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sábado, março 21, 2015

A nação inteira a abdicar de si própria

• Afonso Camões, A nação inteira a abdicar de si própria:
    «A ministra Assunção Cristas não teve agenda para estar hoje na conferência que assinala, em Proença-a-Nova, o Dia Mundial das Florestas. É pena. Ali, de mais alto e mais longe, é que se vê melhor como só um país de ricos, deslumbrados ou mal governados vota ao abandono a metade interior de si mesmo.

    (…)

    As áreas de matos e incultos representam quase dois milhões de hectares, o equivalente a um quarto do território nacional. E, no entanto, temos temperaturas, humidade e solos que podem fazer de Portugal um grande produtor florestal. Também já temos - das universidades aos gabinetes ministeriais - estudos e informação suficientes sobre as espécies mais adequadas a cada parcela do território. O que nos falta é planeamento, uma estratégia nacional e coragem política para a conduzir. (...)»

quarta-feira, setembro 03, 2014

O notável discorda



António José Seguro está a publicar vídeos sob a designação «Da série Os meus notáveis». Fui ouvir o diálogo entre o ainda secretário-geral do PS e Mário Costa, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Aljezur. Mário Costa ouviu-o com paciência de Job e, no fim, contradisse o que Seguro acabara de recitar. Eis a parte final do vídeo (a partir de 2:34):
    António José Seguro – Nós temos uma floresta óptima. Precisávamos¹ de ter um cluster na área da floresta — uma fileira, não é? —, porque aquilo, para além da estratégia de prevenção, tem de haver rentabilidade da limpeza dessas mesmas florestas, utilização de todo aquele mato, designadamente em matéria de produção de energia…

    Mário Costa – … biomassa.

    António José Seguro – Exactamente, biomassa era uma coisa fantástica que se podia¹ fazer. Mas para isso nós precisávamos¹ de fazer o cadastro nacional. Há muitos anos que eu ouço falar… dizem todos: «Custa muito dinheiro, custa muito dinheiro, custa muito dinheiro». Mas comece-se a fazer, porque não pode haver uma estratégia séria de prevenção, e até do ordenamento do território, e uma política florestal, se não se souber de quem é que é aquele terreno.

    Mário Costa – Os estudos estão todos feitos, as soluções também estão encontradas. Não estão é implementadas no terreno.

________
¹ A utilização por parte de António José Seguro do pretérito imperfeito revela que o próprio tem sérias dúvidas de ter condições para poder ser ele a promover a reforma das florestas.