= FRIGIDEIRAsábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (115)- A moda no pós guerra

Lágrimas de crocodilo
Já todos sabíamos que um dos problemas da justiça portuguesa é a (falta de) consciência, mas também é bom saber que um juiz escreve coisas deste jaez nos seus veredictos:
“…a maternidade serôdia que através da confiança [a pessoa idónea] Florinda quis concretizar" era "apenas um desígnio pessoal".
"Cometemos alguns excessos de linguagem", concede o juiz. Gouveia Barros compreendeu que Florinda queria ser mãe de uma menina por ter dois rapazes.
Vale a pena, depois de tanta arrogância e irresponsabilidade vir agora penitenciar-se e reconhecer que os maus tratos a Alexandra não foram equacionados?
Não vale, porque o caso já não tem recurso. Valia a pena era haver uma lei que punisse severamente quem comete erros irreparáveis.
Momento de Humor (25)
Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono da loja que queria um bichinho que fosse incomum.
Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia.
Centopeia seria mesmo um bichinho de estimação incomum... um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente incomum!!!
A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha.
Bom... ele levou a caixinha para casa, arranjou um bom lugar para colocar a casinha, e achou que o melhor para a sua nova companhia seria levá-la atomar uma cervejinha...
Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:
-Gostavas de ir comigo ao Bar tomar uma cerveja?
Não houve resposta da sua nova amiguinha. Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:
-Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?
De novo, nada de resposta da nova amiguinha... Ele esperou mais um pouco, pensando sobre o que estava a acontecer... e decidiu perguntar de novo mas, desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:
-EI, Ó SURDA!!! QUERES IR OU NÃO COMIGO AO BAR TOMAR UMA CERVEJA?
Finalmente veio a resposta, lá de dentro da caixinha:
-POOOOORRRRRRAAAAAA!!!!!!!!!!!! JÁ TINHA OUVIDO!!!!!ESTOU SÓ A CALÇAR OS SAPATOS, C......!!!!!!!!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Rochedo das Memórias(114)- A moda dos "anos 20"

Mas vejamos,agora, como evoluiu a moda durante o século XX
O século começa com as saias a subir até ao tornozelo, o fraque e o smoking a destronar a casaca e o chapéu de aba acenando um adeus à moda "fin de siècle". O costureiro francês Paul Poiret, inspirado em modelos japoneses, procura dar à moda feminina uma maior liberdade e menos formalismo. No entanto, só após a primeira guerra Mundial, no alvorecer dos anos 20, e com o fecho éclair a fazer furor, as ideias que Poiret tinha da moda se começam a impôr. O espartilho cede o seu lugar ao soutien gorge, a saia sobe até ao joelho, o chapéu "cloche" substitui o de aba e o corte de cabelo à "garçonne" dá um toque de jovialidade.
Ironias...
Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém quer usar um preservativo.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (113): Do desfile, à top model

Vêm aí os russos...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dia Europeu do Vizinho
Neste blogobairro bem frequentado, onde os vizinhos se cumprimentam amiúde e a boa educação é uma regra por todos respeitada, o Dia do Vizinho é um bom momento para reflectir sobre as diferenças entre a vizinhança virtual e a do mundo real, que vemos nos nossos prédios diariamente, mas sobre a qual pouco ou nada sabemos.- Olhe, eu sou uma das administradoras do prédio. O sr. está a mudar-se para aqui, não é?
-Bem, neste momento só me estou a instalar, parto outra vez no final da próxima semana e só volto daqui a três meses. Estou a tratar de tudo para, quando regressar definitivamente, estar tudo em ordem e não ter sobressaltos.
-Vai voltar para Macau, é?
