MONTREAL ( Rue Sainte Catherine)
Como tenho pouco tempo para escrever um post muito elaborado sobre Montreal, apenas vos quero dizer que a capital do Quebeque me ficou no coração pelo seu fantástico Festival de Jazz. Estive lá duas vezes nessa época ( Julho) e vi a cidade transformada, em relação ao resto do ano. Na Rue Sainte Catherine, várias orquestras tocam ao ar livre 24 horas por dia, nos bares o jazz é tema obrigatório, multiplicam-se os concertos em salas de espectáculo.
Como já vos
contei aqui, foi numa das minhas idas a Montreal, durante o Festival de Jazz, que descobri Patrícia Kaas, uma voz que continua a fazer-me companhia assiduamente.
Montreal é a segunda cidade francófona mais populosa do mundo e um ponto de paragem obrigatório para a entrada no Quebec que, em minha opinião, é a mais bela região do Canadá. Pronto, dêem-me o natural desconto a que qualquer francófono como eu tem direito...
Já agora, também vos digo que a esmerada educação daquela gente me deixou espantado,porque a primeira vez que lá fui estava a viver em Washington e um bocado farto da “amabilidade” dos americanos. E depois ninguém fica indiferente ao Vieux Montreal, à ilha de Notre Dame, à Basílica ou à impressionante cidade subterrânea, com mais de 30 quilómetros e que vos convido ( e incito) a ver um pouquinho
nesta visita guiada.
Basílica de Notre Dame
Os leitores consumistas têm um bónus, pois lá foi construído o maior centro comercial subterrâneo do mundo, com mais de 1700 lojas. Óptimo para os dias de Inverno, em que as temperaturas gélidas não convidam a passear nos excelentes parques e jardins da cidade. A única vez que lá estive no Inverno ( em Janeiro) encontrei a agradável temperatura de 19 graus negativos! “Last but not the least”, Montreal está geminada com Xangai. Registe-se, porém, uma diferença importante.Enquanto Xangai está pujante e em crescimento, Montreal está em fase descendente, tendo cedido o lugar de cidade mais importante do Canadá a Toronto. No entanto, o que Montreal perdeu nas finanças, ganhou em alegria, tendo-se tornado um palco permanente de grandes eventos culturais. Pelo menos, espero que ainda assim seja...