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terça-feira, 12 de novembro de 2019

SIEMPRE DENTRO DE LA CONSTITUCIÓN


Sánchez e Pablo Iglesias assinaram ao fim da manhã um pré-acordo de coligação.

Diz o texto: «El PSOE y Unidas Podemos hemos alcanzado un preacuerdo para conformar un Gobierno progresista de coalición que sitúe a España como referente de la protección de los derechos sociales en Europa, tal y como los ciudadanos han decidido en las urnas. [...] Los detalles del acuerdo se harán públicos en los próximos días. Actualmente, estamos avanzando conjuntamente en una negociación encaminada a completar la estructura y funcionamiento del nuevo Gobierno [...]»

O paper tem dez pontos. O n.º 9 estabelece: «El Gobierno de España tendrá como prioridad garantizar la convivencia en Cataluña y la normalización de la vida política. Con ese fin, se fomentará el diálogo en Cataluña, buscando fórmulas de entendimiento y encuentro, siempre dentro de la Constitución. También se fortalecerá el Estado de las autonomías para asegurar la prestación adecuada de los derechos y servicios de su competencia. Garantizaremos la igualdad entre todos los españoles

Não acredito na eficácia da solução. E gostava de saber onde vão buscar os 21 deputados que lhes faltam para a investidura e aprovação dos orçamentos de Estado.

Clique na imagem de El País.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

RIVERA SAI DE CENA


Em consequência do resultado eleitoral — perdeu 2,5 milhões de votos e 47 deputados —, Rivera demitiu-se há pouco de líder do CIUDADANOS.

O desaire eleitoral é resultado da teimosia dos últimos sete meses, bloqueando a investidura de Sánchez.

No dia em que sai de cena, recordar os cartazes de Setembro de 2006, nos quais posava nu para enfatizar que só as pessoas interessavam.

Clique na imagem de El País.

NOVO IMPASSE


Resultados oficiais das eleições em Espanha, com 99,9% dos votos escrutinados:

— Com 6,7 milhões de votos e 120 deputados eleitos, o PSOE venceu as eleições.

— Com 5 milhões de votos, o PP elegeu 88.

— Com 3,6 milhões de votos, o VOX (extrema-direita) elegeu 52 e tornou-se o terceiro partido de Espanha, sendo o vencedor absoluto na Comunidade Autónoma de Múrcia.

— Com 3 milhões de votos, o PODEMOS elegeu 35 deputados.

— Com 1,6 milhões de votos, CIUDADANOS apenas elegeu 10 deputados.

Rivera, líder do CIUDADANOS, é o grande derrotado da noite. Perdeu 47 deputados e 2,5 milhões de votos.

A almejada coligação do PP com o VOX não serve para nada.

A abstenção foi de 30,13%.

Clique na imagem de El País.

sábado, 19 de outubro de 2019

PRÉMIO PRINCESA DAS ASTÚRIAS


A escritora norte-americana Siri Hustvedt, 64 anos, recebeu ontem o prémio Prémio Princesa das Astúrias de Letras. Siri Hustvedt, mulher de Paul Auster, tem origem norueguesa, mas tanto ela como os pais já nasceram nos Estados Unidos.

Siri Hustvedt é romancista, contista e ensaísta, mas também publicou um livro de poemas. Em Portugal estão traduzidos seis dos seus livros de ficção.

Refiro o facto porque o Prémio Princesa das Astúrias de Letras tem mantido, desde a sua criação, em 1981, um assinalável nível de coerência.

Entre outros, foram laureados José Hierro, Gonzalo Torrente Ballester, Juan Rulfo, Mario Vargas Llosa, Camilo José Cela, Günter Grass, Doris Lessing, Arthur Miller, Susan Sontag, Claudio Magris, Nélida Piñón, Paul Auster, Amos Oz, Margaret Atwood, Ismail Kadaré, Amin Maalouf, Leonard Cohen, Philip Roth, John Banville, Leonardo Padura, Richard Ford e Adam Zagajewski.

Entre 1981 e 2013, o prémio designou-se Príncipe das Astúrias. A partir de 2014, com a subida ao trono de Filipe VI, a titularidade passou para a herdeira da Coroa, a princesa Leonor, princesa das Astúrias.