Arregalei os olhos. Como é que uma fulana com quem nunca falara sabia que eu tinha andado por Macau? E como é que se atrevia a fazer uma pergunta tão desconchavada, no primeiro contacto que tinha comigo? Mesmo assim, numa atitude de boa vizinhança esclareci-a:
- Já saí de Macau há uns tempos, agora estou a viver na Argentina. É para lá que vou…
- Bem, mesmo assim, deixe-me avisá-lo já de uma coisa. Já percebi que vem para aqui viver sozinho e quero que saiba que este prédio é muito calmo, não estamos habituados a gente solteira, por isso, não queremos barulho. Os homens solteiros gostam de fazer festas, trazer amigas e depois é um reboliço durante toda a noite. Para evitar problemas, é bom que saiba desde já quais são as regras do prédio.
Fiquei sem fala durante uns segundos. Depois lá consegui perguntar:
-Desculpe, como é que sabe que vivi em Macau e que sou solteiro?- Quando o senhor andava em negociações para a compra da casa quisemos saber tudo a seu respeito. Quem era, de onde vinha, por onde tinha andado.
- Bem, pelos vistos a informação que lhe deram está desactualizada, uma vez que já não estou a viver em Macau …
- Mas vem para cá viver sozinho, não vem?
-Porque pergunta?
-Como não usa aliança e não vi ainda nenhuma senhora a acompanhá-lo com ar de ser sua esposa, penso que seja solteiro ou divorciado…
Quando ela abriu a porta, fez um ar de espanto e disse:
- Ah! Até que enfim! Tinha dito que só demorava três meses, até pensei que tinha decidido ficar por lá por Macau… Olhe seja muito bem vindo, esperamos que se dê bem e gostávamos de o convidar para um dia destes vir jantar cá a casa. Eu e o meu marido cultivamos a boa vizinhança, sabe... e como não temos filhos, gostamos de receber os amigos em casa.
A minha cara deve ter-se coberto de um carregado sorriso amarelo, mas ainda consegui dizer:
-“ Um dia mais tarde combinamos, agora não é oportuno. Acabo de chegar e tenho que organizar primeiro a minha vida.”
From Russia With Love?
Na sequência do post anterior, recomendo a leitura desta notícia do "Público". A mão biológica faz gravíssimas acusações à família portuguesa a quem entregou a criança e a outra filha chega ao desplante de afirmar que vai pedir uma indemnização "por danos morais". Além de estúpidas, são ingratas.
Vale a pena acompanhatr o trabalho que a televisão russa está a fazer sobre este assunto. Começou por divulgar as condições em que a miúda está a viver e vai entrevistar, na quinta -feira , os "pais portugueses" que se deslocam a Moscovo a convite do Canal 1 da televisão russa. O advogado da família também estará presente e afirmou que exige a presença de um tradutor idóneo, a fim de garantir que a conversa não seja deturpada. Vale a pena seguir o assunto com atenção. Não só pela "história", mas também sob o ponto de vista do tratamento jornalístico.
E agora, ninguém é responsabilizado?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (112)- Códigos da Moda
Escreve Umberto Eco:“ quando um homem , pela manhã, diante do espelho, dá o nó da gravata, está a fazer uma opção ideológica”.
Foto: Dorian Leigh, uma das primeiras "top models"Filme português ganha Palma de Ouro em Cannes
Mais uma razão para lamentar não ter estado este ano em Cannes...Um Rochedo viciante?
É uma criação da autora e fiquei muito sensibilizado com a distinção. Viciem-se com o Rochedo à vontade, porque não faz mal à saúde! Obrigado, Margarida.
sábado, 23 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (111)- Moda: De jóia da Coroa a elixir da juventude
Considerada por muitos como uma das Belas Artes, a moda constitui, hoje em dia, fonte inesgotável de receitas para uma vasta panóplia de indústrias e de profissionais que gravitam nas suas zonas de influência. Tal como na história da galinha e do ovo, talvez valha a pena perguntar o que nasceu primeiro: a moda, ou o vestuário?Afirma Gilles Lipovetsky que a moda não faz furor no mundo intelectual. Afirmação no mínimo controversa, quando constatamos que inúmeros escritores e estudiosos se têm debruçado pormenorizadamente sobre o assunto ao longo dos tempos. De Barthes a Levi Strauss, de Alberoni a Baudillard, passando por Umberto Eco e pelo próprio Lipovetsky, para só citar alguns, muitos têm sido os intelectuais a debruçar-se sobre a moda.Estilistas e modelos convergem na opinião de que só os pseudo intelectuais criticam a moda, mas poucos serão os que neguem que a moda é sinónimo de controvérsia. Não só quanto à sua origem ,como quanto à sua essência e objectivos, sendo difícil compreender o problema se não fizermos a sua abordagem histórica.
