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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Psicopatologia da direita portuguesa: o retorno do recalcado
A compulsão que leva sectores da direita portuguesa a fazerem de Sócrates o seu ‘ponto de fixação’ tem uma tal violência que só pode mesmo ser um sintoma de ‘coisa sexual’: assim uma espécie de neurose política obsessiva ou um caso raro de onanismo político.
Sabe-se, desde os estudos clássicos de Freud sobre a neurose obsessiva, que a obsessão é o sucedâneo de uma representação sexual reprimida e que nela o ‘amor’ e o ‘ódio’ coexistem com a mesma intensidade e sobre o mesmo objecto do desejo. E, como também explicou Freud no célebre caso do “homem dos ratos”, o traço da obsessão manifesta-se na necessidade de repetir ou de fazer o contrário do que se deseja – ‘eu odeio-o’ (mas só o desejo a ele), ‘eu sou limpo’ (mas lavo compulsivamente as mãos), etc.
Por conseguinte, a intensidade, a frequência e a regularidade, com que essa direita precisa de proclamar o seu ódio a Sócrates só podem ser sintomáticas da pulsão erótica reprimida que os fixa nesse objecto do desejo.
E, tal como noutros casos clássicos, só a verbalização consciente e compulsiva do ódio lhes permite suportar o desejo e o fascínio recalcados que têm pela personagem política de Sócrates.
O problema, como também explicou Freud, é mesmo o retorno do recalcado…
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