Entre 1960 e 1970 as férias de praia com os meus pais foram sempre passadas em Benidorm. Em 1960 Benidorm tinha duas ruas asfaltadas, quatro hotéis, um vasto pinhal e muitos turistas franceses, italianos e alemães. Todos os anos aumentava o número de hotéis, de ruas asfaltadas e de turistas. Nessas três semanas de férias, os meus amigos eram franceses, italianos, alemães, uma belga que todos os anos viajava com a avó ( ex- bailarina do Follies Bergère) e uma polaca por quem tive uma assolapada paixão aos 14 anos.
Foi no Alacazar local que assisti a concertos de Sylvie Vartan, Johny Halliday e Françoise Hardy, de quem me tornei amigo, fruto de circunstâncias que já aqui relatei
Guardo inúmeras boas recordações desses tempos, algumas das quais partilhei convosco aqui no CR.
Em 1971 não pude ir com os meus pais e a minha Mãe, para me fazer pirraça, enviou-me este postal onde se vê a recém aberta Avenida do Mediterrâneo.
Quem conhece Benidorm espantar-se-á com o aspecto da (actualmente) avenida central daquela estância balnear no início da década de 70. Pois é, caros amigos e amigas, os seres humanos adoram estragar paraísos à beira mar, com a massificação turística e desordenada. Felizmente ainda existem alguns a Oriente e na América do Sul, mas são cada vez menos e, uma vez descobertos, rapidamente se transformam em selvas de betão com luzes psicadélicas.