Do pudor à queda da máscara
Na escola, ensinaram-nos que o aparecimento do vestuário, - subjacente ao aparecimento da moda- estava vinculado a três razões fundamentais: protecção do frio, pudor e adorno.No concernente à primeira razão invocada, não se pode deixar de levantar uma questão. Como explicar que os índios da Patagónia ou dos Andes, continuem ainda hoje a sentir a neve derreter na sua pele nua, sem terem necessidade de vestir-se?

A teoria que defende a moda como tendo origem no adorno, parece ganhar cada vez mais adeptos, com base nos estudos feitos aos costumes das tribos da Papuásia e da América Latina que, embora continuando a não usar vestuário, dão grande importância à imagem corporal, colocando objectos de adorno nas orelhas, no nariz, nos lábios ou mesmo, como acontece em algumas tribos da Papua, manufacturando artefactos, para colocarem no pénis, das mais variegadas cores e recorrendo a pinturas muito elaboradas que, ao contrário do que um visitante mais incauto possa pensar, não são objectos de protecção, mas sim de exibição sexual. Para os defensores desta teoria, o vestuário e a moda que lhe está subjacente, desenvolveram-se para acentuar o encanto sexual, chamar a atenção para determinadas partes do corpo, despertando a libido e o erotismo.
Como diz Fernando Dogana, o vestuário torna-se um prolongamento do corpo, a moda explora os símbolos da feminilidade e da virilidade.
Na verdade, também o homem exprime, através da sua forma de vestir, a sua virilidade. Já no século XVIII, a gola alta e rígida tinha essa função e, até tempos não muito recuados, a gravata exercia função similar.
O progressivo desnudamento da mulher e o aligeirar da moda masculina representa para Fernando Dogana a queda da ”máscara” que ambos estão cansados de usar na sua vida de trabalho, fazendo assim o mesmo que os guerreiros faziam no final dos combates: livrarem-se dela com alívio.
( Continua)
Degradante, mas elucidativo...

sexta-feira, 22 de maio de 2009
Vá lá, MUDE!
Foi hoje inaugurado o MUDE ( Museu de Moda e Design). Fica na Rua Augusta e as entradas são gratuitas até final de Junho.O CR associa-se às cerimónias e, a partir de amanhã, publicará uma série de posts sobre a evolução da Moda, na rubrica Rochedo das Memórias.
Para aguçar o apetite, aqui fica um pequeno excerto da pesquisa que fiz sobre esta matéria:
Espero que gostem.
Justiça (muito pouco) verde
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A Gata

Outras vezes, normalmente ao início da noite, quando chegava a casa, ela lá estava sentada nas patas traseiras. Assim que eu entrava lançava-me um longo miau. Era nessa hora que, habitualmente, conversávamos. Fixava o olhar dela no meu, tentando perceber as minhas palavras até que, em determinada altura, levantava a pata esquerda e coçava os olhos, como a perguntar: “quando é que aprendes a falar língua de gato para eu te entender? Nessa altura dava-lhe as boas noites e despedíamo-nos entre miaus amistosos.
Se chegava a casa cansado ou sem me apetecer conversar, ela só parava de miar quando eu entrava no elevador. Por vezes, já no elevador, lançava-lhe um desafio em voz de cão e ela elevava o tom do seu miar, mostrando o seu desagrado. “ Não estejas a desconversar!”.
