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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Olisipo: mais uma loja que fecha
Largo Trindade Coelho, Lisboa
A Livraria Olisipo enviou um email com uma triste notícia:
«É com sentida tristeza e até revolta que, apesar de termos lutado até à exaustão para conservar a nossa livraria no local que ocupamos há 33 anos, vos comunicamos que teremos de a encerrar no final de dezembro, porquanto o contrato termina em fevereiro de 2020 . Tentámos salvaguardar a nossa livraria ao abrigo da modalidade « Loja com História». Na verdade, o nosso pedido foi deferido. Porém, devido à incompetência e à incúria da Câmara Municipal de Lisboa e dos seus funcionários, que não notificarem o senhorio, como a lei prevê, a nossa legítima pretensão ficou sem efeito. Deste modo, o senhorio e os seus advogados aproveitaram este inacreditável erro da Câmara para se opor.
«Sem mais argumentos para lutar e sendo, hoje em dia, o custo das rendas altíssimo no Chiado, informamos que reabriremos com um novo espaço na Avenida Infante Santo n.º 21 C.»
Se o que aqui é narrado é verdade, é lamentável que a CML não assuma a sua incúria.
Quantas mais lojas irão fechar? O que vamos fazer à Baixa e ao Chiado? E o que vêm os estrangeiros ver em Lisboa? O que veem no seu próprio país?
José Vicente, o fundador da Olispo
sábado, 26 de outubro de 2019
Pastelaria Suíça
A génese deste livro resultou do convite de uma sociedade de advogados a João Bernardo Galvão Teles para colaborar na preparação da candidatura da Pastelaria Suíça ao programa Lojas com História, promovido pela CML. « Mas quando, a todo o momento, se esperava pela aprovação da autarquia, tornou-se conhecida da opinião pública a notícia de encerramento da Pastelaria Suíça e a consequente desistência daquela candidatura, circunstâncias a que não foi alheio o facto de todo o edifício onde se encontrava instalado o estabelecimento ter mudado de proprietário e estar em vias de ser reabilitado e reconvertido.
Revelando sentido de responsabilidade cultural e social, os últimos proprietários entenderam deixar registada e disponível ao público a história da Pastelaria Suíça, promovendo a conversão do relatório de candidatura ao programa Lojas com História no livro que acaba de sair do prelo. Lisboa pode assim preservar a sua memória.»
O livro conta a história da Pastelaria Suíça - estabelecimento que se orgulhava de ter introduzido em Portugal o croissant francês -, fundada em 1922, no Rossio, em Lisboa, e que encerrou definitivamente a 31 de agosto de 2018.
O que me lembro das vezes em que fui à Suíça, que foram poucas nos últimos anos, é de uma local cheio de papéis no chão, com um atendimento péssimo e uma pastelaria deficiente. A última vez comi lá um duchesse com um chantilly alterado. Só lastimo o seu encerramento por ser mais um estabelecimento ligado à história de Lisboa da II Guerra Mundial em Lisboa. Mas se continuasse aberto, ue tivesse outra gerência.
Suíça, 1960: só homens da esplanada.
terça-feira, 26 de março de 2019
sábado, 16 de fevereiro de 2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Menina calçando a meia
Menina calçando meia. Escultura de Leopoldo de Almeida.
Lisboa, Estufa Fria, Parque Eduardo VII
(Estufa-Fria, 1966)
Não te mexas.
O futuro é perder o equilíbrio,
cair até bater no fundo
de uma insónia hora a hora
interrompida para respirar
à superfície da luz.
Não te mexas, ainda.
Não hesites, não assustes o sonho
pousado em teia sobre ti,
não agites as águas.
E talvez a vida se deixe
ficar à margem
com os seus dias armados de pedras.
Inês Dias
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Lisboa: descaracterização da cidade
Passei há dias na Rua do Carmo e vi que o local da antiga Livraria Aillaud & Lello, fundada em 1931 e que encerrou há pouco, está ocupado com outra loja e que estão a tirar as belas letras de Livraria Aillaud & Lello Limitada.
Tanto a fachada como o interior da livraria são da autoria do eng. António José Ávila do Amaral.que foi colaborador do arq. Cassiano Branco. O interior já está descaracterizado e pelo que se vê a fachada segue o mesmo caminho.
Porque será que a Câmara Municipal de Lisboa que arrancou com o programa Lojas com História não classificou o exterior e o interior dessas lojas? Qualquer dia não haverá Lojas com História e não se percebe porque se investiu nesse programa. Mais um programa à portuguesa: elabora-se qualquer coisa só para não se dizer que não se fez nada, mas não se aplica.
