Olá!Hoje vou falar-vos da ida ao Vaticano. Não é que o Papa me diga alguma coisa, mas ouvi dizer que ir a Roma e não ver o Papa é como ir ao Estádio da Luz e não ver o Benfica marcar um golo. Claro que convencer o Carlos a ir comigo, foi mais difícil do que levá-lo ao Estádio da Luz,, mas lá consegui e em boa hora para ele. Inicialmente portou-se um bocadinho mal, porque assim que lá chegámos sacou de um preservativo e enfiou-o no nariz , mas depois lá o convenci a tirar aquilo e por lá ficámos durante a manhã toda , na paz do Senhor como vocês dizem por cá.
Quando chegámos à Capela Sistina ia tão escalavrada, que me sentei no chão durante meia hora a observar aquela beleza toda.
O melhor do dia foi a hora do almoço. Sentámo-nos numa esplanada da Plaza dos Catalanes ( mesmo junto ao Vaticano) para recuperar forças, antes de voltarmos a pé até ao Castelo de S. Ângelo. Sucediam-se os músicos que tocavam uma música, pediam esmola e seguiam à sua vida, porque a hora do almoço é curta e precisam de a aproveitar bem.
Estávamos já a acabar de comer as nossas pastas, quando chega um tipo a tocar acordeão ( o Carlos explicou-me que aquilo era um bandoleon(?), mas creio que é a mesma coisa…). A diferença, é que este músico tocava tangos e vinha acompanhado de um casal que dançava. Os olhos do Carlos começaram a brilhar com tanta intensidade que se fosse noite, tenho a certeza que iluminavam a Praça de S. Pedro! Deve ter sido por isso que os dançarinos ( o Carlos chama-lhes tangueros) nos vieram buscar para dançar. Eu nunca tinha dançado tango e o Carlos a dançar é um bocado desajeitado, coitadinho, por isso resistimos muito. Mas não tivemos outro remédio senão ir. Quando acabou a dança eu estava outra vez cansadíssima, mas o Carlos parecia que tinha acabado de tomar dois Red Bull! Só queria que o vissem… parecia mais novo do que eu e foi nessa altura que percebi, verdadeiramente, o que significa a Argentina para ele.
Quando retomámos o caminho para o castelo ele estava a contar-me que, antes de partirmos, uma vizinha ( descobri depois que era vizinha da blogosfera e não da casa dele) lhe tinha enviado um vídeo com umas cenas de tango ( já vi e amei tudinho), mas nessa altura vi o Papa. Em carne e osso, a dois metros de distância. Estava disfarçado, mas tenho a certeza que era ele. O Carlos diz que eu sou maluca, mas vejam lá a fotografia, a ver se não tenho razão.
Adeus e até amanhã
Martinha