Convivi com ela durante 10 anos. Ontem de manhã não a encontrei a apanhar banhos de sol, nem a vi durante todo o dia. Hoje de manhã perguntei por ela à porteira. Na terça–feira ficou doente. Morreu ontem de manhã nos braços do veterinário, que fez tudo para a salvar. Ataque de coração, foi o diagnóstico.
Não me pude despedir da minha amiga gata. Trocar com ela um último miar. Com quem vou conversar quando entrar no prédio logo à noite?
Que sejas feliz no céu dos gatos!
Uma questão táctica
Ópera (do video) bufa
quarta-feira, 20 de maio de 2009
"Punhos de renda" e crimes de guerra

Don't cry for me Argentina...
Couldn't stay all my life down at heel
Looking out of the window, staying out of the sun
So I chose freedom
Running around, trying everything new
But nothing impressed me at all
I never expected it to
Don't cry for me Argentina
The truth is I never left you
All through my wild days
My mad existence
I kept my promise
Don't keep your distance...."
Obrigado a todos os que na caixa de comentários, ou através de e-mail, me enviaram mensagens de apoio no dia de ontem. A vossa força foi fundamental para vencer esta batalha. Foram quase três anos de muito esforço, muita luta, muitos avanços e recuos, muito trabalho e teimosia, muitos momentos de euforia e de desânimo. Agora digo que valeu a pena e que este Rochedo muito contribuiu para isso. Ou seja, todos vós, que com os vossos comentários, a vossa amizade e o vosso incentivo me ajudaram a acreditar que o sonho era possível.
Hoje estou feliz e quero agradecer-vos por isso. Saberei retribuir, acreditem...
Um abraço também para uns amigos que por aqui passam em silêncio e ontem concretizaram um projecto há muito acalentado. Depois da minha euforia, pude partilhar a alegria deles, para a qual também contribuí com um pequeno quinhão.
Há dias felizes e ontem foi um deles.
É bom ter os melhores vizinhos do mundo!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Pensamento do dia (2)
( Provérbio chinês)
Homo Sapiens
A Luz ofereceu-me este prémio que muito agradeço e junto à minha preciosa colecção. Veio num momento muito importante para mim ( o dia de hoje pode alterar a minha vida) e recebi-o como um sinal de que as coisas vão correr como eu espero.Aceitá-lo, implica que defina o que é um Homo Sapiens. Se bem me lembro, é ser responsável, respeitar as pessoas, o meio ambiente e os outros animais; contribuir para a concórdia entre povos e civilizações. Ser Homo Sapiens é querer saber sempre mais, mas reconhecer os limites das suas capacidades e ter bom senso para saber parar no momento exacto. É partilhar, em vez de dividir.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
É só fumaça!
Quem tem K sempre esKapa

(Esta história foi criada a partir de uma notícia do DN do dia 16 de Maio. Qualquer semelhança com a realidade pode não ser pura coincidência)
domingo, 17 de maio de 2009
Conto de Fadas

Rochedo das Memórias (110): A Censura do Livro no Estado Novo-XIII
Curiosamente, foi em Macau que foi apreendido e censurado o primeiro livro de um autor português durante o Estado Novo. Estávamos em 1926, quando o então Governador de Macau, Maia Magalhães, mandou apreender a segunda edição do polémico Historic Macao de Montalto de Jesus.
A ordem de confiscar o livro foi cumprida com tal zelo, que a polícia foi de casa em casa em busca de exemplares existentes. Salvaram-se, porém, alguns exemplares que foram enviados para Hong-Kong e Xangai, e outros que os seus possuidores conseguiram guardar em locais inexpugnáveis. A razão apontada pelo Governo Português para a apreensão do livro era a de que continha “matéria subversiva, atentatória da nossa soberania”, pelo facto de Montalto de Jesus defender a ideia de que o Território de Macau deveria ser internacionalizado sob a égide da Sociedade das Nações.