Além das Letras, o prémio distingue as Humanidades, as Ciências Sociais, as Artes, a Investigação Científica, a Cooperação Internacional, a Paz e os Desportos.

Ontem, o prémio das Artes foi atribuído a Peter Brook, 94 anos, considerado por muitos o maior encenador vivo. Brook foi durante muitos anos a imagem de marca da Royal Shakespeare Company,

A cerimónia decorreu como sempre em Oviedo, capital das Astúrias, com a presença da família real (incluindo a rainha-mãe), do duque de Alba, e de vários líderes políticos.

Clique nas imagens de El País. Siri Hustvedt, a chegar; e Peter Brook a receber o diploma das mãos de Leonor, princesa das Astúrias.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

FRANCO OUT


Por unanimidade, o Supremo Tribunal de Espanha autorizou o Governo a exumar os restos mortais de Franco, que vão ser transferidos da Basílica do Vale dos Caídos (imagem) para o cemitério onde está a mulher.

Igualmente por unanimidade, o tribunal também rejeitou o pedido da família do ditador que pretendia, caso a exumação fosse autorizada, transferir os restos mortais para uma cripta na Catedral de Santa Maria a Real de Almudena.

Sánchez pretende consumar a exumação antes das eleições de 10 de Novembro, embora uma eventual providência cautelar (a pedido da família de Franco) do Tribunal Constitucional possa atrasar essas intenções.

Clique na imagem.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ESPANHA EM TRANSE

Espanha volta às urnas no próximo 10 de Novembro. Duas eleições gerais no espaço de seis meses e meio dão a medida de quão nefastas são as maiorias precárias. Nos últimos quatro anos, os espanhois votaram quatro vezes em eleições gerais, além das autonómicas, das autárquicas e das europeias.

As eleições do passado 28 de Abril tinham tudo para correr bem: a abstenção foi apenas de 28% e o PSOE foi o partido mais votado. Mas os 123 deputados eleitos não são suficientes para a maioria absoluta (175). Como os pequenos partidos regionais não se opõem à investidura de Sánchez, só o PODEMOS podia desatar o nó-górdio.

Exigiu para tanto ter gente sua no Governo. Sánchez recusou. Alguns lugares de director-geral e de assessores de gabinete era tudo quanto estava disposto a ceder em troca de apoio parlamentar. Iglesias esticou demasiado a corda e vai perder deputados em Novembro, passando, provavelmente, de 4.º para 5.º partido.

Os espanhois estão fartos de tanta irresponsabilidade e não me admirava nada que o nível da abstenção desse a vitória à Direita.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

NOVAS ELEIÇÕES?


Pedro Sánchez voltou a falhar a investidura como Presidente do Governo de Espanha. Esgotadas as duas votações (a do passado dia 22 e a de hoje), começa a contar o prazo de sessenta dias para a terceira e última votação. Se voltar a falhar a 23 de Setembro, o rei dissolve as Cortes e marca novas eleições para 10 de Novembro.

A teimosia do PODEMOS em querer entrar no Governo tem ditado o seu comportamento. Mas Sánchez não cede e já toda a gente percebeu que o PSOE prefere novas eleições.

A partir daqui tudo é possível. O senhor Iglesias tem que ter a noção das proporções.

Clique na imagem de Sánchez.

terça-feira, 16 de julho de 2019

IMPASSE NA MONCLOA


Espanha está muito perto de novas eleições legislativas ainda neste Verão. Em Abril, o PSOE foi o partido mais votado. Mas 28,7% e 123 deputados são insuficientes para a maioria absoluta. Mesmo juntando os 42 deputados do PODEMOS, a Esquerda institucional fica aquém. Só juntando os votos dos pequenos partidos autonómicos isso se consegue.

Desde a primeira hora, Sánchez foi claro: o PSOE aceita o apoio parlamentar do PODEMOS, mas recusa um Governo de coligação. Faz muito bem. Isto anda a ser repetido há três meses. No limite, o PSOE aceita que o PODEMOS indique personalidades independentes, de reconhecido prestígio, para ocupar lugares na máquina do Estado, ao nível de director-geral.

