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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TÉDIO

Houve quem escrevesse que este é o orçamento do tédio. Acrescento, da estagnação, da injustiça, da mesma receita, da fuga à realidade, da falta de rasgo, do arrastar de ilusões, da política reduzida à sua expressão mais rotineira.

Temos mais: a continuidade dos ataques à propriedade, à poupança, à classe média, aí teremos o que, a prazo, nos conduzirá à repetição dos habituais resultados da governação socialista, mais lentos de obter que nos tempos de Soares, talvez tão rápidos, ou tão lentos, como nos de Sócrates, mas desta vez com a agravante da paralisia social, da falência dos serviços públicos, do regresso galoante do desiquilíbrio externo, da ruína do caminho de reconstrução aberto por Passos Coelho, apesar dos sacrifícios a que Sócrates/PS nos condenaram.

O governo gaba-se do que não fez. Se a economia vai andando (dizem que vai crescer uns modestos e insuficientes 2%), se as exportações cresceram (já se ressentem agora, e não é pouco), se o desemprego baixou, nada do que de bom aconteceu tem a ver com o governo, mas só com as empresas e as pessoas que conseguem contrariar-lhe a burocracia, e com o turismo. Ou seja, apesar do governo, das perseguições fiscais, das armadilhas dos burocratas – tantas vezes ansiosos por gorgetas -, do gigantismo “regulamentar”, dos públicos exércitos de empatas, ainda há quem, para lá do governo ou contra o governo, funcione.

O investimento público continua miserável. Em 2020 será igual a 2019, cativações aparte. A saúde recebe dinheiro que não vai chegar para pagar as dívidas acumuladas em quatro anos de abandono, incompetência e infrene demagogia. Em 2020, haverá mais dívidas, mais má gestão, mais diabolização e mais perseguição da saúde privada. Haverá mais funcionários públicos, a compensar a sangria da monumental asneira das 35 horas. Os medicamentos e materiais médicos verão os impostos aumentar. A carga fiscal vai progredir, a pagar pela classe média, como não pode deixar de ser, em novas taxas e taxinhas por todos os lados. Até a comida ao domicílio vai ficar mais cara, em impostos novos, como o governo gosta.

Estratégia de futuro, zero. Reforma do Estado, só se for a admissão de mais legiões de mini-sátrapas, para gáudio dos arqui-sátrapas que nos consomem sem dó nem piedade, e sem nada dar em troca.

Que mais se pode, ou vale a pena, dizer? O IRRITADO predisse que a geringonça ia continuar em novos moldes. Ainda nada provou que se tivesse enganado.

 

19.12.19

CRISTINA

 

Devo ser um alienígena, uma besta, um ignorante, um tipo ultrapassado, um atrasado mental. Se tomarmos por bons os gostos actuais, as novas morais, as preferências sociais marcantes, sou isso tudo e mais alguma coisa.

Não, não venho falar do sucesso dos intelectuais do futebol, das horas e horas com que somos castigados por eles, nem da influência terrorista das gretas do mundo novo, nem do poder desvairado dos nutricionistas, nem na normalidade da anormalidade, nem da Joacine, nem do senhor de Belém, ainda que tudo isso e muito mais me irrite, aborreça e revolte.

Hoje, falo de outra coisa: da minha visceral incompreensão pelo massificada admiração da sociedade por uma criatura que, paga a peso de ouro, julgo ocupar horas e horas de manhãs televisivas. Vi uns bocadinhos da coisa, para mim elucidativos. Trata-se de uma cidadã com mais dentes que uma velha égua, com o riso mais estridente, mais afectado e mais falso da história de Portugal, especialista em assuntos totalmente desinteressantes, quando não estupidificantes, que comanda audiências, atrai políticos de capoeira, rebenta com os ouvidos das pessoas com gargalhadas sem causa, e me provoca tremenda rejeição: uma tal dona Cristina Ferreira, só "Cristina" para o povo e os media, especialista em idioteiras e martingalas de segunda.

Tudo bem, parece que a malta gosta e que eu é que sou parvo. Aceito o adjectivo. O que não “como”, de maneira nenhuma, é ver um homem que é presidente da III República a telefonar, carinhoso e admirador, à criatura, desejando-lhe as maiores felicidades na sua tarefa de idiotização da sociedade. O que não aceito é ver o político que temos como primerio-ministro a cozinhar ceboladas na televisão para agradar aos ignaros, nem outro que se diz chefe da oposição, ou da destruição da oposição, a falar em ovos cozidos e a brincar aos carrinhos, convencido que tem graça. Tudo isto para gáudio de tanta gente.

Não faço parte disto. O entretenimento pode ser uma actividade inteligente. Dona Cristina ganha a vida a vender o contrário. E não há nada a fazer.

 

16.12.19       

 

POUCA TERRA POUCA TERRA

Gostei de ver o velho/novo comboio a vapor a cruzar a paisagem lá para o Norte, não sei onde. Teve graça, e acho que devia repetir-se, mais que não seja a título museológico.

Estranho é que a Quercus, o Zero, mais a inumerável cáfila de “ecologistas” da nossa praça, todos devidamente pendurados no orçamento, ou o Fernandes, o do ambiente, ou o seu filho intelectual Caramba (ou Galamba, ou lá o que é), ou o senhor de Belém, ou o chefe Costa, tudo gente preocupadíssima com o planeta e o CO2 ou lá o que é, preocupar-se, vir para a rua protestar, anatemizar a iniciativa como crime ambiental a punir com a máxima severidade. Como pode tanta e tão “científica” gente aceitar que se ponha a rodar uma horrorosa máquina a carvão, sim, a carvão, a poluir os ares, a lançar na estratosfera toneladas do horrível CO2, a colaborar activamente na extinção das condições de vida na Terra?

E se a menina Greta, nos intervalos da cerebroterapia, vier a saber do assunto? E se o camarada Guterres, rei do mundo, vier a ver o seu país de origem a desautoriza ao dar um exemplo destes? Ai, que consequências, meu Deus! Que desprestígio para a Nação.

Não tenho dúvidas que, neste caso, a CP será multada pela Von Leyden, a fama do país se verá arrastada na lama, a sociedade, pelo mundo fora, vibrará de indignação.

Só o IRRITADO e mais alguns dísculos, uns imorais sem escrúpulos apoiarão a coisa e pedirão à CP que promova mais umas viagens a vapor.

16.12.19

COMBATENTES

Na minha qualidade de combatente das guerras do ultramar – ditas gerras coloniais – fui comtemplado, uns trinta anos depois, com uma choruda “reforma” de 150 euros por ano, pagos, julgo, em Novembro. Muito grato estou, como devem calcular, à generosidade do Estado. Iniciativa, diga-se, do senhor Paulo Portas.

Não me tenho interessado, reconheço, pela situação da classe. Ainda almoço, uma vez por ano, com a dúzia e meia de camaradas de armas que me restam, e é tudo o que faço a tal propósito.

De resto, sei que temos sido olimpicamente abandonados pelo poder político, ao contrário do que se passa por exemplo em França ou no Reino Unido, seja qual for o conflito em que foram metidos ou se meteram, a sua razão ou o seu resultado final.

Vem isto a propósito de um debate que terá havido na AR sobre o assunto. Debate este do qual a chamada informação - hoje chamada media em latim, meios em português, ou mídia em português brasileiro ou português ignorante - não disse uma palavra. Sei que tal debate teve lugar porque uma deputada animalesca se enganou e, em vez de falar do assunto, falou de outro qualquer porque tinha trocado as cábulas. Assim, os tais media, referindo-se ao engano da rapariga, disseram que ela tinha trocado o discurso e tinha falado não sei de quê, em vez de falar nos, ou dos combatentes.

Os “mídia”, sempre cansativos relatores de tudo e mais alguma coisa que se passa na AR, nem uma palavra disseram sobre o tal debate.

Donde, tenho que reconhecer que o tema não só tem importância nenhuma para o poder político como, pior, não interessa a ninguém.

À minha geração (aos que não deram à sola para outras paragens esperando que alguém morresse por eles) nada resta a tal respeito. Falar para quê, se ninguém está disposto a ouvir?

O tempora o mores.

   16.12.19

QI ZERO

Chamei outro dia a atenção para a asneira de um pretendente a fundador de um sindicato de militares, ao referir que não queria um inorgânico “movimento zero”. Critiquei-o por não me caber na cabeça um tal sindicato, mas também porque falar em movimentos zero nas forças armadas era a melhor forma de incentivar a sua criação.

Passaram uns oito dias e ainda não há, felizmente, sindicato nenhum. Mas já anda por aí um movimento chamado “Naval Zero”.

Eu não dizia?

 

16.12.19

SAÚDE PARA O POVO

Com grande orgulho socialista, dona Marta veio anunciar aos infelizes que conta com um aumento de 800 milhões no orçamento da saúde. Contas feitas, não chega para pagar as dívidas acumuladas.  E se o Centeno fizer umas cativaçõezinhas (a sua especialidade) é de temer que as coisas piorem em 2020.

Vai ser um fartote o número de admissões de pessoal no SNS. Dona Marta diz que serão 8426 novos funcionários públicos, médicos, enfermeiros “assistentes operacionais”, entre outros. Mas não sabe a certo quantos no total nem quantos de cada categoria. Donde se conclui que o número exacto de todos e de cada uns é pura aldrabice. A criatura podia dizer que serão “cerca de xis”, mas não, é tão exacta, tão precisa, que atira com 8426, sem fazer a menor ideia do que está a dizer, nem quantos são para reforço dos serviços e quantos para colmatar o monumental buraco das 35 horas. O que se sabe é que os hospitais só podem contratar substituições, se precisarem de reforços têm que ir ao Centeno.  

190 milhões para “investimento”, é a paragona. Para quê? Para tudo e para nada, já que a dona Marta ainda não pensou no assunto. Como não sabe para que quer o dinheiro, tanto podem ser 190 como 324, ou 5, ou nada. É um número como outro qualquer. O Centeno tratará do assunto, abertas que ficam as portas para as cativações que forem necessárias.

Enfim, duas coisa ficam garantidas:

A gestão pública dos hospitais continuará nas mãos incompetentes do governo. Gestão privada, por boa que seja, está fora dos parâmetros do socialismo nacional: por má que seja, a pública será sempre boa.

A bagunça vai continuar e ficar ainda mais cara.

 

12.12.19

INVERSÃO DE VALORES

Ontem, ouvi coisas que me deixaram abismado (RTP3).

Neste pobre país há mais cães e gatos que bébés.

Há mais petsitters que baby sitters.

Floresce o comércio de rações e medicamentos, coleiras e pinchavelhos às centenas para os tais pets.

Para eles há cabeleireiros, cuidadores, enfermeiros e veterinários em grande.

Há moda de roupagens para as simpáticas criaturas.

Há hotéis e pensões especiais.

Os negócios, nas várias especialidades, cifram-se por milhões e mais milhões.

Já há quem fale num serviço público de saúde para animais de companhia.

Etc.

Comentários para quê?

 

12.12.19

AS CAPITAIS

Com o aval do senhor de Belém ou sem o aval do senhor de Belém, a regionalização triunfará!

É esta a opinião do ilustríssimo senhor do Bolhão. Carago, meus amigos, o Porto tem que ser capital de alguma coisa. Há séculos a intitular-se capital do Norte – desconhece-se a opinião de Braga e de outras cidades “menores” –, o senhor do Bulhão vê, finalmente, uma luz ao fundo do túnel! Hossana, o movimento até tem o incontornável apoio do grande Costa, do fantástico Rio e, é de pensar, da madame Catarina e do formidável Jerónimo, cada um a pensar que capital mais convém.

Moreira e Rio já têm a sua, a de sempre, à beira da foz do Douro plantada. O Jerónimo sonha com a capital da República Popular do Alentejo, a escolher entre Évora e Beja, consoante o número dos militantes de confiança. A Catarina, essa, não se sabe, poderá ser o LUX/Frágil ou o Gambrinus, este sem culpa nenhuma. Para o califado do Algarve, Faro ou Silves - esta é mais histórica -, enfim, a decidir pelo camarada Policarpo, ou Possidónio, ou lá o que é, um que agora está no chamado governo. Para a República Pontifícia de Braga, a questão será difícil, já que o camarada Moreira, como acima ficou dito, não vai gostar da concorrência. Em relação a Trás-os-Montes também se põem graves problemas, já que a malta lá do sítio continua a achar que “para cá do Marão mandam os que cá estão”: talvez Principado das Elevações Eno-Montanhosas sirva, com capital em Chaves. Mais um problema grave para a capital do Norte, que não vai gostar. Nas Beiras, onde o Enclave do Cavaquistão,  invadido que foi pelos bárbaros, deixou de funcionar, há que resolver o problema de quem manda no Douro/Sul e quem trata do Douro/Norte. Um berbicacho.

E assim por diante, não há quem não faça contas ao número de funcionários a admitir, doutores, taberneiros, gente fina, gente grossa, todos do partido.  

Mas a regionalização triunfará, haja o que houver e doa a quem doer, seja qual for a opinião do povo, o qual, burro que é, quando foi o referendo chumbou miseravelmente a salvífica ideia. E é capaz de a chumbar outra vez, se fizerem a asneira de lhe dar oportunidade para tal.            

 

9.12.19

MEDICINA

 

Quando soube desta história maluca de ter sido proibida a criação de uma faculdade de medicina na Universaidade Católica, o meu acendrado amor pelo socialismo levou-me a ficar irritado com mais esta bordoada no ensino privado. Então uma universidade prestigiada ficou impedida de cooperar na formação de novos médicos num país que passa a vida a gritar por falta deles? Só o socialismo é capaz de uma coisa destas.

Depois, fui-me informando. Parece que, afinal, o autor (directo) da proibição não foi o governo socialista, foi uma “entidade”, um “regulador, uma “autoridade”, ou outra coisa qualquer da multidão de fiscais que nos custa uma fortuna, quem, com a peregrina desculpa na “falta de horas" no currículo de uma cadeira qualquer, se opôs à coisa. Depois, disseram-me que quem estava por trás dela era a ordem dos médicos, com o absurdo argumento de que a nova faculdade era demais, e ia tirar profissionais ao SNS.

Tudo isto será verdade, ou mentira, meia verdade ou meia mentira. Fica o facto consumado da proibição.

E não há um ministro do ensino superior, um dos muitos chamados ministros de Estado, um tipo qualquer, que venha, ou meter a “entidade” na ordem, ou fazer um escarcéu dos diabos nos jornais? (Só tem “desculpa” a ministra da saúde, um irrecuperável e insanável caso de religião socialista e de incompetência militante). Mas os outros, o que fazem, assobiam para o ar, coçam as partes, ou quê? Quê, é a resposta. Deve convir-lhes que assim seja, não vá alguém pôr em causa o monopólio que dizem governar e que há quatro anos desgovernam.

Enfim, uma cabala, diria o chefe 44. Uma cabala, não do socialismo, mas da Universidade Católica.

Vivemos nisto e nada indica que haja cura.

 

9.12.19

TROPA FANDANGA

 

Quando os castelhanos invadiram o Algarve (em 2023), o governo ordenou à tropa que resistisse. O comandante supremo das força armadas, sito em Belém, a contra-gosto, apoiou. Mas a tropa comunicou que estava em greve por tempo indeterminado e que, ou aumentavam os salários, promoviam a malta toda e ressucitavam a manutenção militar com preços da arromba, ou não havia guerra nenhuma.

É este um cenário possível a partir do momento em que as Forças Armadas declararam a sua intenção de lançar um sindicato. Os “fundadores” dizem que tal futuro sindicato não reivendicará o direito à greve, o que faz pensar que raio de sindicato é esse. O direito à greve, como é evidente, virá a seguir, pela simples razão que não há sindicatos sem tal direito.

O caso da invasão do Algarve não é, por isso, mera maluquice do IRRITADO.

Mas há mais. A criatura que veio à televisão propagandear tal e tão meritória iniciativa, teve a preocupação de nos descansar. Veio dizer que o tal sindicato se oporá à entrada dos militares no “movimento zero”. O que, como é evidente, tem o condão de meter tal possibilidade na cabeça dos ditos. Bonito!

Algo me diz que o inacreditável Vasco Lourenço, uma inteligência, com seus muchachos, apoiará esta gente. Oxalá me enganasse.

 

9.12.19

ILUSÕES

Desde a mais remota antiguidade, vem a espécie humana moldando a natureza, modificando-a, tornando-a mais produtiva, adaptando-a às suas necessidades, dominando o curso dos rios, plantando florestas, melhorando a qualidade e a produtividade da flora e da fauna, privilegiando e gerindo as espécies necessárias à sua alimentação...  e assim conseguindo, em muitos milhares de anos, passar de pequenas tribos de caçadores recolectores para uma comunidade global de milhares de milhões de indivíduos com vidas progressivamente mais viáveis. Houve, há, certamente, tropeções, mas, geral e indiscutívelmente, a evolução humana na sua relação com a natureza tem um cunho positivo.

O homem pode o que pode, é certo, e pode muito, mas dentro de certos limites. Não tem poder sobre a chuva, não domina trovões, tempestades, hecatombes planetárias da mais variada ordem. Pode minimizar as consequências dos azares naturais, mas é impotente no que toca ao seu domínio, aquecimento global incluído. A natureza em geral, mesmo moldada pelo homem, e o clima em particular, mantêm uma independência de “decisão” que está para lá da nossa vontade ou do nosso poder.

