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segunda-feira, março 10, 2014
terça-feira, janeiro 14, 2014
“Ir além da troika” sempre!
O Diário Económico teve acesso e compara as respostas dos governos dos países sob resgate ao inquérito em curso promovido pelo Parlamento Europeu. A conclusão é demolidora: as respostas da Miss Swaps são evasivas sobre os chumbos constitucionais e sobre o impacto social do programa de ajustamento, contrastando com as respostas dos restantes ministros das Finanças.
As quatro questões colocadas estão reproduzidas na imagem à esquerda. A primeira questão não é de resposta fácil para um governo que, desde o início, se dispôs a “ir além da troika” e que, em cada avaliação, se comprometeu a novos pacotes de austeridade, desfigurando por completo o memorando de entendimento inicial. Ao passo que os outros ministros das Finanças fazem um conjunto de críticas às escolhas dos representantes dos credores externos, a Miss Swaps apelida, segundo o Diário Económico, os sucessivos pacotes de austeridade de “adaptações resultantes de discussão com a troika”.Quanto aos conflitos entre as medidas constantes dos memorandos e as leis nacionais, os responsáveis grego, irlandês e cipriota aproveitam para elencar os problemas com que se têm deparado. A resposta da Miss Swaps é desconcertante: “Tanto quanto sabemos não há casos de violação da lei nacional directamente ligados a medidas do MoU [memorando]”, para depois desvalorizar os chumbos do Tribunal Constitucional, alegando que “algumas medidas” consideradas inconstitucionais foram logo substituídas por outras.
À terceira questão, a Miss Swaps voltou a embatucar. Como poderia a substituta de Gaspar explicar ao Parlamento Europeu que, tendo havido um plano aprovado pelo Conselho Europeu (o PEC IV), os partidos que constituem o actual governo o tivessem inviabilizado? Ainda assim, a Miss Swaps, entre mesuras à troika, sustenta que o programa era “inevitável” e uma “oportunidade”. Ao contrário dos outros ministros, nem uma palavra sobre a crise internacional nem sobre as disfunções da arquitectura do euro.
Finalmente, enquanto os outros ministros das Finanças aproveitam a ocasião para criticar os demolidores efeitos sociais do programa da troika — “preço social extremamente alto” (Grécia), “desemprego alto” e “perda de rendimento” (Irlanda) e “efeitos secundários graves da imposição de perdas aos depositantes” (Chipre) —, a Miss Swaps limita-se a dizer, numa breve linha, que o desemprego ficou acima do esperado, sem uma única referência à perda do poder de compra que está a provocar o empobrecimento dos portugueses.
Entre os governos que se alçaram ao poder na sequência da crise das dívidas soberanas, saiu-nos a fava, é o que é.
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terça-feira, agosto 13, 2013
A palavra aos leitores
De e-mail enviado pelo leitor Francisco R.:
- ‘ (…) conhecido empresário e político do PSD que aparece muito na televisão a falar de tudo e mais alguma, em especial sobre a necessidade de agravar a austeridade, fez esta manhã um levantamento num “multibanco” de Vila Moura. Fui confirmar o recibo da operação que esse conhecido figurão deixou abandonado. A conta foi aberta no estrangeiro (na Alemanha? na Suíça?). Assim se vê a sua confiança na economia portuguesa (e no sistema bancário): as suas contas domésticas estarão sequinhas, sequinhas… Chipre está aqui tão perto. (…) Apaguei o NIB para não poder ser identificado.’
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domingo, junho 23, 2013
El largo adiós a la troika
“Muerte a la troika” (e a quem a apoiou, chumbando o PEC 4):
- ‘A este lado del Atlántico, más cera: “La troika es un desastre”, dispara Charles Wyplosz, del Graduate Institute. “El FMI no debió aceptar su entrada, pero una vez dentro sobran las excusas. Los programas se diseñaron para proteger a los países que están bien, no para salvar a los rescatados. Y en general no habrá solución hasta que los acreedores lleguen a acuerdos con los deudores: hay que acabar con el tabú de las reestructuraciones. Lo contrario es recetar grandes dosis de aspirina cuando hay que ir al quirófano”. Tal vez el más duro sea Paul De Grauwe, de la London School of Economics, que califica la troika de “tremendo error, de forma y de contenido”. “La troika ha orquestado una recesión en toda Europa con esos programas basados en la austeridad sin poner peros a los países acreedores, como Alemania, que debe hacer mucho más. Lo malo es que matar a la troika no es la solución: los fundamentalistas de la tijera pueblan las instituciones europeas”, cierra.’
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segunda-feira, abril 22, 2013
E a Europa aqui ao lado
- • Boa síntese da semana: das trapaças de Reinhart e Rogoff (“el crecimiento no se contraía un -0,1%, sino que era del 2,2%!”), gurus do nosso Gaspar, ao resgate de Chipre (“¿no convendría recordar que Alemania paga el 27,14% de los 10.000 millones de euros que se prestan a Nicosia, pero que España e Italia juntas vamos a pagar un 29,81%?”).
• Entrevista de Martin Schulz, presidente do Parlamento europeu, que considera que o projecto europeu está ameaçado, lembrando que “un cambio en Alemania influirá, pero influirán más los comicios europeos”, como quem diz aos governos que deixem de ser submissos (ou bons alunos).
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Vítor Gaspar
sábado, abril 20, 2013
Tradução simultânea
Schäuble: Resgate ao Chipre deve ser modelo para o futuro. Ou seja, estamos perante um desafio à fuga de capitais dos países da Europa do Sul: — Depositem as vossas poupanças na Alemanha, aonde estarão seguras.
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quarta-feira, abril 03, 2013
Para que serve ser “bom aluno”?
A troika já montou a tenda em Chipre. O acordo contempla um prazo de amortização de 22 anos para os 10 mil milhões de euros do resgate, a uma taxa de juro de 2,5%. Ou seja, Portugal continua a ser o Estado com piores condições dos países intervencionados (incluindo a Espanha). Para que serve estar no quadro de honra?
terça-feira, abril 02, 2013
segunda-feira, março 25, 2013
"O diabo, como sempre, está nos detalhes"
• João Galamba, Há almoços grátis:
- ‘O resgate de Chipre marca o momento em que a ‘troika’, por insistência, entre outros, da Alemanha, decidiu condicionar aprovação do envelope financeiro à imposição de perdas aos credores. Este é, portanto, o primeiro plano de resgate que será financiado, em parte, por um ‘default’ aos credores. Como princípio, nada a apontar. Mas o diabo, como sempre, está nos detalhes.
De todos os credores a quem podiam ser impostas perdas, a escolha recaiu integralmente sobre os depositantes do sistema bancário cipriota, tendo-se decidido poupar os detentores de títulos de dívida pública, a dívida a bancos estrangeiros e a dívida ao eurosistema. Tudo isto em nome da estabilidade do sistema financeiro e da integridade da moeda única. Esta escolha é ilógica, porque constitui uma contradição nos termos.’
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quinta-feira, março 21, 2013
Quanto vale a confiança que se perdeu em Chipre?
• Manuel Caldeira Cabral, Quanto vale a confiança que se perdeu em Chipre?:
- ‘Será que algum país beneficia de um erro como o que se quis impor a Chipre?
Haverá algum país na Europa que, ao criar risco sobre os depósitos nos países do Sul da Europa, esteja a beneficiar os seus bancos, com a fuga de capitais que daí advém? De facto há. E o mesmo país que tem beneficiado como arrastar das dúvidas sobre a dívida soberana conseguindo financiarse a taxas próximas de zero ou mesmo negativas. Este país neste momento lidera uma Zona Euro que já fez demasiados erros, dos quais acaba por beneficiar.
Recuso-me a acreditar que os alemães defendam esta política de terra queimada Mas não tenho a ingenuidade de acreditar que a Chanceler Alemã deixasse passar esta medida no Eurogrupo se a mesma se aplicasse a um país próximo da Alemanha, ou com muitos depósitos de alemães.’
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Vítor Gaspar
quarta-feira, março 20, 2013
terça-feira, março 19, 2013
O princípio do fim da União Europeia
A decisão sobre Chipre marcou o dia em que a Europa regressou ao século XIX.
De facto, já pouco ou nada distingue a actual situação na União Europeia daquela que Bismarck, a propósito da crise austro-prussiana, caracterizou do seguinte modo: “Austria was no more in the wrong in opposing our claims than we were in making them¹.”
A Europa está, novamente, a ser confrontada com a escolha fatal entre a necessidade de acomodar as ‘obsessões alemãs’ ou a indignidade de se sujeitar à ‘agressão alemã’. O que está em curso é a imposição de um novo Zollverein cujas consequências serão tão ou mais funestas que as anteriores.
Não espanta, por isso, que aquele que é, talvez, o último representante no Conselho Europeu do espírito fundador da União Europeia, tenha afirmado que os velhos demónios da Europa andam de novo à solta. E o que sabemos, é que uma vez à solta, não será fácil encerrá-los de novo, tal a predominância do espírito conformista e apaziguador da actual elite governativa europeia.
Com a soberba, que só a ignorância histórica ou a cegueira ideológica permitem, o directório europeu repete, passados mais de dois mil anos, o comportamento da delegação ateniense na pequena ilha de Melos: nós os grandes e poderosos não temos outra opção senão impedir a vossa ‘neutralidade’, mas vós, que sois pequenos e fracos, tendes a liberdade de escolher entre a submissão e a destruição.
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¹ A.J.P. Taylor, The Origins of the Second World War, p.4
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segunda-feira, março 18, 2013
“The Cyprus bail-out – Unfair, short-sighted and self-defeating”¹
Uma questão que me deixou curioso no fim-de-semana: qual teria sido a posição do ministro das Finanças português? A verdade é que o delegado da troika no Terreiro do Paço nunca desilude: Gaspar também disse "sim" a imposto sobre depósitos.
PS — João Galamba e Serras ajudam a perceber o que está em causa no confisco cipriota. Entretanto, o Eurogrupo fez saber que será o governo de direita recém-eleito a decidir se são tributados os depósitos inferiores a 100 mil euros.
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¹ The Economist.
PS — João Galamba e Serras ajudam a perceber o que está em causa no confisco cipriota. Entretanto, o Eurogrupo fez saber que será o governo de direita recém-eleito a decidir se são tributados os depósitos inferiores a 100 mil euros.
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¹ The Economist.
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Vítor Gaspar
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