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terça-feira, 1 de maio de 2012

Fantasia Lusitana




com a devida vénia ao nonas que me deu a informação deste filme de João Canijo que teve como parceiros da RTP à Universidade Lusofona passando por António Costa e pelas Camaras de Lisboa e Cascais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

À atenção da blogosfera, das audiências de rádio, televisão, dos leitores de jornais, etc., etc.


Com a "crise política" assumida e preparada pelo Governo e pelo Primeiro-Ministro, prepare-se para (mais) uma vaga de propaganda em qualquer meio de comunicação perto de si. A produção de realidade a que este Governo e este PS se dedicam há muito tempo, com esmero e profissionalismo, diga-se, está de volta. Mas esta produção de realidade não contribui para o nosso paralisado PIB. Contribui até bastante para deprimi-lo. E para infantilizar os portugueses. Como se não bastasse, os males que provoca arrastar-se-ão para além do momento em que alguém feche os estúdios e desligue as luzes. Vão ficar connosco durante muito tempo. É um fenómeno equivalente ao do prolongamento dos prejuízos semelhante aos que estão associados às parcerias público-privadas ou aos alugueres de património vendido pelo Estado. Mas estas são coisas que não se medem em euros e dão pouco nas vistas. Publicada por Miguel Morgado em O Cachimbo de Magritte

segunda-feira, 7 de março de 2011

O SHOW POLÍTICO CONTINUA

...
Da parte dos governantes são pedidos sacrifícios mas, no dia-a-dia, assistimos a comportamentos que contrariam o que é pedido aos cidadão.
Veja-se o percurso realizado, no passado sábado, pelo Primeiro Ministro.
Esteve em Amarante, em Lamego e na Guarda para visitar as obras de hospitais. Pela imagens passadas nas televisões, por enquanto só se vêem os tijolos.
Quanto terão custado ao país estas visitas relâmpago?
Em tempo de contenção de despesas justificavam-se estas visitas?
Normalmente o Primeiro Ministro não viaja sozinho. Arrasta uma longa comitiva. Ao nível regional há sempre Entidades que, obrigatoriamente têm que marcar presença. São os Governadores Civil, mais os adjuntos; os Directores Regionais, mais os sub-Directores; os Presidentes de Câmara, mais os vereadores; os Presidentes das CCR, mais os Vice-Presidentes; etc.
Nos últimos tempos tem sido assim. Visitas, mais visitas ... e, claro, oportunidades para aparecer nos tele-jornais.
Será esta a forma mais adequada para ajudar os portugueses a resolverem os seus problemas? por Lobo da Gardunha n'
O ANDARILHO

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os meninos de Goebbels


Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito” – Goebbels
O nosso Primeiro-ministro e a sua máquina de corporativos bebeu os ensinamentos da propaganda em Goebbels. Cedo perceberam que a sua comunicação deveria ter como ponto de partida um profundo conhecimento do indivíduo e das massas de molde a conseguir uma boa manipulação de ambas.
Eles conhecem bem os desejos do português médio e as suas necessidades. Depois perceberam que hoje os media são cada vez menos livres na medida e proporção da sua dependência empresarial do mercado publicitário. No país do respeitinho e no qual empresas como a PT (TMN/Sapo/PT), a EDP, a Galp ou CGD , só para citar alguns exemplos, são gigantes publicitários à nossa medida e grandeza, tudo se torna mais simples e eficaz. Acresce uma equipa de assessores e consultores bons e disponíveis para o papel de petit Maquiavel de serviço.
A forma como desde o início e sobretudo desde 2008, o Primeiro-ministro fantasiou os números, baralhou e voltou a dar, mentiu e omitiu sem qualquer pudor não poderia resultar se não existisse uma máquina bem montada e melhor oleada. Foi assim que modelou os seus meios ao serviço da sua vontade e do seu desejo de manutenção do poder.
Curiosamente, é na direita que este projecto comunicacional encontrou alguns dos seus mais silenciosos e dedicados seguidores, cuja Banca e boa parte das grandes empresas são disso bom exemplo. A última embaixada dos bancários (não confundir com Banqueiros) à sede do PSD para pressionar Passos Coelho a aprovar o Orçamento de Estado para 2011 ficará nos anais da história como a cereja no topo do bolo dos corporativos.
Hoje, reconheço, não foi só Passos Coelho e a sua equipa que foram ingénuos. Fomos todos. Ninguém queria acreditar ser possível, em pleno séc. XXI, um grupo conseguir manipular desta forma tão eficaz a comunicação. Neste mundo repleto de informação, com milhões de membros nas redes sociais, com a independência e até uma certa libertinagem na blogosfera, seria impensável um projecto desta envergadura e alcance ter sucesso.
Agora a máquina está concentrada num só tema: a necessidade imperiosa de aprovar o orçamento, seja ele mau, péssimo ou trágico. Não importa, apenas interessa aprovar para manter o poder. Mesmo asfixiando a classe média, esganando os pobres e protegendo os mais ricos dos ricos (sinónimo de donos dos bancos, grandes empresas das parcerias público-privadas e detentores directa e indirectamente dos instrumentos de poder comunicacional).
E quem mais defende e se bate pela aprovação do OE2011 por parte do PSD? O PS e o seu eleitorado? Não. Um certo PSD. Estranho? Não, compreensível. Uns por pertenceram ao grupo dos dedicados e silenciosos seguidores. Outros por meros interesses político-estratégicos pessoais de curto/médio-prazo. Alguns por acreditarem, piamente, que é a melhor forma de derrotar o homem daqui a uns meses.
Sinceramente, não sei se me espante mais com o calculismo dos primeiros, com o egoísmo dos segundos ou com a ingenuidade dos terceiros. Num país sério e decente o orçamento seria chumbado, o FMI chamado e os executores da morte deste país metidos na cadeia.
Infelizmente, não será assim, para mal dos nossos pecados…