Ao longo das eras, a temperatura e a habitabilidade, a qualidade dos elementos do planeta, tem sofrido alterações, todas eles com influência, às vezes positiva, outras  catastrófica, na vida das espécies, o homem incluído.

Nos nossos dias, a humanidade parece estar com graves problemas de adaptação a um eventual, ou já existente, aumento da temperatura do planeta. Ao que não podemos dominar, teremos que nos adaptar e seguir em frente. Àquilo em que temos poder, a qualidade do ar que respiramos e da água que bebemos, a produtividadade da terra, a busca de energia, a saúde da espécie, temos obrigação de atender. O que não está nas nossas mãos alterar, temos obrigação de prevenir.

Em vez disso, a humanidade tende a gerar uma doentia e inútil mentalidade de aterrorizadora e de auto-vitimização. A temperatura do planeta, que já subiu e desceu milhares de vezes, deixou de ser um fenómeno natural, planetário, basicamente incontrolável, para passar a ser “culpa” da humanidade. Uma vez assumida tal culpa, assalta-nos a ilusão de que podemos “arrefecer” a terra. Ou seja, de uma culpa fabricada partimos para uma expiação tão ilusória como ela. Se o tal aquecimenbto é devido à presença de CO2 na atmosfera, e se o CO2 é culpa das pessoas, como explicar as inúmeras vezes em que o planeta aqueceu e arrefeceu, sem que a humanidade por cá andasse ou, andando, sem que produzisse tal coisa?

Em vez de se preparar para o que é capaz de estar para vir, em vez de só ajuizar os custos do alegado aquecimento, porque não pensar nas maravilhas que também pode causar? A Sibéria verdejante? Um novo continente no Ártico? Zonas frias e inabitáveis a tornar-se férteis e hospitaleiras? Novos lugares para a expansão da humanidade? Porque não pensar nisso em vez de andar a aterrorizar a humanidade com uma “causa” sem efeito?

Por exemplo, dimuinuir as emissões de CO, que é venenoso, muito bem. Gastar milhões com moinhos de vento, atentas alternativas mais baratas e não poluentes, muito mal.                      

Mas a moda, a correcção, a demagogia universal, os milhões de "gretas", de outros tarados e de oportunistas políticos que por aí proliferam parecem poder mais.

E o clima, esse malandro, vai continuar o seu caminho como muito bem lhe der na cósmica cabeça.

 

4.12.19

CAGAÇO

Tendo como pano de fundo um enorme cartaz que clamava pela descentralização e pela regionalização, o mentiroso do costume veio proclamar a “democratização” das CCR. Mais disse que era tudo só descentralização, mas que era um passo na “direcção certa”, que é a da regionalização. Vai daí, o senhor de Belém abanou as orelhas e fez um vendaval. Disse que só com um referendo, e depois de haver um plano completo, devidamente estudado e fundamentado. Toma!

Acagaçado, o mentiroso meteu a viola no saco. Já não há “democratização” das CCR, já não há preparação para a regionalização, nada. Vamos embora que ainda é cedo.

Os autarcas são tidos por partidários da regionalização. Verdade ou mentira, pôs-se essa a correr. Acredito que muitos deles olhem para o espelho e se vejam já promovidos a altos cargos nos órgãos “regionais”, ou a nomear para os ditos multidões de boys. Um fartote.

Terão que esperar. Por uma vez, o senhor de Belém foi fiel ao seu passado e não aceitou que os geringonços lhe fizessem o ninho atrás da orelha. Boa!

 

3.12.19

AGORA É QUE VAI SER!

 

O SIRESP falhou no caso dos incêndios. Não percebo nada de sirespes, mas, como qualquer cidadão, acho que o problema é de carácter técnico, havendo a colmatar o que for preciso. Oficialmente, parece não haver outro tipo de razões, ou culpas”, a assinalar ou condenar.

Como qualquer socialista que se preza, o governo encontrou a miraculosa e habitual solução: comprar o SIRESP! Uma vez gerido pelo Estado, passará a funcionar maravilhosamente. É a receita do costume: a estatização do sistema. Uma vez gerido por funcionários públicos, acabam os problemas, como nos evidentes casos da saúde e da educação onde se corre com os privados, não é?

