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domingo, 3 de março de 2013

Panfletos de propaganda

Percorri a generalidade dos sites da imprensa portuguesa. Com algumas excepções, a maioria confunde-se com panfletos de propaganda saídos das catacumbas de um qualquer manifesto político pró-manifestação. Um deles até tem cartazes próprios com ideias para mais logo. Os títulos são genericamente positivos, do estilo "protestar com o coração" ou "pôr o país a cantar a Grândola". Bem sei que quem escreve estas coisas fá-lo porque acredita na causa. Muitos deles não o escondem e fazem apelos directos nas redes sociais à participação da manifestação, que alguns depois vão cobrir. Serei só eu a achar tudo isto um péssimo serviço ao jornalismo?
 
PS: Se em Portugal existisse a tradição ango-saxónica da imprensa assumidamente ideológica, nem um comentário teria sobre isso. Mais, defendo que os órgãos de comunicação social só ganhariam em assumir essa postura. Por exemplo, há um diário português que só perde em não assumir que é um jornal de centro-esquerda. Ganharia em honestidade, em rigor jornalístico, mas também, acredito eu, em vendas. por Nuno Gouveia no 31 da Armada

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

a matemática já não é uma ciência exacta…


feitas as “contas”, se o TC reprovar os três artigos do OE2013, o governo vai ter que nos ir buscar entre 1.4MM e 1.8MM de euros…depende do jornal.

Mal por mal fico-me pelo Negócios que é mais barato.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

depois do Sol, veio o Publico, segue-se ...


O Público...
Fico triste pelo que esta a acontecer no Jornal Publico. Não sei quais os jornalistas que vão sair, mas eventualmente alguns deles são profissionais que admiro.
Acho que os órgãos de comunicação social devem pensar seriamente na linha editorial que alguns tem vindo a seguir, e constatar que está claramente a afastar-se do que o seu publico tem interesse.
Às pessoas já lhes basta a crise e as dificuldades das suas vidas, não precisam que os jornais e as televisões ainda lhes mostrem mais. Para além disso, cada vez mais se põe com grande facilidade em causa a conduta e a seriedade das pessoas, muitas vezes de formas pouco rigorosas e superficiais, e que não se pense que a maior parte das pessoas aprecia esse tipo de abordagem.
Por alguma razão, cada vez se vendem menos jornais e as audiências dos telejornais descem… por ajbarros  no Nortadas  

O caminho mais seguro para o fim do Público
Entretanto, a moção conjunta da CT e do CR do PÚBLICO aposta numa via alternativa à reestruturação: o encerramento do jornal.
Face à qualidade do jornal nos dias que correm, talvez seja mesmo a melhor solução.
Leitura complementar sobre o Público:
As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida

domingo, 20 de maio de 2012

já escrevem e comentam “o coiso”...

O coordenador do BE, Francisco Louçã, questionou hoje quais as soluções que o ministro da Economia pode trazer para o desemprego quando o denomina por "coiso", defendendo que Portugal retire aos juros da troika para investir no emprego.
Durante a intervenção num almoço com militantes, em Ovar, Francisco Louçã afirmou que o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, "que é o homem que tem que tratar do investimento, das empresas e portanto do emprego, interrogado sobre o que é que ia fazer a este respeito, saiu-se com aquela tirada de que era preciso tomar medidas sobre o 'coiso'".
"Como é que ele pode preocupar-se com o desemprego se não sabe dizer a palavra desemprego? Que soluções é que ele pode trazer para o desemprego se para ele o desemprego é o coiso?", questionou.
O coordenador do BE acrescentou ainda: "imaginem que nesta lógica do Governo falar uma nova língua, que é o "coisês" começar a apresentar soluções que é coisar e 'descoisar' o coiso. É evidente que eles não se preocupam, não querem saber. Não sabem dizer a palavra. Pois a palavra diz-se desemprego e são 1 milhão e 200 mil pessoas, que não são coisas, já agora". ... escreve o JF. da Lusa 

Não consigo decidir-me se o ridículo fica para o politico que comenta nãoticias, se para jornalistas que escrevem nãoticias sobre o “coiso” do Álvaro...para politico comentar!
... mas, mais ridículo será que não percebam que a “crise” que chegou aos jornais tenha mais a ver com o que por lá se escreve, que por causa do “coiso” a тройка “vendeu”...e o Pinto de Sousa por nós comprou.

domingo, 13 de maio de 2012

Manifestações de 12 de Maio: “indignados” vs. PCP


Não creio que tenham sido 10 mil os participantes na manifestação organizada pelo PCP no dia 12 de Maio no Porto, mas foram certamente muitos mais do que os escassos “indignados” que se manifestaram no mesmo dia em eventos promovidos pelo Bloco de Esquerda e respectivas organizações satélite.
Daí que me pareça pertinente questionar, como é feito aqui, a deficitária atenção mediática à manifestação do PCP.
Será apenas porque, na cabeça de muitos jornalistas portugueses, o Bloco de Esquerda é trendy, mas o PCP não?
Ou será que há outras razões para esta insistente preferência e tentativa de promoção – contra todas as evidências – dos movimentos de “indignados”? por André Azevedo Alves n’ O Insurgente

De que é que se fazem as notícias?

Cada vez mais tenho a sensação de que o leitor necessita de ter à sua disposição uma espécie de “manual de instruções” para ler as notícias. Principalmente, os denominados “furos” ou as ”manchetes”.

Numa imprensa que faz das opções editoriais, em termos político-ideológicos, um tabu; num ambiente em que, naturalmente, se finge que se é imparcial e em que se joga a parcialidade, as sensibilidades e até mesmo os interesses próprios ou de outrém através do que se publica ou edita … mas sempre representando uma espécie de imparcialidade e independência que não existem (nem tem mal nenhum que não existam, desde que se assuma ao que se vem, directa e transparentemente!), em resumo, numa imprensa assim, começamos a compreender que o que se noticia e, principalmente, a forma como se noticia, dependem de uma agenda escondida.

É frequente insinuar-se muita coisa (nos títulos ou nas “manchetes”) que depois, lendo-se a notícia, se resume a muito pouco ou nada!Porquê uma concreta manchete ou especial destaque, porquê aquela determinada notícia - quando não há nada de relevante para se dizer ou acrescentar ao que já se conhece. Porquê esta forma de intoxicação de uma opinião pública que só lê, muitas vezes, manchetes (e mal).

Isso é muito notório (diria, mesmo, notório de uma forma básica) na imprensa desportiva. Mss na política, também, ainda que de uma forma mais sofisticada. por PMF no Blasfémias
mais

Faz um ano num jantar do Clube Português de Imprensa Francisco Pinto Balsemão afirmou que, actualmente, grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos" "provenientes de pessoas que se acovardam".
“Actualmente as fontes jornalísticas cada vez mais não gostam de dar a cara e inventam factos", acentuou, sublinhando que os media estão cada vez mais "reféns do jornalisticamente correcto". dn

segunda-feira, 16 de abril de 2012


A saudação de extrema-direita foi a forma utilizada hoje por Anders Behring Breivik para cumprimentar as pessoas presentes no tribunal de Oslo... in DN; tvi; euronews; sicnoticias e muitos mais...
Se, como é habitual, tivessem feito o copy-paste da noticia da Lusa não teria saido asneira! Mas quiseram ser politico-jornalisticamente correctos.

domingo, 25 de março de 2012

Têm medo, têm muito medo

Notem como vários comentadores, alegados jornalistas e membros do antigo governo se mostram incomodados e receiam a perspectiva de que o governo Sócrates e a forma como arruinou o país venham a ser pomenorizadamente escrutinados. Reconhecerão esse incómodo e esse medo nas afirmações de que «não é oportuno», «os juízos fazem-se em eleições», «é uma campanha», «é a justicialização da política».
Segundo se depreende, participam nessa inoportunidade, nesse juízo, nessa campanha, o Tribunal de Contas, os revisores oficiais de contas, os juízes, o governo, os cidadãos, alguns jornais, os factos, a realidade e a vida. por José Mendonça da Cruz no Corta Fitas

sábado, 10 de março de 2012

ah! Essa falsa cultura...

...
Entre os participantes vai estar a associação ambientalista Geota. A presidente Joanaz de Melo explicou à TSF que ainda acredita que é possível travar este projeto, até porque em causa está Património da Humanidade classificado pela UNESCO.
...
o desconhecimento mostrado aqui na tsf (ou talvez genero já não tenha nada a ver com o sexo)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

o Louçã que vale mais na propaganda que em votos...

Francisco Louçã, este sábado, afirmou que a prioridade do Governo e da troika é facilitar os despedimentos, sublinhando que se trata de uma obsessão que está a levar o país à falência:
«Esta ideia fanática de que a sociedade tem que ser destroçada por dentro para que não existam direitos das pessoas», que os trabalhadores vivam «escravizados com o mais baixo ordenado possível, (...) é isto que entusiasma o ministro das Finanças e o primeiro-ministro». 

Francisco Louçã considera que o Governo já falhou o prazo e que a recapitalização do BPN, no valor de 600 milhões de euros, vai acabar por pesar no Orçamento do Estado deste ano e agravar o défice. 

Francisco Louçã defendeu, em Vinhais, que «o único reajustamento» de que Portugal precisa é de «correr com os agiotas» e que renegociar com a troika significa «mais dívida e mais miséria». dd 

Francisco Louçã criticou a criação da Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, que irá ser liderada pelo ministro Miguel Relvas. 

Francisco Louçã, no 13º aniversário do BdeEsquerda, voltou a pedir uma união de todas as esquerdas (assim o registou a jornalista Ana Isabel Costa que não registou isto )

o Clube de Fãs Jornalistas do Bloco da Esquerda em grande actividade...


domingo, 4 de dezembro de 2011

espancada em Luanda

Uma representante de Human Rights Watch foi espancada por forças de segurança, quando acompanhava, este sábado, uma manifestação de jovens na Praça da Independência, na capital angolana. Lisa Remli, directora para África daquela organização - que se encontra em Angola a efectuar um estudo - não ficou ferida com gravidade, mas oito jovens que participavam na manifestação ficaram - um dos quais com gravidade - na sequência da intervenção feita por indivíduos à paisana. 

Paralelamente, quatro jornalistas, entre os quais o conhecido activista e investigador Rafael Marques foram levados para a Unidade Operativa de Luanda da Polícia Nacional. As ordens de detenção foram inicialmente dadas contra Isabel João, jornalista do "Novo Jornal",presente nas imediações da Praça da Independência, entretanto encerrada com gradeamentos e para onde manifestantes se dirigiam.
Em solidariedade para com a sua colega, seguiram para a unidade policial Coque Mukuta ("Rádio Despertar") e António Paulo ("Novo Jornal"). Os jornalistas foram, posteriormente, libertados.

A polícia e auxiliares à civil, "kaenches", designação local de homens de boa compleição física, tudo fizeram para impedir a aproximação de dezenas de manifestantes, idos do município do Kazenga, o mais populoso de Luanda.
Desde as primeiras horas que os jovens se tinham concentrado num conhecido local, denominado "o Tanque" naquele município, onde cantavam e gritavam palavras de ordem contra o lengevo mandato do actual Presidente da República. no 
macua e no voanews
isto não é , nem foi, noticia para os nossos pmmj's

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

afinal sabiam todos…


...e depois ficam admirados porque, cada vez mais. são menos os que acreditam nos políticos (e nos jornalistas!).
Rui Caetano deputado do Partido Socialista, eleito pelo Circulo da Madeira, à Assembleia da República decidiu suspender o mandato, alegando que apesar da responsabilidade da situação financeira ser do Governo Regional não se revê nas posições do seu partido nesta questão. público

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Jornalismo televisivo

Hoje, durante a hora de almoço, "zappei" entre os telejornais da RTP e da SIC. Em cerca de 45 minutos deste exercício, apenas as palavras de Lula da Silva deixaram um leve registo de otimismo. Os telejornais portugueses, antes de chegar a sua hora gloriosa do desporto, são construídos em torno de uma agenda quase exclusivamente negativa, seja no plano nacional, seja no quadro internacional. Às vezes, a medo e a contra-ciclo, lá surge uma nota sobre uma iniciativa pontual positiva, quase sempre como contraponto a uma circunstância negativa.

É verdade que há cortes orçamentais, que os preços sobem, que há mais desemprego, que há empresas a encerrar, escolas e hospitais com problemas, ameaças de greve, incêndios, desastres nas estradas. E que, no estrangeiro, há bolsas a cair, bombas a explodir, guerras, inundações, cataclismos e outras maleitas, feitas pelo destino ou pelos homens. Mas não haverá, de facto, mais nada? 