Obrigado a defender-se no Tribunal de Polícia Correcional de Macau, Montalto de Jesus queixou-se da apreensão de que o seu livro fora vítima, nos seguintes termos:
“Visa a lei de imprensa manter a ordem e decência, suprimindo publicações, sediciosas ou imorais, legalmente condenadas. Ora, no meu livro Historic Macao, nada há que conscientemente possa ser tido como violação daquela lei. Foi por ordem deste Tribunal que se confiscou e suprimiu a obra em Macau, sem que eu fosse julgado primeiramente, ou que o livro fosse condenado legalmente”.
Montalto de Jesus faleceria pouco tempo depois e o seu livro só viria a conhecer a primeira edição em português em 1990. Como escreve Jack Braga no seu livro Primórdios da Imprensa em Macau, “Macau só esteve isento de Censura entre 1842 e 1844”, razão porque a Censura foi sempre uma instituição abertamente assumida e até capaz de suscitar elogios públicos. Atente-se nesta notícia publicada no diário “A Voz de Macau” de 29 de Janeiro de 1945: “Segundo o Boletim Oficial de sábado último, foi, a seu pedido, exonerado do cargo de presidente da Comissão de Censura (de Macau), cargo que desempenhou com todo o zelo, lealdade, dedicação, e competência, o capitão de artilharia sr. José Joaquim da Silva Costa, sendo nomeado para esse cargo o capitão de artilharia, sr. Eduardo de Madureira Proença (...)”.
Não deixa de ser curioso que um jornal que via a sua liberdade coarctada por uma instituição, e que nem sequer defendia as ideias do regime, desse notícia de um louvor publicado em Boletim Oficial do Território!Henrique de Senna Fernandes, autor de "Amor e Dedinhos de Pé", afirma, por seu turno que “os censores eram extremamente incompetentes. Não tinham preparação para aquele trabalho e cortavam a torto e a direito.”sábado, 16 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (109) a Censura do Livro no Estado Novo-XII
Lourenço Marques: 1968Logo em 1927, é publicado o Decreto-Lei 18841 de 27 de Junho que regulamenta a Liberdade de Imprensa nas colónias e 10 anos mais tarde, a 27 de Janeiro de 1937, é publicado o Decreto 27495 que reúne toda a legislação dispersa promulgada para as colónias, visando a aplicação das normas censórias no Portugal ultramarino.
As melhores séries e programas de televisão
- Simpsons ; Get Smart ;Ally Mc Beal ;Seinfeld ;Colombo ;Sopranos ;O Polvo ;O Tal Canal ;Zip-Zip ;L'île ;Hitchcock ;Conta-me como foi ;Six Degrees ;Twin Peaks ;Brideshead Revisited
E agora passo o desafio a todos quantos queiram pegar na corrente.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Em Cannes, rumo ao hemisfério sul
Eu sabia que ia perder muito por não estar este ano em Cannes. Logo no dia de abertura, o filme de animação "Up" deu-me razão. Gostaria de estar no lugar do vendedor de balões, mas não queria ter de esperar até aos 78 anos. Pode ser um bocadinho mais cedo?
Pelo país dos blogs (49)
Provavelmente, muitos dos que visitam o Rochedo já por lá passaram mas a quem gosta de viajar através das imagens e dos mapas dos locais, deixo uma óptima sugestão para o fim de semana.
Vão até ao Viagens Lacoste e viagem pelo mundo inteiro. Uma beleza de blog, garanto-vos. Logo a abrir encontrarão indicações sobre a forma de melhor desfrutarem do que o Viagens Lacoste vos oferece.
Façam uma boa viagem!
Censura e Liberdade de Imprensa
A propósito dos posts que tenho vindo a publicar sobre “A Censura do Livro no Estado Novo”, alguns leitores lembraram-me a proibição do livro de João Ubaldo Ribeiro ( A Casa dos Budas Ditosos) pela Auchan.
Ao escrever estas linhas, lembrei-me de outra questão que gostaria de discutir convosco: a liberdade de imprensa.quinta-feira, 14 de maio de 2009
"i" Obrigado!
-Conhece este jornal?
-Conheço.
-Já leu?
-Já.
-Gostou?-
Mais ou menos...