Uma post brilhantissimo de Fernando Moreira de Sá em Os Cafeínicos

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O estranho caso dos submarinos


Há quem se interrogue acerca do surgimento súbito de casos e de escândalos no espaço público. Eu, ao contrário, espanto-me com a forma dissimulada como os escândalos desaparecem dos jornais e das TVs depois de meses de agitação.
São autênticos submarinos que submergem silenciosamente e de quem nunca mais se ouve falar.
Ontem, não sei bem porquê, lembrei-me do "Face Oculta" e da Comissão Parlamentar e da Comissão de Inqúerito e da Tagusparque. Veio-me à memória a enorme trapalhada do sr. Godinho, do Vara, do Rui Pedro Soares, da Manuela Moura Guedes e do Figo.
Como sempre acontece neste pântano, nada foi confirmado mas também nada foi esclarecido. Simplesmente desapareceu. Publicado por F. Penim Redondo
DOTeCOMe...o Blog

sábado, 10 de abril de 2010

Congressos, Papa, Presidenciais: nacionalismos "ocos"


Desde que, durante este governo, as televisões se adaptaram mais à agenda do Primeiro-ministro, as técnicas de adormecimento mediático em Portugal se tornaram mais subtis e eficazes. O objectivo passa, tal como em Itália, por atingir um ponto de saturação tal junto dos espectadores, que estes explodem sempre da mesma maneira: "nestas eleições não vou votar"...!!!

1 medida anunciada pelo Governo = 3 dias de notícias.

Assim que se aproxima o 33º Congresso do PSD, todas as televisões correm a entrevistar o presidente do partido, que, a passos de coelho, lá vai soltando umas palavras comedidas de oposição às políticas do actual governo. Um congresso de 3 dias, um pouco para reforçar o n.º do congresso: o 33.º . Um desfile de "3"'s, talvez em honra do Papa que está para vir, já que 33 é o número de Cristo. Não importa que a localidade onde se realiza tenha um gigantesco esgoto a céu aberto na maior praia da freguesia - Carcavelos - há mais de 20 anos, e que esta freguesia e que o concelho de Cascais sejam do mesmo partido do congressista. Isso são pormenores de "fregueses"...

1 congresso partidário = 1 semana de notícias.

Claro que alguns congressos, triunfam de vontade mais do que outros, mas na verdade, PS e PSD habituaram-nos nos últimos 15 anos a congressos e "estados da nação" de dimensão nacional. Discursos inflamados, gentes congregadas com um objectivo comum, em suma, um quadro bonito de se ver. Depois as declarações formais às televisões e aos jornais, o desfile de viaturas diplomáticas no exterior, os flashes dos jornalistas. Finalmente chega o dia das eleições, são eleitos e... nada. Tudo fica rigorosamente na mesma. Portugal em queda, os ricos mais ricos, os pobres mais pobres, os fundos europeus cada vez mais magros. Sem fundos, as empresas fecham, pois o perfil da empresa portuguesa não é a de criar riqueza, mas a de distribuir e "derreter" fundos estruturais... Ficou-nos este estigma do monarca que lança moedas de ouro ao povo miserável que, assim, vive o duro contraste entre o poder e o não-poder.Talvez por isto, todos os congressos sejam tão parecidos e todos os discursos que neles se fazem contêm as mesmas palavras repetidas vezes sem conta, como martelinhos a baterem sem parar nos nossos cérebros. Técnica muito conhecida da CIA, esta da lavagem cerebral pelo ritmo da repetição ad aeternum... Congresso por congresso, lembro-me deste, que marcou para sempre a história do nacionalismo (socialista) na Europa e no Mundo:

http://www.youtube.com/watch?v=afXnFiNF2iQ&feature=related
Depois vem o Papa alemão, pisar o mesmo solo. E o povo volta a adormecer...

1 Papa em solo Nacional = 1 mês de notícias.

E finalmente as Presidenciais, marcadas estrategicamente para o final do ano.1 eleições presidenciais = 1 ano de notícias.Entre estas notícias e os teatrinhos de problemas comezinhos das novelas portuguesas, o povo tem a liberdade de escolher. Talvez por isto, deixou de poder optar sobre o seu futuro, resignando-se às escolhas que os políticos fazem "por ele", e sempre "contra ele". Decorridos 100 anos de República, os 36 anos em que vivemos a "liberdade" acabaram-se. Eis que mergulhamos novamente na escuridão, na miséria, na pobreza de espírito, na corrupção, na sociedade separada entre ricos-políticos-todo-poderosos e povo-pobre-miserável.Obrigado, Afonso, por te teres zangado com a tua mãe. Ao menos deixas-te-nos acreditar que o sonho português de liberdade seria um dia possível...posto por Pedro Duarte no Força Emergente