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domingo, 27 de novembro de 2011

O grande especulador nacional

Dívida Pública Directa do Estado - Fonte: Instituto Gestão do Crédito Público
Março de 2005- 92,7 mil milhões.
2005 - 102 mil milhões
2006 - 109 mil milhões
2007 - 113 mil milhões
2008 - 118 mil milhões
2009 - 133 mil milhões
2010 - 152 mil milhões
2011 (30 de Junho) - 172,4 mil milhões
Sócrates cometeu a proeza inimaginável de praticamente duplicar a dívida nos seus seis anos e três meses de governação. Aos 92,7 mil milhões que recebeu juntou mais 80 mil milhões, à razão de 10,6 mil milhões por ano!... E, para coroar a façanha, só nos últimos 25 meses do reinado, endividou-nos em mais cerca de 40 mil milhões!...Claro que teve que começar a pedir emprestado até para pagar os juros.
A especulação tem um nome e é nacional. Mas agora fazem as greves contra o governo e os especuladores internacionais!... por Pinho Cardão no Quarta Republica

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Silva Pereira, os desvios e o superavit orçamental

Vítor Gaspar disse ontem no Parlamento que do desvio de 3,4 mil milhões de euros, 2,4 mil milhões vão passar para 2012. Leu bem? 2,4 mil milhões de euros! Uma pipa de massa a somar aos valores que já estavam previstos para 2012 (o défice total não poderá superar 8 mil milhões de euros).

Em qualquer país decente esta calamidade seria levada a sério pelos deputados. Senão por todos, pelo menos por aqueles que assinaram o pacto de regime com credores estrangeiros.
Mas o que se viu ontem foi exactamente o oposto: um ex-ministro da Presidência (que não há muito ameaçou que o PS poderia rasgar o pacto assinado com PSD, CDS e Troika…) e um ex-Secretário de Estado da Segurança Social, a fazerem de conta que não conhecem a verdadeira situação das contas públicas (até se falou em almofadas para 2012…).

Discordar de políticas é coisa normal em Democracia. O que não é normal é ver dois ex-governantes branquearem o monumental desastre que deixaram para trás. O que não é normal é ver dois ex-governantes, cujo governo jurava em Fevereiro ter apurado um superavit orçamental (imagine-se!), contestarem despudoradamente números apurados pelo INE e pelo Banco de Portugal. por Camilo Lourenço no Jornal de Negocios

segunda-feira, 25 de abril de 2011

«esqueletos no armário» e «gato escondido com rabo de fora»

«Não há qualquer acréscimo de despesas. Não há despesa que estivesse oculta. Não há qualquer esqueleto em qualquer armário», assegurou o secretário de Estado das Obras Públicas.
Paulo Campos, garantiu à Agencia Financeira que não há encargos futuros, nem nada escondido no que toca à revisão em alta do défice em 2010.
mas
Existem mais quatro concessões de estradas (ex-Scut) que, de acordo com as novas regras do Eurostat, podem fazer derrapar o défice em 1900 milhões de euros caso se avance com a introdução de portagens, pode ler-se no Diário de Noticias.
comentários para quê?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

alterações ao Código de Trabalho e medidas adicionais de combate ao défice?


Helena André esclareceu esta tarde que a intenção do Governo, quando fala em melhorar o mercado laboral, “é potenciar e dinamizar” o que já está previsto no Código do Trabalho, mas a ministro não fecha a porta a eventuais alterações.
“Não estou a dizer que vou alterar o Código do Trabalho, estou a dizer que vamos partir do código e olhar para as potencialidades que nos oferece para podermos melhorar o funcionamento do mercado de trabalho”, porém, quando instada a garantir que Governo não vai mexer no Código do Trabalho, André, não deixou claro até que ponto isso irá acontecer ou não...
publico
Relembre-se que o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia tem mandado alguns recados a Portugal, o último dos quais no final de uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.
O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje acreditar que não serão necessárias novas medidas de austeridade, porque o cenário de estimativas do Governo foi “muito” prudente.
“Acreditamos que o défice estimado para 2011 vai ser atingido com o conjunto de medidas que o Governo propôs e que a Assembleia da República aprovou e, desse ponto de vista, não creio que sejam necessárias medidas adicionais”, afirmou e “recordou que as previsões da Comissão Europeia “merecem todo o respeito” mas sublinhou que “o valor das estimativas é sempre algo que não é tão certo como os dados que se conhecem na realidade”.
publico

Ora bem, conhecendo-“os” ficámos a saber que em breve haverá alterações ao Código de Trabalho e medidas adicionais de combate ao défice.

domingo, 26 de setembro de 2010

CONTAS PÚBLICAS


A semana finda revelou uma situação preocupante das contas públicas e soube-se que os investidores exigem ao Estado juro de 6,2% (Perante tal valor, apesar do financiamento ser necessário, na última semana, o Instituto de Gestão do Crédito Público só colocou a leilão um total de 750 milhões de euros).
O valor do juro - 6,2% - é record. Valor que nunca se tinha atingido.
A incerteza em torno das contas públicas do próximo Orçamento do Estado e os rumores de uma intervenção do FMI, levaram os mercados a castigar Portugal. Castigo que resulta da incapacidade governativa socrática. Publicada por Lobo da Gardunha em O ANDARILHO
ver quadros e artigo completo
AQUI

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Estado da Nação


A cada hora, o Estado endivida-se em 2.5 milhões de euros. Mas nada se passa. Há uma espécie de caos silencioso. Pior: aqueles que têm os cojones de apontar para mudanças são esmagados. Isto começa a ser um caso clínico de denial. por Henrique Raposo no Clube das Repúblicas Mortas

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dívida externa é principal problema de Portugal

A “elevada” dívida externa é o principal problema português, considerou hoje o sócio da Ernst & Young José Gonzaga Rosa, no dia em que a consultora divulgou previsões que estimam uma contração do PIB de 1,1 por cento este ano.
“O nosso principal problema nem é o défice orçamental, é sobretudo uma dívida externa muito elevada, que não tem sido causada apenas pelo Estado, mas também pelas empresas”
“Estamos a prever uma contração em 2010 de 1,1 por cento e em 2011 de 1,5 por cento”, referiu José Gonzaga Rosa.
Aquele responsável falava à Lusa no dia em que a consultora divulgou as previsões de Verão que apontam para um revisão em baixa da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Dinheiro Digital

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uma história de enganos

“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar”, disse hoje Teixeira dos Santos, citado no Público. O ministro das Finanças não teve intenção de nos enganar, mas há um padrão curioso de chegar à verdade tão tarde, que temos dificuldade em acreditar que ele próprio acreditava no que dizia.
Recordemos então uma pequena história com um ano de vida:
2,2% - previsão do défice para 2009 no Orçamento do Estado apresentado em Outubro de 2008, no momento em que a economia mundial desabava como uma avalanche. O Lehman Brothers já tinha falido;
3,9% - previsão do défice em Janeiro de 2009, no orçamento chamado suplementar;
5,9% - meta para o défice e compromisso do PS em Setembro de 2009 na campanha eleitoral das legislativas, quando Bruxelas já falava em níveis próximos dos 8%;
8,0% - a seguir às eleições, só a seguir às eleições, no orçamento crismado como redestributivo (este medo que os políticos têm das palavras é uma coisa orweliana...), é que o Governo reconhece este valor para o défice;
9,3% - valor do défice apurado para 2009 com o ministro e o governador do Banco de Portugal a dizerem que foram apanhados de surpresa, que coisa, que raio é que aconteceu neste país? Ah, não faz mal, diz Sócrates, aconteceu o mesmo aos nossos vizinhos próximos e afastados e até nos EUA e no Japão, pá!
Posto isto, umas perguntinhas:
Entre a primeira previsão e a última, o défice cresceu 7,1%.
1- Destes 7,1%, quanto é que se deve à quebra de receitas fiscais fruto da crise?
2 - Que percentagem do défice se deve a apoios extraordinários para incentivar a economia?
3- Para onde foram os apoios à economia, para que empresas?
4- Quais os resultados práticos dos apoios estatais à economia? Que resultados deram nessas empresas?
5- Quanto é que foi desperdício, dinheiro mal gasto ou simplesmente dinheiro nosso atirado aos problemas?

in
Elevador da Bica: Uma história de enganos