-Porque não comprou então este em vez do que leva aí?
- Porque hoje me apeteceu comprar este.
- Faço-lhe uma proposta. Dou-lhe este e dá-me esse em troca.
(Como acabara de comprar o jornal e ainda não tinha lido respondi):
- Não quero trocar.Gosto de ler um colunista que hoje escreve aqui.
- Pronto, então está bem. Não posso fazer isto mas, como é simpático, ofereço-lhe este mesmo sem me dar esse em troca.
Amanhã vou tomar café antes de comprar o jornal. Pode ser que me ofereçam o “i” outra vez à borla. A verdade é que começo a gostar do jornal, embora deteste os agrafes.
Entretanto, assim que olhei para a capa fui a correr ler esta notícia.
Pelo país dos blogs (47)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Uma vida sobre rodas...
Sentado à mesa de um café nos arredores do Redondo, Júlio Simões exibe triunfante a “manilha” de copas com que “cobre” o rei, e arrecada a “vaza”. Pega na esferográfica e desenha uma bolinha na extremidade de um segmento de recta, que assinala mais uma vitória no jogo de sueca. O marcador fixa-se nos 4 a 2, é altura de celebrar a vitória com mais uma rodada de imperiais paga pelos derrotados.
As promessas de mudança foram passando de ano em ano, até àquela fatídica noite de Fevereiro de 2003. “Há quase uma semana que guiava 16 horas por dia e estava ansioso por regressar a casa. Devia chegar nessa noite, não fosse esse momento maldito!”. Já em solo pátrio, Júlio Simões parou no local do costume para jantar. Confessa que “bebeu um copito” e tomou uns cafés para “arrebitar”. Depois meteu-se à estrada a pensar no reencontro com a família, mas foi vencido pelo sono. Despistou-se, os prejuízos materiais foram avultados. Júlio foi parar a uma cama do hospital, onde soube que o companheiro de viagem morrera no acidente. “Nunca mais voltaria a ser o mesmo, depois de saber que tinha causado a morte de um colega, mas pensava que ficar retido numa cama durante mais de um ano e ter ficado incapacitado para o resto da vida era castigo que chegasse.” terça-feira, 12 de maio de 2009
Rochedo das Memórias (108)- A Censura do Livro no Estado Novo- XI
Refira-se, aliás, que nem a Igreja escapava à vaga censória, verificando-se em 1970 o caso insólito de um boletim da paróquia de Macieira da Lixa ser apreendido. Isto sucede apenas dois meses depois de os deputados da ala liberal, Sá Carneiro e Pinto Balsemão, terem apresentado na Assembleia Nacional um Projecto de Lei de Imprensa. Meses depois, o Governo envia à Assembleia Nacional um diploma da sua autoria que é aprovado em Julho de 1971. Para além da mudança de nome da Comissão de Censura para Comissão do Exame Prévio, a “grande novidade” residia no facto de “só existir exame prévio quando ocorrerem actos subversivos graves em qualquer parte do território nacional”. Por mera coincidência, antes de votar a Lei de Imprensa, a mesma Assembleia havia chegado à conclusão de que se verificavam “actos subversivos graves”. E tudo ficou na mesma, até 25 de Abril de 74. No entanto, nos três últimos anos de Poder, Marcelo Caetano, como que antecipando-se ao slogan publicitário de uma marca de automóveis que nos anos 90 tem por lema “O leão mostra a sua Raça” ainda teve tempo para demonstrar, mais uma vez a sua boa vontade de abertura. Assim, em 1972, para além do já citado despacho de Gonçalves Rapazote, faz publicar novas e mais apertadas regras para o aparelho censório, onde estabelece os limites à liberdade de imprensa, define as publicações sujeitas a exame prévio, a constituição das comissões e especifica as sanções aplicáveis aos infractores. O resultado foi o aumento da discricionaridade dos censores que viram o seu poder reforçado. Mas, como corolário da hipocrisia de um regime que pretendia manter-se a todo o custo, Marcelo decide publicar o célebre Decreto-Lei 150/72 onde se proibe que os jornais mencionem o facto de os textos e imagens terem sido submetidos a Exame Prévio. É neste contexto que, em 1973, é proibida a divulgação de notícias sobre o Congresso Democrático de Aveiro, ou quaisquer referências às comemorações dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Censura de um regime à beira do extertor, dava assim os últimos suspiros. Sem critérios, sem complacência, utilizando discricionariamente os mecanismos de que dispunha para fulminar, com ódio, qualquer manifestação do pensamento que se afastasse do seu ideário. Por isso, durante o período do Estado Novo, a Censura foi apenas um pretexto para impedir o acesso à verdade dos factos. Fossem eles transmitidos através de jornais, de filmes, peças de teatro ou livros.
