Há dias falei-vos aqui sobre esta chinfrineira. Hoje vou escrever sobre o que vi lá por baixo.Entrei na estação do Colégio Militar com destino ao Saldanha. Saí em S. Sebastião para a estreia na linha vermelha que me permite poupar cerca de 15 minutos neste trajecto. Na ligação da linha azul à vermelha tudo correu bem, o problema foi quando cheguei ao Saldanha. Porquê? Porque a sinalética continua a ser um grave problema para os portugueses que trabalham neste ramo de actividade. Admite-se que, no cais da linha vermelha não haja uma única indicação com a saída para o Saldanha? Tive que ir por tentativas e como nestas coisas sou um tipo azarado, escolhi mal e só acertei à terceira.
Primeiro escolhi a saída Duque de Ávila e fui parar quase ao pé do Arco do Cego. Regressei ao ponto de partida e optei pela segunda hipótese, que indicava Av da Repúiblica/5 de Outubro, certo que iria dar ao meu destino . Enganei-me porque, a meio do caminho são dadas mais duas opções: Casal Ribeiro e novamente Duque d’Ávila. Quem conhece bem a zona, perceberá logo a razão de ter escolhido a Duque de Ávila. Provavelmente, querendo ir para a Pç do Saldanha, o mais indicado seria optar pelo letreiro que indicava Av. Duque de Ávila, na expectativa de sair junto à Versailles ou à Sequeira. Errado! Fui dar ao Galeto!
Como sou teimoso, quis procurar a saída que me levasse à Praça do Saldanha. Voltei a descer e finalmente encontrei um entroncamento que dizia Pç do Saldanha. Lá subi mais umas escadas rolantes e fui dar com a saída desejada. Com isto tudo perdi quase 20 minutos!
A linha vermelha, já o disse, é uma enorme mais valia para quem gosta de se movimentar de metro na cidade. No entanto, é inadmissível que não façam a sinalética correctamente. Não passa pela cabeça de um tinhoso esquecer-se de colocar a indicação da Pç do Saldanha, na estação que tem esse nome.
Amanhã conto mais sobre esta aventura, porque há por lá outra coisa que não percebi e gostava de saber a vossa opinião.

