -, rendas para os municípios, rendas dos terrenos das REN e garantias de potência», representam «milhões de euros pagos pelos consumidores».
Aos mais esquecidos vale a pena recordar que a EDP já não é uma
empresa pública.
A EDP pagou no ano passado 17 milhões de euros em remunerações à administração, dos quais cerca de 13 milhões corresponderam a prémios de gestão pelo cumprimento de objectivos em 2008 e no mandato anterior. Como exemplo temos a remuneração anual de
António Mexia que ascendeu a 3,1 milhões de euros ou a de Ana Fernandes (da deficitária EDP Renováveis), atingindo os 2,4 milhões.
... e para aqueles que já se esqueceram: a média nacional de vencimentos é de 10780 euros anuais. Os que só auferem do mínimo não atingem os € 6.818 por ano.

Assine a petição
AQUI

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Preços da electricidade caíram na UE... mas subiram em Portugal

Os preços da eletricidade para as famílias caíram 1,5 por cento na UE, entre o segundo semestre de 2008 e o de 2009, mas subiram 4,5 por cento em Portugal, revela o Eurostat.
O preço da eletricidade em Portugal no segundo semestre de 2009 encontrava-se abaixo da média comunitária (15,94 euros por 100 kWh, contra 16,45 no conjunto dos 27), mas, tendo em conta o poder de compra, era mais elevado (18,61 euros, contra 16,45 na UE).
Também o gás doméstico, no segundo semestre do ano passado era superior ao da média comunitária, tanto em termos absolutos (16,52 euros por gigajoule, contra 14,67 na UE), como levando em linha de conta o poder de compra (19,28 euros, contra 14,67 da média da união).
TSF

Se assim não fosse como é podiamos pagar os 3 milhões de prémios?

terça-feira, 6 de abril de 2010

corta prémio anual mas paga mais no fim...


Os prémios anuais da Comissão Executiva da EDP vão baixar de 100 para 80 por cento da remuneração fixa no mandato que termina em 2011.
Mas em nada os rendimentos da administração sairão penalizados. A ideia é cortar de um lado para acrescentar em outro já que o prémio plurianual sobe de 100 para 120 por cento da remuneração fixa, uma parcela que fica congelada nos 600 mil euros brutos/ano.

com papas e bolos se enganam os... "tugas"