Sexta feira promissora
Sócrates annciou que se irá deslocar na próxima sexta-feira à Madeira., talvez na tentaiva de se maririzar com mais uma cena de mau feitio do líder madeirense.
Como era de esperar, AJJ não caiu na esparrela e já afirmou que vai receber Sócrates de braços abertos. Onde é que esconderá a faca?
O escuteiro que há em mim
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Pronúncia do Norte (15)

Trocas e Baldrocas
Altas engenhocas
Que eles sabem inventar!
São palavras ocas,
Faz orelhas mocas,
Não te deixes enganar!
(Cândida Branca Flor)
O senhor engenheiro até já foi Secretário de Estado do Ambiente e da Defesa do Consumidor, por isso não se devia deixar enganar com estas engenhocas!
É muito feio andar a enganar os consumidores, não vos parece?
domingo, 10 de maio de 2009
PORTO, PORTO, PORTO, PORTO!!!!!
Mimos de domingo
... e este...Rochedo das Memórias (107)- A censura do Livro no Estado Novo-X
Apesar de algumas esperanças e sinais de abrandamento, por parte da Censura, com a ascensão ao poder de Marcelo Caetano, a situação não se altera. Os que nele depositavam alguma esperança desiludem-se logo em Abril de 69 quando declara: “Se a Censura fosse abolida, o facto só serviria para lançar a confusão...” Prova ainda mais evidente de que a Primavera Marcelista era apenas ilusão, encontra-se num despacho de Gonçalves Rapazote, Ministro do Interior. Datado de 3 de Novembro de 1972, contém um conjunto de instruções sobre a forma como a DGS deve passar a actuar. Aqui ficam alguns excertos:9. - Informar os Grémios das Artes Gráficas e dos Editores e Livreiros da acção de repressão que vai ser desencadeada
contra os responsáveis pela impressão, distribuição ou venda de publicações pornográficas e subversivas e de que será proposta ao Conselho de Segurança Pública a aplicação das medidas previstas no Decreto-Lei 37447, de 13 de Junho de 1949, para defesa dos bons costumes, da ordem social, e consequentemente da ordem pública.”Entretanto, três redactores da Direcção Geral de Informação percorriam, diariamente, em serviço externo ininterrupto, todas as livrarias de Lisboa, encarregando-se ainda da consulta dos catálogos das editoras e importadoras de livros. Da sua actividade davam conta ao Director Geral , em relatórios semanais, indicando não só os livros aparecidos no mercado que lhes pareciam susceptíveis de consulta ou deviam ser minuciosamente apreciados pela Censura. O parecer final era emitido pelo Gabinete de Serviços de Leitura Especializada a quem competia igualmente a apreciação dos livros que lhe eram remetidos pela PSP ou pela Pide, os quais eram resultantes de apreensões efectuadas por aquelas forças. De mudanças, como se vê, apenas os nomes: de PIDE para DGS e de Censura para Exame Prévio.
Por sua vez, os livros continuaram a ser apreendidos a uma cadência assinalável, com a utilização de argumentos que em nada variavam em relação à prática que já era corrente. Foi o que aconteceu em 1970 com o livro de José Carlos Vasconcelos, "De Poema em Riste," que mereceu o seguinte comentário do censor:






