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21 de novembro de 2017

Gasta água a mais em casa? Há forma de saber e dicas para poupar

A Empresa Portuguesa de Águas Livres disponibiliza um simulador online para medir o consumo de água e perceber se na sua casa o consumo é sustentável.


Só chove amanhã – e não é em todo o país. O país atravessa uma das secas mais longas da sua História. O secretário de Estado do Ambiente admitiu esta terça-feira o racionamento da água durante a noite em algumas localidades e aconselhou a população a habituar-se a gastar menos devido à seca que o país atravessa.

Numa entrevista ao jornal i, Carlos Martins sublinhou a inexistência de muitos instrumentos para lidar com a situação, além de se ter cuidado com a utilização da água. “Admito, no entanto, que em algumas situações concretas isto possa acontecer em períodos noturnos, por exemplo, porque isso até teria vantagem de, em redes de municípios com perdas de água importantes”, disse o governante.

Há, contudo, formas de controlar a utilização de água num domínio doméstico. A Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) disponibiliza um simulador online para medir o consumo de água e perceber se na sua casa o consumo é sustentável ou requer a ajuda das seguintes dicas da empresa que distribui água em Lisboa:

  • Uma torneira a pingar pode representar cerca de 6000 litros anuais de desperdício. Verifique sempre se fechou as torneiras, quando fizer a barba ou lavar as mãos
  • Cada banho de imersão corresponde a cerca de 200 litros, e um duche prolongado a 100 litros. Opte por duches rápidos de 5 minutos, e feche a torneira enquanto se ensaboa
  • Não lave a loiça à mão. Utilize a máquina de lavar loiça. Há modelos recentes com menores consumos, apresentando uma média de 22 litros por lavagem
  • Utilize também detergentes amigos do ambiente e que produzam pouca espuma
  • Ajuste o autoclismo para o volume de descarga mínimo. Não deite lixo na sanita, pois desta forma evitará descargas desnecessárias
  • Na rega de jardins deve ter em atenção que esta se destina a suprir as necessidades das plantas quando a chuva for insuficiente
  • Concilie as condições climatéricas com as regas do seu jardim. Regar com a mangueira pode gastar 18 litros por minuto. Para fazer a rega de forma eficiente aproveite as horas de menor calor: antes das 8h da manhã e após as 18h.
  • Utilize as estações de serviço ecológicas para lavar o carro, que possuem temporizadores na utilização da água, e lave-o apenas quando está sujo. Pode também aproveitar os dias de chuva para o fazer, ou então utilize balde e esponja.

Fonte: EPAL

Mariana Bandeira
Jornal de Negócios, 21-11-2017

7 de novembro de 2017

Governo apela: "Vamos fechar a torneira à seca"

O mês de outubro foi o mais seco dos últimos 20 anos. Campanha na imprensa pede poupança


O Governo publica hoje na imprensa um anúncio que apela à poupança de água, numa altura em que todo o país está em situação de seca severa ou extrema.

"Um minuto da sua atenção", pode ler-se no anúncio, hoje publicado nos jornais generalistas, alertando que "uma torneira aberta durante um minuto pode gastar 12 litros de água".

No anúncio, da campanha conjunta do Governo, da Águas e Portugal, da Agência Portuguesa do Ambiente e da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), recorda-se que, segundo as Nações Unidas, "um ser humano precisa de 110 litros de água por dia.

"Fechando a torneira 1 minuto poupamos 12 litros de água. Se todos o fizermos, poupamos 120 milhões de litros por minuto", informa a campanha, que acrescenta que este valor é "suficiente para garantir as necessidades básicas de um milhão de portugueses"

"Não controlamos o tempo que faz, mas podemos controlar o que fazemos com o tempo", alerta.

O mês de outubro foi o mais seco dos últimos 20 anos, com 30% da precipitação normal para a época, segundo os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No final de outubro, todo o território de Portugal continental se encontra em situação de seca severa (24,8%) e extrema (75,2%).

A seca extrema em Portugal está já a prejudicar culturas e pasto para animais, com produtores de diversos setores a falarem de "calamidade" e a reclamarem do Governo ajudas extraordinárias para fazer face aos prejuízos.

Na semana passada, numa conferência de imprensa conjunto dos ministros do Ambiente e da Agricultura, foi lançado o alerta para a gravidade da situação de seca que afeta o país, com o ministro João Matos Fernandes a apelar aos portugueses para fazerem "uso parcimonioso" da água e às autarquias para limitarem o uso de água em lavagens de ruas e regas a situações inadiáveis.

"Não é por chover dois ou três dias que a situação se vai inverter", salientou, anunciando o lançamento de uma campanha na comunicação social para promover o uso cuidadoso da água por toda a população.

Na altura, o responsável pela pasta do Ambiente apontou o exemplo do município de Nelas, que encerrou as suas piscinas, como seguidor de "uma orientação que é para todo o país" e que está a ser "assumida pelas autarquias".

"Quanto mais se agravar [a seca] mais essas medidas terão de ser assumidas", admitiu João Matos Fernandes.

A primeira prioridade na poupança de água é reservá-la para o consumo humano, indicou o responsável, afirmando que nos últimos lugares de prioridade estão a rega de jardins, o enchimento de piscinas e o funcionamento de fontes ornamentais.

Quer Portugal quer Espanha estão a cumprir os valores mínimos de caudais exigidos a ambos os países na gestão de rios internacionais, como o Tejo.


Lusa, 7 de novembro
Ler mais em DN de 7 de novembro