«Lisboa preza e valoriza a sua história. Por isso elegeu como uma das suas prioridades proteger o comércio tradicional e histórico, trabalhando para, por um lado, preservar e salvaguardar os estabelecimentos e o seu património material e cultural, e, por outro, dinamizar e reativar a atividade comercial, determinante para a sua existência.» (Fernando Medina, presidente da CML, no prefácio a Lojas com História. Lisboa: Tinta da China, D.L. 2017)
«Lisboa preza e valoriza a sua história. Por isso elegeu como uma das suas prioridades proteger o comércio tradicional e histórico, trabalhando para, por um lado, preservar e salvaguardar os estabelecimentos e o seu património material e cultural, e, por outro, dinamizar e reativar a atividade comercial, determinante para a sua existência.» (Fernando Medina, presidente da CML, no prefácio a Lojas com História. Lisboa: Tinta da China, D.L. 2017)
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Benard faz 150 anos
A Benard está a
celebrar o seu 150.º aniversário com um programa de festas que se estende pelo
ano de 2019. Fundada como Pâtisserie Benard em 1868, teve desde o início ligações
à alta sociedade e fez as delícias de reis, aristocratas e fidalgos. Apesar de
ter passado por um período de declínio depois do 25 de Abril, a Benard conseguiu
resistir à passagem do tempo e é conhecida sobretudo pelos seus famosos
croissants, simples ou com chocolate, doce de ovos ou morango.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
José Sarmento de Matos
A bibliografia de José Sarmento de Matos - que ontem nos deixou - sobre Lisboa é vasta. Escreveu sobre a capital e sobre zonas e edifícios da cidade.
Deixo aqui, para o lembrar, duas obras, de que gosto particularmente: uma levou-me a olhar para a zona oriental da cidade com outros olhos. Fiz muitos passeios com este guia.
Lisboa: Livros Horizonte, 1998-1999
Da história de Lisboa que ele se propunha escrever só saíram até à data dois volumes que chegam a Fernão Lopes. Não sei se ele deixou mais algum volume pronto. Espero que sim.
Lisboa: Temas e Debates, 2008-2009
Faz no próximo ano 50 anos que conheci o Sarmento de Matos.
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Leituras no Metro - 998
Lisboa: Parsifal, 2018
Tenho estado a ler este livro. Muito do que aqui é referido já conhecemos de outras obras sobre a Lisboa da II Guerra Mundial. De qualquer modo, é bastante interessante sabermos quem eram os portugueses que deram a cara pela causa nazi e os que se encontravam na sombra.
O livro faz uma espécie de itinerário lisboeta dos locais onde se encontravam, onde era feita a propaganda nazi (tipografias) e a difusão das ideias nazis (jornais, cinema, encontros, etc.).
O Clube Alemão (assim como a Escola Alemã) esteve instalado na Rua do Passadiço, 86. Mais tarde este local foi sede do Sportung Clube Portugal e é hoje a Escola Luísa Ducla Soares.
terça-feira, 26 de junho de 2018
Números
FPM 41
O controverso Fontes Pereira de Melo, 41 está em fase de conclusão, devendo ficar pronto a seguir ao Verão, mas já está à venda por € 120 milhões, o que não surpreende pois que só um dos pisos de escritórios é que ainda não está arrendado ...
Alguns números :
17 pisos, no bloco mais alto
68 metros de altura
18 000 metros quadrados de escritórios, a que se somam 1000 das duas lojas do r/c
70 milhões de euros em custo de construção
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Números
Alguns números da Expo / Parque das Nações :
31 000 pessoas moram na freguesia do Parque das Nações, e é a população mais jovem de Lisboa ;
30 000 pessoas trabalham no Parque das Nações, freguesia que tem a maior concentração de sedes de empresas do país ;
1 300 000 pessoas visitaram o Oceanário em 2017, o segundo equipamento mais visitado de Lisboa depois do Castelo de São Jorge ;
145 metros tem a Torre Vasco da Gama, o edifício mais alto de Lisboa;
Fonte : Expresso
31 000 pessoas moram na freguesia do Parque das Nações, e é a população mais jovem de Lisboa ;
30 000 pessoas trabalham no Parque das Nações, freguesia que tem a maior concentração de sedes de empresas do país ;
1 300 000 pessoas visitaram o Oceanário em 2017, o segundo equipamento mais visitado de Lisboa depois do Castelo de São Jorge ;
145 metros tem a Torre Vasco da Gama, o edifício mais alto de Lisboa;
Fonte : Expresso
terça-feira, 22 de maio de 2018
Da vinheta
20 anos ! Uma renovação notável do território é para mim o legado mais importante, até por contraste com outras exposições internacionais ( Sevilha, por exemplo ... ) que deixaram destroços e ruínas. Ao contrário de alguns prognósticos, abriu no dia marcado e sem sobressaltos, correu sem incidentes, e se financeiramente não foi exactamente um sucesso , tudo acabou por se resolver graças à própria dinâmica do mercado imobiliário.
