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Hacker bom e hacker mau

Um investigador de ciência da computação, que descobre funcionalidades não previstas nas especificações originais de um programa, é um hacker, mas os cientistas e os génios úteis à sociedade não surgem na comunicação social, só os criminosos virtuais, também geniais, que trocam a missão pelo crime, têm direito ao mediatismo e à defesa acalorada de quem despreza o direito à privacidade. Dos outros!

Quando o nome de um hacker aparece na comunicação social é, quase sempre, o de um criminoso, e raramente o de alguém que abnegadamente procura combater os crimes.
É difícil uma posição coerente, sem dilemas éticos, em relação aos roubos informáticos. Acontece ser-se indulgente para quem comete um crime sem visar benefícios pessoais, e descobre uma teia de corrupção, uma cilada a um cidadão que o privou da liberdade ou a contradição entre quem prega a moral e é um dissoluto. Parecem ter sido os casos do australiano Julian Assange, fundador do portal Wikileaks, ao reve…

Há dois anos

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 “Faz tanta falta como uma viola num enterro” (Ditado popular)

Apostila – Cary Grant, companheiro de Randolph Scott, era gay. A comparação pode ter sido inadvertida, mas o respeito pela orientação sexual individual era a única faceta ignorada que a enobrecia.

Submarinos

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Quando ministro da Defesa, Paulo Portas foi impedido de se cobrir de glória na invasão do Iraque. Jorge Sampaio, impediu as Forças Armadas de participarem no crime. Assim, limitou-se a enviar um barco de guerra para a Figueira da Foz contra um barco que disparava pílulas abortivas contra a moral e os bons costumes.

A fúria guerreira de quem não foi militar levou-o a comprar dois submarinos, um para subir e outro para descer, com a manutenção a onerar o futuro, e cujas luvas levaram à prisão os corruptores alemães, tendo o MP arquivado o processo, em Portugal, contra os corrompidos, talvez por não saber onde foi parar 1 milhão de euros.

Ana Rita Cavaco e a Ordem dos Enfermeiros

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A sindicância ordenada pela ministra da Saúde, no uso das suas competências, concluiu que havia motivos para dissolver os órgãos da Ordem dos Enfermeiros.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) detetou gastos injustificados da bastonária e evidências da sua participação na “greve cirúrgica”, que esses profissionais realizaram no final de 2018 e início deste ano e paralisou blocos operatórios em todo o país.

Independentemente da afirmação da militante do PSD, tratar-se-ia de uma vingança do Governo, interessam os factos. Quanto a esses, registei na altura que «entre os gastos, a IGAS refere seis mil euros em restaurantes, mais de três mil euros em levantamentos, cerca de cinco mil em compras no estrangeiro, quase oito mil em Via Verde e 70 mil em cartão de crédito, além de deslocações em viatura própria que rondavam em média 2.600 euros por mês, o que, segundo as contas da SIC, implicaria viagens de 400 quilómetros diários pagos a 36 cêntimos/quilómetro.»

A enfermeira Ana Rit…

PANtominice – Andam almas penadas de bufos frustrados nos Passos Perdidos

O partido PAN quer que os políticos indiquem se pertencem à Maçonaria e Opus Dei, a bem da transparência e da intrusão na vida privada, para gáudio de quem procura bodes expiatórios para teorias da conspiração.

Há 76 anos, 15 de dezembro de 1943, o regime de Vichy interditou a franco–maçonaria em França. Os regimes nazi/fascistas combateram a maçonaria e os papas excomungaram-na. O Opus Dei apoiou os regimes fascistas, um Papa concedeu à sedição de Franco o carácter de Cruzada, Josemaría Escrivá foi seu apoiante fiel e João Paulo II, que não canonizou Franco, elevou Escrivá aos altares.

Depois do pecado original, descoberto no Paraíso, com Deus à espreita, para expulsar a Eva e o Adão, como se houvesse método diferente para procriar, urge encontrar pecados venais e veniais na instituição cívica, que nem todos honram, e na seita radical da Igreja católica, onde também há gente de bem.

A vocação pidesca está aí, na colaboração premiada, na devassa a instituições cívicas ou religiosas, c…

Recordar é vacinar

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Xeque à União Europeia

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Boris Johson teve uma vitória estrondosa, Jeremy Corbyn o que merecia. Ambos eram adversários da UE, ganhou o mais genuíno.

A partir de janeiro a Europa fica isolado pelo Canal da Mancha e a respirar pelo túnel. É aí que começa o divórcio, com cônjuges separados, muitos bens para discutir e dividir, e demasiados sarilhos a enfrentar. O xeque à União Europeia terminará com xeque ao rei, se a rainha não for eterna.

Boris é um extremista inteligente, culto e sofisticado, que só a mitomania o assemelha a Trump, de quem vai ser uma peça essencial a sitiar a União Europeia. Nenhum deles é um chefe de jagunços tropical, mas ambos estão unidos na cruzada reacionária que varre o Mundo. Para eles o ambiente é o entrave ao desenvolvimento e o futuro a preocupação de perigosos ecologistas.

As Bolsas de valores subiram com a vitória de Boris. O capitalismo julga que as árvores crescem até ao Céu. Enquanto houver matérias primas em países onde se morre à fome e à sede, elas pertencem-lhe por vonta…