domingo, 18 de maio de 2008

Então, como ia dizendo...

Para retemperar forças procurei refúgio nas palavras de Haruki Murakami. Depois de ter lido "Em Busca do Carneiro Selvagem" e "Kafka à beira-mar",- que adorei- acabei ontem a leitura de "Dança, Dança, Dança".
Embora esteja um furo abaixo dos outros, encontrei em "Dança, Dança, Dança" o mesmo estilo: uma escrita doce, quase poética, que desta vez emoldura uma história misteriosa, bem ao sabor dos tempos que vivemos. Foi uma excelente escolha para recuperar o prazer dos sentidos...
O pior veio hoje, quando procurei na imprensa nacional notícias sobre a Cimeira do Perú. Não me devia ter surpreendido com o resultado mas, sinceramente, como estavam em cima da mesa temas como os acordos pós -Quioto, a crise alimentar e a pobreza, pensei ler alguma coisa que me desse informação. Afinal, só consegui saber que Chavez se reconciliara com Angela Merkl - e aé lhe deu um beijinho- pediu a Zapatero para apresentar cumprimentos a Juan Carlos e não criticou Uribe. Quanto ao resto, "nicles e batatóides".
Depois de a notícia da visita de Sócrates à Venezuela, se ter resumido a um cigarro fumado num avião não seria de esperar mais, mas não consigo perceber o que foram fazer os jornalistas ao país de Chavez. Se foi só para testemunharem que o PM violou a lei anti-tabágica, não precisavam de ir tão longe.

É só mais um bocadinho...

Ontem estive completamente ausente da blogofera, nem o computador liguei. Uma semana de "arrasar" exigiu-me uma salutar descompressão.
Só vim cá para vos dizer isso e que li a frase sobre o Maio de 68 que mais se coaduna com aquilo que eu penso e já escrevi aqui: " O Maio de 68 foi um fracasso, morreu depressa" - escreve Vasco Pulido Valente.
Regresso mais logo, se não me perder no azul do horizonte...