Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos um mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu que queria ser forte, disse-te que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus, quem sabe talvez um dia...
Como eu tremia meu Deus, amei como nunca amei
Fui louco? Não sei, talvez! Mas por pouco, muito pouco,
Eu voltaria a ser louco amar-te-ia outra vez !
( Vítor Espadinha)
Não foi por imposição da Si, nem da ERC, que hoje escolhi uma canção portuguesa para canção do dia. Foram as circunstâncias de um fim de semana – que se prolongou até há pouco- que me trouxeram à memória várias canções que estavam arquivadas num qualquer cantinho do cérebro. Canções que me provocaram na altura comentários sarcásticos, mas a que acontecimentos deste fim de semana, por terras do Norte, deram outro significado.
“Recordar é Viver” , de Vítor Espadinha, foi uma dessas canções. Hoje percebo melhor o estrondoso êxito que alcançou na altura, tendo sido traduzida e interpretada em várias línguas. Há coisas que a idade ajuda a perceber e circunstâncias que podem alterar profundamente a nossa relação com uma canção. É esse, aliás, o espírito deste passatempo. Avivar memórias, tentar levar-vos a pensar as razões de terem amado ou odiado determinada canção.
Amanhã, espero voltar às histórias sobre canções que, na altura própria, foram importantes na minha vida. Por hoje, fiquemos com Vítor Espadinha. Num registo péssimo. Como o meu estado de espírito hoje… mas em ambos os casos, não foi possível encontrar melhor.E vocês, já alguma vez mudaram de opinião sobre uma canção, porque algum episódio influenciou a vossa maneira de a ouvir? Vá, pensem bem e sejam sinceros. Ninguém vos vai levar a mal por confessarem que um dia até descobriram que gostavam de uma determinada canção do Marco Paulo… ou da Ágata.