Neste momento, com 123 deputados, o PSOE está empatado com a Direita: os 66 do PP mais os 57 de CIUDADANOS. Para já, PP e CS recusam aliar-se à extrema-direita do VOX, que tem 24 deputados. Também não servia para nada, neste momento, mas pode servir para investir Casado ou Rivera após novas eleições.

A votação da investidura de Sánchez está marcada para o próximo dia 22. Sem maioria, repete-se a 23. E numa terceira e última oportunidade, a 25. A abstenção de um grande grupo (o PP ou o CS) seria suficiente para trocar as voltas à teimosia de Pablo Iglésias. A ver vamos.

Havendo novas eleições em Setembro, receio que aconteça ao PODEMOS o mesmo que aconteceu ao SYRIZA grego. Os espanhóis estão fartos de tanta coreografia. O impasse vai sair caro à Esquerda.

Clique na imagem.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

ESPANHA VERMELHA


Espanha ficou assim.
Clique na imagem do jornal catalão La Vanguardia.

PSOE VENCEU


Com 7,5 milhões de votos [28,7% dos eleitores], o PSOE saiu vencedor das eleições gerais de ontem. Elegendo 123 deputados, foi o partido mais votado para o Congresso. E obteve maioria absoluta no Senado: 139 senadores. Aconselha-se Guronsan a quem antecipou a pasokização do partido de Sánchez.

A soma do PSOE e do PODEMOS ultrapassa em 18 deputados a soma do PP com o CIUDADANOS e o VOX. Maioria de Esquerda clara, portanto.

O PSOE ganhou 38 deputados.

O CIUDADANOS ganhou 25 deputados.

O VOX elegeu deputados pela primeira vez: 24.

O PP perdeu 71 deputados.

O PODEMOS perdeu 29 deputados.

Pela primeira vez, o PSOE ganhou na Galiza. E recuperou Andaluzia e Castilla-La Mancha. A Direita não conseguiu um único lugar no País Basco.

A abstenção foi de 24,2%.

Clique no gráfico de El País.

domingo, 28 de abril de 2019

ESPANHA EM TRANSE


Os espanhóis começaram hoje a votar naquelas que são as eleições mais importantes desde 1978.

Segundo todas as sondagens (a imagem mostra a mais recente), o PSOE continua a ser o potencial vencedor, mas longe da maioria absoluta, mesmo coligado com o PODEMOS, que tudo indica irá perder metade dos deputados.

A grande incógnita é o VOX, o partido de extrema-direita que pode eleger cerca de 40 deputados.

Como é que 12% dos eleitores espanhóis estão dispostos a votar num partido que propõe acabar com as dezassete comunidades autónomas de Espanha (mediante revogação do artigo 2.º da Constituição de 1978); revogar toda a legislação sobre igualdade de género, direitos LGBTI, aborto, etc. Não obstante, Pablo Casado, líder do PP, já disse estar disposto a uma coligação com o VOX.

Se estes números se confirmarem, só Rivera, de CIUDADANOS, pode desatar o nó. Sánchez tem a obrigação de, engolindo todos os sapos, fazer um compromisso histórico. Os dois, Sánchez e Rivera, andam muito exaltados um com o outro, mas, repito, se estes números se confirmarem, têm de escolher entre o caos ou novas eleições no fim do Verão.

No transe actual, Espanha não se pode dar ao luxo de fundamentalismos ideológicos.

Clique no gráfico de El País.

domingo, 24 de março de 2019

EMPATE ABSOLUTO


No próximo 28 de Abril, Espanha vai a votos. Este gráfico mostra os resultados da sondagem divulgada hoje.

Relativamente a 2016, o PSOE dá um salto enorme, elegendo mais 37 deputados, porém insuficiente para a maioria absoluta, que se obtém com 176. A soma do PSOE com o PODEMOS também não chega — são 162.

Em contrapartida, o PP dá um trambolhão: obteria 76 deputados, por contraste com os 137 de 2016.

Entretanto, CIUDADANOS sobe de 32 para 55. Mas a Direita democrática também não consegue a maioria, ficando por 131 lugares.

Mesmo aliada à extrema-direita do VOX, que obteria 31 deputados, não passava de 162. Ou seja, exactamente o número de votos da Esquerda institucional.

Em síntese:

PSOE+PODEMOS = 162 deputados

PP+CIUDADANOS+VOX = 162 deputados.

A única chance de maioria, e mesmo assim por um único lugar, seria uma coligação do PSOE com CIUDADANOS — 177 deputados. Mas seria uma aliança contranatura.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A HORA DE ESPANHA

Sánchez marcou eleições gerais em Espanha para o próximo 28 de Abril. Se o PSOE não ganhar por maioria absoluta, tarefa difícil, nem, como alternativa, conseguir unir a Esquerda, os espanhóis podem contar com mais 50 anos de franquismo, em versão pós-moderna, mas franquismo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PRESUPUESTOS CHUMBADOS

Por 191 votos contra 151, foi chumbado o Orçamento de Estado de Espanha. Lá se foi o sonho do salário mínimo de 900 euros. O Governo de Sánchez já está em gestão corrente. Ainda esta semana serão marcadas as eleições gerais. A Direita quer que sejam a 14 de Abril, o PSOE prefere 14 de Maio. Acabou a Primavera de Madrid.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ESPANHA EM TRANSE


Lembram-se da Primavera de Praga? Durou sete meses: começou a 5 de Janeiro de 1968, quando Dubček chegou ao poder, e acabou a 21 de Agosto, quando os tanques soviéticos entraram na capital checa.

A Primavera de Madrid está a chegar ao fim. Começou a 2 de Junho de 2018, quando Sánchez substituiu Rajoy em consequência de uma moção de censura contra o Governo do PP, mas tudo indica que termine antes do primeiro aniversário.

Porquê? Porque os Presupuestos (o Orçamento de Estado) vão cair. Nas Cortes, a discussão começa amanhã e a votação ocorre na quarta-feira, dia 13. Se houver chumbo, como se prevê, na medida em que a soma do PSOE e do PODEMOS não chega para aprovar o documento, a passagem pelo Senado será um pro forma.

Sánchez tem governado com o apoio dos independentistas catalães, mas Torra esticou demasiado a corda, e o Presidente do Governo de Espanha perdeu-se no labirinto. Se faz a vontade a Torra, os Presupuestos passam, mas o PSOE desaparece do mapa político de Espanha. Se faz o que deve fazer, perde os Presupuestos (e lá se vai o salário mínimo de 900 euros) e o Governo.

A manifestação que ontem, em Madrid, juntou cem mil manifestantes e os líderes do PP (Pablo Casado), de CIUDADANOS (Albert Rivera) e do partido de extrema-direita VOX (Santiago Abascal), foi um sinal claro do que aí vem. Os três tencionam mesmo aliar-se num Governo restauracionista. Ainda muita gente vai ter saudades de Rajoy.

Clique na foto de El País.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

ESPANHA


Se as eleições se realizassem hoje em Espanha, o PSOE seria o partido mais votado, mas seria a Direita a governar com o apoio da extrema-direita. Uma geringonça à espanhola, portanto.

A soma do PP, CIUDADANOS e VOX representa 50,9% das intenções de voto (e a possibilidade de 189 deputados), enquanto a soma do PSOE e do PODEMOS apenas representa 38,4% (e a possibilidade de 143 deputados). Os pequenos partidos não contam: a soma de todos não chega para colmatar o gap.

Vendo os três gráficos, verificamos que o VOX, de extrema-direita, praticamente não existia há seis meses, e hoje consegue mobilizar quase treze por cento do eleitorado.

É evidente que uma coligação PP+PSOE+CIUDADANOS evitaria ter a extrema-direita a governar, mas a ortodoxia de uns e outros vai optar pela pior solução.

A sondagem foi divulgada hoje por El Mundo. Clique na imagem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

SALÁRIO MÍNIMO ESPANHOL

Sánchez tirou um coelho da cartola e anuncia que vai aprovar, no próximo dia 21, a subida do salário mínimo de 735 para 900 euros. Um aumento de 22%. Nunca tal havia acontecido em Espanha desde 1977.

