Alberto Costa decidiu (bem...) que os candidatos a magistrados passem a ter de pagar uma "propina" quando apresentam a sua candidatura ao CEJ. A quantia (90€) é quase simbólica, quando comparada com os 500€ que os candidatos a advogados têm que pagar à Ordem para fazer o estágio e justifica-se- segundo oMinistro- pelo facto de muitos dos candidatos acabarem por não comprecer à formação, o que se traduz em despesas desnecessárias para o Estado.
Esta é, porém, apenas uma das medidas tomadas pelo ministro da Justiça no âmbito do novo regime de acesso à magistratura a que o DN de hoje dá ( igualmente bem) algum relevo. Menos bem esteve o DN ao dar destaque ao facto de o pagamento das propinas permitir ao Estado um encaixe de 180 milhões de euros, porque tal não corresponde à verdade. Com efeito- de acordo com os dados fornecidos pelo jornal-são dois mil os candidatos que anualmente se candidatam ao CEJ o que , feitas as contas, dá um total de 180 mil euros e não de 180 milhões como se lê na entrada da notícia e num destaque.
É certo que no artigo se diz que a receita corresponde a 180 mil€, o que denota que quem escreveu a notícia fez as contas "direitinhas", mas fica por explicar a razão de a referência a 180 milhões não ter sido corrigida, ficando em dois destaques. E como muitos leitores não terão lido o texto, ficaram com uma informação errada na cabeça, que poderia ter sido evitada com um pouco mais de cidado na altura do "fecho" do jornal.