quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Rochedo das Memórias 12- A Guerra Civil de Espanha e a ditadura de Salazar
















Em 1934, um ano depois de Hitler ser nomeado chanceler do Reich, tem iníco "A Grande Marcha" comandada por Mao Tse Tung , que irá conduzir anos mais tarde à vitória dos comunistas chineses. As estradas inglesas conhecem um novo invento que permite dar mais segurança aos automobilistas que viajam durante a noite: os reflectores. E no Reino de Sua Majestade, para conduzir, passa a ser obrigatório possuir carta de condução. Cansados da Depressão, animados com o New Deal, os americanos jogam ao Monopólio, numa tentativa de reaprender o caminho do sucesso capitalista..
Em Portugal, o ano começa com uma greve geral que pretende derrubar Salazar, mas acaba em efeito “boomerang”, com a destruição do já frágil movimento sindical, que vem a ser consumada em Julho, na “Noite das Facas Longas”. (Como compensação será criada no ano seguinte a FNAT - Federação Nacional da Alegria no Trabalho). No final do ano, Salazar tem o poder consolidado e convoca eleições. Farsa, Primeiro Acto, é levado à cena a 16 de Dezembro, consagrando os protagonistas da ditadura. Manter-se-ia em cena durante 41 anos.
Mas a moda das ditaduras também fazia furor a Leste , por isso Estaline decide, em duas penadas, liquidar a oposição.
Antes de se iniciar a Guerra Civil em Espanha, que levará ao poder mais um ditador(1936), os consumidores são presenteados com o aparecimento do gravador de fita, o filme a cores, a iluminação florescente e a primeira emissão de televisão a cores (Inglaterra e Alemanha). São postas à venda as vitaminas em comprimidos, mas ainda estamos longe de ver os seus preços controlados por um cartel. Supõe-se, porém, que Salazar tenha recorrido a elas com abundância, pois nesse ano acumula as pastas da Guerra e dos Negócios Estrangeiros e ainda tem tempo para dar uma mãozinha a Franco.
Nos escassos tempos de lazer, o ditador ainda deve ter arranjado espaço para ver o desenho animado “Branca de Neve e os 7 Anões”...
O trânsito nas cidades europeias já é uma preocupação e as ruas animam-se com o aparecimento dos parquímetros.

Férias em Cuba

- Foste passar férias a Cuba? Que horror, querida!
- Eu até gostei...
- Bem, estive cinco dias em Varadero e a praia é óptima e os hotéis não ficam nada a dever aos do Algarve, mas ouvi dizer que há outra praia ainda melhor...
- Sim, Cayo Coco!
- Foi em "Cai o Coco" que estiveste? É giro?
- Só lá estive um dia, para ver como era. Estive a passear pela ilha durante uma semana e fiquei três dias em Havana.
- Ai, filha, aquilo é um horror! Estive lá um dia e detestei. Que pobreza! Tudo degradado! E as pessoas? Coitadas, vivem miseravelmente! Nem sequer sabem o que é um hamburguer ... E nem imaginas como olhavam para o meu telemóvel quando eu estava a tirar fotografias!
- É... mas têm um bom sistema de saúde e bom ensino, tudo gratuito...
- Coitados, não têm dinheiro para comprar nada. Aliás... eles não têm é nada. Deixei-lhes as minhas roupas todas, coitados. Se aquilo é assim na capital, imagina como será o resto. O Fidel é um bruto, já devia estar morto. As pessoas nem sequer podem falar, com medo de serem presas.
- Eu falei com muita gente. Algumas discordam de Fidel, criticam-no e querem vê-lo morto, como tu, mas encontrei muita gente que está satisfeita e quase venera o Fidel.- Ó filha... tu acreditas nisso? Eles dizem bem porque têm medo de ser presos e torturados se forem apanhados a criticar o Fidel!
- Quando andei a passear pela ilha não me apercebi que isso fosse bem assim..
- Ilha? De que ilha é que estás a falar?
- De Cuba, evidentemente...
- Aquilo é uma ilha? Não sabia... Lá em Varadero a gente nem se apercebe disso!

Nota: Publiquei este post em Agosto de 2007 no extinto ALEMBOJADOR mas, como vem a propósito , faço aqui a republicação

Mudasti? Mudasti?

Vai um corropio de mudanças na blogoesfera. Até parece contágio...Hoje, foi a vez de o corta-fitas mudar para o sapo. O nove endereço é:corta-fitas.blogs.sapo.pt. Nova morada com a qualidade de sempre? Mas certamente que sim, como diria o Paulo Querido.

Metropolitano de Lisboa não tem vergonha!

Infelizmente, mesmo quando os dias começam bem, há sempre alguém disposto a estragá-los pondo à prova a nossa capacidade de resistência à adversidade. Foi o que me aconteceu hoje com o Metropolitano de Lisboa. Era dia de revalidar o Lisboa Viva, mas quando cheguei à estação uma das máquinas estava avariada ( está assim há meses!) e a outra não aceitava pagamento em notas nem Multibanco.
Dirigi-me ao “guichet” na esperança de encontrar um funcionário que me pudesse vender o título de transporte mas, como habitualmente, não estava lá ninguém, apenas um segurança ( aliás simpático e que trabalha ali há anos) a quem manifestei o meu desagrado e perguntei o que devia fazer. Quase envergonhado e pedindo desculpa, informou-me do seguinte:
“ O que o meu chefe disse é que se alguém precisar de bilhete, que traga dinheiro trocado!”
Claro que de imediato “ me saltou a tampa” e pedi o Livro de Reclamações. O pobre homem ficou tão encarnado, que julguei que lhe ia “dar uma coisa” . Só depois percebi que estava envergonhado com a resposta que tinha para me dar:
“ Não lhe posso dar o Livro de Reclamações, porque não tenho acesso a ele e não há aqui nenhum funcionário para receber a reclamação”.
É assim que a empresa Metropolitano de Lisboa trata os passageiros/consumidores. Sem qualquer consideração , como algo imprestável que deve comer e calar. A Administração do Metropolitano (que deve ser paga com aqueles ordenados milionários e as mordomias próprias de qualquer administrador neste Portugal Democrático governado por um partido que se diz socialista), gastou dinheiro a construir uma série de cubículos para funcionários que deveriam atender o público, mas na maioria das estações as “guaritas” estão vazias e os passageiros ficam a falar com as paredes, sempre que alguma coisa corre mal.
A empresa Metropolitano de Lisboa está-se “nas tintas” para os passageiros/consumidores, desrespeita tranquilamente a legislação em vigor acerca do Livro de Reclamações e assobia para o ar como qualquer vigarista de vão de escada que vende produtos de contrafacção à revelia da polícia. É assim que pretendem atrair mais passageiros?
Já escrevi ( aqui e noutros locais) que considero o metropolitano o melhor transporte público de Lisboa, mas isso não invalida que continue a ver a empresa Metropolitano de Lisboa como uma das mais mal geridas e que mais despreza os consumidores.
Não há volta a dar-lhe, porque o problema parece ser congénito e irremediável e , quem se devia preocupar com o caos da empresa, assobia igualmente para o ar como se nada se passasse.

Adenda: Quando cheguei ao Saldanha apresentei a reclamação e fui informado que, no espaço de uma hora, era o sexto a fazê-lo. Nada que incomode a Administração do Metropolitano de Lisboa já que, como aconteceu noutras ocasiões, nunca dali virá uma resposta, nem haverá consequências.