Quando jornalistas, alegadamente licenciados em economia, defendem com profunda convicção que uma família com habitações de valor TRIBUTÁRIO ( não de mercado) superior a 500 mil euros pertence à classe média, começo a desconfiar da sua idoneidade.
Quando esses mesmos jornalistas afirmam sem tibiezas que qualquer família da classe média tem uma casa na cidade e outra na praia, para além de oura herdada dos pais, começo a desconfiar da sua seriedade.
Mas quando esses e outros jornalistas transformam uma frase de uma deputada num encontro partidário, numa medida do governo que pretende taxar o património dos ricos, sem sequer ouvirem a opinião do ministro responsável, então concluo que essa gente perdeu completamente a noção da realidade e vive num mundo só deles, onde constroem enredos e histórias, que confundem com a realidade.
Partindo do princípio que esses jornalistas não estão todos loucos, nem são desonestos ao ponto de pretenderem intoxicar a opinião pública com notícias falsas, então sou obrigado a concluir que algum agente externo, comum a todos eles, anda a perturbar-lhes o raciocínio.
A culpa de tanta alucinação só pode ser do whiskey marado que anda por aí à solta na noite. Apesar de a ASAE ter encontrado e apreendido em bares, milhares de litros de whiskey marado, certamente não visitou os bares frequentados por alguns jornalistas.