Animem-se: alguma coisa continuará a funcionar até 2021, data em que acabam as PPP técnicas, com a Motorola e a Altice. A partir daí...

 

3.12.19

VALE TUDO

O senhor Rio, como todos os moralistas de pastelaria e intolerantes de café, não hesita na sua obra de destruição do PSD.

Longe dele lutar contra outro adversário que não seja interno. Longe dele defender ou sequer assumir institucionalmente a obra do seu antecessor. Longe dele apresentar alternativas ao poder dos socratistas não arrependidos que estão – ficaram - no poleiro. Longe dele aceitar o facto de ter candidatos à sua substituição que mostram ser alternativas à sua obra. O seu objectivo primeiro é, desde aprimeira hora, “limpar” o partido de tudo o que não seja seu fiel seguidor/servidor, pôr na rua quem “cheire” a Passos Coelho, caluniar, se preciso for, quem se lhe opõe. A sua obra está à vista: pôs o PSD a pão e laranjas, e prepara-se para arruinar qualquer alternativa ao status quo socialista.

Não sou da maçonaria, nem tenho qualquer simpatia por tal coisa, que considero ridícula, contraproducente e longe de bemfazeja.

Mas.. perguntam as pessoas por que carga de água surge agora a luta do Rio contra tal organização. Propostas de paz dentro do partido, zero. Ideias novas e mobilizadoras, zero. Tendo posto a circular que um dos seus adversários (ou os dois, não se sabe) nas eleições que aí vêm é , ou são, membros da coisa, ataca a tal coisa sem, cobardemente, o - ou os -  citar.

Na destruição do PSD, Rio consegue tão mau, ou pior que o tenebroso Pacheco Pereira e outros de tal igualha. A sua funesta obra vem de há muito, pelo menos desde 2011. E continua, sem hesitações nem escrúpulos.

Vale tudo.

 

3.12.19

FICÇÃO

 

  1. Pela primeira ves na história da democracia portuguesa, pelo terceiro ano consecutivo, os pensionistas vão ter direito a uma actualização das pensões acima da taxa de inflação.

        António Costa, primeiro-ministro

  1. Segundo o que foi anunciado pelo governo, as pensões até aos €877,6 serão aumentadas 0,7%. Daqui até €2632,4 terão 0,2%. A partir daqui, 0%.

Não se sabe qual o pensamento de sua excelência sobre o que seja inflação. O que se sabe, para já, é que se a sua pensão for de €877,7, será aumentada em €1,7, o que lhe permitirá beber quase três bicas. Por mês! Fantástico, não é? Mande ao senhor primeiro-ministro um email de agradecimento jurando fidelidade eterna. Se você for multimilionário, isto é, se pagou para ter uma pensão de €2632,4, terá um aumento de zero, diga-se que com toda a justiça socialista.

Daqui se conclui que, no esclarecido pensamento do primeiro-ministro, “os pensionistas” não são os pensionistas mas só alguns. Mais se conclui que a inflação é um número abstrato, que só o tal senhor conhece. E, de um modo geral, verifica-se o que já há muito se conhece: a “palavra” do homem não passa de uma perigosa ficção.  

 

1.12.19

A MENINA GRETA

Nas salsas ondas do Atlântico navega, em veleiro de luxo, a menina Greta. Nas plagas do Restelo amontoam-se multidões para a saudar com o entusiasmo próprio das grandes massas humanas. Desde o regresso do Cabral e do Gama, não se via tal coisa. No Parlamento preparam-se brocados e ensaiam menestréis, limpam-se os vermelhos tapetes, engravatam-se os deputados. Jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara afinam suas tecnológias parafrenálias, a fim de que nada falhe. O senhor de Belém, os condotieris de São Bento, todos preparam os seus discursos, as devidas recepções, os elogios, as vénias, a ver quem mais e melhor celebra a histórica visita.

A menina Greta, prudentemente acompanhada por áulicos creditados, por psiquiatras e psicólogos, virá, qual papisa de astronómicas hecatombes, repetir pela milionésima vez o seu discurso, feito de ameaças, desgraças e trapaças,  exibirá a sua verve acusadora, o seu desgosto pelo comportamento da humanidade. Discurso bíblico, a lembrar os avisos divinos que levaram à queda de Sodoma e Gomorra.

O povo lá estará, comandado por outras meninas e meninos, por políticos e filósofos, por professores e cientistas, todos irmanados na nesma fé e dominados pela inquebrantável palavra que a apóstola, mais uma vez, lhes comunicará com o seu tresloucado e acusador olhar. Depois, ficará tudo na mesma, ou pior.

