Stripburger 74

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A Bedeteca de Lisboa pode ter muitos problemas mas pelo menos com a revista eslovena de BD Stripburger não costuma falhar e recebeu o novo número desta publicação que já ultrapassa 25 anos de existência! Provavelmente a revista já está na Bedeteca porque o colectivo esteve recentemente em Lisboa…

Número dedicado ao tema da biografia encontramos autores incríveis como o holandês Marcel Ruijters, os norte-americanos Noah Van Sciver e Peter Kuper e ainda o flamengo Olivier Schrauwen que assina a capa e contra-capa.

A revista é redigida em esloveno e em inglês. Apesar de não haver alguns números deste projecto exemplar, sobretudo os primeiros e alguma da numeração confundir-se com os livros antológicos, a Bedeteca têm quase toda a colecção deste título para consulta e empréstimo.

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Comemorações de Carlos Botelho (1899-1982) que pelos vistos existe uma instituição de memória a este artista…

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VAST/O

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VAST/O explicado (ou talvez não) aqui. Este Sábado há formação de João Carola, às 15h…

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Quinta dos demónios

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Que “novidade”! Que novidade!! Ainda arrepia passadas quase 40 anos da criação destas BDs de Guido Buzzelli (1927-92) compiladas neste álbum Demons! Que novidade nesta Quinta-Feira na Bedeteca de Lisboa!

Esqueçam o Pratt, Moebius e afins, é aqui que começa a BD enquanto Arte! Começa!? Não esquecemos primeiro do Zil Zelub!

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O Pesadelo de Obi

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Terça-feira, 3 de Dezembro, às 18h30, no espaço TodoMundo será lançado o livro O Pesadelo de Obi, uma BD da Guiné Equatorial, de Chino, Tenso Tenso e Ramón Esono Ebalé.

O Pesadelo de Obi foi elaborado por Ramón Esono Ebalé e por dois companheiros sob pseudónimo. A sátira pungente ao regime de Obiang, apesar de proibida, correu a Guiné Equatorial de mão em mão e Esono Ebalé foi preso. A situação ganhou dimensão internacional e o autor foi libertado após longos meses numa das mais violentas prisões africanas.

O Pesadelo de Obi é uma BD onde se narram, em tom humorístico, as desventuras de uma personagem, uma representação de Obiang, que uma manhã acorda convertido num guineense normal, vítima da miséria e da opressão da sua própria ditadura.

Este «artefacto proibido» foi traduzido agora para português, e é publicado pela Tigre de Papel, com o mesmo objectivo com que foi lançado originalmente na Guiné Equatorial: chamar a atenção para a realidade do actual regime deste país da CPLP.

Para potenciar o debate estarão presentes a ex-eurodeputada Ana Gomes, a jornalista Bárbara Reis e a eurodeputada Marisa Matias. Terão a companhia de um dos promotores da iniciativa em Portugal, Frederico Pinheiro. O autor Ramón Esono Ebalé participará na sessão via Skype.

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Boneco Rebelde

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A Bedeteca de Lisboa recebeu a nova reedição de Boneco Rebelde, de Sérgio Luís apresentada no mês de Novembro de 2018, numa iniciativa da Câmara Municipal de Leiria.

Considerado um dos trabalhos marcantes de Sérgio Luís (1921-1943), o Boneco Rebelde foi originalmente publicado na revista O Papagaio, na década de 40 do século XX, e entrou num pioneiro filme português de animação, de 1941, assinado pelo autor.

Sérgio Luís foi, com o irmão Guy Manuel (1923-1943), um dos precursores da animação em Portugal, sendo ambos filhos do também artista Luís Fernandes. Com o lançamento da colecção em Leiria, um dos seus mais famosos trabalhos pode agora ser recordado. (…) A aposta na edição surgiu na sequência da exposição ReBelDes: desde Abril de 2017 que nas ruas de Leiria estão expostos pormenores da obra gráfica dos irmãos Sérgio e Guy, num trabalho que liga o Museu de Leiria e o Arquivo Distrital e que mereceu o Prémio de Marketing Cultural, atribuído já este ano pela Associação Portuguesa de Museologia. “Os nossos visitantes demonstram sempre um grande entusiasmo com esta personagem e com a vida do seu criador, Sérgio Luís” e, por isso, “esta exposição deixou clara a necessidade de se publicarem os volumes das aventuras do Boneco Rebelde, em versões que garantam o seu usufruto pelos novos aventureiros”. (…)  Nesta edição constam os volumes Aventuras do Boneco Rebelde, O livro mágico, O Boneco torna a sair do frasco, A ilha misteriosa e o catálogo ReBelDes: Sérgio Luiz e Guy Manuel.

Relembramos aqui da exposição que esteve na Bedeteca de Lisboa há 20 anos atrás e que sobreviveu num outro luxuoso catálogo.

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Papel

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Novas da Tigre de Papel:

  • À semelhança dos meses anteriores teremos, ao longo de todo o mês de Novembro, um tema para colocar em destaque e promoção. Para este mês escolhemos os livros de BD e ilustração. A juntar aos livros que cá temos habitualmente na loja, trouxemos muitos do armazém e colocámo-los a preços bastante convidativos (a partir de 3 euros). A selecção é variada, em termos de autores e colecções. Temos tanto livros novos como em segunda mão. (…) O melhor mesmo será passar por cá e ver os livros pessoalmente.
  • AMANHÃ, às 18h30 é lançado-porque-não-foi-lançado-na-última-Feira-Gráfica o quarto número do zine Mucomorphia de Filipe Felizardo. Dizem: é o mais recente volume da antologia individual autopublicada de Felizardo. Surgiu em 2016, reunindo contos pornográficos, tiras cómicas, ensaios historiográficos e os capítulos iniciais de um ensaio-gráfico-em-BD sobre uma incompossível linguagem das pedras. Desde então, serve como veículo de investigação para-académica sobre filosofia da mente, linguagem, fotografia, queerness-como-anfibietude, ontologia e, no fundo, um transparente auto-retrato em movimento parado. Filipe Felizardo nasceu em Lisboa em 1985.

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