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quarta-feira, novembro 12, 2014

Coma induzido


Portugal foi eleito para o Conselho dos Direitos Humanos da ONU. O PSD achou que era o momento adequado para reabilitar o ministro dos Negócios Estrangeiros, convocando-o por isso para uma audição na Assembleia da República. Rui Machete chega, abre a boca e dispara: a crise pode justificar restrições a «direitos fundamentais» das pessoas. O ministro continua ligado à máquina.

sexta-feira, julho 25, 2014

Não somos a Irlanda, nem a Espanha, nem mesmo a Grécia

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A ONU calculou o Índice de Desenvolvimento Humano de 2013 e acaba de o publicar no Relatório do Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas. Este índice é calculado com base em três dimensões do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente. Para isso, são tidos em conta factores como a esperança média de vida, os anos de escolaridade de cada cidadão e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Portugal ocupava em 2009 o 34.º lugar. Agora, está na 41.ª posição, sendo um dos países da Europa em pior situação. A passagem da troika não explica tudo, uma vez que a Irlanda está em 11.º, a Espanha em 27.º e a Grécia em 29.º.

sexta-feira, junho 13, 2014

Um murro violento num governo que está a desfazer o Estado

Duarte Nuno Vieira, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e presidente do Conselho Europeu de Medicina Legal, estava numa missão no Gana quando soube que Paula Teixeira da Cruz o tinha dispensado do Instituto Nacional de Medicina Legal, após o ter dirigido durante 16 anos. Agora, venceu — numa decisão aprovada por unanimidade — o que é considerado o Nobel das ciências forenses.

Desprezado pelo Governo, os conhecimentos de Duarte Nuno Vieira foram postos ao serviço da ONU. Como consultor para os Direitos Humanos e para a Reabilitação das Vítimas de Tortura, tem viajado por muitos países do mundo à procura de violações do direito humanitário e de sinais escondidos de tortura.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Às ramas, às ramas

• Fernanda Câncio, Às ramas, às ramas:
    ‘Como ouso comparar Cavaco a Mandela, perguntar-me-ão. Ora bem: Cavaco, no lugar de Mandela, teria feito muito melhor. Teria sido, explica-nos ele na sua Autobiografia Política, "cauteloso". Como exemplifica na posição que tomou, enquanto primeiro-ministro de Portugal, quando em 1987 se apresentaram na ONU várias resoluções contra a África do Sul: vota, ao lado dos EUA de Reagan e do Reino Unido de Thatcher, contra as sanções económicas, contra a condenação do auxílio militar de Israel ao governo do apartheid e contra a libertação de Mandela numa resolução, votando a favor noutra. A distinção, explicou o atual PR nesta semana, deveu-se ao facto de a primeira resolução defender o direito do povo sul-africano à luta armada, enquanto ele considerava que o "desmantelamento do apartheid" deveria ocorrer "por meios pacíficos, devendo as autoridades de Pretória abrir o diálogo com os representantes da comunidade negra". Muito melhor do que andar aos tiros, com o risco de magoar alguém ou partir alguma coisa, ou até recorrer ao exagero das sanções económicas. Fazia-se cara feia, dizia-se "racista mau, racista feio", e era esperar que eles caíssem neles.

    Quando Cameron pede desculpa pela posição do seu país no passado (Obama não precisa, é Obama), Cavaco, admirável de coerência, mantém a sua: luta armada nem pensar; quem o critica é porque "não conheceu Mandela". Ele, que o conheceu, pode ter pedido a libertação de um homem condenado pela luta armada condenando a luta armada. Pode presidir às celebrações do golpe militar (armado) do 25 de Abril, até jurar defender uma Constituição que defende "o direito dos povos à insurreição [armada] contra todas as formas de opressão". Ok. Mas e A Portuguesa? Às armas, às armas? Não podemos fazer isto a um pacifista irrevogável. Mude-se o hino, já. Ou o Presidente.’