É assim a vida. Mais vale ter graça que ser engraçado.

 

30.11.19

PECADOS

 

Ontem, numa das habituais sessões de alta cultura com que, de vez em quando, somos brindados por figuras da nossa intelectualidade ("O eixo do mal"), um feroz senhor de negras barbas leu passagens do programa eleitoral do Chega!, a fim de lançar sobre o dito os habituais epítetos com que a temerosa esquerda o classifica: organização perigosíssima, de carácter fascista, xenófobo, racista e por aí fora.

O mote do barbudo era a ameaça ao Estado democrático que o tal programa representa. Porquê? Porque (nas passagens com que o indignado senhor nos presenteou) o programa aponta para a privatização de tudo e mais alguma coisa, saúde, educação, empresas, meios de comunicação, uma quantidade enorme de serviços e negócios ora na esfera do Estado. Daí a ser de extrema direita nem um pulinho falta, diz o fulano.

O problema é que, em termos europeus, antigos e modernos, nem um só partido de extrema-direita propõe tal coisa, bem pelo contrário. Tais partidos são tão estatistas como os da extrema esquerda, ou quase. Donde a classificação dada ao Chega! com tal argumento pelo ilustre intelectual (ex-BE), não cola. Haverá outros que não este.

Nunca li, nem faço tenções de ler o tal programa, bem como muitos outros. Não sou eleitor do Chega!, nem faço tenções de o vir a ser. Mas acho graça ao cagaço que a coisa prega à nacional-esquerda. Vale tudo, até esta história do lobo e do cordeiro. Tudo, mas tudo o que não estiver de acordo com a “agenda da correcção” é, pelo menos, fascista, até quando faz propostas ao contrário das da extrema-direita! Aceite-se o exagero das intenções do doutor Ventura citadas pelo barbaças, mas não se confunda os ouvintes com razões a contrario sensu.

Haverá, no entanto, que dar um desconto a esta gente. A verdade é que, para ela, o Estado é a sociedade e as pessoas não passam de peões nos seus jogos de poder. Tudo o que toque a fímbria das vestes do “colectivo” é, por natureza, pecaminoso. E o pecado não se aceita, castiga-se!

 

29.11.19

TROMBONES DE SERVIÇO

Estou, como estará quem me lê, farto da dona Katar. Diz-se que a mulher não tem o juízo todo, que está deslumbrada com o assento, que se acha mais que os outros, que não tem prática política, que é infiel ao Tavares (Rui) ou que é simplesmente parva.

Tudo isto é verdade, pelo menos à primeira vista. Mas há um lado que parece escapar à generalidade dos opinantes. A criatura sabe o que faz, e tem objectivos claros. Mestre em publicidade, em meia dúzia de dias e com meia dúzia de parvoíces, passou de total desconhecida a manchete diária. Por más razões? Com certeza, as piores. Mas já não há quem não saiba o que são e o que dizem ela e o seu criado de saias.

O que a trás? O que é que a Katar vem catar? Gambosinos? Não, a fulana tem agenda própria, que é a fabricação do ódio racial, a criação de uma organização terrorista (para já ideológica, o resto virá a seguir) de que ela e os mamadus da ordem serão os indiscutíveis chefes, as vozes, os propagandistas. Ela está-se nas tintas para o “Livre”, para o Tavares, para o folclore da esquerda mais parvalhona. O Tavares criou um “sistema” que lhe caíu em cima na primeira oportunidade. Diria que é bem feito, mas o assunto é mais sério do que possa parecer.

Aqui deixo um, eventualmente inútil,  apelo à “informação”: mesmo que vendam menos jornais e menos publicidade, deixem de ser trombones ao serviço da Katar.

 

29.11.19

HI HI

Diz o camarada Rui Tavares, pai espiritual e organizador de uma agremiação chamada “Livre”, que o “engano” da camarada Katar “não é para rir”.

Tenho muita pena de não ser dessa opinião. Tenho-me farto de gargalhar sobre o assunto. A camarada Katar, alto expoente do mais radical racismo, exibidora de um extraordinário guarda-roupa e de um marmanjo de saia plissada e soquetes, não só votou contra as ordens do camarada Rui, como veio dizer que, se tinha sido eleita, tal facto se ficou a dever, não ao dito, mas exclusivamente a si própria. O senhor Rui que vá às ortigas, a boa é ela!

