A SIC exibiu, nas noites de domingo e segunda –feira, uma série de ficção sobre a vida amorosa de Salazar. Eu só vi 15 minutos do primeiro episódio e 10 do segundo. Não sou apreciador de filmes de ficção científica, mas ver Salazar transformado em galã, despertou-me a curiosidade.Admito que se trate de uma série de grande envergadura , com um registo histórico provavelmente do maior interesse, mas como nos minutos que lhe dediquei a única aproximação do ditador que descortinei, foi um pezinho a roçar no sapato de uma miúda que tocava piano, fiquei com a sensação que, como em tudo na vida, Salazar também tratava as coisas do amor com os pés.
Pior ainda, fiquei a pensar que o homem tinha mais jeito para mandar tipos inocentes para a cadeia, a fim de serem massacrados pela PIDE, do que para enviar cartas de amor. Além disso, durante o tempo que dediquei ao seriado, vi mais diálogos entre Salazar e Cerejeira, do que entre o homem de Santa Comba e uma mulher, o que me levou logo a tirar conclusões precipitadas sobre os objectivos da série, exibida no momento em que uma lésbica chegou ao poder na Islândia…
Bem, mas isto é a minha mente perversa que, com uma pontinha de sol, começa logo a disparatar.Pronto, se alguém viu e me quiser dar a sua opinião, fico muito grato, mas por favor não infiram deste post que sou homofóbico.