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terça-feira, 6 de julho de 2010

apostar na tripla...

Pedro Passos Coelho, em Espanha, comentou as declarações de José Sócrates que considerou haver, em Portugal, quem queira «apostar na tripla», numa referência implícita sobre a postura do PSD quanto ao uso da “golden share” no negócio PT-Telefonica.
«Se o primeiro-ministro discorda da minha posição pode referi-la directamente, não precisa de fazer parábolas para dizer que discorda do presidente do PSD. O presidente do PSD discorda do primeiro-ministro nesta matéria porque sempre assumiu que seria mau para Portugal que Portugal fosse visto com um país que protege excessivamente a economia».
«Precisamos de reformar o mercado para não ter um mercado em Portugal tão protegido como temos. Isso faz mal à economia, faz mal aos investidores e aos portugueses, que tem que pagar mais caro o que poderiam pagar mais barato se tivessem mais concorrência», disse PPC.
sol

Passos Coelho, presidente do PSD português, que hoje discutiu o tema com Mariano Rajoy, líder do Partido Popular espanhol, diz que sempre considerou que a participação da PT na Vivo era importante, mas relembrou que a decisão de vender essa participação foi tomada pelos accionistas, «maioritariamente portugueses».
Até parece que quis dar razão ao líder do PS português...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

e tudo acabou na Quarta-Feira.

A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que o uso da 'golden share' pelo Estado português em resposta à oferta da Telefónica pela participação da PT na Vivo "tem um impacto neutro" sobre o 'rating' da operadora portuguesa.
Já a agência de notação Fitch considerou que é ainda demasiado prematuro para ter uma ideia sobre se os desenvolvimentos de Quarta-Feira terão impacto na notação financeira da operadora portuguesa.
Lusa

O Tribunal de Justiça da União Europeia pronuncia-se a 08 de Julho, Quarta-Feira, sobre a legalidade dos direitos especiais (‘golden share’) do Estado na Portugal Telecom (PT) face às leis europeias.
sol

Aquele tribunal tem actualmente processos a correr contra Portugal, Itália, Grécia e Polónia por estes países deterem 'golden shares' em diversas empresas, apurou a Agência Lusa junto de fontes comunitárias. Portugal é, no entanto, o país com mais casos naquele tribunal, já que, além da PT, também correm processos contra a ‘golden share’ detida pelo Estado na EDP e na Galp Energia.
Em 2003, o Tribunal de Justiça deu razão à Comissão, considerando ilegais os direitos especiais detidos por Madrid na Repsol, Telefónica, Argentaria, Tabacarela e Endesa, tendo a Espanha acatado a decisão três anos depois, em 2006.
Outros processos levaram ao fim de ‘golden shares’ em empresas como a alemã Volkswagen, a britânica British Airways e a holandesa KPN.

Ninguém atropelou os direitos dos accionistas


A PT é uma empresa muito importante para o País. E a participação da PT na Vivo é um activo estratégico de sucesso no mercado brasileiro - é mesmo a empresa de telecomunicações nº 1 no Brasil. Sucede que a internacionalização da PT e a sua presença no Brasil é absolutamente fundamental para a economia portuguesa.
Eu compreendo, por isso, muito bem o interesse dos espanhóis da Telefónica em comprar uma empresa tão boa como a Vivo, tal como compreendo os interesses financeiros dos accionistas da PT em obterem ganhos de curto prazo.
Mas ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas, nem interesses financeiros de curto prazo - mas sim os interesses estratégicos do País. E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo.
Ninguém atropelou os direitos legítimos e até compreensíveis de outros accionistas. O Estado limitou-se a não permitir que os seus interesses fossem desconsiderados e ignorados e afirmou-os no quadro dos estatutos da empresa que sempre foram reconhecidos por todos os accionistas.
Ora o Governo - pelo menos este Governo - não abdica de nenhum instrumento disponível para defender os interesses estratégicos de Portugal. Se alguém não sabia disso, agora ficou a saber.
Jose Socrates C Pinto de Sousa no Economia do PUBLICO

Custa-me que esta bazófia se acabe na Quarta-Feira... como o Carnaval no Brasil da Vivo!