Estão a ver o supremo gozo que a história me provoca? É que, para quem se lembra (não foi há muito tempo), o senhor Rui pendurou-se no BE para ser eleito deputado europeu. Depois, por razões obscuras, zangou-se com o camarada Louçã, largou o BE e deixou-se ficar no lugarzinho que ao BE pertencia. Grande português, grande intelectual, diria, julgo, o senhor Presidente.

E agora, azar dos azares, a dona Katar faz-lhe o mesmo, deixa-se ficar no poleiro e, ainda por cima, dá-lhe com os pés dizendo que o mérito é só dela!

Não é para rir, ó Ruizinho? Hi hi.

 

26.11.19

BARULHEIRAS E SILÊNCIOS

 

Na semana passada tivemos, durante horas e horas de televisão e ao longo de quilómetros de papel, contritas e ditirâmbicas exéquias pela morte de um senhor, Branco de seu nome, alta figura do nacional-bolchevismo e do chamado cançonetismo de intervenção. Como tantos outros, dedicou-se à queda da II República, o que não foi mau, e à sua substituição por uma ditadura mil vezes mais feroz e sanguinária, o que foi péssimo.

O desgosto da Pátria foi de dimensões gigantescas. Ao ponto, imagine-se, de se sobrepor, substituindo-as, às intermináveis lições de futebol com que somos diariamente esmagados.

Eu sei que aos mortos se deve sempre a maior das homenagens, verificado que seja que estão bem mortos. E até compreendo que, para os apreciadores do género, a música produzida pelo falecido fosse de alto valor cultural, marcasse uma época e tivesse, por isso, importância histórica. Longe de mim dizer, sequer, que o falecido não merecia tais homenagens por parte dos melómanos e dos seus adeptos ideológicos. O que critico é o espantoso exagero da coisa. Se morresse o Papa, a Rainha de Inglaterra, o Presidente da República, não tenho dúvidas de que as notícias, as homenagens, os artigos de opinião, as reportagens, o renascer de arquivos, não passariam, em comparação com as prestadas ao senhor Branco, de notas de rodapé.  

*

Ontem, a filha de um senhor chamado Nascimento, publicou nos jornais a participação do passamento do seu pai. O senhor Nascimento, português de origem africana, em tempos, ganhou o concurso da cantigas da RTP. É evidente que este cançonetista não o foi de “intervenção”, nem a sua fama se prolongou pelos tempos fora. Mas, que diabo, mereceria uma ou outra pequena referência, fosse onde fosse. Que eu visse, mereceu zero!

Não faço ideia da história do homem, do que fez ou foi fazendo ao longo do tempo, nem, ao que me lembro, gostei da canção com que ganhou o tal concurso. Mas algo me diz que o senhor Nascimento não era esquerdista nem teve qualquer influência nos acontecimentos políticos supervenientes. Daí o zero.

 

26.11.19

LITIOCAGAÇO

Quem te viu e quem te vê, ó destemido, ó bravo, ó grande homem, ó maravilha fatal das hostes socialistas! Todos temiam a tua feroz verve, os teu olhar penetrante, a tua ameça permanente de esmagar os teus inimigos, quem te viu e ouviu em terríveis debates, ameaçador, qual tremenda fera, indómito, áspero, o teu inesquecível vozear, os teus urros indignados a aterrorizar os teus émulos, os teu concorrentes, os teu rivais.

E afinal, meia dúzia de fulanos, os mais deles já usados, com uns cartazes na mão, bastaram para te fazer dar à sola, de frosques, bazar, meter o rabo entre as pernas, ou seja, metê-lo no BMW da governança, ala moço que se faz tarde, vamos mas é embora antes que alguém toque a fímbria das minhas augustas vestes. Não, isso de enfrentar os protestantes podia causar-te problemas, podias levar algum sopapo, podias ter que argumentar com eles, com o povo em fúria, podias ter que defender os teus altos pensamentos, desta vez fora do recato das televisões ou do sossego policiado do parlamento. Xiça!

Onde chegou o PS. Mário Soares, goste-se ou não do homem, ao menos não tinha miufa, chegou a levar um par de estalos na Marinha Grande, mas não virava costas à turba. O discípulo Galamba é isto. Com meia dúzia de gritos de uns patarecos quaisquer, aí vai ele.

Ficará registado na memória das gentes? Não, a lavagem mental do PS já lhes deu cabo dela.

 

17.11.19         

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