Sucede que esse aumento vai ser aprovado em conselho de ministros, ou seja, por decreto-lei.

Qual é o problema? Por falta de maioria nas Cortes e no Senado, o primeiro-ministro espanhol viu-se obrigado a adiar para Janeiro a discussão e aprovação dos Presupuestos Generales del Estado (o Orçamento). O truque do dec-lei funciona até à votação... Mas o que acontecerá a seguir (além das inevitáveis eleições antecipadas) se não conseguir aprovar o Orçamento para 2019?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ANDALUZIA


Com 28% dos votos e 33 deputados, o PSOE foi o partido mais votado na Andaluzia, mas a comunidade autónoma vai ser governada pela Direita e extrema-direita: PP (21%), Ciudadanos (18%) e VOX (11%), o partido de extrema-direita liderado por Santiago Abascal, conseguiram, juntos, eleger 59 deputados, ou seja, mais quatro do que a maioria absoluta. Em regime democrático, é a primeira vez que um partido de extrema-direita entra num parlamento espanhol.

A Esquerda (PSOE+PODEMOS+AA) ficou em minoria: 50 deputados. Mas uma aliança do PSOE com o PP, exactamente 59 deputados, impediria o acesso de VOX ao governo andaluz. Isso não acontecerá. O PP prefere aliar-se aos extremistas de Abascal, que conseguiram eleger deputados em Sevilha, Cádiz, Málaga, Córdova, Granada, Huelva, Jaén e Almería.

Na Andaluzia, ontem, foram 400 mil a eleger doze deputados de VOX. Quantos serão em eleições nacionais?

Clique no gráfico de El País.

domingo, 17 de junho de 2018

AFFAIRE AQUARIUS


Agora vamos ficar todos contentes, porque esta coreografia foi pensada ao milímetro para não perturbar os espíritos sensíveis.

Foi assim:

Distribuídos por três embarcações, o navio Aquarius e dois vasos da Marinha de Guerra italiana, chegaram hoje a Valência os 629 imigrantes que andavam à deriva no Mediterrâneo.

O primeiro chegou quando eram 05:50 em Portugal, e os restantes com intervalos de três horas. O Aquarius foi o último a chegar. Sob orientação da Cruz Vermelha, uma equipa de 2.300 pessoas, formada por polícias, funcionários da Emigração, tradutores, stewards, enfermeiros, médicos e advogados, está a monitorizar o desembarque. Cem jornalistas foram autorizados a permanecer no local. Equipados com macacões de corpo inteiro, luvas, termómetros infravermelhos e máscaras apropriadas para situações de catástrofe e pandemia, os médicos e enfermeiros foram os primeiros a subir a bordo.

Os imigrantes receberam três formulários: um para solicitar autorização de permanência em Espanha, até ao limite de 45 dias, ou seja, um proforma para formalizar o desembarque; outro para solicitar asilo em Espanha; outro para solicitar asilo num país terceiro (a França está disposta a receber os muito qualificados). Entre os 629 imigrantes estão 43 argelinos e 11 marroquinos, grupo que vê o seu futuro com grande preocupação.

Nenhum dos 629 imigrantes está documentado.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

AQUARIUS, AGAIN

Se tudo correr bem, os 629 imigrantes que estavam a bordo do Aquarius chegarão a Valência no próximo domingo. Espanha ofereceu-se para os receber porque o Aquarius permanecia à deriva junto ao limite das águas territoriais italianas. Mas não os vai aceitar como residentes. Magdalena Valerio, ministra do Trabalho, Migrações e Segurança Social, já desautorizou Mónica Oltra, assessora do PSOE com o pelouro da Igualdade e Políticas Inclusivas, que tem falado como se os 629 imigrantes tivessem garantida a condição de refugiados. Nada disso, esclareceu a ministra. Os embarcados serão enviados para um centro de acolhimento (e para hospitais os que estão doentes) controlado pelas autoridades migratórias, onde cada um será avaliado em função de diversos parâmetros. Para a larga maioria, Valência será uma escala antes do regresso ao país de origem. É evidente que, com o bruá do Mundial, os imigrantes vão ser devolvidos à Líbia num ápice.