quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Post para um gato infeliz

Foto pedida "emprestada" ao Insólito
O primeiro post deste dia de S.Valentim vai para o gato da Teresa Ribeiro - Corta-fitas. Pobrezito, que a partir de hoje vai perceber que nunca poderá celebrar o Dia de S.Valentim com a sua namorada!

O Colchão milagroso

Na sequência do post anterior- e como aperitivo para o dia de amanhã- deixo aqui esta história (verídica!) passada com um casal há um par de anos, numa localidade próxima de Lisboa.
Estava o país a ser invadido por uma avassaladora onda de empresas de venda de colchões ortopédicos, a que cada uma juntava as propriedades adequadas aos consumidores que pretendiam iludir. Um casal, de idade já avançada, foi atraído a um desses locais de venda pelos processos já sobejamente conhecidos, mas mantinha-se irredutível em desembolsar uns milhares de euros para comprar o colchão. O vendedor, perspicaz, mas sem sucesso no recurso aos habituais argumentos, invocou um novo: aquele colchão produzia efeitos iguais aos do Viagra!. O casal entreolhou-se, trocou em recato algumas palavras e passado algum tempo decidiu-se. Negócio fechado, a troco de cerca de 3 mil euros a pagar em prestações suaves, com recurso ao crédito. O problema surgiu quando o casal constatou que fora enganado e, invocando o prazo de reflexão de 14 dias, pretendeu anular o negócio!...

Rochedo das Memórias 8 - De Josephine Baker ao foguetão

O ano que assinala o início do segundo quartel do século XX, traz ao mundo a fita-cola e uma boa notícia para os amantes das palavras cruzadas. Afinal, ao contrário do que alguns especialistas ingleses haviam afirmado, aquele passatempo não provoca dores de cabça nem vista cansada. Pelo contrário, afirmam especialistas de Chicago, até é saudável e constitui um bom exercício mental. Descansados com esta notícia, os admiradores de Josephine Baker continuaram a fazer palavras cruzadas sem receio de perder pitada da beleza da dançarina americana. Alguns terão mesmo corrido a comprar uma Leica, o último grito em máquinas fotográficas, para poderem guardar uma fotografia da pantera no seu álbum de recordações. O excesso de automóveis começa a preocupar a Europa e o Governo inglês decide introduzir os semáforos em Londres e pintar as estradas com traços de tinta branca, para separar as faixas de trânsito.
Ainda nesse ano, Mussolini proibe os partidos da oposição, é inaugurada em Paris a Exposição Internacional de Art Déco e estreia-se em Moscovo um dos filmes mais emblemáticos da década ( O Couraçado Potemkine, de Sergei Eisenstein). Ainda na Sétima Arte, estreia-se um dos filmes de referência de Charles Chaplin ( A Quimera do Ouro) , mais uma crítica avassaladora à sociedade da época.
No ano em que Houdini morre, deixando de encantar o mundo com as suas magias ( 1926), são descobertos vestígios da civilização Maia no México, é criada a Commonwealth e Chang Kai Chek inicia a campanha de unificação da China. Em Inglaterra realiza-se a primeira demonstração pública de um programa de televisão, é inventado um veículo que se desloca na neve, e o farol de nevoeiro . Na medicina é anunciada a descoberta de uma vacina contra o tétano e a invenção do pulmão artificial. Mas a invenção mais importante é a do foguetão alimentado a combustível líquido. Com apenas 3 metros de comprimento, foi lançado a mais de dois quilómetros de altura e ultrapassou a barreira do som. Estava dado o primeiro passo para a aventura espacial.

Que tem a ver o "dito" com as calças?

“Crimes aumentaram 10% e casamentos baixaram”. Será que o título desta notícia no DN de hoje quer insinuar que há uma relação entre os dois factos? Atenção celibatários!

A cassette do PS

A cassette do PC já era. Hoje, o que está a dar é a cassette do PS. Cada vez que as pessoas reagem com descontentamento a uma medida do Governo, lá vem o ministro da respectiva pasta, logo acolitado por Vitalino Canas, Silva Pereira e (às vezes o próprio Sócrates), declarar que “a contestação reflecte uma resistência profunda á mudança”. Maria de Lurdes Rodrigues foi a última a rebobinar a fita e pôr a frase no ar, a propósito da reforma do ensino artístico. As câmaras de eco devem estar a afinar a voz para, em uníssono, repetir o jargão. Bolas, com a febre das novas tecnologias, pensava que este Governo tivesse posto a cassette de parte! Já nem falo do i-phone ou do i-pod, mas esperava pelo menos um MP3...