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domingo, 22 de maio de 2011

Semanada

Esta foi a semana do debate entre Sócrates e Pedro Passos Coelho que a direita portuguesa tratou como se fosse um combate de boxe em doze assaltos para o título de primeiro-ministro, apresentando o líder do PSD como o Rookie que iria disputar o título com um campeão em título já fortemente cansado. Como era de esperar a direita assumiu o papel de júri do combate de boxe e deliciou-se a atribuir pontos a Passos Coelho, assalto a assalto, até o Paulo Portas que nem assistiu ao combate veio dar os parabéns ao vencedor. Até na internet Passos Coelho venceu, foi a TVI que o demonstrou ao ler blogues como “O Portugal dos Pequeninos” ou o “31 da Armada”.Para a direita tudo o que não fosse um ko no primeiro assalto seria uma vitória, reagiu como o anúncio televisivo de uma companhia de seguros onde uma personagem liga ao marido “querido, o airbag funcionou na perfeição”, por tanto são haviam motivos de regozijo.
Eufórico com a vitória Pedro Passos Coelho partiu para a campanha e logo no dia seguinte se esqueceu do guião e insistiu sobre Passos Coelho (?) para clarificar se faria uma coligação com o PSD. Isto, é o discurso de vitória foi questionar Paulo Portas no pressuposto de que pediria as eleições. E os mesmos jornalistas que só viram Sócrates a ser golpeado foram perguntar a Passos Coelho se em caso de derrota ficaria na liderança do PSD! Enfim, uma verdadeira vaga de fundo, diria mesmo um tsunami provocado pelo terramoto resultante das quedas de Sócrates dentro do ringue.
A direita anda tapo entusiasmada que estamos assistindo a uma verdadeira orgia, cada um propõe a medida mais dura possível, o senhor Saraiva da CIP pede mais horas de trabalho pelo mesmo vencimento e Passos Coelho até já propõe a redução de feriados, talvez juntando o Natal à Páscoa as empresas portuguesas se tornem mais competitivas. Um dia destes a CIP ainda vai descobrir que o esclavagismo seria a solução mais eficaz para os problemas da economia portuguesa. não assinado n' O JUMENTO
Os erros de digitação e trocas de nomes são os que constam no original.

O blog "O Jumento" pensa-se de esquerda e por isso não entendeu que, no tempo presente, ser de direita já não tem o significado que foi dado no PREC de 1975.
Cada vez mais e cada vez mais novos afirmam-se orgulhosamente "de direita" talvez porque para comparação apenas tem "os de esquerda" que nos desgovernaram.
"O Jumento" é um blog que aconselho e leio diáriamente e com o qual concordo na maioria das vezes... eu, que, pouco a pouco, caminhei até "à direita" (mas ainda não cheguei aos populares-democratas!)

domingo, 21 de novembro de 2010

Semanada


Enquanto a Cimeira da NATO decorria coube aos ministros da Administração Interna darem um ar de muito ocupados ao mesmo tempo que entretinham os jornalistas portugueses, quem os viu poderá concluído que os dirigentes das grandes potências vieram a Portugal apelar ao governo para que mande 15 soldados da GNR para o Afeganistão.
Enquanto Sócrates brilhava, aproveitando esta curta estadia em Portugal, entre duas viagens diplomáticas, o ex-administrador da Fomentivest aproveitou uma almoçarada social-democrata para exibir os seus dotes de economista, tentando demonstrar que na Lusíada aprende-se mais economia do que na Independente se aprende inglês técnico, e fez o que o ministro das finanças não conseguiu em seis anos, previu o montante do défice.
Enquanto Sócrates corre mundo o país parece estar entregue a Teixeira dos Santos, depois de usar o trabalho do fisco para tentar iludir os portugueses, o ministro das Finanças descobriu que, afinal, o corte dos vencimentos dos funcionários públicos não foi uma medida adoptada em desespero de causa. O ministro defende a medida como um exemplo que ele deu à custa da Função Pública, para agora desafiar o sector privado a fazer o mesmo. Se o ministro não fosse tão incompetente talvez soubesse que no sector privado existem leis e negociações e que os patrões não podem fazer aos seus trabalhadores o que ele fez no Estado. lido n'
O JUMENTO

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

três visões em memória do PSD


Um - Em memória do PSD
O PSD é, segundo os seus notáveis, uma agremiação medíocre, constituída por gente medíocre.
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O diagnóstico, generosamente partilhado por todos estes iluminados, é unânime: o partido, dividido entre grupos e grupinhos que se distanciam pela intriga e pela sua notória insuficiência, caminha, a passos largos, para o abismo (ou para o "suicídio colectivo", se se preferir) consumido por pequenos ódios, pequeninos interesses e pequeníssimas vaidades. No estado actual das coisas, o PSD, de acordo com os seus próprios notáveis, é uma agremiação medíocre, constituída por gente medíocre que resplandece naturalmente na sua natural mediocridade.
...
Aparentemente, é deste caldo de miséria que, segundo os mesmos notáveis, se há-de erguer, por milagre, um portentoso debate de ideias e de projectos que relance o partido junto do seu eleitorado perdido. Como? Não se sabe. Recuperando os abnegados dirigentes dos bons velhos tempos da fundação como alguns reclamam? Não parece provável. Ou "construir ideias" à força nas cabecinhas recalcitrantes que, por acção ou omissão, contribuíram generosamente para o descalabro do partido e para a sua reconhecida mediocridade? Convenhamos que parece ainda menos provável.
Por muito que isso custe a alguns teóricos da regeneração, mais do que de ideias o PSD precisa de pessoas que saibam apresentar ideias. E isso, num partido cuja elite é uma ficção, é algo que o PSD há muito que deixou de ter. O Congresso defendido pelo dr. Santana Lopes tinha, pelo menos, o mérito de revelar esta triste evidência. Se como o próprio diz "o PSD precisa de se olhar ao espelho" – é certo e sabido que o partido não irá gostar do que vai ver. Constança Cunha e Sá no
Correio da Manhã

Dois - Agora, o Bloco Central até dava jeito...
Quando alguém se lembrou de falar em Bloco Central ainda antes das legislativas quase ia caindo o Carmo e a Trindade, durante a campanha para as legislativas Manuela Ferreira Leite quase gritava “vade retro, Santanás”, o ódio dos cavaquistas, incluindo o seu alma mater, a José Sócrates era tanto e a certeza de que tudo estava a correr bem era tão grande que quase era crime abordar o assunto. Quase em uníssono os comentadores condenavam o Bloco Central, esquecendo que tal solução salvou o país na falência, apontaram-no como causa de todos os pecados da política.
O que preocupa muito boa gente é a transformação do PSD num partido autárquico, incapaz de conseguir vitórias nas legislativas, isso significa que muito boa gente habituada a ter um acesso fácil à influência do poder está e continuará a estar longe deste conforto. Agora que perderam a esperança de chegar ao poder pela via eleitoral querem-no fazer pela mão do PS, daí o apelo ao Bloco Central.
Quando esteve em causa o país todos disseram não a qualquer solução, agora que o PSD se afunda e as suas elites estão carentes das mordomias do poder já há quem proponha o Bloco Central. Agora, é tarde. in O Jumento

Três -O regresso do bloco central
Um novo desfile de vozes afinadas vão anunciar o apocalipse no caso de não haver acordo no próximo orçamento. Como se fosse qualquer coisa de dramático e inédito e não apenas uma forma da oposição parlamentar obrigar o governo a apresentar uma nova proposta.
in Mais Actual