Hoje, e apesar de alguns problemas de manutenção, continua a ser aprazível de visitar e até viver.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Da vinheta
(...) Os jacarandás de Lisboa florescem em maio, a meio da primavera, como manda a sua natureza. Mas têm também uma falsa, quase imperceptível, floração em outubro, que é exactamente quando ocorre a floração na América do Sul, de onde é proveniente. É a recordação da estação primaveril que está a ocorrer no outro hemisfério. (...)
- Luís Filipe Castro Mendes, em entrevista ao Jornal de Letras
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Lisbonne: ville ouverte
Paris: Chandeigne, 2018
€17,00
Sai hoje em Paris o livro de Patrick Straumann sobre os refugiados que passaram por Lisboa durante a II Guerra Mundial.
Após a queda de Paris e o encerramento dos portos do Mediterrâneo, a capital portuguesa é a última saída para uma Europa em guerra. Refugiados políticos de todas as origens, apátridas, anónimos, intelectuais e artistas como Man Ray, Julien Green e Hannah Arendt fogem da Ocupação e atravessam os Pirenéus na esperança de encontrar um lugar a bordo de um navio e embarcar para Nova Iorque ou para o Rio de Janeiro.
O cenário deste êxodo é Lisboa e o Estoril. Nas esplanadas dos cafés ouve-se uma mescla de línguas estrangeiras, enquanto que nos átrios dos hotéis dão-se encontros inesperados.
Lisboa agita-se diante do afluxo de refugiados. As livrarias exibem as obras de Stefan Zweig e Romain Rolland, o mercado negro floresce, a bagagem é empilhada nos cais do Tejo.
Como voltar a esta história, feita de milhares de destinos individuais, coincidências e dramas? Enquanto, em Belém, o governo abre a Exposição do Mundo Português, Jean Renoir e Antoine de Saint Exupéry entram juntos a bordo do SS Siboney.
Jean Giraudoux passará por Lisboa em busca do seu filho que foi para Londres; Tadeus Reichstein, futuro Prémio Nobel de Química, cruza a cidade numa viagem de ida e volta a Nova Jersey. Judeu polaco, naturalizado suíço, a sua correspondência privada lançará luz sobre estes anos de guerra.
(Retirado do site da editora.)
Quero muito ler este livro, mas tenho um monte muito grande à minha espera. :)
(Retirado do site da editora.)
Quero muito ler este livro, mas tenho um monte muito grande à minha espera. :)
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Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944),
Hannah Arendt (1906-1975),
Jean Renoir (1894-1979),
Julien Green (1900-1998),
Lisboa,
Man Ray,
Patrick Straumann
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Para os prosimetronistas e visitantes
Deixo-vos aqui um dos melhores pastéis de nata de Lisboa, o da Bijou do Calhariz, que abriu à volta de 1920 no Largo do Calhariz em Lisboa.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Leituras no Metro - 970
Porto: Porto Ed., 2017
É uma Lisboa desconhecida e insólita aquela que vamos descobrindo ao longo deste livro, o mais bem conseguido de todos os que li sobre esta temática.
Múmias, museus esquecidos no tempo, um enigmático castelo, serpentes que guardam o futuro rei… são apenas alguns dos episódios escolhidos ao acaso das muitas histórias misteriosas que se poderiam contar sobre Lisboa e que este livro nos traz.
domingo, 15 de abril de 2018
Lisboa: Arquitetura de um livro
Victor Palla e Costa Martins realizaram cerca de 6000 fotografias, das quais escolheram 200 para o livro.
Uma boa iniciativa dedicar uma exposição à «arquitetura» deste livro, reeditado.
Victor Palla e Costa Martins.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Números
Até os bairros lisboetas menos " históricos " já estão com valores difíceis de imaginar há uns anos ...
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