Por que será que, quando observo telejornais da França, da Espanha, do Reino Unido ou dos Estados Unidos, onde também há crise, nunca encontro nada que se pareça com este obsessivo tropismo para a tragédia, para apenas sublinhar o que corre mal, para a criteriosa escolha, como comentadores, de aves agoirentas que apenas prenunciam dias piores? Num tempo em que as coisas são difíceis para os portugueses, não seria importante - eu sei que não se usa, mas arrisco: e patriótico - que a comunicação social ajudasse a "puxar" pela nossa auto-estima, por aquilo que corre bem, pelos efeitos positivos que se esperam dos esforços coletivos que estão a ser feitos, pelas empresas que estão a tentar firmar-se no mercado internacional, pelos saltos na investigação científica, pelo muito que tantos estão a fazer para que o país ande para a frente? Ou será que existe uma censura, nas redações televisivas, para evitar publicitar as coisas positivas? 

Como embaixador de Portugal, confesso a minha revolta pela imagem que as televisões portuguesas, na tabloidização medíocre em que caiu grande parte da sua informação, transmite do nosso país às nossas comunidades pelo mundo. 

Agora volto a perceber melhor aquilo que um dia, ouvi a uma criança, filha de portugueses residentes na Suíça, a quem perguntavam o que gostava mais de ver na TV: "os desastres". Com um jornalismo televisivo deste quilate, estamos a criar uma cultura geracional de depressão. por Francisco Seixas da Costa no duas ou tres coisas

quinta-feira, 19 de maio de 2011

como se noticía cá no burgo...














mas esta foi a manchete de 17 de Abril no agencia financeira, na tvi24 e no noticias :
Número de desempregados contabilizados nos centros de emprego voltou a cair em Abril.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Portas foi à RTP

Paulo Portas foi à TV. Os jornalistas que temos concluiram:
no Público:
Paulo Portas está preparar-se para ser candidato a primeiro-ministro
no Expresso :
Líder do CDS-PP disse hoje em entrevista à 'RTP' que está a preparar-se para ser candidato a primeiro-ministro nas legislativas.
na TSF :
Ainda não é momento para ser candidato a primeiro-ministro, diz Portas
no i online :
Portas ainda não assume que é candidato a primeiro-ministro

estou baralhado! Afinal é ou não é?

Perguntar não ofende...

Na semana que findou caíram duas notícias nos jornais que não tiveram uma ampla divulgação e, muito menos, qualquer comentário.
O julgamento do caso Taguspark, onde o ex-administrador Rui Pedro Soares e outros dois dirigentes são acusados de corrupção, foi marcado para 11 de Janeiro de 2012. Se tivermos em conta os habituais procedimentos, esclarecimentos, requerimentos, recursos, etc., já adivinharam que este julgamento vai "caminhar" lá para as calendas gregas.
A outra discreta notícia foi o arrolamento do primeiro Ministro, José Sócrates Pinto de Sousa, como testemunha (para 19 de Outubro) no julgamento do caso da Central de Compostagem da Cova da Beira. Este processo, que a gente da Covilhã e do Fundão conhece bem, é aguardado com alguma curiosidade. Primeiro pela coincidência de António Morais, antigo professor de Sócrates (na Universidade Independente), estar acusado de corrupção e, em segundo lugar, na expectativa dos beirões ficaram, de vez, a saberem as razões porque a obra adjudicada (a lixeira da Cova da Beira, em Alcaria - Fundão) levou à desistência do construtor e, no 2º. concurso, o preço da obra subiu a valores muito superioras ao da primeira adjudicação.
Será que o Tribunal irá aprofundar estas questões ou ficará, somente, em querer saber os destinos de tanto dinheiro ? publicada por Lobo da Gardunha n' O Andarilho

domingo, 13 de fevereiro de 2011

demissão de editor de política do DN


A notícia estava pronta há algum tempo, mas João Marcelino não autorizou a sua publicação, tendo entretanto o Correio da Manhã e o Sol acabado por a publicar. Ontem, David Dinis confirmou ao PÚBLICO que já não ocupa o cargo de editor, tendo recusado a comentar o motivo que esteve na origem do abandono. João Marcelino, por sua vez, não respondeu ao pedido de esclarecimento do PÚBLICO e quando contactado através do seu telemóvel pessoal desligou a chamada.
...
A questão da manipulação dos meios de comunicação social foi amplamente discutida após a divulgação de escutas telefónicas do Face Oculta. Na altura, o semanário Sol revelou que a 20 de Junho de 2009, quando os termos da compra da TVI pela PT estavam a ser negociados e Rui Pedro Soares se preparava para viajar para Madrid, Paulo Penedos e o então administrador da PT discutiram quem ficaria à frente da estação e da Media Capital. Rui Pedro diz que "uma das razões para ser a PT a comprar" é ele próprio "poder ir" para a estação. Diz que até já "está escolhido o director de informação - o Paulo Baldaia", director da TSF ( do grupo Controlinveste que comprou a Lusomundo Serviços). Penedos lembra que o jornalista "é dado como próximo do Tó-Zé" (referindo-se a António José Seguro, de quem Baldaia foi assessor de imprensa). Rui Pedro Soares responde que Paulo Baldaia "vai ser muito importante porque o João Marcelino é amigo do gajo, temos a Lusomundo tratado [ou seja DN/JN/TSF]".

...e assim vão restando apenas os pequenos, médios e micro jornalistas para os micro, médios e pequenos leitores.
Os 37 anos do Estado a que isto chegou começam a parecer-se aos do Estado que acabou após pouco mais de 37 anos!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O brilharete do 16º lugar (em 19)


Há meio século, numa das suas visitas às Nações Unidas, o então líder soviético, Khrushchev, desafiou o presidente dos EUA, John Kennedy, para uma corrida de 100 metros. Naturalmente que Kennedy venceu aquela corrida a dois, o que não impediu o Pravda do dia seguinte de escrever: “Khrushchev com brilhante segundo lugar numa corrida em que Kennedy foi penúltimo”.

Lembrei-me desta velha anedota ao ler (e ouvir) as notícias sobre a avaliação do Financial Times a 19 ministros das Finanças da União Europeia. Para uns, Teixeira dos Santos estava a subir na classificação, para outros estava entre os melhores. Tudo para alegria dos abrantes. Vá lá que, desta vez, o Público soube ir ler à fonte e titulou como devia titular: Teixeira dos Santos relegado quase para o final do “ranking” do “Financial Times”.

Ou seja, temos os Pravda que merecemos. Por jmf1957 em o « BLASFÉMIAS

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

descarada manobra


Nunca como agora o controlo da comunicação social por parte de Sócrates foi tão exibido. Do mais incompetente e rasca “jornalista”, ao mais “erudito” economista, chamados à pressa pelas redacções logo após a comunicação de Eduardo Catroga sobre o desfecho das negociações “técnicas” sobre orçamento, todos eles, tentaram encobrir a descarada manobra de Sócrates.Teixeira dos Santos prestou-se ao triste papel de testa de ferro desta farsa negocial calculada, com o objectivo manifesto de levar o PSD a reprovar o orçamento. Única saída airosa que se apresenta a Sócrates para abandonar o governo deste pântano em que o país se encontra. A comunicação social, ao atribuir “as culpas” aos dois partidos por igual, procura apenas a encobrir a descarada manobra política de Sócrates. No que, por oportunismo político, lamentavelmente são seguidos pelos restantes partidos da oposição.

Temos uma comunicação social mais própria de uma ditadura do que de uma democracia. posted by ruy
classepolitica

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Medalha da Academia Real de Bellas Artes de Cádiz


José Manuel Castanheira será distinguido na quinta-feira, 20 de Outubro, com o título de Académico Correspondente da Real Academia Provincial de Bellas Artes de Cádiz, em nome do Rei Juan Carlos de Espanha. A Medalha e o titulo Académico serão entregues ao Arquitecto Prof. Doutor José Manuel Castanheira pelo presidente daquela Academia Javier de Navascués y de Palacio.

Apenas umas poucas linhas se uraram para noticiar a distinção que do outro lado da inexistente fronteira é concedida a um português que não se dedica ao futebol, à politicazinha e não aparece nas revistas cor-de-rosa.

O académico, que faz parte de um grupo de investigadores universitários, que é desconhecido ou propositadamente ocultado pela maioria dos nossos pmj's e não faz parte da listagem dos que as agencias devem promover, tem uma carreira internacional que passa, entre muitos outros, pelo Pompidou ou pelo Reina Sofia ( nomes obviamente desconhecidos para a enorme iliteracia nacional ).
O desapoio dos portugueses aos portugueses é conhecido. Talvez por isso um tal Luiz Vaz de Camões se tenha referido "àqueles que se vão da lei da morte libertando", mesmo que provavelmente pensasse que isso nunca, a ninguém, iria acontecer...